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tv asa branca
Os telespectadores de Alagoas passaram a contar com uma nova emissora retransmissora da TV Globo a partir da meia-noite deste sábado (27). Sem aviso prévio ao público, a Globo oficializou o fim da parceria com a TV Gazeta de Alagoas, dando início à afiliação com a TV Asa Branca. A mudança ocorreu após decisão do ministro Luís Roberto Barroso, do Supremo Tribunal Federal (STF). As informações são do Antagonista.
A TV Asa Branca, que estava no ar desde junho de 2024 com uma afiliação temporária ao canal Futura, interrompeu a programação educativa às 0h08 para exibir um comunicado sobre a nova fase. No texto, a emissora afirmou que passa a “escrever um dos capítulos mais importantes da história da televisão brasileira”. Em seguida, deu início à transmissão do "Jornal da Globo".
Contudo, a TV Gazeta, do conglomerado midiático do ex-presidente Fernando Collor de Mello, manteve a programação da Globo no ar, transmitindo as atrações de forma simultânea à nova afiliada. A Globo, por sua vez, declarou que a TV Asa Branca é sua única retransmissora autorizada no estado.
ENTENDA O CASO
O fim do contrato com a TV Gazeta segue decisão de Barroso, que na noite de sexta-feira (26) acatou pedido da Globo e suspendeu os efeitos de uma liminar do Superior Tribunal de Justiça (STJ) que obrigava a rede a manter o vínculo com a afiliada. Em sua decisão, o ministro destacou que a manutenção do vínculo com uma afiliada envolvida em crimes compromete a segurança jurídica no setor de radiodifusão. Barroso também ressaltou o impacto econômico da situação e afirmou que o contrato “não deve ser perpetuado por via judicial”.
A TV Gazeta é controlada por um grupo ligado a Collor, que cumpre prisão domiciliar por condenação por corrupção e lavagem de dinheiro.
Curtas do Poder
Pérolas do Dia
Camila Vasquez
"Acredito que o processo de modernização do Tribunal, a partir de uma visão mais punitiva para uma atuação mais preventiva, privilegiando a preservação do atendimento das necessidades públicas, é um grande desafio. Exige novos modos de fiscalização, e eu pretendo compor a Corte para abordá-lo".
Disse a procuradora Camila Vasquez Negromonte durante apreciação de seu nome na Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) da AL-BA, para uma vaga no Tribunal de Contas dos Municípios da Bahia (TCM-BA).