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O governo iraniano só baterá o martelo sobre a participação na Copa do Mundo 2026 após a Federação Internacional de Futebol (Fifa) posicionar-se sobre a solicitação das transferência de seus jogos, antes escalados para os Estados Unidos, para o México. A informação foi divulgada pelo ministros do Esporte do Irã, Ahmad Donyamali.
O argumento utilizado para o pedido vem do envolvimento militar norte-americano ao lado de Israel em ataques que provocaram uma guerra contínua na região.
O presidente da Fifa, Gianni Infantino, declarou na semana passada, no entanto, que o Irã jogará suas partidas conforme programado. "Nosso pedido à Fifa para transferir os jogos do Irã dos EUA para o México ainda é válido, mas ainda não recebemos uma resposta", disse Donyamali à agência de notícias estatal turca Anadolu em uma entrevista publicada no fim de semana.
"Se for aceito, a participação do Irã na Copa do Mundo será certa. No entanto, a Fifa ainda não respondeu. Como ministro dos Esportes, juntamente com a federação de futebol iraniana, manteremos a equipe de futebol pronta para a Copa do Mundo. No entanto, a decisão final será tomada pelo nosso governo", completou.
A Copa do Mundo será realizada nos EUA, México e Canadá de 11 de junho a 19 de julho. O Irã está programado para disputar todos os seus jogos do Grupo G em solo norte-americano.
O governo do Irã passou a seguir uma nova diretriz que restringe a participação de seleções e clubes em países considerados “hostis”. A medida pode impactar diretamente compromissos futuros do país, incluindo a Copa do Mundo de 2026.
Segundo informações divulgadas pela CNN, o Ministério dos Esportes iraniano determinou que as equipes nacionais não viajem para locais onde não existam garantias de segurança para atletas e delegações. A decisão surge em meio ao acirramento das tensões políticas entre Irã e Estados Unidos.
Um confronto do Tractor FC, pela Liga dos Campeões da Ásia, já entrou em dúvida após a implementação da nova regra, evidenciando os efeitos práticos da medida. Apesar de a diretriz não citar explicitamente o Mundial, o cenário gera incerteza. O Irã já está classificado para a Copa, que terá sedes nos Estados Unidos, Canadá e México — nações que podem se enquadrar nos critérios de "hostilidade" estabelecidos pelo governo de Teerã.
A partir de agora, a participação da Seleção no torneio passa a depender, além do desempenho esportivo, também do contexto político e diplomático dos próximos meses. Mesmo com o ambiente, a equipe mantém sua agenda e disputa um amistoso contra a Nigéria nesta sexta-feira (27).
A decisão do governo também ocorre após episódios recentes envolvendo a Seleção Feminina do país, onde as jogadoras do Irã adotaram uma postura de protesto silencioso na abertura de sua participação na Taça da Ásia.
Durante a execução do hino nacional antes da partida contra a Coreia do Sul, realizada no Estádio Cbus Super, as atletas permaneceram alinhadas sem proferir a letra da composição "Mehr-e Khavaran". O gesto ocorreu dentro do contexto de instabilidade na região do Oriente Médio, dias após o registro de ataques militares dos Estados Unidos e de Israel contra o território iraniano.
A presidente do México, Claudia Sheinbaum, afirmou que o país está disposto a receber os jogos que o Irã disputaria nos Estados Unidos durante a Copa do Mundo. Ambos os países sediam a competição junto ao Canadá.
“Estão analisando com a Fifa se isso é viável, porque os jogos seriam nos Estados Unidos; se podem realizar o torneio aqui no México. Está sendo avaliado e, no momento oportuno, informaremos”, disse Sheinbaum durante sua tradicional coletiva de imprensa matinal.
“O México tem relações com todos os países do mundo, então vamos ver o que a Fifa estabelece e, a partir disso, informaremos”, acrescentou. Questionada diretamente se o México está aberto a receber os jogos e se a questão é apenas logística da Fifa, Sheinbaum respondeu que "sim".
O presidente da Federação Iraniana de Futebol, Mehdi Taj, afirmou nesta segunda-feira (16) que a entidade está em negociação com a Fifa para transferir os jogos dos EUA para o México. A preocupação é a segurança dos jogadores.
Donald Trump afirmou na última semana que o Irã não deveria participar da Copa do Mundo por “suas próprias vidas e segurança”, em meio à guerra no Oriente Médio.
A Copa do Mundo 2026 começa no dia 11 de junho e será disputada entre Estados Unidos, Canadá e México. O Irã integra o Grupo G e tem partidas programadas contra Bélgica e Nova Zelândia, em Los Angeles, e contra o Egito, em Seattle. O Centro de Treinamento (CT) da seleção está previsto para Tucson, no estado do Arizona.
A Seleção do Irã manifestou nesta semana o interesse em disputar a Copa do Mundo de 2026, porém solicita atuar fora dos Estados Unidos. A federação iraniana negocia junto à FIFA a possibilidade de transferir seus jogos para o México, visando evitar possíveis desdobramentos negativos oriundos dos conflitos diplomáticos entre os dois países.
A sugestão da transferência partiu do embaixador do Irã, Abolfazl Psedniddeh, e a proposta formal foi enviada por meio do Ministério das Relações Exteriores iraniano. No ofício, destaca-se a preocupação com a segurança e o clima político diante das tensões históricas entre Washington e Teerã.
Até o momento, a FIFA não se pronunciou oficialmente sobre o pedido, que é tratado com cautela pelo presidente Gianni Infantino. O mandatário da entidade máxima do futebol afirmou ter discutido o cenário geral com o presidente dos EUA, Donald Trump.
"Todos precisamos de um evento como a Copa do Mundo da FIFA para unir as pessoas agora mais do que nunca, e agradeço sinceramente ao presidente dos Estados Unidos pelo apoio, que demonstra mais uma vez que o futebol une o mundo", declarou Infantino em nota anterior.
Caso o Irã desista da competição por não ter o pedido atendido, a definição do substituto ficaria a cargo de um critério exclusivo da FIFA, conforme estabelece o regulamento do torneio. Além disso, a multa para desistências ocorridas a menos de 30 dias do início do mundial é de 250 mil francos suíços (aproximadamente R$ 1,6 milhão).
A seleção iraniana garantiu sua vaga após liderar o Grupo A da terceira fase das eliminatórias asiáticas. No sorteio realizado em dezembro, o país foi alocado no Grupo G, ao lado de Bélgica, Egito e Nova Zelândia.
Originalmente, o cronograma da equipe previa duas partidas em Los Angeles e uma em Seattle, todas em território norte-americano.
A seleção de futebol do Irã utilizou as redes sociais, nesta quinta-feira (12), para responder às declarações do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, sobre a participação iraniana na Copa do Mundo. Mais cedo, o mandatário norte-americano havia afirmado que os iranianos seriam bem-vindos, mas que deveriam temer pela própria segurança.
A equipe declarou que não pode ser excluída da competição e destacou que foi uma das primeiras a garantir sua vaga.
“A Copa do Mundo é um evento histórico e internacional, e seu órgão regulador é a Fifa, não qualquer indivíduo ou país. A seleção nacional do Irã, com sua força e uma série de vitórias decisivas conquistadas pelos bravos filhos do Irã, esteve entre as primeiras equipes a se classificar para este grande torneio.
Certamente, ninguém pode excluir a seleção nacional do Irã da Copa do Mundo, o único país que poderia ser excluído é aquele que ostenta apenas o título de ‘anfitrião’, mas não tem capacidade para garantir a segurança das equipes participantes deste evento global”, publicou o perfil oficial da seleção iraniana no Instagram.
A postagem foi realizada nos stories do perfil, tanto na língua oficial do país quanto em inglês. Os perfis da Federação Internacional de Futebol (Fifa) e do presidente da entidade, Gianni Infantino, foram marcados.
Trump afirmou não achar “apropriado” que o Irã esteja no torneio. O comentário foi feito em sua rede social, a Truth. “A seleção iraniana de futebol é bem-vinda para a Copa do Mundo, mas eu realmente não acredito que seja apropriado eles estarem lá, para sua própria vida e segurança. Obrigado pela atenção nesse assunto”, escreveu.
A seleção iraniana integra o Grupo G do Mundial, ao lado de Bélgica, Egito e Nova Zelândia. Os três confrontos da equipe na primeira fase estão agendados para serem realizados em solo norte-americano, dois em Los Angeles e um em Seattle.
A Seleção Iraniana de Futebol não participará da Copa do Mundo da FIFA 2026. O anúncio foi feito nesta quarta-feira (11) pelo ministro do Esporte do país, Ahmad Donyamali, em declaração à uma televisão estatal iraniana.
Durante a entrevista, o dirigente afirmou que o cenário político atual inviabiliza a presença da delegação no torneio internacional.
"Considerando que este regime corrupto (os EUA) assassinou nosso líder, sob nenhuma circunstância poderemos participar da Copa do Mundo", disse o ministro.
Segundo ele, a decisão também está relacionada às condições de segurança para atletas e integrantes da delegação.
"Nossas crianças não estão seguras e, fundamentalmente, não existem condições para participação", disse Ahmad Donyamali.
"Diante das ações maliciosas que realizaram contra o Irã, eles nos impuseram duas guerras em oito ou nove meses e mataram e martirizaram milhares de nosso povo. Portanto, certamente não podemos ter esse tipo de presença", completou.
A Copa do Mundo de 2026 será realizada entre 11 de junho e 19 de julho e terá partidas nos Estados Unidos, México e Canadá. No sorteio realizado em dezembro, o Irã havia sido incluído no Grupo G ao lado das seleções da Bélgica, Egito e Nova Zelândia.
Os compromissos da equipe estavam programados para ocorrer em território norte-americano, com duas partidas previstas em Los Angeles e uma em Seattle.
Nos últimos dias, a situação da Seleção Iraniana já gerava dúvidas dentro do planejamento da competição. O país foi o único classificado para o Mundial que não enviou representantes a uma reunião de organização realizada pela FIFA em Atlanta.
A entidade máxima do futebol ainda não comentou oficialmente o anúncio feito pelo governo iraniano.
ESTADOS UNIDOS X IRÃ
A crise se intensificou após a morte do líder supremo do país, Ali Khamenei, em um ataque atribuído aos Estados Unidos e a Israel no fim de fevereiro. O episódio desencadeou um conflito regional que já dura dias e gera impactos políticos e econômicos.
Apesar do cenário, o presidente da FIFA, Gianni Infantino, afirmou ter discutido o tema com o presidente norte-americano, Donald Trump.
"Também falamos sobre a situação atual no Irã e sobre o fato de que a Seleção Iraniana se classificou para disputar a Copa do Mundo de 2026”, afirmou Infantino em publicação em sua conta oficial nas redes sociais.
"Durante as conversas, o presidente Trump reiterou que a equipe do Irã é, naturalmente, bem-vinda para competir no torneio nos Estados Unidos."
"Todos precisamos de um evento como a Copa do Mundo da FIFA para unir as pessoas agora mais do que nunca, e agradeço sinceramente ao presidente dos Estados Unidos pelo apoio, que demonstra mais uma vez que o futebol une o mundo", acrescentou.
A seleção iraniana havia garantido presença no torneio após liderar o Grupo A da terceira fase das eliminatórias asiáticas. Mesmo antes do anúncio oficial, o presidente da Football Federation of the Islamic Republic of Iran, Mehdi Taj, já havia demonstrado preocupação com a possibilidade de participação do país diante da escalada do conflito.
A Federação Iraniana de Futebol decidiu boicotar o sorteio da Copa do Mundo de 2026 após a recusa de vistos pelos Estados Unidos a parte de sua delegação. O evento, marcado para o dia 5 de dezembro, será realizado em território americano, mas não contará com nenhum representante do país asiático.
O porta-voz da federação, Amir Mehdi Alavi, confirmou à TV estatal que o Irã comunicou oficialmente à Fifa que não participará.
"Informamos à Fifa que as decisões tomadas não estão relacionadas ao esporte e que nossa delegação não estará presente no sorteio do Mundial", afirmou.
Segundo o jornal Varzesh 3, apenas quatro vistos foram concedidos: o técnico Amir Ghalenoei, o diretor executivo Mehdi Kharati, o diretor de relações internacionais Omid Jamali e o próprio porta-voz. Entre os nomes barrados está o presidente da federação, Mehdi Taj, o que aumentou o mal-estar e motivou a decisão de não viajar.
A federação classificou o episódio como uma interferência política direta e formalizou protesto, dizendo que a situação compromete o protocolo esportivo estabelecido pela Fifa.
O boicote ocorre em meio à piora das relações entre Estados Unidos e Irã, intensificada após ataques americanos a instalações nucleares iranianas em junho. E não é um caso isolado. A Seleção Iraniana de polo já havia sido impedida de disputar um Mundial nos EUA; diplomatas foram barrados de entrar em Nova Iorque para a Assembleia Geral da ONU e o atacante Mehdi Taremi ficou impossibilitado de ir ao Mundial de Clubes devido ao bloqueio aéreo envolvendo Irã e Israel.
Mesmo sem representantes no sorteio, o Irã segue classificado para o Mundial, que será sediado em Estados Unidos, Canadá e México. O país agora aguarda o posicionamento da Fifa diante do boicote e da negativa de vistos.
Curtas do Poder
Pérolas do Dia
Elmar Nascimento
"O que menos estarei focado é em punir alguém, e sim em prevenir".
Disse o deputado federal Elmar Nascimento (União) ao indicar que as emendas impositivas garantiram autonomia e independência ao Congresso Nacional, durante a sabatina para a vaga de ministro do Tribunal de Contas da União (TCU).