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Adriano Sampaio
E se o maior erro das previsões eleitorais não estiver nas pesquisas, mas na forma como interpretamos o eleitor indeciso?

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Modelo proprietário desenvolvido pela Duplamente Inteligência de Mercado desafia a distribuição proporcional dos votos e propõe uma nova leitura das trajetórias eleitorais brasileiras

Multimídia

Mansur diz que candidatura feminina no PSOL deve ser decidida pelas mulheres

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O candidato ao Governo da Bahia pelo PSOL, Ronaldo Mansur, afirmou que a legenda tem ampliado a participação feminina nas disputas majoritárias, mas é necessário que "as mulheres decidam" disputar um lugar na majoritária. A declaração ocorreu durante entrevista à série especial “Vota BN”, do Projeto Prisma, do Bahia Notícias, com Fernando Duarte. Para ele, a escolha precisa partir das próprias integrantes do partido.

Entrevistas

Entrevista Exclusiva: Ministra Rachel Barros detalha ações do MIR para a população negra

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Nesta segunda-feira (10), a ministra da Igualdade Racial, Rachel Barros, esteve em Salvador para participar do Colóquio Internacional Cultura, Relações Exteriores, Desenvolvimento e Reparação. O evento, que acontece nas cidades de Salvador e Cachoeira, integra as celebrações pelos 25 anos de fundação do FENEBA e desdobra as discussões iniciadas no 9º Congresso Panafricano, sediado em Lomé, no Togo.

superliga feminina

Tifanny reage à nova regra da CBV que bane a participação de mulheres trans: "Estão tirando tudo de mim"
Foto: Carol Oliveira / Divulgação

Um dia depois de a Confederação Brasileira de Voleibol (CBV) adotar uma nova política que impede mulheres trans de disputar a categoria feminina nas principais competições nacionais, Tifanny Abreu se pronunciou pela primeira vez sobre a decisão. A oposta do Osasco criticou a medida, classificou a mudança como um "enorme retrocesso" e garantiu que pretende lutar para permanecer no esporte.

 

A manifestação aconteceu no último sábado (15), após a derrota do Osasco por 3 sets a 2 para o Pinheiros, na estreia pelo Campeonato Paulista. Tifanny, de 41 anos, está liberada para disputar o Estadual porque a competição começou antes da publicação da nova política da CBV e continuará seguindo as regras que estavam vigentes no início do torneio.

 

Após a partida, a jogadora destacou que está há dez anos atuando no voleibol feminino e afirmou que a decisão da confederação afeta não apenas sua carreira, mas também o clube, torcedores, patrocinadores e outras pessoas trans.

 

"O voleibol é minha vida, meu trabalho. A CBV está tirando de mim tudo o que eu tenho, que é o amor pelo voleibol e a profissão que venho exercendo todos esses anos. São 10 anos no voleibol feminino. Não comecei ontem. Isso não afeta somente a mim. Afeta meu clube, a torcida, patrocinadores, as pessoas que se inspiram em mim, o direito de todas as pessoas trans", declarou.

 

Tifanny também comparou os novos critérios de elegibilidade a antigos métodos utilizados para verificar o sexo de atletas e classificou a mudança como um retrocesso.

 

"É um enorme retrocesso na luta pelo reconhecimento e inclusão de todas as pessoas no esporte. Voltamos para uma forma vexatória, como se testavam as atletas nos anos 60 e 70. Estamos em 2026. Não podemos ter esse retrocesso jamais."

 

A oposta afirmou ainda que pretende buscar medidas para contestar a decisão.

 

"Não vou me calar. E vou tomar todas as medidas possíveis para que minha luta pelo direito, visibilidade, inclusão e prática do esporte não tenham sido em vão. Meus 10 anos não foram em vão e vou lutar por eles e por todos vocês. Obrigado e nos vemos novamente no próximo jogo", completou.

 

 

NOVA REGRA DA CBV
Publicada na última sexta-feira (14), a nova Política sobre a Elegibilidade de Atletas para as Competições da Categoria Feminina no Voleibol revogou a política anterior da CBV para atletas trans. A entidade afirma que a mudança segue as normas adotadas pelo Comitê Olímpico Internacional (COI) e o cenário regulatório internacional da modalidade.

 

O regulamento determina que a participação na categoria feminina fica limitada às atletas consideradas de sexo biológico feminino. A identidade de gênero, documentos civis, tratamento hormonal, supressão de testosterona ou realização de cirurgia deixam de ser suficientes para alterar a elegibilidade esportiva.

 

Para estabelecer essa condição, a CBV adotará a triagem do gene SRY. Atletas com resultado negativo serão consideradas elegíveis para o feminino. Já aquelas com resultado positivo não poderão ocupar vagas da categoria feminina, com exceção de casos específicos de CAIS ou outras condições XY-DSD raras previstas no regulamento.

 

A política menciona expressamente que atletas transgêneros XY com resultado SRY positivo não serão elegíveis para a categoria feminina, podendo competir na masculina caso cumpram os demais requisitos. Dessa forma, a nova regulamentação representa, na prática, o banimento de mulheres trans nessas condições das competições femininas abrangidas pela CBV.

 

A exigência passa a valer imediatamente para a Superliga A e B 2026/27, Supercopa do Brasil 2026, Copa Brasil 2027, Circuito Brasileiro de Vôlei de Praia Adulto 2027 e CBVP Challenger 2027, além das edições seguintes.

 

A recusa em realizar o teste não configura infração disciplinar, mas, sem a comprovação exigida, a atleta não poderá competir na categoria feminina.

 

TIFANNY SEGUE APTA NO PAULISTA
A nova regra não retirou Tifanny do Campeonato Paulista de 2026. A Federação Paulista de Voleibol (FPV) decidiu manter as normas existentes quando o Estadual teve início, na sexta-feira (14), antes que a nova política produzisse efeitos sobre a competição.

 

Com isso, a oposta poderá continuar defendendo o Osasco durante o torneio. Para as próximas competições, entretanto, a federação informou que eventuais alterações serão avaliadas posteriormente.

 

O Osasco também se manifestou após a publicação da norma. O clube afirmou ter sido surpreendido pela decisão, disse que não participou da elaboração da política e acionou seu departamento jurídico para avaliar os próximos passos. A equipe reiterou apoio à jogadora.

 

Na estreia do Paulista, Tifanny recebeu apoio das arquibancadas do Ginásio José Liberatti. Torcedores gritaram seu nome e exibiram manifestações de apoio durante a partida contra o Pinheiros.

 

 

QUEM É TIFANNY?
Tifanny atua no voleibol feminino desde 2017 e fez história ao se tornar a primeira mulher trans a disputar a Superliga Feminina. A jogadora defende o Osasco desde 2021 e conquistou, entre outros títulos, a Superliga na temporada 2024/25.

 

A temporada 2026/27 tende a ser uma das últimas de sua carreira, já que ela indicou anteriormente a proximidade da aposentadoria.

Adenízia é MVP da Superliga Feminina; confira seleção do campeonato
Foto: Wander Roberto/Inovafoto/CBV

O Dentil Praia Clube conquistou o tricampeonato da Superliga Feminina de vôlei e teve em Adenízia um dos principais nomes da campanha. A central foi eleita a melhor jogadora da competição e também entrou na seleção da temporada 2025/2026 como melhor atleta da posição.

 

Campeã olímpica, Adenízia se destacou no ataque, no bloqueio e pela liderança em momentos decisivos da trajetória do Praia Clube. Além dela, a equipe campeã teve a norte-americana Payton Caffrey escolhida como uma das ponteiras do time ideal. O técnico Rui Moreira também foi premiado como melhor treinador da competição.

 

Vice-campeão, o Osasco foi o clube com mais representantes na seleção da Superliga. Jenna Gray foi eleita a melhor levantadora, a argentina Bianca Cugno ficou com o posto de melhor oposta, e Camila Brait recebeu o prêmio de melhor líbero.

 

O Minas também teve representante no time ideal, com Julia Kudiess escolhida como central. A outra ponteira selecionada foi Simone Lee, do Sesc Flamengo. Já Jaqueline Schmitz, do Maringá, levou o prêmio de Atleta Revelação.

 

A cerimônia de premiação também marcou homenagens a duas referências do vôlei brasileiro que se despedem das quadras: Camila Brait e Carol Gattaz. Brait encerra a carreira após defender o Osasco, enquanto Gattaz integrou o elenco campeão do Praia Clube, mas atuou pouco na temporada por conta de uma lesão no joelho.

Zé Roberto convoca primeiras atletas para Seleção Feminina de Vôlei para a Liga das Nações 2026; veja lista
Foto: FIVB

A Confederação Brasileira de Voleibol (CBV) anunciou, na última quinta-feira (16), os primeiros nomes da Seleção Brasileira Feminina de Vôlei para a temporada de 2026. Sob comando de José Roberto Guimarães, três atletas foram convocadas para iniciar a preparação visando a Liga das Nações de Voleibol Feminino, que começa em junho.

 

A lista inicial conta com as centrais Diana, do Sesi Bauru, e Luzia, do Gerdau Minas, além da líbero Marcelle, do Fluminense. Entre as convocadas, apenas Luzia ainda disputa as semifinais da Superliga Feminina 2025/26. Para complementar os treinos, a levantadora Bruninha foi convidada pela comissão técnica.

 

O Brasil busca o primeiro título da VNL feminina. A equipe já soma 12 conquistas do Grand Prix, torneio que antecedeu a atual competição internacional.

 

A estreia será em Brasília, cidade que volta a sediar uma etapa da VNL após ficar fora das edições de 2024 e 2025. Na sequência, a equipe viaja para Ancara, na Turquia, e encerra a fase classificatória em Kansai, no Japão.

 

Durante a competição, o Brasil enfrentará seleções como Japão, Polônia, Estados Unidos e China, além de outros adversários ao longo das três semanas iniciais.

 

A fase final da VNL 2026 está prevista para acontecer entre os dias 22 e 26 de julho, em Macau, na China.

 

Confira a lista das primeiras convocadas:
Diana (central)
Luzia (central)
Marcelle (líbero)

 

Convidada:
Bruninha (levantadora)

Curtas do Poder

Ilustração de uma cobra verde vestindo um elegante terno azul, gravata escura e língua para fora
Do jeito que as coisas vão, não sei se o Soberano chega inteiro em outubro. Mas não foi o único que levou bola nas costas também. Tiveram que recorrer até ao passado pra lembrar da conexão entre o Pernambucano e o Capitão, por exemplo. Enquanto isso, o passado deixa outros tristes. Não é, Ferragamo? Mas o futuro também tira o sono de alguns. Alice no País das Maravilhas, por exemplo, já tem seu plano B. Saiba mais!

Pérolas do Dia

André Viana

André Viana
Foto: Antena 1 Salvador

"Quando você tem o monitoramento nos parlatórios, onde não é possível efetuar essa difusão de tratativas, determinações por parte da liderança para o mundo aqui fora, você traz o isolamento para o crime e nos ajuda por demais no enfrentamento à criminalidade". 


Disse o delegado-geral da Polícia Civil da Bahia (PC-BA), André Viana ao defender a ampliação do monitoramento nos parlatórios dos presídios de segurança máxima do estado. Em entrevista ao programa Bahia Notícias no Ar, da rádio Antena 1 Salvador, nesta sexta-feira (18), o delegado afirmou que a medida ajudaria a bloquear a comunicação entre detentos e integrantes de organizações criminosas do lado de fora das unidades prisionais.

Podcast

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A sabatina faz parte da série especial "Vota BN", dedicada a sabatinar as principais lideranças políticas na disputa pelo Executivo estadual e pelo Senado nas eleições de 2026. O programa é transmitido ao vivo a partir das 16h no YouTube do Bahia Notícias.

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