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Alunos de Medeiros Neto, no Extremo Sul baiano, desenvolveram um aplicativo para facilitar o aprendizado e reforçar conteúdos escolares. Batizado de Estudaí, o projeto permite que alunos revisem matérias de forma simples, acessível e digital.
A iniciativa foi criada pelos estudantes Carlos Santos e Guilherme Lobê, do Centro Territorial de Educação Profissional de Medeiros Neto (Cetep), com orientação do professor Daniel Queiroz.
De acordo com dados do Ministério da Educação (MEC), o baixo desempenho em matemática acompanha os estudantes ao longo da Educação Básica. A realidade motivou os jovens a buscarem uma solução tecnológica para o problema.
Segundo a Secretaria de Ciência, Tecnologia e Inovação (Secti), de início, o aplicativo foi pensado para as ciências exatas. Depois, foi ampliado e atualmente reúne conteúdos de português, história, geografia, além de outras disciplinas.
“É um produto feito de estudante para estudante. Priorizamos a acessibilidade e a forma de uso, valorizando as críticas dos próprios alunos. O Estudaí também abre espaço para um uso mais profissional por professores”, explica Carlos Santos.
Ainda segundo a Secti, o aplicativo ganhou visibilidade ao ser destaque no Bahia Tech Experience (BTX), considerado o maior evento de inovação e tecnologia da Bahia, promovido pela secretaria em parceria com o Sebrae Bahia. “Aprendi muitas coisas ao longo do percurso. Esses eventos permitem conhecer pessoas que acreditam nos nossos objetivos, o que nos deixa ainda mais motivados”, afirma Guilherme Lobê.
Nos próximos meses, a equipe pretende integrar novos conteúdos, além de aprimorar o design e o sistema do aplicativo. Também está previsto o registro de propriedade intelectual do Estudaí.
“Queremos colocar o Estudaí dentro das escolas e buscar a venda de serviços para o poder público ou instituições de ensino que precisam de mais flexibilidade”, disse o professor.
Estudantes de um colégio estadual de Santa Bárbara, no Portal do Sertão, desenvolveram um biodiesel a partir do óleo de licuri, espécie de “coco” pequeno oriundo de uma palmeira comum na caatinga. Segundo a Secretaria de Ciência, Tecnologia e Inovação (Secti), o trabalho foi feito no Colégio Estadual Professor Carlos Valadares.
De acordo com Adrian de Lima, jovem cientista, a escolha do extrato da planta, chamada também de “palmeira sertaneja”, foi um incentivo da orientadora Hevelynn Martins, como forma de valorizar o território. O licuri, que é abundante na região, pode substituir de modo parcial ou total o diesel fóssil e contribui com a redução de gases do efeito estufa. Além de Adrian compõem a equipe Andrei Maia, João Henrique Gomes e Kauan Mascarenhas.

Foto: Raissa Ribeiro / Secti
“O biodiesel de licuri apresenta um conjunto de vantagens em relação ao biodiesel tradicional, sendo assim uma opção mais sustentável e eficiente. Além disso, a produção desse combustível contribui com o desenvolvimento de regiões semiáridas e a diversificação da matriz energética”, afirma Adrian de Lima.
O resultado positivo deve-se às características físico-químicas do óleo da amêndoa do licuri, que são adequadas para a produção do biocombustível. “A alta estabilidade oxidativa e baixo teor de ácidos graxos livres são atributos que possibilitam o desenvolvimento de um biodiesel limpo e renovável”, explica.
“Nosso projeto está 100% associado aos Objetivos do Desenvolvimento Sustentável (ODS) da Organização das Nações Unidas (ONU). O biodiesel à base dos fluídos da palmeira é uma possibilidade segura para o meio ambiente”, complementa a jovem.
O projeto é orientado pelos professores Hevelynn Martins e Lamon Oliveira são orientadores do projeto, que é desenvolvido através do Programa Ciência na Escola, da Secretaria da Educação.
Alunos de um colégio estadual de Candiba, no Sertão Produtivo, Sudoeste baiano, desenvolvem um creme dental orgânico à base da casca de juazeiro, árvore comum na caatinga, e folhas de hortelã. Késia dos Santos, Marina Alves e Osvaldino de Souza estudam no Colégio Estadual Antônio Batista e são orientados pelo professor William Oliveira.
A escolha do extrato do juazeiro e da hortelã, segundo Késia dos Santos, é um meio de preservar a tradição a partir de conhecimentos ancestrais. Além disso, o custo é baixo e o material desenvolvido tem menos química, o que torna o produto uma opção sustentável.
“O juá tem características antissépticas, antimicrobianas, anti-inflamatórias, além de ser um clareador natural. Já a hortelã tem propriedades antibacterianas, anti-inflamatórias e é um ótimo antifúngico. Ao produzir o creme dental, foi necessário extrair os componentes principais do juazeiro e da hortelã”, relata Késia.
A falta de cuidado odontológico pode causar problemas graves de saúde bucal. Segundo o IBGE, apenas 15% da população cuida da higiene oral com regularidade.
O projeto é desenvolvido no Programa Ciência na Escola, da Secretaria da Educação (SEC), com apoio do programa Bahia Faz Ciência, da Secretaria Estadual de Ciência, Tecnologia e Inovação (Secti).
Alunos de uma escola estadual de Barreiras, no Extremo Oeste, desenvolvem um repelente à base de jatobá, planta encontrada no cerrado, bioma predominante na região. Bruna Santos e Victor Lopes, estudantes do Colégio Estadual Herculano Faria, iniciaram os estudos em busca de um potencial repelente a partir de extratos de jatobá, a fim de explorar a produção sustentável.
Elas são orientadas pela professora Aline Alves, e o estudo foi apresentado em uma feira de ciências da escola, com o intuito de valorizar o Cerrado. “Através de pesquisas, eles conheceram plantas do nosso bioma local e interessaram-se em estudar mais sobre o jatobá, uma planta significativa para a nossa região, em especial para Barreiras”, disse a docente.
Segundo a secretaria estadual de Ciência, Tecnologia e Inovação (Secti), a fabricação do produto foi pensada a partir de uma metodologia acessível, garantindo que a comercialização seja de baixo custo.
“Para a análise, preparamos extratos aquosos das folhas e frutos do jatobá. Já durante o teste de repelente, adaptamos a metodologia utilizando pedaços de alimentos pulverizados com extrato das folhas e extrato dos frutos, dispostos em diferentes ambientes do domicílio”, completa Aline.
Além de propriedades medicinais, a casca e as folhas do jatobá contêm substâncias como terpenos, taninos e glicosídeos, o que permite o uso do produto como fungicida e repelente contra algumas pragas agrícolas.
“O repelente pode ser utilizado de modo preventivo em comunidades rurais por pequenos produtores agrícolas, já que possui baixo custo e fácil manejo. O resultado disso é uma possível contribuição no direcionamento de medidas sustentáveis contra patologias causadas por insetos”, diz. Ainda em fase de desenvolvimento, a pesquisa estimula jovens cientistas a estudarem novas possibilidades de utilização.
Curtas do Poder
Pérolas do Dia
Luiz Inácio Lula da Silva
"A ONU está falhando em uma das suas missões mais elevadas, a de livrar o mundo, a humanidade, do flagelo da guerra. Sua credibilidade nunca esteve tão baixa. Sua capacidade de proteger os mais vulneráveis, os que não têm exército, nem arsenais, nunca foi tão pequena".
Disse o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) ao discursar na abertura da 81ª Assembleia Geral da Organização das Nações Unidas (ONU). Lula falou de sua indignação diante de um cenário internacional conturbado, e disse que a ONU está falhando em evitar as guerras, mortes e destruição.