Artigos
A mãe da gula
Multimídia
Deputado Adolfo Menezes critica gastos com cachês de artistas em festas no interior da Bahia
Entrevistas
Após retorno à AL-BA, Luciano Ribeiro descarta disputa pela reeleição e diz estar focado na campanha de ACM Neto
sustentabilidade financeira
A Confederação Brasileira de Futebol (CBF) anunciou, na noite da última quinta-feira (5), mudanças estruturais importantes para a Série B do Campeonato Brasileiro a partir de 2026. Durante a reunião do Conselho Arbitral da competição, a entidade confirmou a criação do "Programa de Apoio à Reestruturação Financeira de Clubes da Série B (PARF-B)" e a adoção de um sistema de playoffs para definir parte dos acessos à elite do futebol nacional.
O PARF-B tem como objetivo fortalecer a sustentabilidade financeira da competição, condicionando o apoio econômico da CBF ao cumprimento de regras de responsabilidade fiscal e boas práticas de gestão por parte dos clubes participantes.
Por meio do programa, a entidade manterá o custeio integral de despesas consideradas estruturais, como logística (transporte e hospedagem), exames antidoping e taxas de arbitragem. No entanto, a continuidade desses benefícios estará vinculada ao cumprimento do Sistema de Sustentabilidade Financeira, funcionando como uma cláusula de barreira para os clubes inadimplentes.
"Nada mais justo do que a CBF continuar ajudando os clubes financeiramente, mas, em contrapartida, os clubes precisam mostrar esse controle financeiro", afirmou o presidente da CBF, Samir Xaud.
A iniciativa foi classificada como inédita por dirigentes presentes à reunião. Dono da SAF do Londrina e ex-presidente do Bahia, Guilherme Bellintani destacou a mudança de paradigma na gestão da competição.
"A Série B sai daqui absolutamente renovada. Estamos avançando ao condicionar o financiamento histórico da logística ao cumprimento das primeiras regras de responsabilidade fiscal", disse.
Além do novo programa financeiro, a principal novidade esportiva será a adoção de playoffs para definição de duas vagas de acesso à Série A de 2027. Pelo novo formato, campeão e vice-campeão sobem diretamente. Já os clubes que terminarem entre a 3ª e a 6ª colocação disputarão confrontos eliminatórios, em jogos de ida e volta.
O terceiro colocado enfrentará o sexto, enquanto o quarto medirá forças com o quinto. Os vencedores desses duelos garantirão as duas vagas restantes na elite do futebol brasileiro.
Diretor de competições da CBF, Julio Avellar afirmou que a mudança busca aumentar a atratividade esportiva e comercial da Série B até as rodadas finais.
Segundo ele, o novo formato representa a "cereja do bolo" do projeto de reformulação da competição.
Outro ponto definido no Conselho Arbitral foi o calendário da Série B em 2026. Diferentemente do planejamento inicial, a competição não será paralisada durante a disputa da Copa do Mundo.
De acordo com Avellar, a decisão permitirá maior espaçamento entre as partidas, o que tende a melhorar o nível técnico, a recuperação física dos atletas e a logística das equipes ao longo da temporada.
Para assegurar o cumprimento das regras financeiras estabelecidas pelo PARF-B, a fiscalização ficará sob responsabilidade da Agência Nacional de Regulação e Sustentabilidade do Futebol (ANRESF), órgão independente que acompanhará os indicadores econômicos dos clubes.
A CBF informou que o detalhamento técnico dos critérios e indicadores de excelência do programa será divulgado até o final de fevereiro.
A Confederação Brasileira de Futebol (CBF) realizará, entre os dias 7 e 16 de janeiro, uma imersão internacional com a participação de clubes das Séries A e B do Campeonato Brasileiro e de federações estaduais. A programação será realizada na Inglaterra, Alemanha e Espanha e terá como foco o aprofundamento em temas relacionados à arbitragem e aos modelos de controle financeiro adotados nesses países.
Segundo a entidade, a iniciativa busca promover a troca de experiências com ligas e federações estrangeiras sobre dois eixos considerados centrais para a organização do futebol: a gestão da arbitragem e o sistema de fair play financeiro. O presidente da CBF, Samir Xaud, integrará a comitiva e destacou que a proposta envolve participação conjunta de clubes e federações na construção de propostas para o futebol nacional.
"Faremos esta imersão para debater e trocar ideias sobre arbitragem e fair play financeiro com as principais ligas e federações do mundo e teremos a participação ativa de clubes e federações para que tenhamos uma construção coletiva visando à evolução permanente do futebol brasileiro", explicou.
Durante a viagem, estão previstas visitas técnicas e reuniões institucionais com dirigentes de clubes, representantes de ligas, federações e empresas ligadas ao esporte. A escolha pelo período inicial da temporada de 2026, de acordo com a CBF, visa facilitar a participação dos representantes brasileiros.
Na Espanha, a agenda inclui visita à sede da La Liga, no dia 15 de janeiro. No local, haverá apresentações sobre o funcionamento do campeonato espanhol, os mecanismos de controle econômico e as práticas adotadas pelos clubes do país.
A imersão será realizada em parceria com a CBF Academy, braço educacional da confederação voltado à capacitação e à profissionalização do futebol brasileiro.
Paralelamente à iniciativa internacional, a CBF instituiu dois Grupos de Trabalho (GTs): um voltado à arbitragem e outro ao fair play financeiro. No campo da arbitragem, a entidade firmou contrato com a empresa Genius Sports para a implementação do sistema de impedimento semiautomático em jogos da Série A do Campeonato Brasileiro e da Copa do Brasil nas temporadas de 2026 e 2027.
No âmbito financeiro, o GT do Fair Play Financeiro publicou, em 10 de dezembro, a versão completa do Regulamento do Sistema de Sustentabilidade Financeira (SSF). O documento define parâmetros para controle de dívidas, gastos com elenco, capacidade de endividamento e equilíbrio operacional dos clubes, com o objetivo de estabelecer diretrizes para a gestão financeira no futebol brasileiro.
A primeira versão do Regulamento do Sistema de Sustentabilidade Financeira (SSF), base do modelo de fair play brasileiro, foi publicado nesta quarta-feira (11). Além disso, a entidade elaborou um guia explicativo direcionado a dirigentes, conselheiros, funcionários, torcedores e outros interessados na gestão do futebol nacional.
O guia explica em seções o Regulamento explicando o Porquê da regra e "Como ela funciona na prática?". "A CBF entende que a implementação de um novo sistema de controle financeiro é um processo complexo. Por isso, este guia busca ser um parceiro dos clubes nesta jornada de adaptação, oferecendo clareza sobre suas obrigações e sobre os mecanismos de transição criados para garantir uma efetivação justa e gradual", completou a entidade.
Na última edição do CBF Academy Summit, o Regulamento do SSF já havia sido apresentado e foi oficialmente publicado nesta semana. Além de ter o objetivo de buscar estabilidade financeiro para os clubes brasileiros, também procura aumentar a transparência, incentivar o controle de custos, estimular investimentos no futebol e garantir que as equipes operem dentro de suas próprias condições financeiras.
Curtas do Poder
Pérolas do Dia
Jaques Wagner
"Eu acho que nós temos muito a trocar. Essa é uma civilização milenar, que tem muito a ensinar com o salto que eles deram aqui em 40 anos. Você pega uma cidade como essa, que há 50 anos era uma aldeia de pescadores com 20 mil habitantes. Hoje tem 17 milhões de habitantes. Você anda por aqui e não vê um papel no chão, não vê uma sujeira, um teatro espetacular, um prédio todo novo. Parabéns pra eles por terem conseguido. E muita gente do Brasil, que tem preconceito, devia dar um pulo aqui. Porque eu vejo as pessoas falando: 'ah, mas eles são comunistas'. Eu não sei o que quer dizer isso. Mas se comunismo é isso aqui, é um sucesso".
Disse o senador Jaques Wagner ironizou, nesta terça-feira (5), ao comentar as críticas que são feitas à China e o preconceito pelo país se declarar comunista. O senador está em Shenzhen, no Sul chinês, e acompanhou a última apresentação da turnê do Neojiba - Núcleos Estaduais de Orquestras Juvenis e Infantis da Bahia, projeto que ajudou a fundar.