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O confronto entre Egito e Irã, marcado para este sábado (27), pela última rodada do Grupo G da Copa do Mundo, tem ganhado repercussão pela resistência das federações dos dois países às ações de apoio à comunidade LGBTQIAPN+ programadas para Seattle, cidade que receberá a partida.
Antes mesmo da definição das seleções que se enfrentariam no local, a organização do torneio já havia planejado o duelo como o “Pride Match” (Jogo do Orgulho, em tradução livre). A iniciativa faz referência à tradição de Seattle na defesa dos direitos LGBTQIAPN+ e coincide com o fim de semana da Parada do Orgulho realizada na cidade.
Segundo o jornal The Athletic, publicação esportiva do New York Times, representantes de Egito e Irã manifestaram oposição às ações previstas. A posição estaria relacionada a questões religiosas, uma vez que os dois países têm maioria muçulmana.
O Egito lidera o Grupo G da Copa do Mundo com quatro pontos e o Irã aparece logo na sequência, com dois. Bélgica, também com dois, e Nova Zelândia, com um, completam a chave.
A Federação de Futebol do Irã acusou os Estados Unidos de revogarem a cota de ingressos destinada aos torcedores iranianos para a fase de grupos da Copa do Mundo de 2026. Segundo a entidade, a medida foi tomada poucos dias antes do início do torneio e impede a distribuição dos bilhetes aos fãs que pretendiam acompanhar a seleção no Mundial.
A Copa do Mundo começa nesta quinta-feira (11) e será disputada em Estados Unidos, México e Canadá. O Irã está no Grupo G e tem estreia marcada para o dia 15 de junho, contra a Nova Zelândia, em Los Angeles. A equipe também enfrentará a Bélgica, no dia 21, novamente em Los Angeles, e o Egito, no dia 26, em Seattle.
De acordo com a federação iraniana, o regulamento da Fifa prevê que cada seleção participante tenha direito a 8% dos ingressos de suas partidas para distribuição entre seus torcedores. A entidade afirma que a venda dos bilhetes já havia sido iniciada antes da suposta revogação.
Em comunicado, a Federação de Futebol do Irã criticou a medida e afirmou que a decisão afeta torcedores que já haviam organizado planos de viagem.
“Privar os torcedores iranianos do acesso à sua cota legal e oficial de ingressos é uma ação contrária ao espírito que rege as competições internacionais e ao princípio da igualdade entre os países participantes”, afirmou a FFIRI.
A entidade também levantou questionamentos sobre possível interferência de fatores externos à organização esportiva.
“Esse desenvolvimento levanta sérias questões sobre a interferência de considerações não esportivas e políticas na organização do maior evento de futebol do mundo”, completou.
A federação pediu ainda que a Fifa mantenha “os princípios de neutralidade, justiça e respeito aos regulamentos estabelecidos”.
Entrada nos Estados Unidos também gera impasse
A participação do Irã na Copa do Mundo tem sido cercada por incertezas fora de campo. Em maio, a seleção transferiu sua base de treinamento de Tucson, no Arizona, para Tijuana, no México, sob alegação de que os Estados Unidos não estariam dispostos a receber a delegação iraniana.
Pelas condições dos vistos concedidos, a delegação do Irã terá que entrar e sair dos Estados Unidos nos dias de cada partida da fase de grupos.
No dia 6 de junho, a federação iraniana também acusou os Estados Unidos de negar vistos a membros considerados “essenciais” da comissão técnica e administrativa da seleção. Segundo a entidade, 15 dirigentes e funcionários tiveram a entrada recusada.
Antes disso, a FFIRI havia enviado à Fifa uma lista de condições para participação no Mundial. Entre elas, estava a autorização para que jogadores, treinadores e dirigentes que tenham cumprido serviço militar junto ao Corpo da Guarda Revolucionária Islâmica pudessem participar do torneio.
O secretário de Estado dos Estados Unidos, Marco Rubio, afirmou que os jogadores iranianos serão bem-vindos à competição, mas que pessoas com vínculos ao IRGC podem enfrentar restrições de entrada no país.
O Irã também foi o único país ausente no congresso anual da Fifa realizado em Vancouver, no Canadá, em abril. Na ocasião, uma delegação da federação iraniana, incluindo o presidente Mehdi Taj, foi impedida de entrar no país pelo serviço de imigração canadense.
Até o momento, a Fifa não divulgou um posicionamento público detalhado sobre a acusação feita pela federação iraniana.
A Fifa convidou a Federação de Futebol da República Islâmica do Irã (FFIRI) para uma reunião em sua sede, em Zurique, na Suíça, antes do dia 20 de maio. O encontro tem como objetivo tratar da preparação da seleção iraniana para a Copa do Mundo de 2026, que será disputada entre 11 de junho e 19 de julho na América do Norte. A informação foi divulgada nesta terça-feira (5) pela AFP, com base em fontes próximas ao processo.
A participação do Irã no Mundial ainda gera atenção nos bastidores em meio à guerra no Oriente Médio, iniciada no fim de fevereiro, após bombardeios de Israel e dos Estados Unidos em território iraniano. Mesmo diante do cenário político e diplomático, o presidente da Fifa, Gianni Infantino, tem afirmado publicamente que a seleção iraniana disputará normalmente suas partidas da fase de grupos em solo norte-americano.
"Quero confirmar, sem ambiguidades, que o Irã vai participar da Copa do Mundo de 2026. E, com certeza, o Irã jogará nos Estados Unidos", reiterou Infantino, durante a abertura do 76º Congresso da Fifa, realizado em Vancouver, no Canadá, em 30 de abril.
A posição do dirigente também recebeu sinalização do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, em declaração posterior.
"Se o Gianni falou, então estou de acordo", declarou Trump.
"Eu disse a ele: 'Faça o que quiser. Você pode ficar com eles' (...) Acho que eles devem poder jogar", acrescentou.
Em outras ocasiões, Trump havia indicado dúvidas sobre a segurança dos jogadores iranianos caso viajassem aos Estados Unidos. As declarações provocaram reação de dirigentes do futebol do Irã, que chegaram a avaliar um boicote antes de solicitar que os jogos da seleção fossem transferidos para o México. O pedido foi recusado pela Fifa.
Apesar da posição pública de Infantino, o Congresso da Fifa também expôs dificuldades operacionais envolvendo a presença do Irã no Mundial. A delegação iraniana cancelou sua participação no evento em Vancouver na véspera da abertura, alegando comportamento ofensivo por parte da polícia de imigração após a chegada ao aeroporto de Toronto.
O Canadá classifica a Guarda Revolucionária Iraniana, braço armado ideológico da República Islâmica, como grupo terrorista. O presidente da FFIRI, Mehdi Taj, é ex-integrante da organização.
Ao retornar ao Irã, Taj afirmou à imprensa local que pretendia ter "uma reunião" com a Fifa, na qual teria "muitas questões a tratar".
A entidade máxima do futebol espera uma resposta da federação iraniana até, no máximo, três semanas antes do início da Copa do Mundo.
O Irã está previsto para estrear no Mundial no dia 16 de junho, contra a Nova Zelândia, em Los Angeles. A segunda partida da seleção será contra a Bélgica, no dia 21, também em Los Angeles.
O encerramento da participação iraniana na fase de grupos está marcado para o dia 27 de junho, contra o Egito, em Seattle. Durante a competição, a seleção ficará concentrada em Tucson, no Arizona.
A NBA deve analisar ma proposta que pode ampliar o número de equipes participantes da liga. A discussão marcada para este mês envolve a possível criação de franquias nas cidades de Las Vegas e Seattle.
De acordo com o jornalista Shams Charania, o tema estará na pauta das reuniões do conselho de governadores marcadas para os dias 24 e 25 de março. Neste primeiro momento, os dirigentes votarão se autorizam a liga a iniciar estudos formais para ampliar o número de equipes de 30 para 32.
Se a proposta seguir adiante, o planejamento inicial prevê que as novas equipes passem a disputar a competição a partir da temporada 2028-29.
O valor estimado para a entrada de cada franquia pode chegar a cerca de US$ 10 bilhões. Caso os projetos se confirmem, as novas organizações já iniciariam suas atividades com grande capacidade de geração de receita dentro da liga.
A votação prevista para março não define de forma definitiva a expansão. A aprovação permitiria apenas que a NBA avance para etapas seguintes, como a abertura de processo de licitação e negociações com grupos interessados em operar as equipes. Para a oficialização da expansão, será necessária outra votação, que exige apoio mínimo de 23 dos 30 governadores.
O comissário da NBA, Adam Silver, já havia mencionado em dezembro que Seattle e Las Vegas estavam entre as cidades consideradas pela liga para receber novas franquias em um eventual processo de expansão.
A cidade de Seattle aparece com frequência nas discussões sobre expansão por já ter sediado o Seattle SuperSonics, equipe que deixou a cidade em 2008 ao se transferir para Oklahoma City.
Já Las Vegas passou a integrar o debate nos últimos anos devido ao crescimento da presença de ligas esportivas na cidade e à estrutura voltada para grandes eventos.
Segundo o produtor, sua intenção com a primeira declaração era aconselhar bandas nacionais a fazerem sucesso no exterior, já que a concorrência com as bandas que têm o inglês como língua-mãe é grande. "Não se esqueçam de que vocês agora estão competindo com milhões de bandas que falam a língua, já moram lá, tocam lá, e vocês não. Então não dá para que vocês sejam apenas 'bons'. Vocês precisam ser os melhores. Alguém precisava dizer isso, mas eu não disse direito. Agora estou dizendo", finalizou.
Curtas do Poder
Pérolas do Dia
Jerônimo Rodrigues
"Os extremos não servem para nós. Nem uma polícia que não dê conta do seu papel, nem uma polícia que possa entrar no exagero e fazer ações fora do conceito de um servidor público. A polícia tem que garantir a segurança das pessoas e não ameaçá-las".
Disse o governador Jerônimo Rodrigues ao ser sabatinado na TV Aratu, nesta terça-feira (4) e abordou um dos temas mais sensíveis de sua gestão: a segurança pública e a atuação da Polícia Militar. Respondendo a questionamentos do jornalista Maurício Leiro, editor de política do Bahia Notícias, sobre a implementação das câmeras corporais nos fardamentos e suspeitas de excessos policiais, Jerônimo afirmou que "não passa a mão na cabeça" de quem atua fora dos padrões.