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temperatura recorde
O município de Ibotirama, no Oeste baiano, registrou 40,7 °C na tarde deste sábado (18), segundo dados do Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet). O índice foi a maior temperatura da Bahia e a segunda mais alta do Brasil no dia, atrás apenas de Oeiras (PI), onde os termômetros marcaram 41,2 °C.
Segundo o Velho Chico News, parceiro do Bahia Notícias, esse foi também o segundo maior registro de calor de 2025 no estado, ficando atrás apenas dos 40,9 °C registrados no dia 10 de setembro, também em Ibotirama. Desde o início da série histórica local, em 2008, esta é a 50ª maior temperatura já registrada no município.
Ainda segundo o Inmet, durante o sábado, a umidade relativa do ar variou entre 13% e 73%, sem registro de chuva. A manhã começou com mínima de 21 °C, mas o aquecimento foi rápido e intenso, elevando a temperatura a níveis considerados críticos.
Além de Ibotirama, o Oeste baiano enfrentou temperaturas próximas aos 40 °C. Os casos ocorreram em Luís Eduardo Magalhães: 39,6 °C; Correntina: 39,4 °C; Barra: 38,7 °C; e Barreiras: 38,5 °C
A sensação térmica, que considera a combinação entre temperatura e umidade, foi ainda maior em algumas regiões: Correntina: 38,9 °C; Luís Eduardo Magalhães: 38,9 °C; Barra: 38,3 °C; Guanambi: 34,7 °C; e Curaçá: 34,5 °C
Os dados meteorológicos completos podem ser consultados no Portal do Inmet.
A Organização das Nações Unidas (ONU) realizou alerta para uma grande possibilidade de ocorrer o fenômeno “El Niño” neste ano. Em publicação de relatório realizada nesta quarta-feira (3), o secretário-geral da Organização Meteorológica Mundial (OMM), Petteri Taalas, alertou que o fenômeno pode causar temperaturas globais recordes em 2024.
“O mundo deve estar preparado para o desenvolvimento do El Niño, associado ao aumento do calor, seca ou chuvas em diferentes partes do mundo. Isso pode trazer alívio da seca no Chifre da África, mas também pode desencadear eventos climáticos e climáticos mais extremos”, afirmou Petteri Taalas.
De acordo com o portal “O Globo”, a OMM calcula que o El Niño tem probabilidade de 60% de formação até o fim de julho e 80%, até setembro. Para a organização, o fenômeno está associado a um maior período de seca em algumas áreas e de chuvas fortes em outras.
A OMM afirma que o ano de 2016 foi o mais quente já registrado por causa do El Niño. Para a organização, o fenômeno está relacionado ao aquecimento provocado pelas ações humanas devido à liberação de gases de efeito estufa. O efeito que atinge as temperaturas globais geralmente ocorre no ano seguinte ao seu desenvolvimento e, portanto, provavelmente será mais aparente em 2024.
O QUE É O EL NIÑO
Segundo o Instituto de Pesquisas Espaciais (Inpe), o El Niño representa o aquecimento anormal das águas superficiais e subsuperficiais do Oceano Pacífico Equatorial. A palavra El Niño é derivada do espanhol, e refere-se à presença de águas quentes que todos os anos aparecem na costa norte de Peru na época de Natal.
Os pescadores do Peru e Equador chamaram a esta presença de águas mais quentes de Corriente de El Niño em referência ao Niño Jesus, traduzindo, Menino Jesus.
Curtas do Poder
Pérolas do Dia
Ricardo Alban
"A entrada de importações de até 50 dólares sem tributação é o mesmo que financiar a indústria de países como a China, principal exportador de produtos de baixo valor para o Brasil, especialmente no setor têxtil. O prejuízo é direto a quem fabrica e comercializa em território brasileiro".
Disse o presidente da Confederação Nacional da Indústria (CNI), Ricardo Alban ao comentar a aprovação da medida provisória 1357/2026, que revogou a chamada “taxa das blusinhas”. Segundo Alban, a medida representa um retrocesso econômico, cria uma condição de desigualdade para o setor produtivo brasileiro e pode colocar em risco mais de 100 mil empregos.