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tombamento na bahia
O Ministério Público do Estado (MP-BA) acionou a Justiça no caso que envolve a Capela de Santa Cruz, a Igreja Matriz e o museu de Monte Santo na região sisaleira. Os espaços fazem parte do acervo cultural do município, conhecido pela tradição religiosa. Em caráter de urgência, o órgão pediu o tombamento provisório dos espaços pela prefeitura, o que inclui o veto a alterações nos prédios. O pedido, feito na última terça-feira (5), também foi encaminhado à Diocese local.
Autor do documento, o promotor Adriano Nunes de Souza ainda solicitou reformas estruturais como forma de garantir a integridade dos imóveis, mantendo o aspecto histórico-cultural e arquitetônico deles. O MP pediu ainda que a prefeitura seja obrigada a requerer a aplicação de Registro Especial, perante o Instituto do Patrimônio Artístico e Cultural da Bahia (Ipac), com o objetivo de patrimonializar a Via Crucis de Monte Santo.
Em caso de os danos causados aos bens impossibilitarem a recuperação dos mesmos, o MP pediu que a prefeitura e a Diocese sejam condenados a indenizar e compensar os prejuízos “em valor a ser oportunamente apurado em fase de liquidação, mediante realização de perícia técnica”, cujo montante deverá ser revertido ao Fundo de Defesa de Direitos Difusos.
O promotor baseou o requerimento no Relatório do Ipac, feito em 2016, durante a 1ª Fiscalização Preventiva Integrada (FPI) do Itapicuru, que atualizou o Inventário de Proteção do Acervo Cultural da Bahia. Porém, de acordo com a ação, em 2019, a Diocese se manifestou desinteresse no tombamento recomendado pelo Ipac, argumentando que “o imóvel não detinha natureza de patrimônio histórico cultural”.
O promotor de Justiça levou em consideração ainda que a prefeitura não apresentou comprovação de que atuava em prol do tombamento, "não restando ao MP outra alternativa além da proposição da ação na Justiça", diz nota do órgão.
Curtas do Poder
Pérolas do Dia
Damares Alves
"Vai colocar muita gente na cadeia".
Disse a senadora Damares Alves (Republicanos-DF) ao revelar que a CPMI do INSS possui documentos que envolvem “grandes igrejas” e “grandes pastores” nos desvios de dinheiro obtido por meio de descontos ilegais nos benefícios dos aposentados.