Artigos
É nosso dever combater a violência contra a mulher
Multimídia
Elmar Nascimento cita Wagner e crítica “presunção de culpa” contra políticos: "Estão fazendo uma barbaridade"
Entrevistas
Após retorno à AL-BA, Luciano Ribeiro descarta disputa pela reeleição e diz estar focado na campanha de ACM Neto
selecao iraniana
A Fifa e o presidente da entidade, Gianni Infantino, são alvos de uma ação judicial movida na Corte Federal de Boston, nos Estados Unidos, por Lotfollah Kaveh Afrasiabi, analista iraniano-americano. O autor do processo afirma representar 91 milhões de iranianos e pede uma indenização de US$ 1 bilhão (cerca de R$ 5,2 bilhões) pela eliminação da seleção do Irã na Copa do Mundo de 2026.
Segundo informações do jornal britânico The Independent, Afrasiabi sustenta que a equipe foi prejudicada por uma decisão do árbitro de vídeo na derrota para o Egito. O lance contestado é a anulação do gol de Shojae Khalilzadeh, invalidado por impedimento após revisão do VAR, resultado que impediu a classificação iraniana para a fase seguinte do torneio.
Na ação, o autor alega que houve tratamento discriminatório contra a seleção iraniana. “Cidadãos iranianos ou iraniano-americanos que torciam para a seleção iraniana de futebol sofreram danos emocionais devido à discriminação flagrante contra seu time do coração”, afirmou o processo.
Afrasiabi, de 68 anos, é ex-professor da Universidade de Harvard e já atuou como conselheiro da equipe de negociação nuclear do Irã durante o governo de Barack Obama. No processo, ele argumenta que existem evidências de que a eliminação da seleção foi consequência de uma decisão arbitral injusta.
A ação também cita as condições enfrentadas pela delegação iraniana durante a competição. Entre os pontos mencionados estão restrições para permanecer em território norte-americano no início da Copa, a transferência da base de treinamentos para o México e a negativa de vistos a 11 integrantes da delegação. Para Afrasiabi, a Fifa deveria ter assegurado igualdade de condições de preparação às seleções participantes.
Caso obtenha decisão favorável, o autor informou que pretende destinar parte da indenização a programas esportivos voltados para jovens no Irã. Até o momento, a Fifa não se manifestou sobre o processo.
Esta é a segunda ação envolvendo cidadãos americanos de origem iraniana contra a entidade máxima do futebol em 2026. Em junho, a Justiça da Califórnia decidiu a favor da Fifa em um processo que questionava a proibição do uso da bandeira do Irã anterior à Revolução Islâmica nas arquibancadas da Copa do Mundo. A entidade mantém a vedação a manifestações políticas nos estádios durante a competição.
O técnico do Irã, Amir Ghalenoei, voltou a criticar as condições de preparação da seleção às vésperas do duelo deste domingo (21) contra a Bélgica pela Copa do Mundo. Segundo ele, o time conseguiu realizar apenas metade do treino previsto por causa do curto intervalo entre a chegada e a atividade.
Em entrevista coletiva, o treinador afirmou que a situação compromete o desempenho da equipe.
“Precisávamos de um intervalo de 24 horas, mas nos deram 16. Foi por isso que tivemos de interromper nosso treinamento pela metade. Essas restrições dificultaram muito a nossa situação. Isso mina o espírito do futebol. Esse tipo de comportamento não é compatível com uma Copa do Mundo”.
Apesar das queixas, ele agradeceu o apoio recebido na chegada aos Estados Unidos e disse que a equipe segue focada na competição, mesmo diante das dificuldades. Sobre a comparação com outras seleções, citou a Bélgica como exemplo de preparação mais adequada e voltou a reforçar sua insatisfação com a organização do calendário.
"Apesar de tudo, sou grato pela nação iraniana e nós jogamos por eles. Eu sei que esse tipo de comportamento tem ferido nossas pessoas. Mesmo se tivéssemos gastado bilhões de dólares não poderíamos trazer justiça para nosso povo. Isso só mostra que somos um país opressivo, e eu espero que o mundo atinja a paz, e que ela seja sustentável, não algo institucional.
A poucas horas da estreia na Copa do Mundo de 2026, a participação do Irã voltou a ser atravessada por questões políticas. Autoridades do país afirmaram ter comunicado à Fifa que a seleção iraniana poderá abandonar partidas do Mundial caso ocorram manifestações políticas nos estádios contra líderes da República Islâmica.
A declaração foi feita pelo ministro dos Esportes do Irã, Ahmad Donyamali, em entrevista ao portal local Varzesh3 nesta semana. Segundo ele, a posição foi apresentada formalmente à entidade antes do início da competição.
"Informamos à Fifa que os membros da seleção nacional deixariam a partida assim que ouvissem slogans políticos nos estádios", afirmou o ministro.
O governo iraniano também demonstrou preocupação com o uso de símbolos associados à oposição ao regime. Donyamali afirmou que Teerã solicitou à Fifa que apenas a bandeira oficial do país seja permitida durante as partidas.
"O segundo ponto que enfatizamos foi que apenas a bandeira oficial deveria ser considerada legal, e não a antiga bandeira persa com o leão e o sol. A equipe também abandonaria o campo nesses casos", acrescentou.
A estreia do Irã na Copa do Mundo está marcada para a próxima terça-feira, contra a Nova Zelândia. Depois, a seleção comandada por Amir Ghalenoei enfrentará a Bélgica e encerrará a fase de grupos diante do Egito.
As duas primeiras partidas serão disputadas em Los Angeles, cidade que abriga uma das maiores comunidades iranianas fora do país. A presença de milhares de opositores do atual regime na região aumenta a possibilidade de manifestações políticas durante os jogos.
A participação iraniana no Mundial já vinha sendo acompanhada com atenção por causa das tensões diplomáticas envolvendo o país. Nos últimos meses, questões relacionadas a vistos, deslocamentos, segurança e acesso de torcedores geraram incertezas sobre a logística da delegação.
Uma das medidas adotadas pela Federação Iraniana de Futebol foi transferir a base de concentração da equipe dos Estados Unidos para Tijuana, no México. Com isso, a delegação reduz o tempo de permanência em território norte-americano e passa a viajar aos Estados Unidos apenas nas datas das partidas.
Até o momento, a Fifa não divulgou um posicionamento público detalhado sobre a declaração do ministro iraniano.
A Federação de Futebol do Irã acusou os Estados Unidos de revogarem a cota de ingressos destinada aos torcedores iranianos para a fase de grupos da Copa do Mundo de 2026. Segundo a entidade, a medida foi tomada poucos dias antes do início do torneio e impede a distribuição dos bilhetes aos fãs que pretendiam acompanhar a seleção no Mundial.
A Copa do Mundo começa nesta quinta-feira (11) e será disputada em Estados Unidos, México e Canadá. O Irã está no Grupo G e tem estreia marcada para o dia 15 de junho, contra a Nova Zelândia, em Los Angeles. A equipe também enfrentará a Bélgica, no dia 21, novamente em Los Angeles, e o Egito, no dia 26, em Seattle.
De acordo com a federação iraniana, o regulamento da Fifa prevê que cada seleção participante tenha direito a 8% dos ingressos de suas partidas para distribuição entre seus torcedores. A entidade afirma que a venda dos bilhetes já havia sido iniciada antes da suposta revogação.
Em comunicado, a Federação de Futebol do Irã criticou a medida e afirmou que a decisão afeta torcedores que já haviam organizado planos de viagem.
“Privar os torcedores iranianos do acesso à sua cota legal e oficial de ingressos é uma ação contrária ao espírito que rege as competições internacionais e ao princípio da igualdade entre os países participantes”, afirmou a FFIRI.
A entidade também levantou questionamentos sobre possível interferência de fatores externos à organização esportiva.
“Esse desenvolvimento levanta sérias questões sobre a interferência de considerações não esportivas e políticas na organização do maior evento de futebol do mundo”, completou.
A federação pediu ainda que a Fifa mantenha “os princípios de neutralidade, justiça e respeito aos regulamentos estabelecidos”.
Entrada nos Estados Unidos também gera impasse
A participação do Irã na Copa do Mundo tem sido cercada por incertezas fora de campo. Em maio, a seleção transferiu sua base de treinamento de Tucson, no Arizona, para Tijuana, no México, sob alegação de que os Estados Unidos não estariam dispostos a receber a delegação iraniana.
Pelas condições dos vistos concedidos, a delegação do Irã terá que entrar e sair dos Estados Unidos nos dias de cada partida da fase de grupos.
No dia 6 de junho, a federação iraniana também acusou os Estados Unidos de negar vistos a membros considerados “essenciais” da comissão técnica e administrativa da seleção. Segundo a entidade, 15 dirigentes e funcionários tiveram a entrada recusada.
Antes disso, a FFIRI havia enviado à Fifa uma lista de condições para participação no Mundial. Entre elas, estava a autorização para que jogadores, treinadores e dirigentes que tenham cumprido serviço militar junto ao Corpo da Guarda Revolucionária Islâmica pudessem participar do torneio.
O secretário de Estado dos Estados Unidos, Marco Rubio, afirmou que os jogadores iranianos serão bem-vindos à competição, mas que pessoas com vínculos ao IRGC podem enfrentar restrições de entrada no país.
O Irã também foi o único país ausente no congresso anual da Fifa realizado em Vancouver, no Canadá, em abril. Na ocasião, uma delegação da federação iraniana, incluindo o presidente Mehdi Taj, foi impedida de entrar no país pelo serviço de imigração canadense.
Até o momento, a Fifa não divulgou um posicionamento público detalhado sobre a acusação feita pela federação iraniana.
A Federação Iraniana de Futebol (FFIRI) confirmou, neste sábado (9), que a seleção disputará a Copa do Mundo FIFA de 2026. Apesar do acerto, a entidade informou que uma série de exigências foram apresentadas aos países-sede (Estados Unidos, México e Canadá), devido ao cenário de tensão no Oriente Médio.
O posicionamento da federação ocorre após o Canadá negar, no mês passado, a entrada de Mehdi Taj, presidente da FFIRI, para participar do Congresso da FIFA, em Vancouver. As autoridades canadenses justificaram a decisão pelos vínculos do dirigente com o Corpo da Guarda Revolucionária Islâmica, classificado como organização terrorista pelo país em 2024.
Mehdi afirmou à televisão estatal na sexta-feira que Teerã impôs dez condições para comparecer ao torneio, buscando garantias sobre a forma como o país será tratado.
As exigências incluem a concessão de vistos e o respeito aos membros da seleção, à bandeira e ao hino nacional durante a competição, além de segurança reforçada em aeroportos, hotéis e nos trajetos para os estádios.
“Todos os jogadores e a comissão técnica, especialmente aqueles que cumpriram serviço militar no Corpo da Guarda Revolucionária Islâmica, como Mehdi Taremi e Ehsan Hajsafi, devem receber os vistos sem qualquer problema”, afirmou o presidente.
O presidente da FIFA, Gianni Infantino, reiterou que o Irã participará normalmente do Mundial e disputarão suas partidas nos Estados Unidos.
“Quero confirmar, sem ambiguidades, que o Irã vai participar da Copa do Mundo de 2026”, afirmou durante o 76º Congresso da entidade.
A seleção iraniana pretende estabelecer sua base em Tucson e fará sua estreia no dia 15 de junho contra a Seleção da Nova Zelândia, em Los Angeles. Depois enfrentará a Bélgica e o Egito, ainda pela fase de grupos.
“Definitivamente participaremos da Copa do Mundo de 2026, mas os anfitriões devem levar em conta nossas preocupações. Estaremos no torneio sem qualquer recuo em relação às nossas crenças, cultura e convicções”, publicou a federação iraniana em seu site oficial.
O ministro da Economia da Itália, Giancarlo Giorgetti, classificou como “vergonhosa” a proposta do governo de Donald Trump de substituir a seleção do Irã pela italiana na Copa do Mundo de 2026. A mudança foi solicitada pelos Estados Unidos à Fifa na última quarta-feira (22).
A informação foi divulgada pelo enviado especial do país norte-americano para Negócios Globais, Paolo Zampolli, ao jornal Financial Times.
O ministro do Esporte, Andrea Abodi, também afirmou não ter gostado da ideia em entrevista à agência italiana LaPresse. "Primeiro, não é possível; segundo, não é apropriado... Você se classifica em campo".
A participação do Irã nesta edição da Copa do Mundo — que será sediada nos Estados Unidos, Canadá e México — foi colocada em questão após o início das tensões bélicas entre o país e os EUA. A Itália disputou a repescagem do torneio, no entanto, não conquistou a vaga após perder para a Bósnia na final dos play-offs.
Apesar da tentativa norte-americana, a Fifa afirmou, nesta quinta-feira (23), em entrevista à BBC, que não substituirá a seleção do Irã pela da Itália na Copa. Segundo a fonte ouvida pela rede britânica, a entidade não tem planos para realizar a troca, que só seria considerada se o Irã desistisse oficialmente da competição.
O governo iraniano só baterá o martelo sobre a participação na Copa do Mundo 2026 após a Federação Internacional de Futebol (Fifa) posicionar-se sobre a solicitação das transferência de seus jogos, antes escalados para os Estados Unidos, para o México. A informação foi divulgada pelo ministros do Esporte do Irã, Ahmad Donyamali.
O argumento utilizado para o pedido vem do envolvimento militar norte-americano ao lado de Israel em ataques que provocaram uma guerra contínua na região.
O presidente da Fifa, Gianni Infantino, declarou na semana passada, no entanto, que o Irã jogará suas partidas conforme programado. "Nosso pedido à Fifa para transferir os jogos do Irã dos EUA para o México ainda é válido, mas ainda não recebemos uma resposta", disse Donyamali à agência de notícias estatal turca Anadolu em uma entrevista publicada no fim de semana.
"Se for aceito, a participação do Irã na Copa do Mundo será certa. No entanto, a Fifa ainda não respondeu. Como ministro dos Esportes, juntamente com a federação de futebol iraniana, manteremos a equipe de futebol pronta para a Copa do Mundo. No entanto, a decisão final será tomada pelo nosso governo", completou.
A Copa do Mundo será realizada nos EUA, México e Canadá de 11 de junho a 19 de julho. O Irã está programado para disputar todos os seus jogos do Grupo G em solo norte-americano.
O governo do Irã passou a seguir uma nova diretriz que restringe a participação de seleções e clubes em países considerados “hostis”. A medida pode impactar diretamente compromissos futuros do país, incluindo a Copa do Mundo de 2026.
Segundo informações divulgadas pela CNN, o Ministério dos Esportes iraniano determinou que as equipes nacionais não viajem para locais onde não existam garantias de segurança para atletas e delegações. A decisão surge em meio ao acirramento das tensões políticas entre Irã e Estados Unidos.
Um confronto do Tractor FC, pela Liga dos Campeões da Ásia, já entrou em dúvida após a implementação da nova regra, evidenciando os efeitos práticos da medida. Apesar de a diretriz não citar explicitamente o Mundial, o cenário gera incerteza. O Irã já está classificado para a Copa, que terá sedes nos Estados Unidos, Canadá e México — nações que podem se enquadrar nos critérios de "hostilidade" estabelecidos pelo governo de Teerã.
A partir de agora, a participação da Seleção no torneio passa a depender, além do desempenho esportivo, também do contexto político e diplomático dos próximos meses. Mesmo com o ambiente, a equipe mantém sua agenda e disputa um amistoso contra a Nigéria nesta sexta-feira (27).
A decisão do governo também ocorre após episódios recentes envolvendo a Seleção Feminina do país, onde as jogadoras do Irã adotaram uma postura de protesto silencioso na abertura de sua participação na Taça da Ásia.
Durante a execução do hino nacional antes da partida contra a Coreia do Sul, realizada no Estádio Cbus Super, as atletas permaneceram alinhadas sem proferir a letra da composição "Mehr-e Khavaran". O gesto ocorreu dentro do contexto de instabilidade na região do Oriente Médio, dias após o registro de ataques militares dos Estados Unidos e de Israel contra o território iraniano.
A presidente do México, Claudia Sheinbaum, afirmou que o país está disposto a receber os jogos que o Irã disputaria nos Estados Unidos durante a Copa do Mundo. Ambos os países sediam a competição junto ao Canadá.
“Estão analisando com a Fifa se isso é viável, porque os jogos seriam nos Estados Unidos; se podem realizar o torneio aqui no México. Está sendo avaliado e, no momento oportuno, informaremos”, disse Sheinbaum durante sua tradicional coletiva de imprensa matinal.
“O México tem relações com todos os países do mundo, então vamos ver o que a Fifa estabelece e, a partir disso, informaremos”, acrescentou. Questionada diretamente se o México está aberto a receber os jogos e se a questão é apenas logística da Fifa, Sheinbaum respondeu que "sim".
O presidente da Federação Iraniana de Futebol, Mehdi Taj, afirmou nesta segunda-feira (16) que a entidade está em negociação com a Fifa para transferir os jogos dos EUA para o México. A preocupação é a segurança dos jogadores.
Donald Trump afirmou na última semana que o Irã não deveria participar da Copa do Mundo por “suas próprias vidas e segurança”, em meio à guerra no Oriente Médio.
A Copa do Mundo 2026 começa no dia 11 de junho e será disputada entre Estados Unidos, Canadá e México. O Irã integra o Grupo G e tem partidas programadas contra Bélgica e Nova Zelândia, em Los Angeles, e contra o Egito, em Seattle. O Centro de Treinamento (CT) da seleção está previsto para Tucson, no estado do Arizona.
A Seleção do Irã manifestou nesta semana o interesse em disputar a Copa do Mundo de 2026, porém solicita atuar fora dos Estados Unidos. A federação iraniana negocia junto à FIFA a possibilidade de transferir seus jogos para o México, visando evitar possíveis desdobramentos negativos oriundos dos conflitos diplomáticos entre os dois países.
A sugestão da transferência partiu do embaixador do Irã, Abolfazl Psedniddeh, e a proposta formal foi enviada por meio do Ministério das Relações Exteriores iraniano. No ofício, destaca-se a preocupação com a segurança e o clima político diante das tensões históricas entre Washington e Teerã.
Até o momento, a FIFA não se pronunciou oficialmente sobre o pedido, que é tratado com cautela pelo presidente Gianni Infantino. O mandatário da entidade máxima do futebol afirmou ter discutido o cenário geral com o presidente dos EUA, Donald Trump.
"Todos precisamos de um evento como a Copa do Mundo da FIFA para unir as pessoas agora mais do que nunca, e agradeço sinceramente ao presidente dos Estados Unidos pelo apoio, que demonstra mais uma vez que o futebol une o mundo", declarou Infantino em nota anterior.
Caso o Irã desista da competição por não ter o pedido atendido, a definição do substituto ficaria a cargo de um critério exclusivo da FIFA, conforme estabelece o regulamento do torneio. Além disso, a multa para desistências ocorridas a menos de 30 dias do início do mundial é de 250 mil francos suíços (aproximadamente R$ 1,6 milhão).
A seleção iraniana garantiu sua vaga após liderar o Grupo A da terceira fase das eliminatórias asiáticas. No sorteio realizado em dezembro, o país foi alocado no Grupo G, ao lado de Bélgica, Egito e Nova Zelândia.
Originalmente, o cronograma da equipe previa duas partidas em Los Angeles e uma em Seattle, todas em território norte-americano.
A seleção de futebol do Irã utilizou as redes sociais, nesta quinta-feira (12), para responder às declarações do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, sobre a participação iraniana na Copa do Mundo. Mais cedo, o mandatário norte-americano havia afirmado que os iranianos seriam bem-vindos, mas que deveriam temer pela própria segurança.
A equipe declarou que não pode ser excluída da competição e destacou que foi uma das primeiras a garantir sua vaga.
“A Copa do Mundo é um evento histórico e internacional, e seu órgão regulador é a Fifa, não qualquer indivíduo ou país. A seleção nacional do Irã, com sua força e uma série de vitórias decisivas conquistadas pelos bravos filhos do Irã, esteve entre as primeiras equipes a se classificar para este grande torneio.
Certamente, ninguém pode excluir a seleção nacional do Irã da Copa do Mundo, o único país que poderia ser excluído é aquele que ostenta apenas o título de ‘anfitrião’, mas não tem capacidade para garantir a segurança das equipes participantes deste evento global”, publicou o perfil oficial da seleção iraniana no Instagram.
A postagem foi realizada nos stories do perfil, tanto na língua oficial do país quanto em inglês. Os perfis da Federação Internacional de Futebol (Fifa) e do presidente da entidade, Gianni Infantino, foram marcados.
Trump afirmou não achar “apropriado” que o Irã esteja no torneio. O comentário foi feito em sua rede social, a Truth. “A seleção iraniana de futebol é bem-vinda para a Copa do Mundo, mas eu realmente não acredito que seja apropriado eles estarem lá, para sua própria vida e segurança. Obrigado pela atenção nesse assunto”, escreveu.
A seleção iraniana integra o Grupo G do Mundial, ao lado de Bélgica, Egito e Nova Zelândia. Os três confrontos da equipe na primeira fase estão agendados para serem realizados em solo norte-americano, dois em Los Angeles e um em Seattle.
A Seleção Iraniana de Futebol não participará da Copa do Mundo da FIFA 2026. O anúncio foi feito nesta quarta-feira (11) pelo ministro do Esporte do país, Ahmad Donyamali, em declaração à uma televisão estatal iraniana.
Durante a entrevista, o dirigente afirmou que o cenário político atual inviabiliza a presença da delegação no torneio internacional.
"Considerando que este regime corrupto (os EUA) assassinou nosso líder, sob nenhuma circunstância poderemos participar da Copa do Mundo", disse o ministro.
Segundo ele, a decisão também está relacionada às condições de segurança para atletas e integrantes da delegação.
"Nossas crianças não estão seguras e, fundamentalmente, não existem condições para participação", disse Ahmad Donyamali.
"Diante das ações maliciosas que realizaram contra o Irã, eles nos impuseram duas guerras em oito ou nove meses e mataram e martirizaram milhares de nosso povo. Portanto, certamente não podemos ter esse tipo de presença", completou.
A Copa do Mundo de 2026 será realizada entre 11 de junho e 19 de julho e terá partidas nos Estados Unidos, México e Canadá. No sorteio realizado em dezembro, o Irã havia sido incluído no Grupo G ao lado das seleções da Bélgica, Egito e Nova Zelândia.
Os compromissos da equipe estavam programados para ocorrer em território norte-americano, com duas partidas previstas em Los Angeles e uma em Seattle.
Nos últimos dias, a situação da Seleção Iraniana já gerava dúvidas dentro do planejamento da competição. O país foi o único classificado para o Mundial que não enviou representantes a uma reunião de organização realizada pela FIFA em Atlanta.
A entidade máxima do futebol ainda não comentou oficialmente o anúncio feito pelo governo iraniano.
ESTADOS UNIDOS X IRÃ
A crise se intensificou após a morte do líder supremo do país, Ali Khamenei, em um ataque atribuído aos Estados Unidos e a Israel no fim de fevereiro. O episódio desencadeou um conflito regional que já dura dias e gera impactos políticos e econômicos.
Apesar do cenário, o presidente da FIFA, Gianni Infantino, afirmou ter discutido o tema com o presidente norte-americano, Donald Trump.
"Também falamos sobre a situação atual no Irã e sobre o fato de que a Seleção Iraniana se classificou para disputar a Copa do Mundo de 2026”, afirmou Infantino em publicação em sua conta oficial nas redes sociais.
"Durante as conversas, o presidente Trump reiterou que a equipe do Irã é, naturalmente, bem-vinda para competir no torneio nos Estados Unidos."
"Todos precisamos de um evento como a Copa do Mundo da FIFA para unir as pessoas agora mais do que nunca, e agradeço sinceramente ao presidente dos Estados Unidos pelo apoio, que demonstra mais uma vez que o futebol une o mundo", acrescentou.
A seleção iraniana havia garantido presença no torneio após liderar o Grupo A da terceira fase das eliminatórias asiáticas. Mesmo antes do anúncio oficial, o presidente da Football Federation of the Islamic Republic of Iran, Mehdi Taj, já havia demonstrado preocupação com a possibilidade de participação do país diante da escalada do conflito.
A Federação Iraniana de Futebol decidiu boicotar o sorteio da Copa do Mundo de 2026 após a recusa de vistos pelos Estados Unidos a parte de sua delegação. O evento, marcado para o dia 5 de dezembro, será realizado em território americano, mas não contará com nenhum representante do país asiático.
O porta-voz da federação, Amir Mehdi Alavi, confirmou à TV estatal que o Irã comunicou oficialmente à Fifa que não participará.
"Informamos à Fifa que as decisões tomadas não estão relacionadas ao esporte e que nossa delegação não estará presente no sorteio do Mundial", afirmou.
Segundo o jornal Varzesh 3, apenas quatro vistos foram concedidos: o técnico Amir Ghalenoei, o diretor executivo Mehdi Kharati, o diretor de relações internacionais Omid Jamali e o próprio porta-voz. Entre os nomes barrados está o presidente da federação, Mehdi Taj, o que aumentou o mal-estar e motivou a decisão de não viajar.
A federação classificou o episódio como uma interferência política direta e formalizou protesto, dizendo que a situação compromete o protocolo esportivo estabelecido pela Fifa.
O boicote ocorre em meio à piora das relações entre Estados Unidos e Irã, intensificada após ataques americanos a instalações nucleares iranianas em junho. E não é um caso isolado. A Seleção Iraniana de polo já havia sido impedida de disputar um Mundial nos EUA; diplomatas foram barrados de entrar em Nova Iorque para a Assembleia Geral da ONU e o atacante Mehdi Taremi ficou impossibilitado de ir ao Mundial de Clubes devido ao bloqueio aéreo envolvendo Irã e Israel.
Mesmo sem representantes no sorteio, o Irã segue classificado para o Mundial, que será sediado em Estados Unidos, Canadá e México. O país agora aguarda o posicionamento da Fifa diante do boicote e da negativa de vistos.
Curtas do Poder
Pérolas do Dia
Flávio Bolsonaro
"Hoje o Metrópoles fez uma matéria criminosa querendo marginalizar a advocacia. Eu fiz um trabalho para uma empresa, fui contratado para isso, prestei serviços advocatícios. Tudo certo. Relação completamente legal e privada".
Disse o senador e presidenciável Flávio Bolsonaro (PL-RJ) negou, em vídeo publicado nesta quarta-feira (22), ter prestado serviços à Copenhagen Consultoria e Assessoria S.A., empresa apontada como de fachada no esquema de Daniel Vorcaro, dono do Banco Master.