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repactuacao
O presidente do Tribunal de Contas do Estado da Bahia (TCE-BA), Gildásio Penedo, explicou como funciona o acompanhamento e a fiscalização de grandes obras públicas, como a Ponte Salvador–Itaparica. Segundo ele, a repactuação do contrato foi necessária porque as condições originalmente feitas deixaram de ser viáveis diante das mudanças econômicas e contratuais ocorridas nos últimos anos, especialmente após a pandemia.
“Existe uma resolução que trata justamente dessas questões. A grosso modo, qualquer uma das partes interessadas na mediação pode provocar o Tribunal de Contas, que colhe essa demanda e faz uma análise prévia por meio do corpo auditorial. A partir da percepção de que é possível um entendimento, provocamos os demais integrantes da mesa para saber se há interesse nesse nível de diálogo. E aí começa a construção de um processo dialógico de intermediação, ouvindo as partes, sempre com a aferição dos aspectos da legalidade e da conformidade daquele entendimento, para que ele possa ser efetivamente firmado”, afirmou Penedo, em entrevista nesta segunda-feira (19) ao projeto Prisma, podcast do Bahia Notícias.
Dentro desse processo, o presidente do TCE destacou que a repactuação da Ponte Salvador–Itaparica surgiu de um impasse entre as partes.
“Uma das partes, a detentora do contrato, que era um grupo chinês, entendia que não haveria condições de manutenção do contrato naqueles mesmos moldes em que ele foi assinado, justamente em função da realidade da pandemia. E o Estado, embora compreendesse essa realidade, estava, de certa forma, engessado pelas limitações da própria base legal”, explicou.
Segundo Penedo, foi nesse contexto que se adotou o consensualismo como alternativa. “É uma opção de entender que nem sempre o melhor termo para o desfecho de um problema está na prateleira do direito administrativo. Surge, então, o consenso como uma inovação, uma perspectiva mais abrangente e flexível, sem abrir mão dos limites legais”, disse. Ele acrescentou que, a partir dessa nova modelagem, o contrato foi refeito. “Inicialmente, ele estava orçado em cerca de R$ 7,5 bilhões e, com esse novo acordo mediado e com aval do Tribunal de Contas, passou para uma cifra em torno de R$ 11 bilhões, que foi a forma encontrada para permitir efetivamente a iniciação das obras”, completou.
Com a repactuação concluída, Penedo ressaltou que o processo entra agora em uma nova fase de controle.
“O procedimento ganha os contornos de uma auditoria comum e, pela relevância da obra, haverá um acompanhamento passo a passo das ações do Tribunal, desde a assinatura do contrato até a execução das obras”, afirmou.
Ele destacou ainda que o monitoramento será contínuo. “Trata-se de uma obra com previsão de início de sua efetiva realização nos próximos cinco anos, e o Tribunal vai acompanhar o cumprimento das obrigações tanto pelo Estado da Bahia quanto pelo grupo chinês detentor do contrato”, concluiu.
Assista o programa ao vivo:
Curtas do Poder
Pérolas do Dia
Jerônimo Rodrigues
"Ali cabe alguma coisa habitacional, de comércio…Vai ter que fazer um estudo, estamos concluindo para ver o que pode ser colocado no condicionante de venda que não possa atrapalhar a mobilidade da região".
Disse o governador Jerônimo Rodrigues (PT) ao comentar sobre o novo destino da Antiga Rodoviária, localizado na Avenida Antônio Carlos Magalhães.