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O ministro Flávio Dino, do Supremo Tribunal Federal (STF), suspendeu a decisão do seu colega, o ministro André Mendonça, que havia determinado a remoção de publicações nas redes sociais relacionadas a Nossa Senhora Aparecida. A determinação alcança diretamente um post publicado pelo humorista Antonio Tabet.
O caso teve origem em uma postagem na qual Tabet ironizava boatos sobre uma suposta articulação atribuída ao senador Flávio Bolsonaro (PL), candidato à Presidência da República, voltada a retirar o título de padroeira do Brasil de Nossa Senhora Aparecida. Na publicação, o humorista escreveu: “A família miliciana odeia tanto mulher preta que resolveu atacar Nossa Senhora Aparecida!”.
Após a divulgação do texto, o senador Flávio Bolsonaro acionou o Tribunal Superior Eleitoral (TSE) e obteve uma medida liminar para retirar o conteúdo do ar. A remoção foi acatada por André Mendonça, integrante da Corte eleitoral, sob o entendimento de que a declaração de que o candidato ou sua família teriam atacado a padroeira do Brasil afetava o parlamentar.
Diante do bloqueio, Antonio Tabet recorreu ao STF, sustentando que a ordem de exclusão configurava censura prévia. Ao analisar o recurso, Flávio Dino acolheu a argumentação e ordenou que as plataformas digitais restabeleçam a postagem do humorista, bem como outros conteúdos removidos sob a mesma fundamentação.
Em sua decisão, Dino fundamentou que a retirada do conteúdo exigiria presumir que a expressão “família miliciana” se referia expressamente a um candidato específico. O ministro salientou que a liberdade de expressão de candidatos e apoiadores deve ser preservada durante o processo eleitoral, pontuando que o debate acerca da legislação sobre a Padroeira do Brasil está sujeito a críticas e não deve ser impedido por decisões judiciais sem fundamentação suficiente e proporcionalidade. Além disso, o magistrado observou não haver elementos que comprovem qualquer ilicitude na publicação do humorista.
O governo do presidente Donald Trump anunciou, nesta terça-feira (4), a revogação do visto da embaixadora do Brasil nos Estados Unidos, Maria Luiza Ribeiro Viotti. O Departamento de Estado norte-americano justificou a medida como uma resposta à demora das autoridades brasileiras em conceder a autorização diplomática para que Daniel Perez assuma o comando da embaixada dos EUA em Brasília.
Apesar da anulação do documento, o órgão governamental dos Estados Unidos informou que a decisão não implica a expulsão automática da diplomata do país. A representante brasileira poderá permanecer em solo norte-americano, ainda que sem o visto regularizado, com a possibilidade de reabilitação do documento assim que o governo brasileiro conceder o aval à indicação de Perez.
Indicado à missão diplomática no Brasil no mês de junho, Perez teve seu nome aprovado por uma comissão do Senado dos EUA há duas semanas, aguardando a deliberação do plenário daquela Casa. As informações foram confirmadas pelo G1.
Segundo a praxe diplomática internacional, a posse de um embaixador depende do aceite formal (agrément) do país de destino.
O Departamento de Estado alega que o Executivo brasileiro sinalizou que a concessão desse aval só ocorrerá após o término do processo eleitoral no Brasil. O Ministério das Relações Exteriores (Itamaraty) não havia emitido posicionamento oficial sobre o caso até a publicação da matéria.
Curtas do Poder
Pérolas do Dia
Valdemar Costa Neto
"Não gostei".
Disse o presidente nacional do Partido Liberal, Valdemar Costa Neto ao comentar a carta divulgada por Flávio Bolsonaro (PL), candidato derrotado à Presidência nesta quarta-feira (28). No pronunciamento, Flávio afirma que pretende liderar a oposição brasileira do exterior.