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seca em feira de santana
A escassez de chuvas tem afetado a produção agrícola na zona rural de Feira de Santana. O cenário impacta de forma direta o plantio e a preparação do solo, especialmente em localidades como o distrito de Jaguara.
Ao Acorda Cidade, parceiro do Bahia Notícias, a presidente do Sindicato dos Trabalhadores Rurais de Feira de Santana, Adriana Lima, afirmou que muitos agricultores realizaram o plantio mesmo diante da baixa incidência de chuvas, na expectativa de melhora das condições climáticas.
Segundo ela, a situação é agravada pela previsão de redução das precipitações em razão dos efeitos do fenômeno El Niño.
A redução das chuvas também tem impactado a oferta de produtos típicos do período junino, como milho e amendoim. De acordo com Lima, os alimentos estão chegando em menor quantidade ao centro de Feira de Santana, sendo grande parte oriunda de outros municípios ou de áreas com sistemas de irrigação.
A dirigente sindical explicou ainda que o distrito de Humildes apresenta situação diferente devido à localização geográfica, que favorece maior volume de chuvas e permite melhores condições de produção agrícola. Em outras localidades, no entanto, os produtores enfrentam dificuldades relacionadas à falta de água.
Segundo Adriana, a ausência de políticas públicas voltadas à irrigação no município limita a capacidade produtiva dos agricultores familiares e dificulta a superação dos prejuízos causados pela estiagem.
Ela informou também que os trabalhadores rurais não receberam o seguro-safra referente ao ano passado, devido à ausência de decreto de emergência, reconhecendo as perdas provocadas pela seca. Já o benefício referente à safra de 2025, com pagamento previsto para 2026, ainda dependerá das condições climáticas e da confirmação de prejuízos nas lavouras.
“A chuva não chegou como deveria, mas como ainda temos acesas fortemente dentro de nós a fé e a esperança, a expectativa é de termos um bom inverno”, afirmou Adriana Lima.
Curtas do Poder
Pérolas do Dia
Tânia Scofield
"Na verdade, o que a gente encontra hoje na rua de Salvador é uma faixa de veículo assim, bem acima do necessário. Esse acima do necessário permite inclusive que um carro ultrapasse, porque às vezes tem 3 metros e meio, 3 metros, às vezes 4 metros".
Disse a presidente da Fundação Mário Leal Ferreira (FMLF), Tânia Scofield, durante entrevista nesta terça-feira (8) ao programa Bahia Notícias no Ar, ao comentar a preocupação de parte dos motoristas com a redução do espaço para os carros nas obras de requalificação da Avenida Lafayette Coutinho, popularmente como Avenida Contorno é uma "percepção um pouco equivocada".