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Em meio à escalada da repressão do governo iraniano sobre os manifestantes que há dias ocupam as ruas de Teerã, que já levou a mais de duas mil mortes, a área externa do governo Lula declarou que acompanha “com preocupação”, a evolução dos acontecimentos naquele país. O Itamaraty declarou também que “lamenta as mortes e transmite condolências às famílias afetadas”.
Os protestos contra o governo do Irã eclodiram no país no final de dezembro, em uma onda de agitação nacional que representa o maior desafio ao regime em anos. As manifestações tiveram início nos bazares da capital, Teerã, inicialmente contra a inflação desenfreada, mas se espalharam pelo país e se transformaram em atos principalmente contra o regime.
As manifestações violentas provocaram a morte de civis, autoridades e integrantes das forças de segurança. Em sua comunicação nesta terça-feira (13), o Itamaraty destaca que “cabe apenas aos iranianos decidir, de maneira soberana, sobre o futuro de seu país”.
“O Brasil insta todos os atores a se engajarem em diálogo pacífico, substantivo e construtivo”, acrescenta o comunicado do Ministério das Relações Exteriores.
O Itamaraty afirmou ainda que a Embaixada do Brasil em Teerã mantém contato permanente com a comunidade brasileira no Irã, estimada em 85 pessoas. Segundo relatos recebidos pelo Itamaraty de interlocutores naquele país, não há registro até o momento de nacionais brasileiros atingidos ou afetados pelas manifestações.
Enquanto o governo brasileiro pede diálogo e defende a soberania do Irã, o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmou nesta terça que cancelou qualquer conversa com autoridades do Irã. O líder norte-americano instou manifestantes a “tomarem as instituições”, em meio aos grandes protestos nas ruas de diversas cidades do país persa.
Curtas do Poder
Pérolas do Dia
Hilton Coelho
"O Guilherme Boulos está precisando de apoio dentro do PSOL. Ele defendeu que o PSOL participasse da federação com o PT e simplesmente 76% do PSOL disse não. Então, se tem alguém que está deslocado dentro do PSOL, não é o companheiro Ronaldo Mansur, é o companheiro Guilherme Boulos".
Disse o deputado estadual Hilton Coelho (PSol) afirmou nesta quinta-feira (24), durante a convenção da federação PSol-Rede, em Salvador, que o ministro da Secretaria-Geral da Presidência, Guilherme Boulos (PSol), está "deslocado" dentro do partido após a maioria dos filiados rejeitar a proposta de federação com o Partido dos Trabalhadores (PT).