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roberto dinamite
Morreu nesta segunda-feira (18), aos 62 anos, Geovani Silva, ídolo do Vasco da Gama e conhecido no futebol como "Pequeno Príncipe". Segundo informações do O Globo, o ex-jogador passou mal de forma repentina durante a madrugada, foi levado a um hospital em Vila Velha, no Espírito Santo, mas não resistiu.
A morte foi comunicada pela família por meio das redes sociais do próprio ex-atleta. Geovani deixa três filhos. O culto de despedida e o sepultamento estão previstos para esta terça-feira (19), em Vila Velha.
"É com profundo pesar que comunicamos o falecimento do nosso guerreiro Geovani Silva. Na madrugada de hoje, ele passou mal de forma repentina e foi socorrido imediatamente ao hospital mai? próximo. Apesar de todos os esforços da equipe médica e das tentativas de reanimação, infelizmente ele não resistiu. Estamos todos muito abalados e tristes com essa partida tão inesperada", escreveu a família de Geovani Silva.
Geovani vinha enfrentando problemas de saúde nos últimos anos. No fim de 2025, ficou internado por 40 dias após sofrer paradas cardíacas em Vitória. O ex-jogador também havia passado por internações por problemas cardíacos em 2022, além de ter enfrentado um câncer na coluna vertebral e uma polineuropatia em 2006. Mesmo com limitações motoras, seguia presente em homenagens e eventos ligados ao futebol.
Revelado pela Desportiva Ferroviária, do Espírito Santo, Geovani chegou ao Vasco em 1982 e se tornou um dos principais meias da história do clube. Vestindo a camisa cruzmaltina, disputou 408 partidas e marcou 49 gols, além de conquistar títulos estaduais e construir uma ligação marcante com a torcida vascaína.
Pelo Vasco, Geovani conquistou o Campeonato Carioca em 1982, 1987 e 1988, além da Taça Guanabara e outros títulos do período. Em São Januário, jogou ao lado de nomes como Roberto Dinamite e Romário e ganhou o apelido de “Pequeno Príncipe” pelo estilo técnico, a visão de jogo e a capacidade de organizar o meio-campo.
Na Seleção Brasileira, Geovani também teve trajetória de destaque. Em 1983, foi campeão mundial sub-20 e eleito o melhor jogador da competição. Cinco anos depois, conquistou a medalha de prata nos Jogos Olímpicos de Seul, em 1988. Em 1989, integrou o elenco campeão da Copa América, disputada no Brasil.
A carreira internacional incluiu passagens por Bologna, da Itália, Karlsruher, da Alemanha, e Tigres, do México. Depois, Geovani retornou ao futebol brasileiro e também atuou por clubes como Linhares, Serra, Rio Branco e Vilavelhense, encerrando a carreira no início dos anos 2000.
No futebol capixaba, manteve forte identificação. Além de ter sido revelado pela Desportiva, conquistou títulos estaduais por diferentes clubes, incluindo Linhares, Serra e a própria Desportiva, no retorno ao clube que o projetou.
Após deixar os gramados, Geovani também teve atuação na vida pública e em projetos ligados ao esporte no Espírito Santo.
Eles já representaram o Brasil em Copas do Mundo. Alguns ergueram taças, outros chegaram perto, mas, no pós-carreira, optaram por representar o povo brasileiro em outra esfera: a política. Do “Rei” Pelé ao “Baixinho” Romário, uma legião de craques da Seleção Brasileira que disputaram Copas do Mundo trocou as chuteiras pelo palanque.
No ano em que a Copa do Mundo de 2026 será realizada em três países, com 48 seleções, o Bahia Notícias preparou uma lista de atletas que disputaram o Mundial e seguiram carreira política após pendurarem as chuteiras.
Entre os nomes selecionados, a reportagem montou uma formação no esquema 3-4-3, com alguns improvisos, para escalar os onze titulares. O BN foi a campo com: João Leite; Zé Maria, Piazza e Marinho Chagas; Zico, Zinho, Ademir da Guia e Pelé; Bebeto, Romário e Roberto Dinamite. Veja abaixo:

Foto: Montagem / ChatGPT
JOÃO LEITE
No gol está o ex-goleiro e ídolo do Atlético Mineiro. É o jogador com maior número de partidas pelo clube (684) e também um dos mais vitoriosos, com 13 títulos. Conquistou 12 Campeonatos Mineiros e uma Copa Conmebol.
Foi um dos precursores do movimento Atletas de Cristo e ficou conhecido como “Goleiro de Deus”, por distribuir bíblias a adversários.
João Leite participou das Copas do Mundo de 1978 e 1982 como goleiro reserva da Seleção Brasileira.
Atualmente, é deputado estadual em Minas Gerais, cargo que ocupa desde 1995. Em janeiro de 2023, solicitou aposentadoria da vida política, junto com outros nove parlamentares.

Foto: Divulgação
ZÉ MARIA
Na lateral direita, improvisado na zaga, está o “Super Zé”, lateral-direito de origem, ídolo do Corinthians e campeão da Copa do Mundo de 1970.
Foi vereador em São Paulo a partir de 1983. No clube paulista, é o quinto jogador que mais vezes vestiu a camisa alvinegra, conquistando quatro Campeonatos Paulistas.

Foto: Divulgação
WILSON PIAZZA
Na zaga está um dos maiores ídolos da história do Cruzeiro. Volante de origem, atuou diversas vezes como zagueiro, inclusive na Copa do Mundo de 1970, quando foi campeão.
Foi um dos protagonistas da primeira grande era do Cruzeiro, entre as décadas de 1960 e 1970, conquistando 14 títulos oficiais, incluindo a Taça Brasil de 1966 e a Copa Libertadores de 1976. Também disputou a Copa do Mundo de 1966.
Na política, foi eleito vereador em Belo Horizonte em 1972, ainda como jogador, pelo MDB. Exerceu mandatos entre 1972 e 1988 e também atuou como secretário municipal de Esportes entre 1983 e 1988. Tentou a reeleição em 1978, sem sucesso, e posteriormente se afastou da vida política partidária.

Foto: Divulgação
MARINHO CHAGAS
Lendário lateral-esquerdo brasileiro, conhecido como “Bruxa” ou “Diabo Loiro”, foi eleito o melhor da posição na Copa do Mundo de 1974. Destacou-se pela habilidade técnica, chutes potentes e forte presença ofensiva.
Iniciou a carreira no ABC-RN, ganhou projeção no Botafogo e teve passagens por Fluminense, São Paulo e New York Cosmos.
Foi titular da Seleção Brasileira em 1974. Já fora dos gramados, ocupou cargo comissionado na Prefeitura de Natal por volta de 2012, atuando como embaixador da Copa do Mundo de 2014 na cidade.

Foto: Divulgação
ZICO
Maior ídolo da história do Flamengo e um dos principais meias do futebol mundial nas décadas de 1970 e 1980, o “Galinho de Quintino” marcou 476 gols pelo clube.
Foi protagonista em conquistas como quatro Campeonatos Brasileiros, uma Libertadores e um Mundial. Disputou três Copas do Mundo (1978, 1982 e 1986) com a Seleção Brasileira.
Na política, foi secretário nacional de Esportes no governo Fernando Collor (1990-1991). Participou da criação da “Lei Zico”, voltada à modernização do esporte no país.

Foto: Divulgação
ZINHO
Peça importante no tetracampeonato mundial de 1994, nos Estados Unidos, Zinho teve passagens vitoriosas por Flamengo, Palmeiras, Grêmio e Cruzeiro.
Na política, foi vereador em Nova Iguaçu e ocupou cargo público na prefeitura da cidade, sendo exonerado em 2005, durante a gestão de Lindberg Farias.

Foto: Divulgação
ADEMIR DA GUIA
Maior ídolo da história do Palmeiras, Ademir da Guia é considerado um dos meio-campistas mais elegantes do futebol brasileiro. Conhecido como “O Divino”, foi o principal nome das “Academias” do clube.
É o jogador com mais partidas pelo Palmeiras (902 jogos), com 155 gols marcados e 513 vitórias. Conquistou cinco Campeonatos Brasileiros, cinco Paulistas e um Torneio Rio-São Paulo.
Apesar da carreira destacada, disputou apenas a Copa do Mundo de 1974.
Na política, foi eleito vereador de São Paulo em 2004, pelo PCdoB. Não conseguiu a reeleição em 2008 e não obteve êxito em outras tentativas eleitorais.

Foto: Divulgação
PELÉ
Edson Arantes do Nascimento (1940–2022), o Pelé, é considerado o maior jogador da história do futebol. Único tricampeão mundial (1958, 1962 e 1970) como jogador, também brilhou pelo Santos e pelo New York Cosmos.
Após a carreira, foi ministro do Esporte entre 1995 e 1998, no governo Fernando Henrique Cardoso. Foi responsável pela criação da “Lei Pelé”, que modernizou as relações no futebol e extinguiu o sistema de passe.

Foto: Divulgação
BEBETO
O baiano Bebeto foi um dos principais nomes do tetracampeonato mundial de 1994, formando dupla histórica com Romário.
Revelado no Vitória e um dos ídolos do Rubro-Negro Baiano, teve destaque por clubes como Flamengo, Vasco e Deportivo La Coruña, onde foi artilheiro do Campeonato Espanhol.
Na política, foi deputado estadual por três mandatos (2011–2023) no Rio de Janeiro. Em 2022, concorreu a deputado federal, ficando como suplente. Em 2024, disputou vaga de vereador na capital fluminense, sem ser eleito.

Foto: Divulgação
ROMÁRIO
Romário é um dos maiores artilheiros da história do futebol mundial e protagonista do título da Copa de 1994. Ídolo no Flamengo, Vasco, Barcelona, Ajax e entre outros clubes.
Na política, segue em atividade como senador pelo Rio de Janeiro desde 2015, com mandato até 2031. Também foi deputado federal e candidato ao governo do estado em 2018.

Foto: Divulgação
ROBERTO DINAMITE
Roberto Dinamite (1954–2023) foi o maior ídolo e artilheiro da história do Vasco, com 708 gols.
Disputou as Copas de 1978 e 1982 e teve carreira política iniciada em 1992 como vereador. Posteriormente, foi deputado estadual por cinco mandatos consecutivos no Rio de Janeiro.

Foto: Divulgação
REINALDO
Como suplente, fica a menção honrosa a Reinaldo. Maior artilheiro da história do Atlético-MG, com 255 gols, também atuou como vereador em Belo Horizonte entre 2005 e 2008, após encerrar a carreira nos gramados.

Foto: Divulgação
A Confederação Brasileira de Futebol (CBF) apresentou neste sábado (7) o Troféu Roberto Dinamite, que será entregue ao artilheiro da edição 2024 do Campeonato Brasileiro. O prêmio homenageia Roberto Dinamite, ídolo do Vasco e maior goleador da história da competição, com 190 gols.
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Foto: Rafael Ribeiro / CBF
O design do troféu é inspirado nos feitos do ex-atacante. Em formato de gomos, cada seção representa os anos em que Dinamite disputou o Brasileirão, indicando os gols marcados em cada edição.
A disputa pela artilharia segue equilibrada a uma rodada do fim. Yuri Alberto, do Corinthians, e Alerrandro, do Vitória, lideram com 14 gols cada. Estêvão, do Palmeiras, aparece logo atrás, com 13 gols. Caso haja empate no número de gols, cada artilheiro receberá um troféu.
Além da premiação simbólica, o artilheiro receberá R$ 100 mil e uma bonificação de R$ 5 mil por cada gol marcado no campeonato. A entrega do troféu ocorrerá na próxima semana.
A CBF divulgou, na noite desta terça-feira (5), que a partir desta edição do Campeonato Brasileiro, o artilheiro do torneio receberá o Troféu Roberto Dinamite, em homenagem ao ídolo do Vasco e maior artilheiro da história do Brasileirão, com 190 gols marcados.
"O Roberto Dinamite é uma das maiores lendas do futebol mundial. Ele conseguiu um feito fantástico ao se sagrar o maior artilheiro de todos os tempos do Campeonato Brasileiro. Por tudo isso, nada mais justo que eternizar esse recorde dando o nome deste craque ao troféu do artilheiro da competição", contou o presidente da CBF, Ednaldo Rodrigues.
"Fico muito feliz com essa homenagem ao meu pai. Obrigado por manterem o legado do meu pai. Me sinto muito grato", concluiu Rodrigo Dinamite, filho do ex-atacante vascaíno.
Roberto Dinamite é uma das lendas do Vasco da Gama e também é o maior artilheiro do clube, somando ao todo 708 gols. Pela Seleção Brasileira, o atacante disputou competições importantes como as Copas do Mundo de 1978 e 1982.
Curtas do Poder
Pérolas do Dia
João Roma
"A lei não pode ter lado político".
Disse o presidente estadual do PL na Bahia e pré-candidato ao Senado Federal pelo estado, João Roma, utilizou as redes sociais nesta sexta-feira (19) para comentar a operação de busca e apreensão realizada pela Polícia Federal (PF), com autorização do Supremo Tribunal Federal (STF), que teve como um dos alvos o senador Jaques Wagner (PT), líder do governo no Senado.