Artigos
El Niño de 2026: o país não pode enfrentar uma seca histórica de olhos vendados
Multimídia
Rosemberg prevê vitória de Jerônimo contra ACM Neto no 1º turno
Entrevistas
Após retorno à AL-BA, Luciano Ribeiro descarta disputa pela reeleição e diz estar focado na campanha de ACM Neto
sicario
A Polícia Federal afirmou que Joana Mourão, irmã de Luiz Philipi Mourão, conhecido como Sicário, ameaçou "acabar com a família" de Daniel Vorcaro e que aliados do ex-banqueiro atuaram para comprar seu silêncio.
A informação consta em documento elaborado pela PF e encaminhado ao Supremo Tribunal Federal (STF), cujo sigilo foi retirado pelo ministro relator André Mendonça.
A PF identificou as ameaças em conversas interceptadas nos celulares de investigados. Em uma delas, Joana afirmou que poderia revelar documentos que "acabariam" com Vorcaro e sua família.
Em outra mensagem, enviada em 7 de maio ao interlocutor identificado como Manolo, após a prisão do primo de Daniel Vorcaro, Felipe Vorcaro, ela escreveu: "Já foi o filho, o genro, hoje o sobrinho, no que depender de mim, HV será o próximo. Domingo já coloco tudo no Fantástico e no Cabrini dessa família maldita."
A PF entende que "HV" seria uma referência a Henrique Vorcaro, pai de Daniel.
Segundo a investigação, Manoel Mendes Rodrigues, conhecido como Manolo e apontado como braço direito de Henrique Vorcaro, atuou para comprar o silêncio de Joana, que relatava passar por dificuldades financeiras e disse estar "desesperada".
Em 26 de abril, Joana e sua mãe se encontraram com Manolo, que depois relatou o encontro a Henrique.
"Estamos conversando com a mãe aqui. Vamos passar os contratos dos ativos pertinentes ao nosso amigo, no nome dela, para resolver a questão", disse Manolo em mensagem interceptada pela PF.
O STF julga nesta terça-feira (16) se mantém a prisão de Henrique Vorcaro.
Em audiência na Comissão de Segurança Pública da Câmara dos Deputados, na tarde desta terça-feira (9), o ministro da Justiça, Wellington Cesar Lima, assegurou que Luiz Philip Mourão, cúmplice de Daniel Vorcaro conhecido como Sicário, atentou contra a própria vida na cela onde estava custodiado.
Apesar de confirmar a ação de Luiz Philip, o ministro disse aos deputados que os detalhes sobre a morte dele têm “muitas facetas sigilosas” que devem ser destituídas de sigilo em breve.
“Não houve menor dúvida da natureza do evento (suicídio) com base em perícias. Não assisti ao vídeo, mas oficiais disseram que era inequívoco. A PF (Polícia Federal) apurou com todo rigor”, disse o ministro.
Conhecido pelo apelido “Sicário”, termo usado para designar um matador de aluguel, Luiz Phillipi Mourão era apontado pela polícia como um operador de perfil violento e ligado a fraudes financeiras. Preso na operação Compliance Zero, que investiga supostas irregularidades bilionárias relacionadas ao Banco Master, Mourão morreu após tentar suicídio dentro da cela da Polícia Federal em Belo Horizonte, em 4 de março deste ano.
As investigações também o relacionam ao banqueiro Daniel Vorcaro e a um grupo que monitorava e intimidava adversários. Embora não tenha respondido formalmente por homicídios, Mourão já era conhecido das autoridades, pois tinha passagens por crimes como estelionato, receptação, uso de documento falso e ameaça.
Em outro momento da audiência pública, o ministro Wellington Cesar Lima e Silva revelou que o governo federal estuda a conversão de 138 presídios em unidades de segurança máxima. O ministro não deu detalhes sobre o trabalho de coordenação com as secretarias penitenciárias estaduais, e também não deu um prazo para conclusão dessa conversão.
“Vamos converter em presídios de segurança máxima dotando de equipamentos e tecnologia para tirar esses 138 presídios de estado precário. Nossa ideia original era fazer um novo por estado, seriam 27, até que tivemos o estímulo e o apoio para elevarmos”, afirmou Wellington.
O ministro da Justiça recebeu ainda diversos questionamentos de deputados de oposição sobre o papel da Polícia Federal na prisão do ex-deputado federal Alexandre Ramagem (PL-RJ), em abril deste ano, no estado da Flórida (EUA), pelo serviço de imigração americano. Ele foi condenado por tentativa de golpe e é foragido da Justiça brasileira.
Na sua fala, Wellington Lima e Silva negou que autoridades brasileiras teriam intercedido junto aos Estados Unidos pela prisão de Ramagem e citou um relatório da PF.
“Teria ocorrido uma comunicação ao nível da cooperação policial, uma comunicação informal entre diálogos entre os agentes da ICE [serviço de imigração] e o oficial de ligação, que teriam trocado informações sobre o cidadão brasileiro que acabou sendo alcançado pela providência”, afirmou.
O empresário Fabiano Zettel, cunhado do dono do Banco Master, Daniel Vorcaro, declarou à Receita Federal um aporte de R$ 48,5 milhões na Super Empreendimentos em 2022, empresa apontada pela Polícia Federal como utilizada pelo grupo para a prática de crimes financeiros e lavagem de dinheiro.
Segundo as investigações, a estrutura atenderia à chamada “turma” de Vorcaro: pessoas ligadas a atividades de caráter miliciano, entre elas o indivíduo conhecido como “Sicário”, Luiz Felipe Mourão. As informações foram divulgadas pelo portal G1.
Luiz Phillipi Machado de Moraes Mourão foi preso na Operação Compliance Zero, que investiga um esquema bilionário de fraudes financeiras relacionadas ao Banco Master. As investigações apontam que ele tinha papel central na organização criminosa e executava ordens de monitoramento de alvos, extração ilegal de dados em sistemas sigilosos e ações de intimidação física e moral.
De acordo com dados da Junta Comercial do Estado de São Paulo, Zettel atuou como diretor da empresa entre 2021 e 2024. A informação consta na declaração de Imposto de Renda do próprio empresário, obtida pela Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) do Crime Organizado junto à Receita Federal.
No documento, Zettel afirma que o valor foi repassado na forma de adiantamento para futuro aumento de capital (AFAC). Na prática, esse tipo de operação permite a transferência de recursos para a empresa sem a incidência do Imposto sobre Operações Financeiras (IOF), já que o valor é classificado como um aporte societário e não como uma transação financeira comum.
Luiz Phillipi Mourão, apontado como “sicário” de Daniel Vorcaro em investigação sobre o Banco Master, teve a morte confirmada após protocolo de morte encefálica. O fato ocorreu na noite desta sexta-feira (6), segundo informou a defesa em nota.
De acordo com os advogados, via g1, o óbito foi declarado às 18h55, após o encerramento do protocolo de morte encefálica iniciado no mesmo dia, por volta das 10h15. O corpo será encaminhado ao Instituto Médico Legal (IML) para os procedimentos legais. Mourão havia sido preso durante a Operação Compliance Zero, deflagrada pela Polícia Federal na quarta-feira (4).
A investigação apura um suposto esquema bilionário de fraudes financeiras envolvendo o Banco Master. Na quinta-feira (5), a PF informou que abriu inquérito para apurar as circunstâncias da custódia de Mourão. Segundo nota divulgada pela instituição, ele atentou contra a própria vida enquanto estava sob custódia na Superintendência Regional da Polícia Federal em Minas Gerais. O diretor-geral da PF, Andrei Rodrigues, afirmou que as ações ocorridas no local e o atendimento prestado pelos policiais foram registrados por câmeras.
“Toda a ação dele e o atendimento pelos policiais estão filmados sem pontos cegos”, declarou. A Operação Compliance Zero também resultou na prisão do banqueiro Daniel Vorcaro, apontado pelos investigadores como líder de uma organização criminosa estruturada em diferentes núcleos.
Ainda segundo a PF, Mourão teria papel central no grupo, executando ordens relacionadas ao monitoramento de alvos, extração ilegal de dados em sistemas sigilosos e ações de intimidação física e moral. Relatórios da investigação mencionam ainda conversas entre Vorcaro e Mourão que indicariam uma dinâmica considerada violenta pelos investigadores.
Nos documentos, Mourão é descrito como “longa manus” [expressão jurídica que designa alguém que atua em nome de outra pessoa] em supostas práticas atribuídas à organização. O relatório também aponta indícios de que Mourão receberia cerca de R$ 1 milhão por mês de Vorcaro como pagamento pelos supostos serviços ilícitos.
Nota da defesa de Luiz Phillipi Machado de Moraes Mourão: “Informamos que o quadro clínico de Luiz Phillipi Machado de Moraes Mourão evoluiu a óbito, que foi legalmente declarado às 18h55, após encerramento do protocolo de morte encefálica iniciado hoje, 06.03.26, por volta das 10h15.O corpo será encaminhado ao Instituto Médico Legal, seguindo-se o protocolo legal”, encerra a nota.
A Secretaria de Saúde de Minas Gerais informou, nesta quinta-feira (5), que o estado de saúde de Luiz Phillipi Machado de Moraes Mourão, conhecido como “Sicário” de Daniel Vorcaro, é considerado gravíssimo. Luiz Mourão foi preso nesta quarta-feira (4) no âmbito da Operação Compliance Zero, da Polícia Federal (PF).
O homem de 43 anos era chamado pelos comparsas de “Sicário”, em referência a uma denominação para assassino de aluguel. Ainda na quarta-feira, o suspeito aguardava pela audiência de custódia na sede da Superintendência da Polícia Federal em Belo Horizonte, quando tentou se matar.
Ele foi socorrido por agentes durante a tarde e a PF chegou a informar que médicos do Hospital João XXIII constataram a morte cerebral dele, mas, minutos depois, a Secretaria de Saúde de Minas Gerais divulgou uma outra informação, e disse que ele permanecia em estado grave no CTI.
Segundo Robson Lucas, advogado da família de Luiz, ele continua vivo e internado no CTI do Hospital João XXIII. A Polícia Federal abriu inquérito nesta quinta-feira (5) para apurar a circunstância da custódia de Luiz Phillipi Machado de Moraes Mourão.
O diretor-geral da Polícia Federal, Andrei Rodrigues, afirmou que "toda a ação dele e o atendimento pelos policiais estão filmados sem pontos cegos". A PF disse que comunicou o ocorrido ao gabinete do ministro André Mendonça, relator do caso Master no Supremo Tribunal Federal (STF), e entregará todos os registros em vídeo que demonstram a dinâmica do ocorrido.
Curtas do Poder
Pérolas do Dia
Michelle Bolsonaro
"Vamos todos trabalhar juntos para derrotar o atual desgoverno. Não há briga, nem competição. Peço apenas que não retirem trechos da minha fala de contexto para não gerar confusão".
Disse a ex-primeira dama Michelle Bolsonaro depois de expor um desentendimento com o enteado Flávio Bolsonaro (PL) e voltar a comentar o caso envolvendo o presidenciável nesta quinta-feira (25), em um texto publicado em suas redes sociais.