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A ministra de Relações Institucionais (SRI), Gleisi Hoffmann, afirmou que o governo federal irá avaliar um possível veto aos “penduricalhos” aprovados pelo Congresso Nacional para os servidores legislativos. Em entrevista ao Bahia Notícias, neste sábado (7), durante evento de 46 anos do PT realizado em Salvador, a titular da SRI informou que ainda aguarda a chegada dos projetos apreciados pelo legislativo federal para a tomada de decisão.
“Na hora que chegar, vamos fazer a avaliação”, disse Gleisi.
Na última terça-feira (3), a Câmara dos Deputados e o Senado Federal aprovaram projetos de lei que autorizam o pagamento de valores acima do teto constitucional a servidores do Legislativo que acumularem funções consideradas estratégicas e de alta responsabilidade. As propostas, conhecidas como “penduricalhos”, foram aprovadas em votação simbólica e podem elevar a remuneração mensal para até R$ 77 mil, extrapolando o teto, segundo projeções.
Atualmente, o teto do funcionalismo público é de R$ 46.366,19, valor correspondente ao salário dos ministros do Supremo Tribunal Federal. Com as novas regras, servidores que já recebem o teto poderão obter ganhos adicionais por meio de indenizações e licenças compensatórias, classificadas como verbas de natureza não remuneratória.
DESAFIOS
Ao comentar os desafios políticos e a estratégia eleitoral para 2026, a ministra avaliou que o cenário tende a repetir, em linhas gerais, o modelo adotado na eleição de 2022, com alianças formais no campo democrático e acordos regionais específicos.
“Nós estamos muito confiantes na reeleição do presidente Lula. Obviamente que a gente tem que trabalhar muito, agregar apoios, mas eu acho que nós vamos repetir um quadro muito parecido com o de 2022”, avaliou.
Segundo Gleisi Hoffmann, a construção de palanques regionais será determinante, especialmente em estados como Bahia e Piauí, onde o PT dialoga com partidos de centro, a exemplo do PSD.
“Nós tivemos um núcleo de alianças formais com os partidos do campo democrático de centro-esquerda e tivemos apoios de partidos de centro de forma estadual. Na Bahia, por exemplo, tivemos apoio do PSD. Em outros estados, como São Paulo, não tivemos. Então, vamos ter que ir conversando e fazendo as alianças regionais para ter um palanque forte para o presidente Lula”, explicou.
Questionada sobre a possibilidade de manutenção do apoio de partidos como o União Brasil, que atualmente ocupa ministérios no governo federal, a ministra afirmou que o diálogo segue aberto e depende das realidades locais.
“Leva em conta sim. Eu acho que tem estados em que o União Brasil vai estar conosco, por estar com seus ministros no governo e também pela realidade estadual. A gente tem que ter paciência, costurando e conversando. Tudo vai dar certo”, concluiu.
O secretário Especial de Assuntos Federativos da Secretaria de Relações Institucionais da Presidência da República (SRI), Júlio Pinheiro, afirmou que a Ponte Salvador-Itaparica é uma realidade e que o Governo Federal tem atuado para garantir a execução da obra com agilidade. Em entrevista ao Bahia Notícias, Pinheiro declarou que a inclusão do projeto entre as prioridades do Programa de Parcerias de Investimentos (PPI) reforça o compromisso da União com o desenvolvimento da infraestrutura baiana.
“A ponte é uma realidade. Esse novo formato, com o contrato reequilibrado entre o governo do estado e a empresa chinesa, vai possibilitar o início das obras. Quando o Governo Federal coloca o projeto como prioridade no PPI, isso facilita o financiamento e a liberação de recursos, porque flexibiliza e desburocratiza o processo, garantindo mais celeridade na execução”, afirmou.
Júlio destacou ainda que o empreendimento deve contar com apoio de instituições financeiras como o BNDES e o banco do BRICS, o que deve assegurar o andamento das obras. Ele ressaltou a importância da ponte para o desenvolvimento logístico e econômico de diversas regiões da Bahia.
“É uma obra que vai ser muito importante para Salvador, para o Recôncavo, o Baixo Sul e o Vale do Jiquiriçá. Salvador hoje tem uma única entrada, a BR-324, que é um caos pela grande demanda. A ponte vai possibilitar uma nova via, com um sistema viário interligando Santo Antônio de Jesus e Castro Alves até a BR-116, o que vai dinamizar muito a nossa economia”, explicou.
GOVERNO E PREFEITOS
O secretário também comentou sobre o diálogo com os prefeitos baianos, destacando que a Secretaria de Assuntos Federativos tem atuado como ponte entre os municípios e os ministérios em Brasília.
“Recebemos prefeitos diariamente, e esse é o nosso papel. A secretaria cuida da relação com prefeitos e governadores, articulando os programas do Governo Federal para que cheguem aos municípios e acolhendo as demandas locais”, disse.
Segundo ele, as principais solicitações apresentadas ao governo envolvem recursos para saúde, infraestrutura e habitação, além do acesso a programas como o PAC e o Minha Casa, Minha Vida.
“As demandas são as de sempre: recursos para saúde, infraestrutura, liberação de emendas e pagamento de convênios. A orientação do presidente é que a gente dê celeridade a essas ações, porque o tempo do mandato é curto e a população precisa de respostas rápidas”, pontuou.
LULA NA BAHIA
Pinheiro também comentou as frequentes visitas do presidente Luiz Inácio Lula da Silva à Bahia, destacando o carinho do chefe do Executivo pelo estado e o papel estratégico da região nas políticas do governo.
“O presidente Lula tem um carinho especial pela Bahia. Ele mesmo já disse que, em outra vida, acha que foi baiano. E esse carinho é recíproco: o povo baiano tem uma relação muito próxima com ele e foi decisivo na sua eleição. Ele entende que a Bahia precisa dessa atenção e desse apoio do Governo Federal”, declarou.
O secretário lembrou que Lula retorna ao estado nesta quinta-feira (9) para participar da inauguração da fábrica da BYD, em Camaçari, e de anúncios de investimentos da Petrobras no Estaleiro Paraguaçu, em Maragogipe.
“Amanhã o presidente terá duas agendas muito importantes. Uma delas é a inauguração simbólica da produção do primeiro carro híbrido flex da BYD, em Camaçari, e a outra é o anúncio de investimentos de R$ 2,6 bilhões da Petrobras no Estaleiro Paraguaçu, que vai gerar cerca de seis mil empregos e ajudar a retomar a economia do Recôncavo”, destacou.
Curtas do Poder
Pérolas do Dia
Donald Trump
"O governo cubano está conversando conosco e eles têm problemas muito sérios, como vocês sabem. Eles não têm dinheiro, não têm nada agora, mas estão conversando conosco e talvez vejamos uma tomada de poder amigável em Cuba”, disse o presidente a repórteres ao sair da Casa Branca para uma viagem ao Texas. “Sabe, temos pessoas morando aqui que querem voltar para Cuba".
Disse o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, ao comentar que está considerando uma "tomada de controle amigável" de Cuba, enquanto Washington pressiona a ilha comunista.