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saudi pro league
A Saudi Pro League se manifestou oficialmente sobre a postura de Cristiano Ronaldo, que teria se recusado a disputar partidas do campeonato nacional pelo Al-Nassr em sinal de insatisfação com os rumos adotados pelo clube na última janela de transferências. A resposta da liga foi divulgada nesta sexta-feira (5) pelo jornal Marca, da Espanha, e reforça que nenhuma figura, independentemente de sua relevância esportiva ou midiática, está acima da estrutura institucional da competição.
Em comunicado, a entidade deixou claro que o modelo da liga é baseado na independência administrativa de seus clubes, destacando que decisões esportivas e financeiras não são centralizadas nem influenciadas por atletas.
"A Liga Profissional Saudita está estruturada em torno de um princípio simples: cada clube opera de forma independente, sob as mesmas regras. Os clubes têm seus próprios conselhos de administração, seus próprios executivos e sua própria gestão de futebol", afirmou a organização.
Apesar de reconhecer o impacto esportivo e comercial provocado por Cristiano Ronaldo desde sua chegada ao futebol saudita, a liga ressaltou que há limites claros para a influência individual dentro do projeto.
"Cristiano tem se dedicado integralmente ao Al Nassr e desempenhado um papel fundamental no crescimento e nas ambições do clube. Como qualquer jogador de elite, ele quer vencer. Mas nenhum indivíduo, por mais importante que seja, toma decisões que vão contra os interesses do seu próprio clube."
ENTENDA O CASO
Segundo informações do jornal português A Bola, o estopim do descontentamento do camisa 7 estaria relacionado à condução administrativa do Al-Nassr, especialmente no que diz respeito à política de investimentos do Fundo de Investimento Público da Arábia Saudita (PIF), responsável pela gestão de diversos clubes do país.
De acordo com a publicação, Cristiano Ronaldo tem demonstrado incômodo com a forma como os recursos vêm sendo distribuídos, sobretudo ao comparar o tratamento dado ao Al-Nassr com o de rivais diretos sob o mesmo guarda-chuva institucional. O principal exemplo citado é o Al-Hilal, que foi mais agressivo no mercado, com contratações de maior impacto e negociações em andamento.
Na atual janela, o Al-Nassr anunciou apenas a chegada do jovem meia Haydeer Abdulkareem, de 21 anos. O movimento discreto contrasta com os pedidos públicos por reforços feitos pelo técnico Jorge Jesus e ampliou a percepção de frustração nos bastidores do clube.
A diferença de estratégia entre as equipes controladas pelo PIF tem sido alvo recorrente da imprensa local. Enquanto o Al-Hilal manteve postura ativa no mercado, o Al-Nassr adotou uma política mais cautelosa. Paralelamente, o fundo segue envolvido em negociações relevantes, como a possível contratação do atacante Kader Meité, do Rennes, avaliada em cerca de 30 milhões de euros.
As críticas atribuídas a Cristiano Ronaldo se alinham a declarações anteriores de Jorge Jesus. Em janeiro, o treinador afirmou que sua equipe não possuía o mesmo “peso político” dentro do futebol saudita quando comparada ao rival de Riad. A fala gerou repercussão e chegou a motivar um pedido de punição por parte do Al-Hilal, que não avançou.
Confira o comunicado completo da Saudi Pro League na íntegra abaixo:
"A Liga Profissional Saudita está estruturada em torno de um princípio simples: cada clube opera de forma independente, sob as mesmas regras. Os clubes têm seus próprios conselhos de administração, seus próprios executivos e sua própria gestão de futebol. As decisões relativas a contratações, gastos e estratégia são de sua responsabilidade, dentro de uma estrutura financeira concebida para garantir a sustentabilidade e o equilíbrio competitivo. Essa estrutura é aplicada igualmente em toda a liga.
Cristiano tem se dedicado integralmente ao Al Nassr desde sua chegada e tem desempenhado um papel fundamental no crescimento e nas ambições do clube. Como qualquer jogador de elite, ele quer vencer. Mas nenhum indivíduo, por mais importante que seja, toma decisões que vão contra os interesses do seu próprio clube.
As contratações recentes demonstram claramente essa independência. Um clube se fortaleceu de uma maneira específica. Outro optou por uma abordagem diferente. Essas foram decisões dos clubes, tomadas dentro dos parâmetros financeiros aprovados.
A competitividade da liga fala por si só. Com apenas alguns pontos separando os quatro primeiros colocados, a disputa pelo título está totalmente em aberto. Esse nível de equilíbrio reflete um sistema que está funcionando conforme o planejado.
O foco continua sendo o futebol, dentro de campo, onde deve estar, e em manter uma competição credível e competitiva para jogadores e torcedores."
A Saudi Pro League (SPL), liga nacional da Arábia Saudita, deu mais um passo para se consolidar como vitrine global e o Brasil está no centro da estratégia. O campeonato, que nos últimos anos atraiu nomes como Cristiano Ronaldo, Cancelo, João Felix, Darwin Nuñez e outras estrelas, ampliou sua presença no país com transmissões ao vivo e canais de comunicação em português.
Em 2024, a Globo passou a exibir partidas no SporTV, somando-se à Band e à plataforma GOAT, que já transmitiam o torneio. A liga mantém ainda perfis oficiais em português nas redes sociais, voltados a dialogar diretamente com a torcida brasileira.
De acordo com os organizadores, o Brasil se tornou um dos mercados prioritários. A audiência digital dos jogos no país já é comparável à registrada na própria Arábia Saudita em semanas de rodada. "Vemos muito interesse da América do Sul e de países como o Brasil", afirmou o CEO da liga, Omar Mugharbel, à agência Reuters.
No mesmo movimento de internacionalização, a Arábia Saudita anunciou a privatização total dos quatro maiores clubes do país — Al-Nassr, Al-Ittihad, Al-Hilal e Al-Ahli. Todos serão colocados à venda, com 100% das ações abertas a empresas estrangeiras.
A mudança, no entanto, não representa corte de investimentos. Desde 2023, os clubes controlados pelo Fundo de Investimento Público (PIF) gastaram 1,5 bilhão de euros (R$ 9,4 bilhões) em contratações. Só o Al-Nassr, de Cristiano Ronaldo, trouxe nesta janela o português João Félix, o francês Kingsley Coman e o espanhol Iñigo Martínez.
O volante Fabinho, ex-Seleção Brasileira e hoje no Al-Ittihad, reforça que a liga vem evoluindo a cada temporada.
"A liga tem crescido bastante, pessoalmente notei grande diferença da primeira para a segunda temporada. Várias equipes estão se reforçando, com melhores jogadores. A última temporada teve um nível muito bom. Acho que a tendência é que melhore ainda mais, tanto a qualidade dos atletas como a estrutura", disse, em entrevista ao Estadão.
Curtas do Poder
Pérolas do Dia
Jaques Wagner
"Eu acho que nós temos muito a trocar. Essa é uma civilização milenar, que tem muito a ensinar com o salto que eles deram aqui em 40 anos. Você pega uma cidade como essa, que há 50 anos era uma aldeia de pescadores com 20 mil habitantes. Hoje tem 17 milhões de habitantes. Você anda por aqui e não vê um papel no chão, não vê uma sujeira, um teatro espetacular, um prédio todo novo. Parabéns pra eles por terem conseguido. E muita gente do Brasil, que tem preconceito, devia dar um pulo aqui. Porque eu vejo as pessoas falando: 'ah, mas eles são comunistas'. Eu não sei o que quer dizer isso. Mas se comunismo é isso aqui, é um sucesso".
Disse o senador Jaques Wagner ironizou, nesta terça-feira (5), ao comentar as críticas que são feitas à China e o preconceito pelo país se declarar comunista. O senador está em Shenzhen, no Sul chinês, e acompanhou a última apresentação da turnê do Neojiba - Núcleos Estaduais de Orquestras Juvenis e Infantis da Bahia, projeto que ajudou a fundar.