Inspirado em ‘jeito ensolarado de falar’ de Tom Zé e Caetano, Pélico faz 1º show em Salvador
Por Jamile Amine
Foto: Divulgação
Marcando sua estreia em Salvador, o cantor e compositor paulista Pélico encerra a primeira temporada do Circuito das Canções com um show realizado nesta sexta-feira (23), às 20h, na Tropos. Como nas demais edições do projeto (clique aqui e saiba mais), se apresenta ainda um representante da cena independente da Bahia, que desta vez será Ronei Jorge.

Baiano Ronei Jorge também se apresenta no encerramento da primeira temporada do Circuito das Canções | Foto: Divugação
Apesar desta ser a primeira apresentação de Pélico na capital baiana, ele conta que a cidade foi importante na realização de seu mais novo trabalho. “Na verdade, eu estive em Salvador há dois anos, para compor algumas músicas do disco ‘Euforia’, que eu lancei no ano passado”, revela. “Eu não fui tocar, fui de férias pra compor, pra sair do meu lugar”, acrescenta o cantor, contando que também incluiu Moreré naquele momento de ócio criativo. Do contato com a Bahia nasceram as canções “Vaidoso”, “Overdose” e “Escrevo”, sendo que esta última é a preferida de Pélico no disco. “Eu compus três músicas aí. Comecei e finalizei. Algumas outras eu comecei aí e finalizei em São Paulo ou em outro lugar”, lembra o artista, que já acumula 10 anos de carreira.
A relação do artista com o estado não para por ai. Pélico, que gravou uma versão de “Você Não Entende Nada”, clássico de Caetano Veloso, foi convidado por Tom Zé para participar do disco “Tropicália Lixo Lógico”, em 2013. “Na verdade são coisas que a gente faz sem perceber. Realmente existe essa relação com compositores da Bahia e com a música Baiana. Eu acho que isso vem acontecendo naturalmente durante minha carreira, essa aproximação”, diz o cantor paulista, destacando o costume que as pessoas têm de “admirar o que não têm”. “Eu gosto muito do trabalho do Caetano, do Tom Zé, eles têm um jeito muito específico de falar das coisas. O olhar que eles têm, por exemplo, daqui de São Paulo, sempre chama muito a atenção”, conta Pélico, atribuindo a estes dois baianos “um jeito muito ensolarado de falar”, que conquista a admiração de um paulista como ele. “Eu vim pra buscar esse sol, eu quero tomar um pouco desse sol e beber um pouco dessa água”, brinca.
A relação do artista com o estado não para por ai. Pélico, que gravou uma versão de “Você Não Entende Nada”, clássico de Caetano Veloso, foi convidado por Tom Zé para participar do disco “Tropicália Lixo Lógico”, em 2013. “Na verdade são coisas que a gente faz sem perceber. Realmente existe essa relação com compositores da Bahia e com a música Baiana. Eu acho que isso vem acontecendo naturalmente durante minha carreira, essa aproximação”, diz o cantor paulista, destacando o costume que as pessoas têm de “admirar o que não têm”. “Eu gosto muito do trabalho do Caetano, do Tom Zé, eles têm um jeito muito específico de falar das coisas. O olhar que eles têm, por exemplo, daqui de São Paulo, sempre chama muito a atenção”, conta Pélico, atribuindo a estes dois baianos “um jeito muito ensolarado de falar”, que conquista a admiração de um paulista como ele. “Eu vim pra buscar esse sol, eu quero tomar um pouco desse sol e beber um pouco dessa água”, brinca.
O artista paulista fez uma versão de "Você Não Entende Nada", de Caetano Veloso
No show desta sexta-feira (23), Pélico apresentará um formato acústico, com voz e violão, segundo ele mais viável para viajar. “Depois dessa primeira vez eu quero voltar mais, levar a banda toda. Esse é o primeiro passinho que a gente dá para tocar aí”, diz o artista, que na ocasião promete “fazer um catado” entre canções de todos os seus três álbuns: “O Último Dia de um Homem Sem Juízo” (2008), “Que Isso Fique Entre Nós” (2011) e “Euforia” (2015). “Não vou só apresentar canções do novo CD, porque o ‘Que Isso Fique Entre Nós’ foi o disco que me jogou mais pro Brasil. Antes dele eu ficava numa coisa mais regional, mas a partir daí eu comecei a ter retorno de muitas cidades. Então eu faço questão de não só mostrar o ‘Euforia’”, explica o cantor, que este ano teve sua voz emplacada na trilha sonora da novela Velho Chico.
Versão de Pélico para canção de Ângela Ro Ro é tema de Tereza e Carlos em Velho Chico
A versão de Pélico para a música “Não Há Cabeça”, de Ângela Ro Ro, é tema de Tereza (Camila Pitanga) e Carlos (Marcelo Serrado). O artista avalia que o espaço para mostrar sua música em um folhetim da Rede Globo foi conquistado com muito trabalho. “Esse desenrolar da minha carreira, pra mim, é tudo muito uma construção de anos. Acho que várias coisas foram muito importantes pra mim, como A Banda Mais Bonita da Cidade, Felipe Catto e Luiza Possi gravarem músicas minhas”, explica o cantor, contando que sua participação na coletânea “Coitadinha Bem Feito” (2013), em homenagem a Ângela Ro Ro, chegou aos ouvidos do diretor da novela por acaso e ele decidiu incluir na trilha. “Isso daí é mais um tijolinho nessa construção da carreira, que também vai abrindo mais o meu público. Depois de meses da novela, agora sim as pessoas estão começando a ligar o nome à pessoa e reconhecendo o trabalho. O fato de ter sido gravado por alguns artistas que têm uma grande projeção também me ajuda como compositor e como artista”, avalia Pélico, que garante não se preocupar com rótulos e as críticas por causa da exposição na TV. “Isso é uma bobagem, eu acho que o fato da música estar ali não diminui ela”, diz ele, lembrando que a canção é um lado B de Ângela Ro Ro, com arranjo sofisticado.
Serviço
Serviço
O QUÊ: Circuito das Canções com Pélico (SP) e Ronei Jorge (BA)
QUANDO: Sexta-feira, 23 de setembro, às 20h
QUANDO: Sexta-feira, 23 de setembro, às 20h
ONDE: Tropos - Rua Ilhéus, 214, Parque Cruz Aguiar - Rio Vermelho
VALOR: Pague quanto puder