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O talento e a tradição artesanal do Recôncavo Baiano ganharam projeção nacional e internacional no novo projeto audiovisual de Anitta. No clipe de “Feitiço”, faixa que integra o álbum visual EQUILIBRIVM II, a cantora aparece usando o colar “Ciranda do Recôncavo”, peça criada pela marca baiana DUA em parceria com a Associação Chitarte, de Cachoeira.
A joia faz parte da coleção Benditas, inspirada na história e na simbologia da Irmandade da Boa Morte, uma das mais importantes manifestações afro-católicas do Brasil, formada exclusivamente por mulheres negras e sediada na cidade histórica do Recôncavo baiano.
O colar une o design desenvolvido pelas estilistas Camila Oliveira e Nádia Oliveira ao trabalho manual das artesãs da Chitarte. Apenas a etapa de bordado da peça demandou cerca de dez dias de produção, evidenciando o cuidado e a riqueza técnica presentes na criação.
Referência no artesanato produzido no interior da Bahia, a Associação Chitarte atua há décadas na valorização dos saberes tradicionais da região. Atualmente, reúne 17 artesãs e mantém ações de formação que beneficiam mulheres e jovens, além de projetos voltados para comunidades rurais e quilombolas de Cachoeira e entorno.
A coleção Benditas, composta por 13 peças — oito delas bordadas pela associação —, já foi apresentada em importantes eventos de moda, como desfiles realizados no Museu de Arte Contemporânea da Bahia (MAC Bahia) e no Dragão Fashion Brasil, em Fortaleza.
Nas redes sociais, a Chitarte celebrou a presença da criação no trabalho da cantora. “Essa parceria é um processo de muitas mãos, mostrando que a moda autoral e o artesanato têm lugar de destaque quando recebem apoio e visibilidade”, destacou o coletivo.
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A marca baiana Somos Dua, criada por Camila de Oliveira, ganhou destaque na revista Vogue ao apresentar uma coleção que une ancestralidade, artesanato e identidade cultural. As peças, desenvolvidas para a estreia da marca no Dragão Fashion Brasil, chamaram atenção pela estética marcante e pela valorização de tradições do Recôncavo Baiano.
Fundada em 2018 por Camila e sua mãe, a Somos Dua nasceu a partir de referências familiares que seguem presentes no processo criativo da designer. Entre as inspirações está a avó paterna, Dona Alzira, importante liderança do candomblé. Segundo Camila, as memórias das joias e adornos usados pela avó influenciam diretamente a criação das peças.
“Ela sempre andava com um balangandã e peças douradas. Quando faço minhas peças, sinto essa conexão com ela, é como se estivéssemos conversando”, contou à Vogue.
Para a coleção apresentada no evento, a designer integrou o projeto Mãos da Moda e firmou parceria com a Chitarte, grupo de artesãs de Cachoeira fundado em 1987 e reconhecido pelo trabalho com bordados em chita.
Batizada de “Benditas”, a coleção presta homenagem às mulheres que mantêm vivas tradições culturais e religiosas da Bahia. A inspiração principal veio da histórica Irmandade da Boa Morte, manifestação de resistência, fé e protagonismo feminino negra que tem raízes em Cachoeira.
As peças combinam maxibijoux de grande impacto visual com técnicas artesanais como o crivo rústico e o ponto-cheio, executadas pelas artesãs da Chitarte. O resultado é uma coleção que mistura metal, bordado e memória afetiva, traduzindo a riqueza cultural do Recôncavo em acessórios contemporâneos.
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Curtas do Poder
Pérolas do Dia
André Viana
"Quando você tem o monitoramento nos parlatórios, onde não é possível efetuar essa difusão de tratativas, determinações por parte da liderança para o mundo aqui fora, você traz o isolamento para o crime e nos ajuda por demais no enfrentamento à criminalidade".
Disse o delegado-geral da Polícia Civil da Bahia (PC-BA), André Viana ao defender a ampliação do monitoramento nos parlatórios dos presídios de segurança máxima do estado. Em entrevista ao programa Bahia Notícias no Ar, da rádio Antena 1 Salvador, nesta sexta-feira (18), o delegado afirmou que a medida ajudaria a bloquear a comunicação entre detentos e integrantes de organizações criminosas do lado de fora das unidades prisionais.