Artigos
E se o maior erro das previsões eleitorais não estiver nas pesquisas, mas na forma como interpretamos o eleitor indeciso?
Multimídia
Mansur diz que candidatura feminina no PSOL deve ser decidida pelas mulheres
Entrevistas
Entrevista Exclusiva: Ministra Rachel Barros detalha ações do MIR para a população negra
ronda rousey
A primeira promoção pública da luta entre Ronda Rousey e Gina Carano foi marcada por provocações e críticas ao cenário atual do MMA. As duas participaram na terça-feira (10) de uma entrevista coletiva em Inglewood, nos Estados Unidos, local que receberá o confronto agendado para 16 de maio.
Durante o evento, que incluiu o primeiro cara a cara entre as lutadoras, Rousey adotou um tom crítico ao comentar a situação da organização em que construiu sua carreira, o Ultimate Fighting Championship. Segundo a ex-campeã, mudanças administrativas após a venda da companhia alteraram a relação com os atletas.
A lutadora citou a aquisição da organização pela Endeavor e a integração ao grupo TKO Group Holdings como fatores que teriam impactado o modelo de remuneração.
"Antigamente o UFC era o melhor lugar a que você poderia ir nos esportes de combate para ganhar a vida e ser pago com justiça, e agora é um dos piores lugares para ir. É por isso que muitos dos seus melhores atletas estão saindo para procurar pagamento em outros lugares. É por isso que seus campeões como a Valentina (Shevchenko) estão vendendo fotos de suas tetas no OnlyFans. Essas pessoas, muitas delas no nível mais baixo, não conseguem sustentar suas famílias. Elas estão vivendo no nível de pobreza lutando em tempo integral. Esta companhia acabou de receber US$ 7,7 bilhões (R$ 40 bilhões). Não há justificativa para eles não poderem pagar seus atletas pelo menos um salário mínimo, e não só isso, nem mesmo poder igualar o que esses atletas recebem em outros esportes", disparou Rousey.
A ex-campeã também afirmou que a estrutura atual do mercado pode afastar novos talentos do MMA, já que outros esportes ofereceriam melhores condições financeiras aos atletas.
"Eles estão sangrando talento por causa da sua ganância de curto prazo. Eles estão pensando no próximo trimestre. Estão pensando nos acionistas. Não estão pensando em sua responsabilidade em serem guardiões do futuro do esporte."
Apesar das críticas à organização, Rousey afirmou manter boa relação com o presidente do UFC, Dana White. Segundo ela, a possibilidade da luta contra Carano chegou a ser discutida diretamente com o dirigente.
De acordo com a lutadora, a ideia inicial era promover o combate dentro da própria estrutura do UFC, em um evento com venda de pacotes de pay per view. A proposta, porém, acabou não avançando após mudanças no modelo de distribuição da empresa.
Rousey relatou que o confronto acabou sendo organizado pela Most Valuable Promotions, empresa ligada ao influenciador e boxeador Jake Paul.
"Uma vez que eles mudaram para um modelo de streaming, não interessa mais promover as melhores lutas possíveis. Dana está legalmente preso aos acionistas para maximizar o valor das ações e, infelizmente, agora que tomaram dele as rédeas da companhia, ficou praticamente irreconhecível. Eles precisam ser salvos de si mesmos e, por sorte, estou aqui para ser o herói", disse a ex-campeã.
A lutadora também comentou o fato de o confronto reunir duas atletas que tiveram papel importante na popularização do MMA feminino, mas que estão afastadas das competições há anos. Carano não luta profissionalmente desde 2009, enquanto Rousey fez sua última apresentação em 2016.
Para a ex-campeã, o combate vai além de um reencontro simbólico entre pioneiras da modalidade. "Ele (Dana) sabe que o card da Casa Branca é uma droga! (Risos) Ele sabe que estavam promovendo essa coisa por mais de um ano e não chegou perto das expectativas. Ele estava tão chateado que estava falando de uma luta que caiu na véspera. Posso garantir que ele também não está feliz."
O evento que terá Rousey e Carano como atração principal também prevê outros confrontos, incluindo a luta entre Francis Ngannou e Philipe Lins.
Curtas do Poder
Pérolas do Dia
André Viana
"Quando você tem o monitoramento nos parlatórios, onde não é possível efetuar essa difusão de tratativas, determinações por parte da liderança para o mundo aqui fora, você traz o isolamento para o crime e nos ajuda por demais no enfrentamento à criminalidade".
Disse o delegado-geral da Polícia Civil da Bahia (PC-BA), André Viana ao defender a ampliação do monitoramento nos parlatórios dos presídios de segurança máxima do estado. Em entrevista ao programa Bahia Notícias no Ar, da rádio Antena 1 Salvador, nesta sexta-feira (18), o delegado afirmou que a medida ajudaria a bloquear a comunicação entre detentos e integrantes de organizações criminosas do lado de fora das unidades prisionais.