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Artigos

Bruna Santana
Eleições 2026 e Violência Política de Gênero

Eleições 2026 e Violência Política de Gênero

Este texto nasce de uma inquietação — e também de um dever moral e cívico de falar sobre um tema urgente: a violência política de gênero, antes mesmo do início oficial da campanha eleitoral de 2026.

Multimídia

Duda Sanches critica segurança do estado e dispara sobre violência: "a Bahia já virou o Rio de Janeiro"

Duda Sanches critica segurança do estado e dispara sobre violência: "a Bahia já virou o Rio de Janeiro"
O parlamentar Duda Sanches apontou o desgaste decorrente das duas décadas de administração do Partido dos Trabalhadores (PT) no estado e lamentou a queda nos indicadores de qualidade de vida da população. Em entrevista concedida ao Projeto Prisma, podcast do Bahia Notícias, nesta segunda-feira (18), ele direcionou críticas à gestão do governo estadual nas áreas de segurança pública e saúde.

Entrevistas

Após retorno à AL-BA, Luciano Ribeiro descarta disputa pela reeleição e diz estar focado na campanha de ACM Neto

Após retorno à AL-BA, Luciano Ribeiro descarta disputa pela reeleição e diz estar focado na campanha de ACM Neto
Foto: Divulgação / Agência AL-BA
De volta à Assembleia Legislativa da Bahia (AL-BA) desde janeiro, após assumir a vaga aberta com a morte do deputado Alan Sanches, Luciano Ribeiro (União) concedeu entrevista ao Bahia Notícias na última semana e falou sobre a produtividade do Legislativo para 2026, ano que será marcado pela disputa eleitoral, e o cenário político para a corrida ao governo da Bahia. O deputado também tratou da formação da chapa de oposição e afirmou que, neste momento, descarta disputar a reeleição. Desde o seu retorno, Luciano passou a ocupar a vice-liderança da oposição e a vice-presidência da Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) da Casa.

ronei jorge

Ronei Jorge leva turnê em comemoração aos seus 30 anos de carreira à Salvador
Foto: Divulgação

Em comemoração aos 30 anos de carreira, o cantor e compositor baiano Ronei Jorge, realizará o show “Ronei Jorge 30A”, no dia 11 de agosto, às 19h, no Teatro Sesc Casa do Comércio, em Salvador. 
 

Os ingressos do primeiro lote podem ser adquiridos por R$40 (inteira) e R$20 (meia), já no segundo lote, serão disponibilizados por R$60 (inteira) e R$30 (meia), disponíveis por meio da plataforma Sympla.
 

Com direção artística de Jarbas Bittencourt e Fábio Espírito Santo, a apresentação comemorativa receberá as cantoras Manuela Rodrigues e Livia Nery como convidadas especiais. Dando vida à apresentação ao lado de Ronei, estarão no palco Carla Suzart (baixo e voz), Taciano Vasconcellos (guitarra), Luisa Muricy (voz), Allan Villas Bôas (bateria) e Juliano Oliveira (teclado).
 

“É uma trajetória guiada pelo meu desejo de me expressar através de minhas canções. O que entendo ser minha realização artística se faz com o tempo e com os encontros, com a troca com quem trabalha comigo, com as certezas e acidentes da criação”, expressa o cantor sobre sua criação artística nos 30 anos de carreira.
 

“O ponto em comum que marca todos esses anos é a minha composição. Acho que o traço norteador é o jeito que componho as canções, tanto o caminho harmônico e melódico, como o texto. Para que, ao mesmo tempo, as coisas soem com minha assinatura e tão diferentes entre si, é também fundamental o fato de eu privilegiar o encontro com pessoas diferentes e fazer dessas várias cabeças uma soma para o trabalho”, finaliza o músico.

 

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Em live, Ronei Jorge debate processo criativo de novo disco 'Irmã'
Foto: Agnes Cajaíba / Divulgação

Em uma live transmitida no dia 6 de maio, às 19h, no Youtube, o cantor e compositor baiano Ronei Jorge debaterá o processo criativo de seu segundo disco, “Irmã”, que tem lançamento previsto para o dia 21 do mesmo mês. No bate-papo virtual, o artista se reunirá com  Livia Nery e Andrea Martins, produtoras do álbum.

 

Realizado sob circunstância do isolamento social, durante a pandemia, o disco foi produzido dentro das casas dos artistas, ancorados em frequentes reuniões digitais, ao longo dos últimos cinco meses. As gravações em estúdio foram rápidas, sem aglomerações com músicos convidados que participavam um por vez. Todo esse processo será contado no encontro virtual.

 

O disco “Irmã”, que ficará disponível gratuitamente nas plataformas digitais no próximo mês, conta com oito faixas inéditas que exploram a riqueza harmônica e melódica na música brasileira, além de incorporar camadas eletrônicas. “Imagino que é o meu disco mais pop, no sentido clássico da palavra”, adianta Ronei.

 


SERVIÇO
O QUÊ:
Live com Ronei Jorge, Livia Nery e Andrea Martins - “Irmã”: Processo criativo e de produção
QUANDO: Quinta-feira, 6 de maio, às 19h
ONDE: Canal de YouTube de Ronei Jorge (www.youtube.com/roneijorge)
VALOR: Grátis

Ronei Jorge apresenta show 'Entrevista' na Sala do Coro do TCA
Foto: Divulgação

O cantor e compositor baiano Ronei Jorge se apresenta na Sala do Coro do Teatro Castro Alves, no dia 23 de abril, a partir das 20h, dentro da programação do projeto “Terça da Música”.


Na ocasião, o público poderá conferir o show de “Entrevista”, primeiro disco solo do artista. “É um trabalho que se desdobra a partir do que eu muito vinha revirando e ouvindo. As vozes femininas presentes em trabalhos de Tom Jobim, Arrigo Barnabé, Itamar Assumpção e Caetano Veloso acabaram por ser inspiração para um desejo novo. Vem dessas vozes o ponto de partida estético, assim como a influência mineira e a brasilidade passível de ser colocada no rock”, descreve Ronei.


Os ingressos, que custam R$ 30 (inteira) e R$ 15 (meia), estão à venda nas bilheterias do TCA e pelo site do Ingresso Rápido. 

 

SERVIÇO
O QUÊ:
Ronei Jorge – “Entrevista”
QUANDO: Terça-feira, 23 de abril, às 20h
ONDE: Sala do Coro do Teatro Castro Alves – Salvador (BA)
VALOR: R$ 30 (inteira) e R$ 15 (meia)

Ronei Jorge se apresenta na Sessão Especial do Commons Estudio Bar
Foto: Divulgação

Ronei Jorge irá se apresentar na Sessão Especial do Commons Studio Ba, no dia 22 de dezembro, às 20h.

 

O cantor sobe ao palco com Aline Falcão (voz e teclado), Ian Cardoso (guitarra), Mauricio Pedrão (bateria), Taciano Vasconcellos (baixo) e Luisa Muricy (voz). No repertório, ele apresenta o seu trabalho “Entrevista”, que mostra uma sonoridade oscilante entre vigor e sutileza, subversão e encantamento, explorando facetas diversas da música popular brasileira.

 

Os ingressos custam R$ 20 e estarão a venda na entrada do evento. O ingresso também é válido para o segundo evento que vai acontecer na noite, o Baile Esquema Novo. 

 

SERVIÇO
O QUÊ:
Ronei Jorge - Sessão Especial
QUANDO: Sábado, 22 de dezembro, às 20h
ONDE: Commons Studio Bar, Rio Vermelho, Salvador-BA
VALOR: R$ 20 

Irmão Carlos recebe Ronei Jorge e Tabuleiro Musiquim no Espaço Cultural Dona Neuza
Foto: Divulgação

O Espaço Cultural Dona Neuza recebe neste domingo (18), a segunda edição do “Domingo de Cabeça para Baixo”, à partir das 16h, com shows do anfitrião Irmão Carlos, do artista Ronei Jorge e da banda Tabuleiro Musiquim. Cantor e compositor baiano, Ronei Jorge é um dos mais respeitados nomes da música pop contemporânea da Bahia, com mais de 20 anos de carreira.

 

Já a banda Tabuleiro Musiquim surgiu em 2012, em Salvador. Formada por quatro músicos, a banda mistura ritmos regionais da Bahia, como ijexá e samba reggae, com o peso do rock e a pulsação do funk. Nos últimos três anos a Tabuleiro já se apresentou em cidades do interior da Bahia, Pernambuco, Paraíba e São Paulo, além de shows frequentes em Salvador. Foi indicada cinco vezes ao Prêmio Caymmi de Música, principal prêmio de música da Bahia, duas como melhor banda, revelação, melhor instrumentista e melhor intérprete. Em 2018 a banda finalizou o segundo álbum, “Mano”, lançado em agosto desse ano.

 

Já o anfitrião, Irmão Carlos, apresenta sua performance com letras irreverentes e existenciais, no terreno da black music, com mix de música eletrônica e o sotaque baiano. Em 2017, lançou seu primeiro disco solo, homônimo, comentado nos principais sites nacionais, considerado um dos melhores discos nacionais do ano, pelo site Som do Som, e um dos melhores discos baianos, pelo site El Cabong. Filho de Dona Neuza, a velha mais punk da Bahia, Irmão Carlos é um artista conhecido do cenário musical da sua terra, como cantor, compositor, produtor musical, e agitador cultural. Os Ingressos para o show estarão disponíveis à preços populares (R$10/5) no local. O projeto é financiado pelo #editalArteTodoDia - ano IV da Fundação Gregório de Mattos Prefeitura de Salvador.

Ronei Jorge e a banda paranaense Tuyo fazem show no Goeth-Institut Salvador
Banda Tuyo | Foto: Divulgação / Luciano Meirelles e Leticiah Futata

O projeto "TOCA!" recebe em sua próxima edição o  cantor e compositor Ronei Jorge e a banda do Paraná Tuyo. Eles irão se apresentar no dia 23 de novembro, no Pátio do Goeth-Institut Salvador, no Corredor da Vitória, às 20h. 

 

Ronei apresentará no seu trabalho recém-lançado “Entrevista”, com sonoridade oscilante entre vigor e sutileza, subversão e encantamento, explorando facetas diversas da música popular brasileira. Já o Tuyo mostrará seu repertório criado pela fusão entre o orgânico e o sintético misturando voz, violão e beat. A trinca de compositores mescla o violão denso de Jean Machado com o trabalho vocal das irmãs Lio e Lay Soares. 

 

Os ingressos custam no 1º lote R$ 50 inteira e R$ meia entrada, e podem ser comprados no site do Sympla ou nas lojas Soul Dila e no Haus Kaffee.

 

SERVIÇO
O QUÊ:
TOCA! apresenta: Ronei Jorge + Tuyo 
QUANDO: Sexta-feira, 23 de novembro, às 20h 
ONDE: Pátio do Goethe-Institut, Corredor da Vitória, Salvador-BA
VALOR: Lote 1: R$ 50 (inteira) e R$ 25 (meia)

Festival Hype terá shows de Lazzo, Davi Moraes, Levi Lima, Diamba e Pierre Onassis
Foto: Divulgação

A segunda edição do Festival Hype, que será realizada neste sábado (7) e domingo (8), terá shows de Lazzo Matumbi, Davi Moraes, Ronei Jorge, Muriquins, OsMyFriends, Levi Lima, Diamba, Pali e Pierre Onassis. O evento acontece das 11h às 22h, na Av. Centenário, em Salvador, reunindo além de música, gastronomia, moda, música, arte e sustentabilidade. A entrada é gratuita.

 

Confira a programação musical: 
Palco Sounds

 
Sábado - 07/07
16h – Ronei Jorge
17h – Muriquins
18h – OsMyFriends
20h – Davi Moraes convida Pierre Onassis
* Intervalos – DJ Lúcio K


 
Domingo - 08/07
12h – Espaço Musical (atração infantil)
16h – Cordas a Baiana
17h – SSA
18h – Pali
19h - Diamba convida Lazzo Matumbi e Levi Lima
*Intervalos – DJ Roger’n Roll

Ronei Jorge faz show de lançamento de CD solo com participação de Moreno Veloso
Foto: Natália Arjones / Divulgação

O canto e compositor baiano Ronei Jorge faz show de lançamento de seu primeiro disco solo, “Entrevista”, no dia 13 de junho, a partir das 20h, no Teatro Sesc-Senac Pelourinho. A apresentação contará com a participação especial de Moreno Veloso, que também deu contribuições no disco, que conta com 10 faixas inéditas e autorais.  “É uma ideia que venho amadurecendo há um tempo, desde o fim da Ladrões de Bicicleta”, explica o artista, em referência ao Ronei Jorge e Os Ladrões de Bicicleta, grupo liderado por ele entre 2003 e 2010. “É um trabalho que se desdobra a partir do que eu muito vinha revirando e ouvindo. As vozes femininas presentes em trabalhos de Tom Jobim, Arrigo Barnabé, Itamar Assumpção e Caetano Veloso acabaram por ser inspiração para um desejo novo. Vem dessas vozes o ponto de partida estético, assim como a influência mineira e a brasilidade passível de ser colocada no rock”, descreve Ronei Jorge. 

 

SERVIÇO
O QUÊ:
Ronei Jorge - Show de lançamento do disco “Entrevista”
QUANDO: Quarta-feira, 13 de junho, às 20h
ONDE: Teatro do Sesc-Senac Pelourinho – Salvador (BA)
VALOR: R$ 20 (inteira) e R$ 10 (meia)

Cantor Ronei Jorge se apresenta na Tropos nesta sexta-feira
Foto: Divulgação / Rana Tosto

Num show intimista e no esquema “pague quanto quiser”, o cantor Ronei Jorge dá continuidade ao processo de aquecimento para lançamento de seu primeiro disco solo com uma apresentação na Tropos, no Rio Vermelho, nesta sexta-feira (8) às 21h. Ao lado de Aline Falcão (voz e teclado), Ian Cardoso (guitarra), Mauricio Pedrão (bateria), Taciano Vasconcellos (baixo) e Luisa Muricy (voz), o cantor e compositor baiano compartilha canções de carreira e do repertório de inéditas que estarão no novo álbum, previsto de ficar pronto em março de 2018. A gravação do disco a ser lançado foi contemplada pelo Edital Setorial de Música 2016, tendo apoio financeiro do Governo do Estado, através do Fundo de Cultura, Secretaria da Fazenda, Fundação Cultural do Estado da Bahia e Secretaria de Cultura da Bahia. A produção musical ficou nas mãos de Pedro Sá, mesmo de “Frascos Comprimidos Compressas”, segundo e último CD da banda Ronei Jorge e Os Ladrões de Bicicleta (2003-2010).

 

 

SERVIÇO: 
O QUÊ: Show Ronei Jorge
QUANDO: Sexta-feira, 8 de dezembro, às 21h
ONDE: Tropos - Rio Vermelho - Salvador
VALOR: Pague o quanto quiser

Ronei Jorge estreia novo projeto neste domingo no Teatro Gamboa Nova
Foto: Rana Tosto

Estreia neste domingo (9), no Teatro Gamboa Nova, a temporada do mais novo projeto autoral de Ronei Jorge. Dentro do GamBoaMúsica Pôr do Sol, o artista segue em cartaz aos domingos, sempre às 17h, até o dia 30 de abril. Acompanhado pelos músicos Mauricio Pedrão (bateria), Carla Suzart (voz e baixo), Aline Falcão (voz e teclado) e Taciano Vasconcellos (guitarra), o cantor e compositor baiano apresentará ao público o repertório de 15 canções inéditas que compõem seu primeiro disco solo. “O que me vem à mente é poder mostrar essas novas canções que vêm recheadas de dúvidas e buscas, tanto no texto quanto na música”, explica o artista que integra também o Tropical Selvagem. Os ingressos custam R$ 20 (inteira) e R$ 10 (meia).

 

SERVIÇO
O QUÊ: Shows de Ronei Jorge
QUANDO: Domingos, 9, 16, 23 e 30 de abril, às 17h
ONDE: Teatro Gamboa Nova
VALOR: R$ 20 (inteira) e R$ 10 (meia)

Inspirado em ‘jeito ensolarado de falar’ de Tom Zé e Caetano, Pélico faz 1º  show em Salvador
Foto: Divulgação
Marcando sua estreia em Salvador, o cantor e compositor paulista Pélico encerra a primeira temporada do Circuito das Canções com um show realizado nesta sexta-feira (23), às 20h, na Tropos. Como nas demais edições do projeto (clique aqui e saiba mais), se apresenta ainda um representante da cena independente da Bahia, que desta vez será Ronei Jorge. 
 

Baiano Ronei Jorge também se apresenta no encerramento da primeira temporada do Circuito das Canções | Foto: Divugação
 
Apesar desta ser a primeira apresentação de Pélico na capital baiana, ele conta que a cidade foi importante na realização de seu mais novo trabalho. “Na verdade, eu estive em Salvador há dois anos, para compor algumas músicas do disco ‘Euforia’, que eu lancei no ano passado”, revela. “Eu não fui tocar, fui de férias pra compor, pra sair do meu lugar”, acrescenta o cantor, contando que também incluiu Moreré naquele momento de ócio criativo. Do contato com a Bahia nasceram as canções “Vaidoso”, “Overdose” e “Escrevo”, sendo que esta última é a preferida de Pélico no disco. “Eu compus três músicas aí. Comecei e finalizei. Algumas outras eu comecei aí e finalizei em São Paulo ou em outro lugar”, lembra o artista, que já acumula 10 anos de carreira. 
 
A relação do artista com o estado não para por ai. Pélico, que gravou uma versão de “Você Não Entende Nada”, clássico de Caetano Veloso, foi convidado por Tom Zé para participar do disco “Tropicália Lixo Lógico”, em 2013. “Na verdade são coisas que a gente faz sem perceber. Realmente existe essa relação com compositores da Bahia e com a música Baiana. Eu acho que isso vem acontecendo naturalmente durante minha carreira, essa aproximação”, diz o cantor paulista, destacando o costume que as pessoas têm de “admirar o que não têm”. “Eu gosto muito do trabalho do Caetano, do Tom Zé, eles têm um jeito muito específico de falar das coisas. O olhar que eles têm, por exemplo, daqui de São Paulo, sempre chama muito a atenção”, conta Pélico, atribuindo a estes dois baianos “um jeito muito ensolarado de falar”, que conquista a admiração de um paulista como ele. “Eu vim pra buscar esse sol, eu quero tomar um pouco desse sol e beber um pouco dessa água”, brinca.


O artista paulista fez uma versão de "Você Não Entende Nada", de Caetano Veloso

No show desta sexta-feira (23), Pélico apresentará um formato acústico, com voz e violão, segundo ele mais viável para viajar. “Depois dessa primeira vez eu quero voltar mais, levar a banda toda. Esse é o primeiro passinho que a gente dá para tocar aí”, diz o artista, que na ocasião promete “fazer um catado” entre canções de todos os seus três álbuns: “O Último Dia de um Homem Sem Juízo” (2008), “Que Isso Fique Entre Nós” (2011) e “Euforia” (2015). “Não vou só apresentar canções do novo CD, porque o ‘Que Isso Fique Entre Nós’ foi o disco que me jogou mais pro Brasil. Antes dele eu ficava numa coisa mais regional, mas a partir daí eu comecei a ter retorno de muitas cidades. Então eu faço questão de não só mostrar o ‘Euforia’”, explica o cantor, que este ano teve sua voz emplacada na trilha sonora da novela Velho Chico. 
 

Versão de Pélico para canção de Ângela Ro Ro é tema de Tereza e Carlos em Velho Chico
 
A versão de Pélico para a música “Não Há Cabeça”, de Ângela Ro Ro, é tema de Tereza (Camila Pitanga) e Carlos (Marcelo Serrado). O artista avalia que o espaço para mostrar sua música em um folhetim da Rede Globo foi conquistado com muito trabalho. “Esse desenrolar da minha carreira, pra mim, é tudo muito uma construção de anos. Acho que várias coisas foram muito importantes pra mim, como A Banda Mais Bonita da Cidade, Felipe Catto e Luiza Possi gravarem músicas minhas”, explica o cantor, contando que sua participação na coletânea “Coitadinha Bem Feito” (2013), em homenagem a Ângela Ro Ro, chegou aos ouvidos do diretor da novela por acaso e ele decidiu incluir na trilha. “Isso daí é mais um tijolinho nessa construção da carreira, que também vai abrindo mais o meu público. Depois de meses da novela, agora sim as pessoas estão começando a ligar o nome à pessoa e reconhecendo o trabalho. O fato de ter sido gravado por alguns artistas que têm uma grande projeção também me ajuda como compositor e como artista”, avalia Pélico, que garante não se preocupar com rótulos e as críticas por causa da exposição na TV. “Isso é uma bobagem, eu acho que o fato da música estar ali não diminui ela”, diz ele, lembrando que a canção é um lado B de Ângela Ro Ro, com arranjo sofisticado.

Serviço
O QUÊ: Circuito das Canções com Pélico (SP) e Ronei Jorge (BA)
QUANDO: Sexta-feira, 23 de setembro, às 20h
ONDE: Tropos  - Rua Ilhéus, 214, Parque Cruz Aguiar - Rio Vermelho
VALOR: Pague quanto puder
Ronei Jorge e Andrea Martins se apresentam juntos em show inédito
Foto: Divulgação
Ronei Jorge e Andrea Martins vão se encontrar no palco do Teatro Vila Velha nesta sexta-feira (23), às 20h, em um show inédito. Reconhecidos especialmente por seus trabalhos à frente das bandas Ronei Jorge & Os Ladrões de Bicicleta e Canto dos Malditos na Terra do Nunca, os irmãos seguiram rumos paralelos e distintos nas suas carreiras, mas sempre estiveram conectados. “Estar em casa juntos, mesmo com a diferença de idade, de gerações diferentes, nos fez ser cúmplices de experiências sonoras”, relata Ronei.

O encontro dos irmãos já aconteceu com participações nos shows um do outro e Ronei já até participou de uma das faixas do disco do Canto dos Malditos. No show que acontece nesta sexta, os dois apresentarão canções de seus projetos individuais dentro de um mesmo espetáculo. Andrea, com o show Solaris, que traz seu som imagético e eletrônico, ligado ao pop atual, mas sempre de mãos dadas aos seus trabalhos de rock. E Ronei mostra sua música mais perto da música brasileira e o que antes era insinuado, agora se torna mais evidente.

Serviço
Ronei Jorge e Andrea Martins
Onde: Teatro Vila Velha
Quando: sexta-feira (23), às 20h
Quanto: R$ 30 (inteira) e R$ 15 (meia)
Ronei Jorge e Toco Y Me Voy fazem show no Portela Café
Toco Y Me Voy | Foto: Divulgação
O cantor Ronei Jorge e a banda Toco Y Me Voy realizam show de música brasileira, no Portela Café, no dia 25 de setembro, às 22h. Compositor reconhecido na Bahia, Ronei se apresenta com o baterista Maurício Pedrão, seu parceiro na banda Ronei Jorge e Os Ladrões de Bicicleta, a baixista e vocalista Carla Suzart, a cantora e compositora Lívia Nery e o cantor e compositor Ian Cardoso. Toco Y Me Voy é uma banda baiana que nasceu em 2012 e combina ritmos e estilos diversos. O grupo ganhou o Prêmio Caymmi de Música 2015 na categoria Melhor Roteiro de Videoclipe pela clipe da música Toco Y Me Voy. A compra de ingressos antecipados, a R$ 20 reais, pode ser feita na loja Colomy ou pela internet. Na porta da boate, o ingresso será vendida a R$ 30 reais, apenas em espécie.
 
Ronei Jorge + Toco Y Me Voy
Data: 25/09/2015 (sexta)
Local: Portela Café, Rio Vermelho
Horário: 22h
Ingressos: R$20 (antecipado) / R$30 (na porta).
Ronei Jorge inicia nova fase da carreira solo e prepara disco de inéditas para 2016
Cantor faz shows de quinta a domingo, na Caixa Cultural | Foto: Natália Arjones
Movimentando a Caixa Cultural desde maio, o Circuito Música Bahia convida para a última edição da temporada 2015 do projeto o cantor e compositor baiano Ronei Jorge, que abre nesta quinta-feira (13), às 20h, sua temporada de shows, em cartaz até domingo (16). Serão apenas quatro apresentações, com ingressos a R$ 8 e R$ 4, já à venda na bilheteria da Caixa. A cantora Cláudia Cunha é a convidada especial de Ronei Jorge em todas as noites do projeto, que recebeu nesta temporada Lucas Santtana, Dão, Tiganá e Russo Passapusso. “Apesar de trabalhos aparentemente muito diferentes, eu trabalho há muito tempo com rock e Cláudia com a MPB clássica, queríamos poder trabalhar juntos e surgiu essa oportunidade. É uma cantora que eu admiro bastante, uma das grandes cantoras do Brasil, e eu gosto muito da possibilidade de ter um intérprete cantando minhas músicas”, comenta Ronei. No palco, o artista estará acompanhado pelo baterista Maurício Pedrão, pela baixista Carla Suzart, pela cantora e compositora Lívia Nery que no show assume os teclados e pelo guitarrista do Grupo Pirombeira, Ian Cardoso. No repertório, o artista faz uma espécie de compilado reunindo cinco músicas novas do seu trabalho solo, além de canções da banda Ladrões de Bicicleta e do projeto Tropical Selvagem, em parceria com o músico João Milet Meirelles e a artista plástica Lia Cunha. Para Ronei Jorge, o que muda hoje em relação à sua primeira fase solo, vivida logo após o primeiro fim da sua antiga banda, é a maturidade que adquiriu como compositor. 
 

O Tropical Selvagem é Lia Cunha, João Milet Meirelles e Ronei Jorge | Foto: João Milet Meirelles

“Fiz aquele trabalho solo imediato, porque tínhamos decidido terminar a Ladrões e eu não queria ficar parado, então decidi dar continuidade. Só que foi uma continuidade muito próxima do fim da Ladrões e eu tinha pouco material novo, que não estava tão amadurecido, e que era muito calcado no que era a linguagem da banda”, relembra Ronei, e avalia: “O tempo passou, fiz o Tropical, que é completamente diferente e agora acho que já é uma fase nova mesmo, de amadurecer esse trabalho solo. Já penso nas composições de outra forma e os músicos que chamei para trabalhar comigo sabem o desejo e a aspiração musical que tenho com o projeto, que tem uma proximidade maior com a musica brasileira. Então, a junção dos músicos com esse meu amadurecimento do trabalho como compositor é o que vem de novo”. Segundo Ronei Jorge, a ideia agora é seguir adiante com a carreira solo sem deixar de lado o Tropical Selvagem, que traz sonoridade e abordagem diferentes, mas que se complementam na esfera artística. “Esse vai ser meu trabalho principal, que eu vou dedicar mais tempo, e a meta é fazer um disco. Ainda não tenho nada engatilhado, porque ainda estou preparando repertório, mas ano que vem já devo ter ele em mãos”, revela. Quanto a Ladrões de Bicicleta voltar a ativa, o músico descarta a possibilidade. “A Ladrões de Bicicleta não volta, porque o guitarrista, Edson Rosa, está em São Paulo. Somos quatro e sem ele não tem como ser diferente”, finaliza.
 
Serviço
O QUÊ: Ronei Jorge encerra temporada 2015 do "Circuito Música Bahia"
QUANDO: 13 a 16 de agosto, quinta a sábado, às 20h; domingo, às 19h
ONDE: Caixa Cultural Salvador (Rua Carlos Gomes)
QUANTO: R$ 8 (inteira) e R$ 4 (meia)
Ronei Jorge encerra temporada do 'Circuito Música Bahia' com quatro shows
Músico recebe a cantora Cláudia Cunha | Foto: Natália Arjones
O cantor e compositor Ronei Jorge encerra neste mês a edição 2015 do "Circuito Música Bahia" com quatro shows na Caixa Cultural Salvador. As apresentações acontecem de 13 a 16 de agosto, de quinta a sábado, às 20h, e domingo, às 19h, com ingressos a R$ 8 e R$ 4. A cantora Cláudia Cunha é a convidada especial de Ronei Jorge em todas as noites do projeto, que recebeu nesta temporada artistas como Russo Passapusso, Lucas Santtana e Tiganá Santana. Ao lado do baterista Maurício Pedrão, da baixista Carla Suzart, da cantora e compositora Lívia Nery que no show assume os teclados e do guitarrista do Grupo Pirombeira, Ian Cardoso, Ronei vai apresentar seu trabalho solo, marcado por uma sonoridade mais brasileira, além de canções da sua banda Ladrões de Bicicleta e do Tropical Selvagem.
 
Serviço
O QUÊ: Ronei Jorge recebe Cláudia Cunha no "Circuito Música Bahia"
QUANDO: 13 a 16 de agosto, quinta a sábado, às 20h; domingo, às 19h
ONDE: Caixa Cultural Salvador (Rua Carlos Gomes)
QUANTO: R$ 8 (inteira) e R$ 4 (meia)
O festival é um ponto de encontro e troca de ideias, diz Ronei Jorge, curador do Radioca
Evento será nos dias 1° e 2 de agosto | Foto: Divulgação
Com shows de Siba, Cidadão Instigado, Apanhador Só, Anelis Assumpção, IFÁ Afrobeat, Mulheres Q Dizem Sim, Pirombeira e O Quadro, o Festival Radioca realiza sua primeira edição neste fim de semana e promete levar uma pequena multidão ao Trapiche Barnabé, na Cidade Baixa. Uma extensão do programa de rádio homônimo, no ar desde novembro de 2008 na Educadora FM (107,5), o evento terá dois dias de atividades gratuitas e a preços populares, que incluem, além das apresentações musicais, oficinas, mesas redondas e feira de arte e de vinil. “Com os anos de experiência no Radioca, começamos a vislumbrar que o programa podia ser uma plataforma para ouros produtos e um deles terminou sendo o festival, muito por conta também que a produtora do Radioca, Carol Morena, já tinha feito festivais na Paraíba, onde ela nasceu”, explica Ronei Jorge, músico e curador do festival ao lado do também músico e produtor Roberto Barreto (BaianaSystem), e do DJ e jornalista Luciano Matos. Segundo Ronei, o festival será um espelho da programação do Radioca no rádio, mas ao vivo. “Não é uma coisa muito distante [o programa do festival]. Por seu um produto de um programa de rádio que toca as novidades da música brasileira, terminou ficando muito à mão fazer o festival, como se fosse uma continuidade do programa”, ressalta Ronei.


A banda cearense Cidadão Instigado vai lançar o novo álbum, "Fortaleza", neste sábado (1°), no Festival Radioca | Foto: Haroldo Saboia

Um ponto de encontro e troca de ideias, o Festival Radioca também tem o interesse de aquecer o debate sobre música, de modo que ele aconteça em outros espaços e não apenas na mesa redonda. "Eu acho isso salutar e, inclusive, todos os eventos seja de música, teatro, artes plásticas e cinema, que convocam as pessoas para assistirem mesas redondas ou participar do evento de alguma forma é fundamental para que outros projetos saiam até dali", opina o músico. A oficina sobre divulgação e promoção para novos artistas abre a programação do Radioca às 9h e segue até às 13h, quando começa a mesa redonda "Como chegamos aqui? Um panorama dos últimos dez anos da cena independente", com Bruno Nogueira (PE), Alexandre Matias (SP), Marcelo Monteiro (RJ) e Marcelo Costa (SP), além dos curadores do festival. Os shows têm início pontualmente às 16h e as entradas custam R$ 20 (inteira) e R$ 10 (meia - com apresentação na bilheteria de comprovante de matricula ou doação de um livro não-didático). O patrocínio da Natura foi o que possibilitou o festival ter um valor tão baixo de ingresso. “Salvador é uma cidade muito importante culturalmente, que sempre teve muita força e com uma história grande na música e nas outras artes, então estar vinculado a um festival que quer mostrar novidades da música na cidade é importante para qualquer empresa”, pondera Ronei. O projeto também tem apoio da Prefeitura de Salvador e do Governo do Estado. 

Apesar de o festival teoricamente não ter um apelo de público tão grande, para o músico, ter ingressos com valores acessíveis só facilita a formação de plateia para as bandas. “Tem um público, que não é tão pequeno quanto as pessoas imaginam, desejoso dessas atrações. Não que seja carente, mas que tem a expectativa que essas bandas apareçam e que os artistas aqui de Salvador tenham um lugar de destaque também. Então casa muito esse desejo do público com a chegada do Radioca e de outros festivais que são feitos na cidade e ocupam esse espaço que às vezes ficam uma lacuna”, acredita. Além da questão do financiamento, um outro ponto de dificuldade no desenvolvimento do festival foi a curadoria das atrações. Se, por um lado, a internet dá uma condição maior de fazer um mapeamento do que acontece no Brasil, o que aumenta a diversidade, por outro, essas diversas possibilidades tornam a escolha mais difícil. “A gente tentou se basear em alguns quesitos como o tempo que essas pessoas estão no mercado, a relevância artística e quisemos diversificar os estados, os gêneros e trazer novidades, gente que não tinha tocado em Salvador, e artistas locais também novos, que tocam no programa, e que estão numa crescente”, diz Ronei e completa: “Acaba sendo uma coisa subjetiva, mas acompanhamos as observações de outras pessoas, tanto de público quanto de crítica, e também a nossa avaliação que somos todos viciados em música”.

O Grupo Pirombeira é um dos destaques locais do festival | Foto: Divulgação
 
Aos que pretendem ir ao Festival Radioca e aos que já garantiram seu ingresso, a dica de Ronei Jorge é que cheguem cedo para aproveitar não apenas as atrações de fora, mas também as da Bahia, que serão as primeiras a e apresentar. “As pessoas que chegarem cedo vão ter uma grata surpresa do trabalho da Pirombeira, da IFÁ e d'OQuadro, que são três grupos fantásticos aqui de Salvador e vão ver a potencialidade do cenário de música da Bahia", diz e aproveita para destacar o show da banda carioca Mulheres Q Dizem Sim, que vão tocar aqui depois de 20 anos: "É uma banda muito importante, que fez parte da formação de muita gente. É meio Velvet Underground brasileira, pouca gente viu, mas todo mundo montou uma banda". Então, para quem vai, fica o recado: chegue cedo para não perder nada, porque os shows que vão rolar não aparecem comumente pelas bandas de cá. 

Serviço
O QUÊ:
1° Festival Radioca
QUANDO: 1° e 2 de agosto, a partir das 16h
ONDE: Trapiche Barnabé (Comércio)
QUANTO: R$ 20 e R$ 10
Lucas Santtana, Russo Passapusso e Ronei Jorge integram shows do Circuito Música Bahia
Foto: Divulgação
Lucas Santtana, Tiganá Santana, Dão, Russo Passapusso e Ronei Jorge, nomes importantes da atual cena musical baiana, integram a programação da segunda edição do Circuito Música Bahia, que acontece de 28 de maio a 16 de agosto na Caixa Cultural Salvador. Cada um deles fará quatro shows com convidados especiais que ainda não estão definidos. No ano passado o projeto, com curadoria de Luciano Matos, contou com shows de Márcia Castro, Mariella Santiago, Larissa Luz, Manuela Rodrigues e Marcela Bellas.
 
Serviço
O QUÊ: Circuito Música Bahia
ONDE: Caixa Cultural Salvador
QUANTO: R$8 (inteira) e R$ 4 (meia)
QUANDO: Quintas, sextas e sábados, às 20h e domingos, às 19h.
– De 28 a 31/05 – Lucas Santtana
– De 11 a 14/06 – Tiganá
– De 09 a 12/07 – Dão
– De 06 a 09/08 – Russo Passapusso
– De 13 a 16/08 – Ronei Jorge
Faixa a Faixa do EP 'Tropical Selvagem'
Lia Cunha, João Milet Meirelles e Ronei Jorge comentam as músicas do EP
Durante passagem ao Bahia Notícias para entrevista sobre o lançamento do EP da banda baiana Tropical Selvagem, pedimos aos integrantes do grupo, o trio formado pelos músicos Ronei Jorge Martins e João Milet Meirelles e pela artista plástica Lia Cunha, para um faixa a faixa sobre as cinco faixas do primeiro EP autointitulado "Tropical Selvagem". O resultado você confere abaixo:

“Eu não sei de nada”
 
João Milet Meirelles - Foi uma das primeiras músicas que nós trabalhamos desde o início. Foi uma das que eu pensei: 'pra onde é que eu vou?'. Tem uma coisa muito seca no arranjo, no sentido de poucos elementos. Ela também tem um pensamento orquestral que eu fui fazendo intuitivamente, tem a referência dos arranjos que o Rogério Duprat fazia na Tropicália. E foi a música que estimulou a criação do nome do grupo por parte de Lia. A gente já abriu muito show com ela porque permite o improviso, tem vários ambientes dentro dela. 
 
Ronei Jorge - Era uma música que eu tinha tem um tempo, que pra mim era diferente. O começo é meio árabe e depois vem essa parte meio tropicalista, que é quando ele faz essa parte meio orquestral, a harmonia fica mais doce. Acho uma música muito significativa para o trabalho da gente. Porque ela tem uma parte rítmica, a parte meio experimental.
“Encabulando os convidados”
 
João Milet Meirelles - Foi uma música que apareceu mais pra frente. Ela contratava bastante com "Eu Não Sei de Nada" na concepção de som, bem mais pop, dançante, quase de pista. Algo mais animado, uma música que já fechou vários dos nossos shows. 
 
Ronei Jorge - Tem algo bem interessante, porque a letra não é nada alegre. Meio que você canta sem se dar conta do que está sendo dito. É quase um louco que quer se suicidar. A libertação através da morte ou da loucura. As pessoas dançam, é uma pegadinha interessante (risos). O arranjo ficou muito bom, instiga todo mundo.
 
João Milet Meirelles - Essa música é um exemplo de como o ‘ao vivo’ modificou o arranjo dela. Quando começamos a tocar nos shows, era algo mais simples, com poucos elementos. Tocando  nos shows, ela foi ganhando várias nuanças. E (o guitarrista) Juninho tem um papel fundamental nisso.
 
Lia Cunha - É um bom exemplo de como a música na performance complementa com o cenário. Nessa música, Márcio Nonato opera a luz ao vivo e ele interpretou para fazer como se estivesse dançando, faz um pôr-do-sol, é muito visual no show. 
 
 
"Que Amor É Esse?"
 
João Milet Meirelles - As duas primeiras, "Eu Não sei de Nada" e "Encabulando os Convidados", apresentam o que o grupo é capaz. Uma coisa mais experimental e misteriosa, outra mais festiva. E "Que Amor É Esse" completa indo ‘pras cucuias’ (risos). Quando fiz o arranjo, pensei: 'vou chutar o balde mesmo'. Parti desse som mais noise do underground da eletrônica, que cria composições a partir de falhas de som. Pensei muito nisso, usar uns sons mais de ruídos. E é uma canção muito doce, de amor, melodia bonita. E tem esse arranjo mais esquisito que contrasta, mas acho que cabe.
 
Ronei Jorge - Lembro que eu recebi (o arranjo) de noite. Ouvi no computador e fiquei muito feliz. E assustado. Porque nessa música o arranjo de João faz algo bem cinematográfico. Acho fantástico pensar o arranjo de uma maneira imagética, dramatizar o texto e a canção. Tem uma trilha por trás da canção, dizendo outro caminho, tem comentário no arranjo. Acho que nossa música que mais chama atenção.
 
João Milet Meirelles - A letra é repetida duas vezes, mas o arranjo é pensado como um só, como se a narrativa da letra terminasse e fosse contada de novo. E você precisa ouvir a música inteira para entender a narrativa do arranjo. Pensando em um filme, é como se uma cena aparecesse de novo com outra cor.
 
“Hoje” - 
 
João Milet Meirelles - "Hoje" é romance, amor. A gente queria que Pablo cantasse. E que Gilberto Gil cantasse a melodia do sintetizador final. Brincamos com isso, mas ela é assim mesmo, bem "love song". Ronei ficava meio com receio, achava muito confessional.
 
Ronei Jorge - É uma daquelas músicas que você pega o violão e vai cantando. Mas acho que ela ganha outro rumo também. Talvez seja a única que se alguém me falar "toca aí no violão", que falaria que não. Ela é muito casada com o arranjo. Juninho fez uma frase de guitarra que não sai da cabeça. E tem um texto muito direto. E essas coisas muito diretas acho que mexem com a gente. Fiquei sem saber se eu queria cantar ela. Mas hoje eu gosto muito. "Hoje" eu acho que é pop em todos os sentidos. O texto é mais direto, tem cara de rádio. E se Pablo cantasse ficaria mais ainda (risos).

 
“Quem Dera um Dia Fosse” (aka Beijinho Doce)
 
João Milet Meirelles -Também conhecida como Beijinho Doce, foi uma das primeiras que teve esse pensamento mais dançante. Ronei já tocava ela, cheguei a fazer parte de uma formação que ele fez depois (do fim) da Ladrões. Já conhecia ela, com o arranjo que. Quando fiz o arranjo eletrônico, pensei que não queria que ela tivesse nada a ver com a versão anterior. Queria fazer algo dançante, com um pensamento um pouco de samba. Soa um arranjo eletrônico, mas tem essa raiz de samba duro. Mostrei para meu irmão, que não é músico mas que tem uma grande sensibilidade musical. E ele me disse: 'massa, bem Bahia’. Não tinha nem essa noção. Ela é bem eletrônica, mas também bem brasileira.
 
Ronei Jorge - Foi o meu primeiro encontro musical com João foi quando fiz alguns shows solo. Não gosto de dizer que a Ladrões acabou, mas eu acho que sim, porque o guitarrista está em São Paulo. Eu não gosto de dizer que acabou porque a gente não brigou. Mas estamos em recesso indeterminado.
Tropical Selvagem se apresenta no Teatro Eva Herz no próximo fim de semana
Foto: Lia Cunha
O grupo Tropical Selvagem, composto pelos músicos Ronei Jorge, João Meirelles e pela artista plástica Lia Cunha, se apresenta no próximo domingo (1), no Teatro Eva Herz, na Livraria Cultura do Salvador Shopping. Ajudando a compor o novo cenário musical baiano, o Tropical chama atenção pela mistura da música popular brasileira com ruídos, texturas sonoras e elementos visuais, trazendo ao palco uma junção de som, luz, cenário e atmosfera. O repertório é composto por canções autorais influenciadas pela Tropicália e pelas músicas do rádio entre as décadas de 70 e 80, além de elementos de música eletrônica, glitch, noise e pop. Para acompanhar a banda, o guitarrista Junix faz participação especial. Os ingressos custam R$ 20 (inteira) e R$ 10 (meia) e podem ser comprados na bilheteria do Teatro Eva Herz a partir do dia 27/02, das 13h às 20h.
 
Tropical Selvagem
Quando: 1º de março, domingo
Horário: 17h
Onde: Teatro Eva Herz / Livraria Cultura, Salvador Shopping
Quanto: R$ 20 (inteira) e R$ 10 (meia)

Festival Zona Mundi começa nesta quinta

Festival Zona Mundi começa nesta quinta
Foto: Divulgação
A programação da quinta edição do Festival Zona Mundi começa nesta quinta-feira (13), às 14h, com a mesa-redonda “Música periférica, mercado em desenvolvimento”, que terá a participação de Augusto Jobim e do DJ Branco, no auditório do Instituto Mauá, no Pelourinho. Simultaneamente, na Praça Pedro Arcanjo, será realizado o workshop “A utilização dos meios de produção como linguagem de ressignificação da música periférica”, com Junix_11 e Rafa Dias.

Na sexta (14), a partir das 20h, o evento apresentará as novas tendências musicais e suas convergências com diferentes linguagens artísticas com shows de Rafa Dias, Junix Live PA, I.F.Á., Metá Metá e Bnegão Trio. Já no domingo (15), último dia do festival, sobem ao mesmo palco Ronei Jorge e os Ladrões de Bicicleta, Vince de Mira e o Batuque do Vigia, Barbara Eugênia e Academia da Berlinda. O projeto, que nasceu em 2009 com o objetivo de promover intercâmbios artísticos e consolidar Salvador como parte da rota de circulação das novas tendências musicais.

Serviço
O QUÊ:  Quinta edição do Festival Zona Mundi
 
13/11 (quinta), 14h – Mesa-redonda: “Música periférica, mercado em desenvolvimento”. Participantes: Augusto Jobim e DJ Branco. Local: auditório do Instituto Mauá (Pelourinho), entrada gratuita.

13/11 (quinta), 14h – Workshop: “A utilização dos meios de produção como linguagem de ressignificação da música periférica (ritmo,timbres e ambiências)”, com Junix_11 e Rafa Dias. Local: Palco da Praça Pedro Arcanjo (Pelourinho), R$ 15 (meia) e R$ 30 (inteira).

14/11 (sexta), 20h – Mostras: Praça Teresa Batista (Pelourinho): Junix_11 e Rafa Dias + Ifá Afrobeat + Metá Metá + BNegão TRIO. R$ 10 (meia) e R$ 20 (inteira).

15/11 (sábado), 20h – Mostras: Praça Teresa Batista (Pelourinho): Vince de Mira e o Batuque do Vigia + Ronei Jorge e os Ladrões de Bicicleta + Bárbara Eugênia + Academia da Berlinda. R$ 10 (meia) e R$ 20 (inteira).
Sessão de estreia do Cineclube da Uneb exibe curtas baianos
Foto: Divulgação
O Cineclube da Universidade do Estado da Bahia (Uneb) terá sessão de estreia no dia 12 de setembro, com a mostra dos curtas baianos Jessy (Rodrigo Luna, Paula Lice e Ronei Jorge) e Doido Lelé (Ceci Alves). Após exibição, os diretores batem papo com os espectadores sobres os espaços de cinema na Bahia. Durante o evento será anunciado também o calendário de atividades do projeto, que prevê sessões e debates de obras cinematográficas sobre acessibilidade, filosofia, desenvolvimento regional e o gênero feminino. Todas as atividades são gratuitas e abertas ao público.
Curta baiano é único representante do estado em Mostra Cinema e Direitos Humanos
Foto: Divulgação
O curta-metragem baiano "Jessy" é um dos 25 filmes selecionados para a 9ª Mostra Cinema e Direitos Humanos no Hemisfério Sul, que percorrerá as 27 capitais do Brasil entre 3 de novembro e 14 de de setembro. A produção documenta a construção de Jéssica Cristopherry!, nome de todas as personagens de infância da atriz e diretora Paula Lice, que assina a direção da obra, em uma homenagem à cena transformista soteropolitana, junto com Rodrigo Luna e Ronei Jorge. O curta é o único representante baiano na competição, que contará com a exibição de filmes brasileiros e também da Colômbia, México, Índia, Egito, Jordânia, Equador, Argentina, Venezuela e Bolívia.  A mostra é voltada a obras realizadas em países sul-americanos e africanos, finalizadas a partir de 2012, que tenham caráter relativo aos Direitos Humanos. Os vencedores receberão prêmios que variam de R$ 8 mil a R$ 30 mil. O trio de diretores baianos que já levou Jessy para cerca de 40 festivais, a exemplo do Circuito Infinito de Festivais – passando por Nova York, Londres, Buenos Aires. Montevidéu e Miami, além do Festival de Triunfo e Documenta Madrid, já tem novos planos. “Nós já temos outro projeto aprovado em edital da Funceb para dirigirmos juntos. É um documentário que parte do mesmo dispositivo de Jessy, mas dessa vez vamos investigar o processo de nascimento de um palhaço”, conta Rodrigo Luna.

Confira o trailer de "Jessy":

Projeto piloto de 'Noites de Radioca' apresenta shows exclusivos em Salvador
O “Noites de Radioca” apresenta projeto piloto próximo sábado (9), às 22h, no Commons Studio Bar, com shows do grupo Tropical Selvagem – formada por Ronei Jorge e João Millet, além da banda paraibana Rieg e do Dj Camilo Fróes (Baile Esquema Novo). A proposta do evento, idealizado a partir do programa Radioca, da rádio Educadora FM, é divulgar a nova música brasileira, apresentando bandas e artistas em shows exclusivos. Essa será a primeira noite do projeto, que pretende unir no palco uma banda local e outra que ainda não tenha tocado em Salvador.  
 
O Tropical Selvagem é um projeto híbrido integrado pela dupla Ronei Jorge Martins e João Millet  e, por vezes, um terceiro elemento, sempre mutável. Ronei, conhecido desde os anos 90 por seu trabalho à frente dos grupos Saci Tric e Ladrões de Bicicleta, faz cinema, trilhas para teatro, música pop e brasileira. João, compositor, DJ e fotógrafo, integrou diversos projetos solos ou com outros artistas e é o responsável pelas bases eletrônicas do BaianaSystem. 
 
Formada por Between2d (vocal, sampler e synth), Jesi (baixo) e Nildo Gonzales (bateria), a Rieg traz referências às tecnologias vintage. Trafegam entre o trip-hop e o pop experimental, com letras compostas em inglês, alemão e português pelo vocalista alemão-norte-americano. 
 
Serviço
O QUÊ: Noites de Radioca, com Rieg (PB), Tropical Selvagem e Dj Camilo Fróes
QUANDO: Dia 09 de agosto (sábado), às 22h
ONDE: Commons Studio Bar
QUANTO: R$15, até 23h e R$20, após 23h 
Diretores baianos participam de exibição de filme no Festival de Paulínia
Foto: Reprodução / Facebook
O curta-metragem baiano “Jessy” foi exibido na tarde desta quarta-feira (24) no Theatro Municipal Paulo Gracindo, durante a 6ª edição do Festival de Paulínia. Rodrigo Luna e Paula Lice, que dirigiram o filme a seis mãos, juntamente com o também músico Ronei Jorge, estiveram presentes e foram brevemente entrevistados pelo curador do festival, Rubens Edwald Filho, após a exibição com casa cheia. 
 
“É a nossa primeira vez aqui no festival, que é um importante evento do calendário nacional. Ver o filme ser exibido para uma plateia jovem potencializa o alcance de público mais do que a gente mesmo tinha previsto. Foi uma ótima exibição. A qualidade da projeção foi incrível. É muito bom ver que o festival se preocupa com isso. E sentimos que o público se conectou com o filme”, contou Paula Lice, em entrevista ao Bahia Notícias.
 
Durante a entrevista realizada pelo curador de Paulínia, no palco do teatro, Paula revelou também como foi sua experiência na frente e atrás das câmeras. Além de dirigir, ela também atuou em “Jessy”.“Quando eu estava atuando, pude me dedicar completamente ao momento. Era a hora de me entregar à direção dos transformistas, em uma das noites mais intensas da minha vida, uma experiência única de vida. Já para a direção, foi interessante voltar ao material bruto e ter que me distanciar daquela sensação para poder dirigir, fazer as melhores escolhas para o filme”, explicou à platéia presente.
 
Já Rodrigo Luna falou da trajetória de “Jessy” nos festivais. “Eu disse que fomos para uns 40, recebendo alguns importantes prêmios, como melhor atriz em Triunfo, melhor curta no Panorama e no Ceará e melhor filme pelo júri popular no Festival do Rio, além dos festivais internacionais, com as menções honrosas no Documenta Madrid e no Fidocs (Chile). Rubens disse, então, que levou essa trajetória em consideração na hora de selecionar o filme”, conta Luna, ao pontuar ainda que o processo de criação a três foi "tranquilo". “A gente entendeu que deveria sintetizar o filme que estava na cabeça de cada um e fazer um 'quarto filme', que unisse essas visões”, completa.

Confira o trailer de "Jessy":

'Jango: uma tragedya', peça escrita por Glauber Rocha, estreia em Salvador
Foto: João Millet/Teatro Vila Velha
“Jango: uma Tragedya", peça com texto original escrito pelo cineasta Glauber Rocha e que aborda a vida do ex-presidente João Goulart, estreia no dia 31 de julho no Teatro Vila Velha, em Salvador. A montagem, que segue em cartaz até 31 de agosto, retrata a vida do político brasileiro, que governou o país entre 1961 e 1964, até ter mandato cassado durante o golpe militar. O espetáculo faz parte da programação da 3ª Bienal de Arte da Bahia e celebra os 50 anos do teatro, que foi inaugurado quatro meses depois do golpe militar e se tornou local de resistência ao regime ditatorial. A peça é dirigida por Marcio Meirelles, que tem autorização da família do cineasta para usar o texto. Ronei Jorge e João Meirelles assinam a trilha sonora e Cristina Castro, a coreagrafia.
 
Serviço
O QUÊ: Espetáculo “Jango: uma Tragedya"
QUANDO: 31 de julho a 31 de agosto. Quinta a sábado: 20h e domingo: 19h
QUANTO: R$ 30 e 15 (sexta a domingo) e R$ 10 (quinta-feira)
Curtas baianos 'Carranca' e 'Jessy' marcam presença em festivais nacionais de prestígio
Os diretores das produções já ganharam prêmios com seus curtas. Foto: Divulgação
A produção baiana de curta-metragens estará presente em dois dos principais festivais de cinema do País deste ano. Os filmes, “Jessy”, de Paula Lice, Rodrigo Luna e Ronei Jorge, e “Carranca”, de Wallace Nogueira e Marcelo Matos de Oliveira, foram selecionados para as mostras competitivas de Paulínia (SP), em julho, e Gramado (RS), em agosto, respectivamente.
 
Para Rodrigo Luna, que se diz ainda novato em festivais – antes de "Jessy" havia concorrido com “Arremate” em Gramado–, ainda é difícil avaliar as conseqüências da inclusão de seus filmes em festivais. “Para falar a verdade não sei ainda o que isso representa, a gente vai começar a entender melhor daqui pra frente, porque "Jessy" vem tendo uma repercussão enorme. Mas acredito que nosso nome pode ficar mais forte para aprovar outros projeto. Além disso, acho importante porque o curta-metragem não tem circuito de exibição, eles não alcançam os cinemas, então o único lugar que pode ser visto é em festivais, e nosso objetivo é que o filme seja visto”, explica o cineasta, que vê um aumento da projeção no cinema baiano nos últimos anos, apesar de reconhecer a predominância dos colegas pernambucanos em relações aos cineastas dos outros estados do Nordeste.
 

Da esquerda para direita: Rodrigo Luna, Paula Lice e Ronei Jorge, diretores de "Jessy"
 
“A Bahia tem se feito presente nos grandes festivais de uns tempos pra cá. É difícil comparar com Pernambuco, porque eles têm políticas públicas para isso há muito mais tempo. O que a gente está começando a ter, eles já têm há 10 anos. Mas a Bahia e as políticas públicas têm avançado. Mas, com problemas de execução, fica sendo sempre uma aventura fazer filme por edital, o que, infelizmente, é uma das únicas formas”, diz Luna, ao também destacar a recente produção nordestina, quebrando a supremacia que antes existia das produções feitas no sudeste em mostra internacionais. “Hoje a gente consegue criar um cinema nordestino que é visto e difundido em outros lugares, como o Festival de Lisboa, por exemplo, que contou com alguns filmes brasileiros, em sua maioria, da nossa região”, conclui.
 
Cena do curta "Jessy", com a participação de Paula Lice
 
Apesar de também citar, assim como Luna, dificuldades no financiamento das obras, o cineasta baiano Wallace Nogueira, um dos diretores de “Carranca”, também se mostra otimista com o atual cenário. “A gente está melhorando, porque eu acho que tem tido uma nova roupagem. Nomes como Claudio Marques, Rodrigo Luna, Daniel Lisboa e João Gabriel têm se destacado. Temos sido bem representados nos festivais e dado uma resposta bem interessante. Nós temos aumentado a referência cinematográfica, que não é só baiana, deixamos de ser provincianos para abrir os horizontes para o que o cinema pode expressar. Temos ocupado um pouco mais o cenário, mesmo com a fragilidade de investimentos, que tem crescido na Bahia, mas que nunca será satisfatório”, diz Wallace.
 

 Marcelo Matos de Oliveira e Wallace Nogueira, diretores de "Carranca"
 
O diretor de "Carranca" chega a comparar a produção baiana com a europeia, ao afirmar que, enquanto na Europa a política nacional cinematográfica de indústria freou, no Brasil o investimento está um pouco aquém, mas avança. “Nós estamos melhores às vezes que a Europa, que está reduzindo o investimento no cinema. Estamos no meio de uma história, o Brasil tem se destacado e está investindo nisso agora”, compara o Wallace.
 
Com relação aos festivais, em especial o de Gramado, Nogueira diz estar muito feliz “porque é um evento com muita projeção midiática. Só por ter sido selecionado já é um reconhecimento maravilhoso para nós, enquanto produção independente na Bahia. Foi grande surpresa, já tínhamos participado em outra edição e ganhado com 'Menino do Cinco', mas com o novo filme a gente não esperava. É uma alegria participar do festival, um dos mais antigos do Brasil que ao mesmo tempo tem pensamento cinematográfico bem interessante”, avalia.
 
 
O Rio São Francisco e os medos de uma criança são os temas de "Carranca" 
 
Conheça os filmes selecionados:
 
“Jessy” documenta a construção de Jéssica Cristopherry!, nome de todas as personagens de infância da atriz e diretora do filme Paula Lice, e presta uma carinhosa homenagem a cena transformista soteropolitana. No filme, Paula conta com o apoio das 'madrinhas' Carolina Vargas, Gina d'Mascar, Mitta Lux, Rainha Loulou e Valérie O'hara para resgatar Jéssica e realizar o desejo de ser transformista. O filme passou por vários festivais e recebeu inúmeros prêmios, a exemplo do Prêmio do Público de Melhor Curta-metragem no Festival do Rio 2013, Menção Honrosa no Iowa City International Documentary Film Festival, Premio especial do Juri no Documenta Madrid e no 18º Festival Internacional de Documentales de Santiago, no Chile (Fidocs).
 

 
Já “Carranca” é um filme que fala da cultura nordestina e do rio São Francisco. Aborda o medo de uma criança em torno do rio e seus mistérios, em uma tentativa de conseguir entrar na atmosfera da infância, através da sua fantasia. A estréia do filme foi no III Festival internacional de Curitiba em junho, até agora ele entrou mais dois festival, Triunfo (PE) e Gramado (RS). 
 

As bandas Pirigulino Babilake e Quarteto de Cinco fazem show nesta sexta-feira, 19, no Groove Bar, para apresentar seus mais recentes trabalhos ao público. A Quarteto de Cinco lançou no início de 2013 o EP “Recompensa” e a Pirigulino Babilake está finalizando o novo disco, intitulado “Quarto Crescente”. A noite conta ainda com as participações de Ronei Jorge e Roy (O Círculo) e discotecagem do DJ Pinguim.
 
Serviço
O QUÊ: Apresentação das bandas Pirigulino Babilake e Quarteto de Cinco
QUANDO: 19 de abril, sexta-feira, às 22h
ONDE: Groove Bar (Barra)
QUANTO: R$ 35 (masculino) e R$ 25 (feminino)
Mulher vive cotidiano de transformista em documentário baiano
Foto: Divulgação
A história de uma atriz que decide se arriscar pelo universo dos homens transformistas de Salvador é tema de “Jéssica Cristopherry”, documentário feito em parceria pelos cineastas Paula Lice, Rodrigo Luna e Ronei Jorge. O trio compartilha a autoria do roteiro e direção do filme, que conta com a participação dos transformistas Mitta Lux, Valérie O’hara, Carolina Vargas, Rainha Loulou e Gina d’Mascar. A montagem dos artistas é desnudada passo-a-passo, ao mesmo tempo em que a protagonista Jéssica, uma mulher, entra em cena. Além disso, o diretor teatral pernambucano e pesquisador da cena transformista Rodrigo Dourado também dá depoimentos no longa. Produzido pela Movioca - Content House + Buh!Fu Filmes (com colaboração da Domínio Público, Uhu Filmes e Pequena Sala de Ideias) , através de recursos do Governo do Estado da Bahia (Edital Demanda Espontânea/2011), “Jéssica Cristopherry” será lançado na próxima terça-feira (26), às 20h30, no Espaço Itaú de Cinema Glauber Rocha.  O doc também cumpre uma  temporada de exibição nos  bares onde foi gravado, no Beco dos Artistas. Na quarta-feira (27) e no dia 3 de abril, será apresentado no All Club, às 22h. Já no dia 7 de abril, o Melanina Blue recebe o longa, às 22h. Com informações do Ibahia.
Futurama encerra neste sábado, com Ronei Jorge e outras atrações
O projeto Futurama - Música e Intervenção Ambiental chega ao fim neste sábado (19), às 20h, na Praça das Artes (Pelourinho). Para encerrar a festa, as atrações musicais Ronei Jorge, Opanijé e Fino Coletivo subirão ao palco compondo um repertório que vai do samba-canção às batidas afrobaianas. No video mapping, VJ Gabiru, curador e residente da mostra, traz como convidada a poesia visual da VJ Quetzal. O evento conta ainda com obra da artista plástica Andrea May (Happy Downlady), uma instalação de seis metros de altura, que leva o nome do projeto, utilizada como suporte para as projeções do VJ Gabiru. A entrada é gratuita.
 
Serviço:
O QUÊ: Futurama – Música e Intervenção ambiental
ONDE: Praça das Artes (Pelourinho)
QUANDO: sábado (19), às 18h30
QUANTO: Grátis

Curtas do Poder

Ilustração de uma cobra verde vestindo um elegante terno azul, gravata escura e língua para fora
O bicho tá solto na política baiana. E tem até tigre pronto pra virar papagaio. Por via das dúvidas, Cunha vestiu logo suas asas. Mas quem tá de ovo virado é o Potro. Ainda mais depois que tentaram passar por cima do rebento do Cavalo. Enquanto isso, tem gente apelando pros santos pra ver se as coisas na campanha vão pra frente. Saiba mais!

Pérolas do Dia

ACM Neto

ACM Neto
Foto: Maurício Leiro / Bahia Notícias

"Para eles, pesquisa certa só é a que traz boas notícias".

 

Disse o pré-candidato ao governo ACM Neto ao avaliar o cenário político da Bahia e defendeu cautela na interpretação de pesquisas de opinião. A declaração aconteceu no lançamento do programa “Sua voz é a nossa voz”, em que o ex-prefeito pretende dialogar com municípios baianos.

Podcast

Deputado Robinson Almeida é o entrevistado do Projeto Prisma desta semana

Deputado Robinson Almeida é o entrevistado do Projeto Prisma desta semana
Foto: Projeto Prisma
O deputado estadual Robinson Almeida (PT) é o entrevistado do Projeto Prisma desta segunda-feira (25). O podcast é transmitido ao vivo a partir das 16h no YouTube do Bahia Notícias.

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