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Seleção canadense lança ação para que italianos usem camisas do Canadá após eliminação na repescagem
A eliminação da Seleção Italiana na repescagem para a Copa do Mundo motivou uma ação promocional da Seleção Canadense. A federação do Canadá anunciou que torcedores poderão trocar gratuitamente camisas da Itália pelo uniforme canadense neste sábado (4).
A iniciativa foi divulgada na sexta-feira (3) e convida fãs italianos a comparecerem ao Café Diplomatico, em Toronto — uma das cidades-sede do Mundial. O atendimento está previsto entre 10h e 14h no horário local (11h às 15h de Brasília).
Segundo a organização, a troca será realizada enquanto houver disponibilidade de camisas. A campanha também utiliza tom provocativo ao afirmar que os italianos não devem “esperar mais quatro anos” para deixar de usar o uniforme da seleção europeia.
A ausência da Itália foi confirmada na última terça-feira (31), após empate em 1 a 1 com a Seleção da Bósnia no tempo regulamentar, pela final da repescagem europeia. Nos pênaltis, a equipe do Leste Europeu venceu por 4 a 1 no Estádio Bilino Polje, em Zenica, e garantiu vaga na Copa.
O primeiro compromisso dos bósnios no torneio será justamente contra o Canadá, no dia 12 de junho, em Toronto.
A realização da Copa do Mundo de 2026 marca uma inflexão histórica para o Canadá. Inserido em um modelo inédito de sede tripla ao lado de Estados Unidos e México, o país deixa de ocupar uma posição periférica no cenário do futebol internacional para assumir, ainda que de forma parcial, o protagonismo na organização do maior evento esportivo do planeta.
Se por um lado a centralidade operacional da competição estará concentrada majoritariamente nos Estados Unidos, o papel canadense extrapola o número reduzido de jogos. Trata-se de uma inserção estratégica que dialoga com o crescimento recente do futebol no país e com uma política esportiva que, nos últimos anos, passou a investir de forma mais consistente na modalidade.
A edição de 2026 será a primeira com 48 seleções, em um total de 104 partidas organizadas pela FIFA, distribuídas entre 11 de junho e 19 de julho. Dentro desse novo desenho, o Canadá funcionará como um dos polos regionais da fase inicial, recebendo partidas da fase de grupos e contribuindo para a lógica de regionalização logística adotada pela entidade.
Cabeça de chave do Grupo B da Copa do Mundo, a seleção canadense enfrentará Catar, Suíça e o vencedor do Grupo A da repescagem europeia. Itália e Bósnia decidem, na próxima terça-feira (31), às 15h45, a última vaga do grupo liderado pelo Canadá no Mundial.
Ao contrário de países que precisaram construir ou reformular amplamente sua infraestrutura em edições anteriores, o Canadá optou por um modelo de adaptação. A escolha reflete tanto a racionalização de custos quanto a existência de arenas multiuso capazes de atender às exigências do torneio com intervenções pontuais.
Duas cidades foram confirmadas como sedes: Toronto e Vancouver. No centro do projeto está o estádio BMO Field, que passará por expansão temporária para ampliar sua capacidade e adequação aos padrões internacionais, e o BC Place, uma arena coberta que já opera dentro de parâmetros próximos aos exigidos pela Fifa. Ambas representam não apenas a capacidade estrutural do país, mas também sua distribuição geográfica estratégica — uma na porção leste e outra na costa oeste.

Cidade de Vancouver | Foto: Reprodução
Essa configuração permite ao Canadá integrar o modelo logístico do torneio, que prevê grupos regionalizados para minimizar deslocamentos entre países e fusos horários. A medida é considerada central diante da dimensão continental da Copa e da necessidade de equilibrar desempenho esportivo com eficiência operacional.
ORGANIZAÇÃO E DESAFIOS LOGÍSTICOS
A preparação canadense envolve uma articulação multiescalar entre governo federal, províncias e administrações municipais. Diferentemente de outras edições em que o foco recai sobre construção de estádios, o principal desafio está na coordenação de fluxos: entrada de turistas, controle de fronteiras, mobilidade urbana e integração com os sistemas dos países vizinhos.
A realização de jogos em um país com clima e características geográficas distintas também entra no radar. Embora o torneio ocorra no verão do hemisfério norte, fatores como variações de temperatura e condições específicas de cada cidade-sede são considerados no planejamento.
Outro ponto central é a circulação internacional em um torneio compartilhado. A necessidade de deslocamento entre Canadá, Estados Unidos e México impõe desafios inéditos em termos de padronização de vistos, segurança e controle migratório. A expectativa é que haja acordos específicos para facilitar a mobilidade de torcedores e delegações durante a competição.
CONTEXTO INTERNACIONAL
O Canadá chega ao Mundial inserido em um ambiente geopolítico relativamente estável, especialmente quando comparado a outros polos globais. A relação diplomática consolidada com Estados Unidos e México favorece a execução do torneio, reduzindo ruídos institucionais e permitindo maior previsibilidade na organização.
Ainda assim, o evento não está imune ao cenário internacional. Tensões geopolíticas, políticas migratórias globais e questões de segurança seguem como variáveis monitoradas por autoridades locais e pela Fifa. Em um torneio com circulação multinacional, qualquer instabilidade externa pode ter reflexos diretos na operação.
O posicionamento do Canadá como país historicamente aberto à imigração e ao multiculturalismo também influencia a expectativa em torno do evento. A Copa tende a reforçar essa imagem, ao mesmo tempo em que testa a capacidade do país de lidar com um aumento significativo no fluxo de visitantes.
FUTEBOL EM EXPANSÃO
A escolha do Canadá como uma das sedes não ocorre de forma isolada. Ela está diretamente relacionada ao crescimento do futebol no país ao longo das últimas décadas. A presença de clubes canadenses na Major League Soccer — como Toronto FC, Vancouver Whitecaps e CF Montréal — ajudou a consolidar uma base de torcedores e a ampliar a visibilidade do esporte.
Paralelamente, a criação da Canadian Premier League, em 2019, representou um passo na estruturação de um ecossistema doméstico mais sólido. A liga nacional passou a funcionar como plataforma de desenvolvimento de atletas e fortalecimento da identidade futebolística local.
Esse movimento se reflete também nas seleções nacionais, que vêm apresentando evolução consistente, especialmente no masculino, após décadas de pouca relevância no cenário internacional.
SELEÇÃO DO CANADÁ
A Copa de 2026 será a primeira disputada pelo Canadá como país-sede e representa uma oportunidade de consolidação esportiva. Após retornar ao Mundial em 2022 depois de um longo período de ausência, a equipe entra no próximo ciclo com maior rodagem internacional e uma geração considerada a mais qualificada de sua história.
O principal nome segue sendo Alphonso Davies, jogador do Bayern de Munique, cuja capacidade de atuar em diferentes funções pelo lado esquerdo o torna peça central no modelo de jogo. Ao seu lado, o ataque conta com Jonathan David, da Juventus, responsável pela referência ofensiva e presença na área.
O meio-campo tem em Stephen Eustáquio, do Porto, um dos principais organizadores, enquanto Tajon Buchanan oferece profundidade e velocidade pelos corredores. Na defesa, nomes como Alistair Johnston e Moïse Bombito compõem a base de um sistema que ainda busca maior consistência contra adversários de alto nível.

Titulares da seleção canadense | Foto: Reprodução/Instagram (@canmnt)
A equipe canadense tem como características a intensidade física, o jogo vertical e a exploração dos lados do campo. O desafio para a comissão técnica está em equilibrar essa proposta com maior controle de posse e solidez defensiva, especialmente diante de seleções mais experientes.
A definição do elenco final seguirá até a véspera do torneio, com amistosos e competições continentais funcionando como laboratório. A lista contará com 26 jogadores, e o fator casa surge como um possível diferencial competitivo.
Com participação mais discreta no aspecto estrutural, mas em ascensão no campo esportivo, o Canadá chega à Copa do Mundo de 2026 como um dos símbolos de expansão do futebol global. Entre a consolidação interna e a exposição internacional, o país transforma o torneio em um marco de transição — de coadjuvante histórico a protagonista emergente no cenário do futebol.
Nas quartas de final da Champions League, o Bayern de Munique não poderá contar com o lateral Alphonso Davies, que rompeu o ligamento cruzado anterior (LCA) do joelho direito com a seleção do Canadá. Após o acontecido durante o duelo contra os Estados Unidos, pela Liga das Nações da Concacaf, o atleta terá que ficar o restante da temporada de fora, visto que o tempo de recuperação gira em torno de 6 meses.
“Estou muito decepcionado. Alphonso não estava 100% depois do jogo contra o México e estava previsto que ele não seria titular contra os EUA. No sábado à noite, a expectativa era de que ele não começasse jogando. Como capitão, sinto que foi pressionado pelo treinador a entrar em campo. Alphonso não é do tipo que diz não nesses momentos. Mas acabou jogando, e vejam o que aconteceu”, revelou o agente do jogador, Nedal Husein, ao acusar a Federação Canadense de Futebol de negligência na situação.
Depois das graves acusações, a entidade do país se posicionou sobre o caso.
“Os treinadores e a qualificada equipe médica do Canadá são verdadeiros profissionais e sempre priorizaram a segurança e o bem-estar dos jogadores. Quaisquer insinuações em contrário são falsas”, completou o comunicado publicado pelo portal The Athletic.
Para garantir a vaga nas semifinais da Champions League, o Bayern de Munique enfrentará a Inter de Milão. A primeira partida entre as equipes será no dia 8 de abril e a decisão foi marcada para o dia 16, em Milão.
Os jogadores Cal Foote, Carter Hart, Dillon Dube e Mike McLeod, da Liga Nacional de Hóquei (NHL), foram acusados de agressão sexual nesta quarta-feira (31), após denúncias de uma mulher que teria sido violentada durante um evento esportivo de comemoração à conquista da medalha de ouro de Mundial Júnior, conquistado pela Seleção Canadense. O evento ocorreu em junho de 2018, no Canadá.
A polícia Canadense convocou uma entrevista marcada para a próxima segunda-feira (5) e deverá contar mais detalhes sobre o caso. Após as acusações, as defesas alegaram inocência.
“Ele é inocente e dará uma resposta completa a esta falsa acusação no foro apropriado, um tribunal. Até então, não temos comentários”, contou o advogado do jogador Carter Hart, um dos quatro acusados de abuso sexual.
Atualmente, os atletas acusados seguem de licença médica, após o pedido ser concedido pelos seus respectivos times. Os clubes Philadelphia Flyers, New Jersey Devils e Calgary Flames não comentarão sobre o caso até que cheguem os procedimentos legais.
Curtas do Poder
Pérolas do Dia
Elmar Nascimento
"O que menos estarei focado é em punir alguém, e sim em prevenir".
Disse o deputado federal Elmar Nascimento (União) ao indicar que as emendas impositivas garantiram autonomia e independência ao Congresso Nacional, durante a sabatina para a vaga de ministro do Tribunal de Contas da União (TCU).