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Silva Neto admite possibilidade de sair do PDT para disputar vaga na Assembleia Legislativa da Bahia
O ex-prefeito de Araci, Silva Neto, confirmou que pode deixar o PDT para viabilizar sua candidatura a deputado estadual na Assembleia Legislativa da Bahia (AL-BA) ainda em outubro. A movimentação ocorre após mudanças internas na legenda reveladas pelo Bahia Notícias, mas o político garante que, independentemente da sigla que escolher, permanecerá alinhado à base de apoio do governador Jerônimo Rodrigues (PT).
“Existe, sim, a possibilidade de eu sair do PDT, o que ainda não aconteceu. Ainda terei tratativas com o presidente estadual do partido, o deputado federal Félix Mendonça Júnior. Tenho ouvido também as pessoas que constroem esse projeto comigo antes de qualquer decisão”, diz.
Considerado uma liderança expressiva no interior baiano, Silva Neto explicou que a saída ainda depende de conversas com o presidente estadual do partido, o deputado federal Félix Mendonça Júnior, e com seu grupo político. Ele reforçou que mantém uma boa relação pessoal e administrativa com Félix, que atua como representante de Araci na Câmara Federal, mas ressaltou a necessidade de avaliar o melhor caminho para o seu projeto eleitoral.
"Minha relação com Félix vai além de partido. Ele representa Araci na Câmara Federal e tem prestado um excelente serviço à nossa região”, pontua o político.
Silva Neto foi peça-chave na articulação que reaproximou o PDT do governo petista na Bahia. Atualmente na primeira suplência da legenda, ele projeta um crescimento em sua votação em relação ao pleito de 2022. O cenário de saída é compartilhado por outros nomes do partido, como o deputado Emerson Penalva, diante do realinhamento com o grupo político de ACM Neto.
O coordenador do Movimento Municipalista do PDT da Bahia, Silva Neto, ex-prefeito de Araci, afirmou nesta quinta-feira (4) que a aprovação da Proposta de Emenda Constitucional (PEC) 66 trará um "alívio" financeiro para as prefeituras do estado. O texto, que limita o pagamento de precatórios, deve ser promulgado na próxima semana.
"A aprovação da PEC 66 é resultado direto da luta dos prefeitos baianos, inclusive da União dos Municípios da Bahia (UPB). É nas cidades que estão os problemas, mas também são nelas que nascem as grandes soluções. Esse passo dado em Brasília fortalece quem está na ponta, cuidando das pessoas”, afirma Silva Neto.
Segundo Silva Neto, a aprovação da PEC é uma "vitória do municipalismo" e um resultado da luta de prefeitos baianos. A medida, além de alterar as regras para o pagamento de dívidas reconhecidas pela Justiça (precatórios), também estabelece novas condições para a negociação de débitos de estados e municípios com o INSS.
"Assim, sobra mais recursos para que as prefeituras invistam no essencial, a exemplo de saúde, educação e infraestrutura. É isso que a população deseja", complementa o ex-prefeito de Araci.
A cúpula do PDT da Bahia deve ser chamada ainda em novembro pelo prefeito de Salvador, Bruno Reis (União), para tratar do espaço do partido na reforma administrativa que o chefe do Palácio Thomé de Souza deve fazer no início da segunda gestão. Bruno já sinalizou que serão mudanças pontuais, mas é considerado certo que haverá uma rearrumação envolvendo os pedetistas. O prefeito deve viajar para o exterior, mais precisamente para Londres, para um curso de prefeitos reeleitos, e adiar o diálogo.
Uma das incógnitas envolve a secretaria de Saúde. O site apurou que os pedetistas têm interesse no retorno da vice-prefeita Ana Paula ao posto, mas também existe a possibilidade de a legenda indicar para o cargo outro quadro da legenda: o deputado estadual Emerson Penalva (PDT), também próximo de Bruno.
Nesse caso, assumiria o mandato na Assembleia Legislativa o suplente Silva Neto, ex-prefeito de Araci e ligado ao deputado federal Félix Mendonça Júnior, que comanda o PDT na Bahia. Embora seja próximo do PT e do governador Jerônimo Rodrigues, Silva já avisou que, se for para assumir o mandato, seguirá fielmente a orientação do partido, que hoje integra a bancada de oposição na Casa.
Outro ponto de negociação envolve a ida de um vereador ou vereadora do PDT para um cargo no Executivo. Neste caso, o nome indicado pelo partido seria o da vereadora Roberta Caires, e a pasta seria a de Políticas para as Mulheres. Ex-titular da Secretaria de Mobilidade e ex-presidente da Limpurb, Omar Gordilho, eleito para uma cadeira na Câmara este ano e muito próximo de Ana Paula e Félix, quer exercer o mandato. Os outros dois pedetistas na casa, Débora Santana e Anderson Ninho, reeleitos este ano, teriam interesse em ir para o Executivo, mas "correm por fora".
A “subida” de um vereador do PDT para um cargo na Prefeitura abriria possibilidade para o primeiro suplente do partido, Zilton Netto, liderado do deputado federal pedetista Leo Prates, assumir o mandato. Entretanto, Zilton, que já presidiu a Codecon, também pode assumir uma nova “missão” no governo de Bruno Reis.
Nesse caso, se um vereador do PDT assumir um posto na Prefeitura, quem assumiria a cadeira no Legislativo municipal seria a segunda suplente, a ex-vereadora Leo Kret.
Curtas do Poder
Pérolas do Dia
Flávio Bolsonaro
"Lula vai ficar do lado de criminosos?"
Disse o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) ao fazer duras críticas à atuação do presidente Luiz Inácio Lula da Silva na área da segurança pública. Flávio, pré-candidato do PL a presidente nas eleições de outubro, citou o projeto de lei antifacção, aprovado pelo Congresso Nacional em fevereiro e que ainda não foi sancionado por Lula.