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A secretária de Governo de Mata de São João, Sâmella Martins, afirmou que a realização da festa pelos 180 anos do município é resultado de planejamento interno e integração entre as secretarias da gestão municipal. Em entrevista ao Bahia Notícias nesta terça-feira (14), ela destacou que o trabalho vai além da montagem da estrutura visível ao público.
“A gente trabalha em conjunto, relacionando com todas as secretarias para conseguir entregar o melhor resultado, a partir das decisões do prefeito ao longo dessa caminhada. Esse palco e essa sinalização que vemos aqui são resultado de um processo interno que leva tempo e exige planejamento”, afirmou.
Segundo a gestora, a organização administrativa é fundamental para garantir qualidade na execução dos eventos e nos serviços públicos. Sâmela também ressaltou que o município tem se destacado em indicadores públicos, o que contribui para fortalecer o turismo local.
“A gente faz tudo com bastante cuidado para garantir isonomia, qualidade e preço justo para a gestão. Os números mostram que Mata de São João está entre as melhores educações e saúdes do estado. A gente desponta em vários índices. Quem visita Mata de São João não conhece só a parte turística, mas percebe uma cidade organizada e estruturada. Isso faz com que o turista se sinta bem e queira voltar mais vezes”, concluiu.
Passando por mudanças recentes em sua estrutura após a criação da Secretaria de Articulação Comunitária e Prefeituras-Bairro, a Secretaria de Governo (Segov) da Prefeitura de Salvador tem sido a casa de aliados do grupo político do prefeito Bruno Reis (União) ao longo dos últimos anos. Em alguns casos, políticos que terminaram pleitos eleitorais sem sucesso nas urnas foram alocados em postos da Segov.
Ao repassar a lista de servidores da Secretaria, o Bahia Notícias separou alguns nomes conhecidos da política baiana. Entre eles está Marcelo Nilo, ex-deputado federal e ex-presidente da Assembleia Legislativa da Bahia, que ficou sem mandato após tentar a reeleição para a Câmara Federal em 2022. Naquele ano, Nilo nutria o desejo de ser escolhido como candidato a vice-governador na chapa encabeçada por ACM Neto (União). No final, foi alijado da chapa e decidiu lançar sua candidatura a deputado pelo Republicanos. Terminou na suplência, sendo nomeado como assessor especial da Segov em abril de 2023 com salário de R$ 23,5 mil.
Outro caso de um ex-parlamentar é o de Carlos Ubaldino. Assim como Marcelo Nilo, ele foi alocado na pasta como assessor especial — em março de 2023 — com salário de R$ 23,5 mil. Ubaldino foi deputado estadual e já atuou como vereador no município de Olindina. Ele também é pai da vereadora Débora Santana, do PDT, aliada do prefeito Bruno Reis (União). Em 2022, antes das eleições, o pastor Carlos Ubaldino divulgou a saída do PSD e a filiação ao PDT para integrar a bancada de oposição na Assembleia Legislativa da Bahia (AL-BA).
Ainda entre os ex-deputados, Abílio Santana — que atuou na Câmara dos Deputados entre 2019 e 2023 — ocupa o cargo de Gerente IV na Secretaria de Governo da capital baiana. Atualmente, seus vencimentos chegam a R$ 7.784,37. Abílio disputou a reeleição em 2022, mas recebeu 30.561 e terminou na suplência do PSC.
A reportagem também identificou na lista de servidores o nome de Luciano Braga, ex-deputado federal e ex-vereador. Na Segov, ele é mais um a ocupar o posto de assessor especial com nível IV, com remuneração bruta de R$ 23,6 mil. Luciano Fred Braga Penha é marido da ex-vereadora Cátia Rodrigues, que tentou renovar seu mandato na Câmara de Salvador em 2024, mas terminou como segunda suplente do União Brasil.
A relação compilada pelo BN traz ainda o nome de Alberto Pimentel, atual assessor especial do prefeito. Na Segov, o salário dele é igual ao de outros assessores especiais: R$ 23,5 mil.
Ele foi candidato a vereador em apenas uma ocasião, em 2020, pelo antigo PSL. Com 4.430 votos terminou como suplente na Câmara de Salvador. Alberto Magalhães Pimentel Júnior é marido da ex-deputada federal Dayane Pimentel, eleita em 2018 em meio a alta do bolsonarismo. Ainda no final de 2019 ela rompeu relações com Jair Bolsonaro.
A lista tem também Andrea Almeida Mendonça, ex-secretária de Cultura e Turismo de Salvador. Após deixar o comando da Secult em janeiro de 2023, ela foi alocada como secretária de Relações Institucionais e Internacionais, na secretaria do gabinete do prefeito, com remuneração de R$ 23,5 mil. Mendonça também já ocupou cargos no governo da Bahia, a exemplo da secretaria de Agricultura e da Junta Comercial da Bahia. Além disso, é irmã do deputado federal e presidente do PDT na Bahia, Félix Mendonça Júnior.
Além dos nomes citados, a Segov também foi por um breve período a casa do ex-deputado Marcell Moraes. Sem mandato político desde o final de 2020, quando foi cassado pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE), ele ganhou um cargo em 2022 para atuar como assessor especial. No entanto, apenas dois meses depois ele foi exonerado do posto.
Os casos mais recentes foram dos ex-vereadores Isnard Araújo (PL), Sandro Bahiense (PP) e Sabá (DC), que disputaram a reeleição para a Câmara de Vereadores soteropolitana em 2024, mas ficaram na suplência. Os políticos foram nomeados na Secretaria de Governo para exercer o cargo de assessor especial III, no caso de Isnard, enquanto Sandro Bahiense e Sabá vão desempenhar a função de assessor especial de nível IV.
Curtas do Poder
Pérolas do Dia
Papa Leão XIV
“A Santa Sé já conversou com os bispos alemães. A Santa Sé deixou claro que não concordamos com a bênção formalizada de casais — neste caso, casais homossexuais — ou de casais em situações irregulares, além do que foi especificamente permitido pelo Papa Francisco, ao dizer que todas as pessoas recebam a bênção”.
Disse o Papa Leão ao manter o posicionamento da Igreja Católica contra a formalização de bênção a casais homoafetivos, nesta quinta-feira (23). O momento ocorreu durante entrevista à imprensa em um voo de retorno ao Vaticano, após viagem do religioso à Guiné Equatorial, na África.