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Artigos

Adriano Sampaio
Cartografia da Erosão Eleitoral
Foto: Acervo pessoal

Cartografia da Erosão Eleitoral

Em uma janela eleitoral curta, a erosão não depende apenas do conteúdo de uma narrativa. Ela emerge da interação entre alcance, repetição, credibilidade percebida, congruência identitária, carga moral, capacidade de correção e propensão à abstenção ou mudança de escolha.

Multimídia

“A política tem que voltar a conquistar as pessoas”, pede Grizenti sobre abstenção e votos nulos

“A política tem que voltar a conquistar as pessoas”, pede Grizenti sobre abstenção e votos nulos
Em entrevista concedida ao podcast Projeto Prisma, do portal Bahia Notícias, nesta segunda-feira (5), o cientista político Eduardo Grizenti avaliou o índice de abstenções e de votos brancos e nulos no primeiro turno das Eleições 2026, realizado neste domingo (4). Durante o programa, Grizenti argumentou que o debate sobre a obrigatoriedade do voto não é a questão central para explicar a ausência dos eleitores nas urnas.

Entrevistas

Entrevista Exclusiva: Ministra Rachel Barros detalha ações do MIR para a população negra

Entrevista Exclusiva: Ministra Rachel Barros detalha ações do MIR para a população negra
Nesta segunda-feira (10), a ministra da Igualdade Racial, Rachel Barros, esteve em Salvador para participar do Colóquio Internacional Cultura, Relações Exteriores, Desenvolvimento e Reparação. O evento, que acontece nas cidades de Salvador e Cachoeira, integra as celebrações pelos 25 anos de fundação do FENEBA e desdobra as discussões iniciadas no 9º Congresso Panafricano, sediado em Lomé, no Togo.

regime militar

Dilma notifica Justiça para voltar a receber salário retirado pela ditadura
Foto: Wilson Dias/ Agência Brasil

A ex-presidente da República Dilma Rousseff apresentou um pedido à Justiça Federal do Distrito Federal para que a União faça a imediata implantação de uma prestação mensal, permanente e continuada referente à sua anistia política.

 

As informações são do blog Ancelmo Gois, do jornal 'O Globo'. 

 

De acordo com a publicação, o pedido foi apresentado na última semana e trata-se de uma das vitórias da petista na ação que tratou da reparação a ser paga pela anistia política, perseguição e tortura sofridas por ela durante o regime militar.

 

Segundo o colunista, os advogados fixaram o valor da prestação mensal em R$ 17.562,80, a ser recebido de forma imediata, com o valor do benefício calculado com base na média atualizada do seu salário na antiga Fundação de Economia e Estatística — atual Departamento de Economia e Estatística (DEE) do Rio Grande do Sul.

Espetáculo ‘Major Oliveira’ retorna no Teatro Gil Santana
Foto: Divulgação

O ator Antônio Fábio retorna com o solo “Major Oliveira”, entre 14 de julho e 6 de agosto, no Teatro Gil Santana, no Rio Vermelho. Com dramaturgia de Daniel Arcades, ganhador do prêmio de melhor texto no Braskem de Teatro, a peça narra a história de um homem abandonado no asilo pelos filhos, após a instalação da Comissão da Verdade no Brasil. Ao perceber que o próprio corpo, a família e a política do país não são mais controladas por ele, o Major se coloca em teste resolvendo perturbar a paz dos visitantes do espetáculo. A visita de um enfermeiro e um membro da igreja Testemunha de Jeová agitam a montagem, fazendo o protagonista relembrar as torturas no período do Regime Militar. A peça promete fazer com que o público reflita sobre as convicções morais, filosóficas e religiosas. A trilha sonora é assinada por Ronei Jorge, Edeise Gomes, é responsável pela direção de movimento e Nando Zâmbia é o Diretor de Iluminação. Classificação 14 anos.

SERVIÇO
O QUÊ:
Espetáculo ‘Major Oliveira’ 
QUANDO: 14 de julho a 6 de agosto – sextas e sábados, às 21h, e domingo, 20h
ONDE: Teatro Gil Santana, Rio Vermelho
VALOR: R$ 40/ R$20

Torturado na ditadura, Amado Batista defende o retorno do regime militar
Foto: Reprodução / Record TV

Amado Batista defendeu o retorno da ditadura militar durante uma entrevista ao humorista Fábio Porchat. O cantor foi torturado durante o período, mas apesar disto, afirmou ter o desejo de ver Jair Bolsonaro (PSC) à frente da Presidência da República. “Prefiro a ditadura a essa anarquia que está hoje”, disse. “Democraticamente, [o próximo presidente] tem que ser Jair Bolsonaro”, completou. As declarações foram feitas nas gravações do “Programa do Porchat”, que vai ao ar nesta quarta-feira (5) pela TV Record. Em 2013, em entrevista ao programa “De Frente com Gabi”, apresentado por Marília Gabriela, Amado afirmou não se sentir vítima da ditadura militar e comparou os torturadores a “uma mãe que corrige um filho”. No período, o cantor foi preso quando trabalhava em uma livraria sob a acusação de fornecer livros considerados subversivos pelo regime. Veja um trecho da participação do cantor no "De Frente com Gabi", em que ele fala sobre o regime militar e diz que o Brasil poderia ter se tornado Cuba.

‘Vermelho Chumbo’ destaca atualidade de violências típicas da ditadura militar
Foto: Divulgação
O espetáculo “Vermelho Chumbo”, cujo enredo aborda aspectos ocultos da ditadura militar no Brasil, estreia neste sábado (17), às 19h, na Casa Antuak, no bairro de Dois de Julho, em Salvador (clique aqui e leia). Resultado do trabalho realizado pela primeira turma de alunos formados do curso de teatro profissionalizante do Centro Cultural Ensaio, a montagem teve seu texto construído coletivamente, a partir de processo de pesquisa. “Dentro do projeto de criação, os meninos começaram a levar uma série de materiais. E ai eu coloquei a possibilidade de que o texto fosse feito por nós, em um trabalho colaborativo. Então, neste sentido, eles que criaram o texto, a base de músicas, notícias da época e depoimentos, abordando também alguns temas específicos, como racismo, baseado no movimento negro da década de 70”, explica Daniela Chávez, professora de improviso e teatro contemporâneo, responsável também pela direção do espetáculo. Encenada por Alex Moura, Amanda Moreno, Lana Cambeses, Leandro Batista, Lindinalva Luz, Luiza Senna, Matheus Aziz, Rogerio Gómez e Walace Cavalcanti, a montagem acontece em um casarão antigo, uma escolha estética que remete aos porões da ditadura.
 

Espetáculo é montado em ambiente que remete aos porões da ditadura | Foto: Divulgação
 
Depois de passarem por cinco módulos do percurso profissionalizante, no curso de teatro contemporâneo, os alunos tiveram como tarefa reunir o aprendizado anterior em uma proposta específica. “Quando sentamos para discutir as possibilidades, passamos por um monte de autores, mas eles tiveram a vontade de experimentar a criação autoral. Ai eu perguntem que tema eles queriam abordar e eles disseram que queriam tratar da ditadura militar. É uma vontade que eles tinham e que coincidentemente está muito em função também dos acontecimentos políticos atuais”, conta Daniela. A diretora destaca ainda que diversos dos temas transversais abordados na peça, como direitos humanos, violência contra a mulher, discriminação de gênero e racismo, seguem atuais. “À medida que a gente ia entrando na pesquisa, a gente ia aprofundando a importância de transpor esse trabalho. A gente foi gerando consciência de que muitos acontecimentos ainda estão presentes. O racismo ainda está presente, a violência policial ainda está presente”, afirma. “Então eu acho que é muito importante o que a gente está criando. Fazendo o percurso de pesquisa a gente foi tomando consciência de que muitas das coisas daquela época de 1964 ainda estão vigentes em 2016”, conclui.
‘É coisa de doentes mentais’, diz Fernanda Montenegro sobre atos pró regime militar
Foto: Divulgação
Fernanda Montenegro, que estreia o filme “Infância”, nesta quinta-feira (10), e recentemente foi eleita a atriz mais querida da televisão brasileira, falou sobre a democracia, a liberdade de expressão no país e criticou alguns excessos, em entrevista ao Estadão. “Passando por cima de muita coisa, o que mais me inspira é uma constatação básica. Estamos vivendo um momento de liberdade de expressão plena, e por conta disso, sabemos de tanta coisa que talvez não tivesse vindo a público. A imprensa, a internet. A informação circula livremente”, avaliou a artista, que afirmando que e liberdade vivenciada atualmente é libertadora, mas que algumas coisas chamam a atenção de forma negativa. “Nas manifestações contra Dilma, se aparece algum petista querendo defender a presidente, é escorraçado. Pois deveriam expurgar também esses malucos que pedem a volta dos militares. Eles têm todo o direito, numa democracia, de se expressar, mas que façam a manifestação deles, com a pauta deles, não misturando as coisas. Nós vivemos o período duro do regime militar e aquilo foi um horror. Pedir a volta dos militares é coisa de doentes mentais”, rechaçou a atriz. 
O grupo de rap Racionais MC’s acaba de lançar o clipe “Mil Faces de Um Homem Leal”, que conta a história do militante baiano Carlos Marighella, um dos principais organizadores da luta armada contra o regime militar da década de 60.  O grupo paulistano não lança álbum de inéditas há 10 anos.
 
A faixa, composta por Mano Brown, é parte da trilha sonora do documentário Marighella, dirigido por Isa Grinspum Ferraz e que deve estrear dia 10 de agosto.
 
Em maio, uma foto do grupo durante as gravações do clipe causou polêmica nas redes sociais. Na foto, os músicos Ice Blue, KL Jay, Dexter, Edy Rock e Mano Brown aparecem portando armas de fogos em cenas de protesto na região da Luz, no centro de São Paulo. 
 

Curtas do Poder

Ilustração de uma cobra verde vestindo um elegante terno azul, gravata escura e língua para fora
Procura-se urgentemente uma marca de pijama que dê patrocínio, ou pelo menos faça um preço mais camarada, depois das eleições desse ano. A sensação que ficou é ninguém ganhou e ninguém perdeu, mas todo mundo perdeu. Pro lado do Cacique, o grupo saiu "triste-alegre". Triste com a iminente derrota do Molusco, e alegre com o novo banho que deu no Soberano - sobretudo aqui em Salvador. Já o lado do Soberano o clima é de enterro. Um monte de gente sem mandato pra acomodar, uma conta enorme pra pagar, e a PF no cangote. Teremos que esperar...

Pérolas do Dia

Navi Pillay

Navi Pillay
Fotos: Reprodução / Redes Sociais / The White House [A Casa Branca]

"Talvez dividiria com Trump".

 

Disse a vencedora do Prêmio Nobel da Paz de 2026 nesta sexta-feira (9), a jurista sul-africana Navanethem "Navi" Pillay ao brincar com a reação do público e declarou que, se os aplausos continuassem, "talvez dividiria o prêmio com Trump". Em tom descontraído, a premiada questionou se o anúncio era real: "Como advogada e juíza, ainda quero verificar se tudo isso é verdade", brinca.

Podcast

Projeto Prisma recebe o cientista político do INCT.DD Eduardo Grizenti nesta segunda

Projeto Prisma recebe o cientista político do INCT.DD Eduardo Grizenti nesta segunda
O pesquisador trará um panorama detalhado do mapa eleitoral desenhado pelas urnas, o peso das redes sociais na definição dos votos nas disputas majoritárias e proporcionais, além dos cenários e tendências políticos para a Bahia e o Brasil nos próximos anos.

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