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O artista visual e pesquisador Roque Boa Morte levará ao México uma das mais importantes manifestações culturais e religiosas do Recôncavo Baiano. A exposição “Bembé: A Festa dos Olhos do Rei” entra em cartaz entre os dias 6 e 20 de junho, no Museo Morelense de Arte Contemporáneo Juan Soriano, considerado um dos principais espaços de arte contemporânea do país.
Inspirada no Bembé do Mercado, celebração realizada desde 1889 em Santo Amaro, a mostra reúne 38 imagens que mergulham na dimensão ritual, simbólica e coletiva da festa, reconhecida como Patrimônio Imaterial da Bahia e considerada o maior candomblé de rua do mundo.
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Foto: Roque Boa Morte
Com curadoria da antropóloga Jamile Borges da Silva, coordenadora do Centro de Estudos Afro-Orientais da Universidade Federal da Bahia (UFBA), a exposição é resultado de uma pesquisa desenvolvida ao longo de cinco anos por Roque Boa Morte durante o mestrado em Estudos Étnicos e Africanos na UFBA. Ao longo desse período, o artista construiu um acervo com mais de nove mil imagens sobre o Bembé.
Apresentada pela primeira vez em Santo Amaro, durante os festejos de 2025, a mostra inicia agora uma circulação internacional. Depois da temporada no México, a exposição também passará por Nova York, nos Estados Unidos, em outubro deste ano.
Natural de Santo Amaro, Roque Boa Morte desenvolve trabalhos ligados à antropologia visual, à memória afro-diaspórica e ao direito à imagem. Parte do acervo produzido pelo artista integra atualmente o Museu Afrodigital da Memória Africana e Afro-Brasileira da UFBA, desenvolvido em parceria com instituições brasileiras e internacionais.
Além das fotografias, a exposição aposta em uma expografia inspirada nos elementos visuais e espaciais do próprio Bembé do Mercado, manifestação que reúne mais de 60 terreiros durante cinco dias de celebrações públicas no Recôncavo Baiano. O ápice da festa acontece com o xirê, seguido por cortejos e oferendas dedicadas a Iemanjá e Oxum.
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A expografia intitulada “Figas, mãos ancestrais”, do artista visual Roque Boa Morte, abre suas portas a partir deste domingo (26), no espaço Cronópios, Rua Direita do Santo Antônio Além do Carmo, 179, às 18h. As obras mergulham no universo simbólico de um dos amuletos mais populares do ocidente em busca da atualização do seu significado em mãos afro-atlânticas.
Serão onze fotografias coloridas e uma em preto e branco inéditas, que retratam as figas humanas afrodescendentes adornadas com jóias/signos que contam orikis identificadores de arquétipos das divindades africanas e seus filhos. A curadora e gestora cultural Brasil/México Juci Reis, comenta sua experiência: “Os gestos captados possibilitam uma observância para ir além da representação, insinuando a transposição de potências, a materialização do sentido ritual da figa. Cada imagem é uma mediação litúrgica, um lugar para sentir, então: sinta! Se permita sentir a imagem!”.
O processo de produção das obras, que contou com pesquisa da tradição oral e fontes bibliográficas, documentado em audiovisual e registros escritos, contou com a colaboração de integrantes de duas grandes casas de Candomblé Ketu, uma do Recôncavo, Ilê Axé Ojú Onirê, em Santo Amaro da Purificação onde o fotógrafo nasceu, e outro de Salvador, Ilé Íyá Omi Áse Ìyámase, onde o autor reside; sendo o produto destas incursões objeto de pretensas publicações futuras.
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"Só te agradecer, meu irmão. Vamos mexer com o coração de muita gente e vai ser muito importante para o nosso país, tá? Preciso de vez em quando te falar como as coisas vão andando, tá?".
Disse o ex-secretário especial de Cultura ao comentar com o banqueiro Daniel Vorcaro sobre a articulação do filme biográfico “Dark Horse”, sobre Jair Bolsonaro.