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A Superintendência dos Desportos do Estado da Bahia (Sudesb) rejeitou as contas referentes às duas parcelas de recursos públicos repassadas à Federação Bahiana de Basketball (FBB) para a realização do Circuito Baiano de Basquete 3x3. A decisão reconheceu um dano ao erário de R$ 35.211,45, em valor atualizado até 20 de julho de 2026.
A medida consta na Portaria nº 053, de 4 de agosto de 2026, assinada pelo diretor-geral da autarquia, Vicente José de Lima Neto. Segundo o documento, a decisão foi tomada após as conclusões de uma Comissão de Tomada de Contas Especial e de parecer jurídico elaborado no âmbito do processo administrativo que apurou a execução do Termo de Fomento nº 054/2023.
De acordo com a Sudesb, permaneceram irregularidades na prestação de contas, não houve comprovação integral da aplicação regular dos recursos públicos e foi constatada a existência de prejuízo aos cofres estaduais.
O valor originalmente reconhecido como dano é de R$ 26.809,08. Com a atualização feita até 20 de julho deste ano, o débito chegou aos R$ 35.211,45 e ainda poderá sofrer nova correção até o ressarcimento.
O Termo de Fomento nº 054/2023 previa o repasse total de R$ 805.167 à Federação Bahiana de Basketball para a realização do Circuito Baiano de Basquete 3x3. O instrumento foi firmado em julho de 2023, por meio de inexigibilidade de chamamento público.
O dinheiro foi liberado em duas parcelas. A primeira, no valor de R$ 405.167, foi repassada em setembro de 2023. Outros R$ 400 mil foram transferidos em novembro daquele ano, totalizando o valor integral previsto na parceria.
O recurso público tinha como finalidade financiar o Circuito Baiano de Basquete 3x3. Inicialmente, o projeto previa etapas em Salvador, Lauro de Freitas e Feira de Santana, mas o cronograma passou por alterações durante a execução.
Segundo relatório de monitoramento produzido pela própria Sudesb em 2024, foram realizadas quatro etapas entre setembro de 2023 e abril de 2024, em Salvador e Lauro de Freitas. Ao todo, a competição registrou 508 atletas e 187 jogos, envolvendo categorias Sub-16, Sub-18, Sub-23 e adulto, nos naipes masculino e feminino.
O documento de monitoramento daquele período apontou que as metas esportivas do projeto haviam sido cumpridas. Na ocasião, a execução do objeto foi aprovada com ressalva por uma alteração de local que não teria sido comunicada à Sudesb em tempo hábil. O relatório afirmava, naquele estágio da análise, que não havia indício de dano ao erário.
A avaliação de 2024, no entanto, também registrava que a análise da documentação financeira ainda seria realizada pela Sudesb para verificar a utilização dos recursos públicos.
É justamente a apuração posterior das contas que resultou na decisão publicada agora. Conforme a Portaria nº 053/2026, após a Tomada de Contas Especial, a administração estadual considerou irregulares as prestações relacionadas tanto à primeira quanto à segunda parcela.
Com a decisão, a Sudesb determinou a manutenção do registro de inadimplência da Federação Bahiana de Basketball até a regularização integral da situação.
A autarquia também determinou a continuidade do Processo de Reparação de Danos ao Erário e o encaminhamento da Tomada de Contas Especial ao Tribunal de Contas do Estado da Bahia (TCE-BA).
Em outra medida publicada pela Sudesb, a Portaria nº 052/2026, a servidora Carla Josefa Hanhoerster Silva foi designada para conduzir o processo de reparação.
O procedimento deverá, entre outras providências, individualizar os responsáveis, estabelecer o nexo de causalidade entre as condutas apuradas e o prejuízo, atualizar o débito e adotar as medidas administrativas necessárias para buscar o ressarcimento integral.
Neste momento, portanto, a portaria que rejeita as contas não individualiza quem será pessoalmente responsabilizado pelo dano. Essa definição será objeto da nova etapa do processo administrativo determinada pela Sudesb.
Assinado em 2023, o Termo de Fomento nº 054 estabelecia que caberia à FBB prestar contas dos recursos recebidos, manter a documentação comprobatória das despesas e administrar os valores públicos de acordo com princípios como legalidade, economicidade, eficiência e transparência. O documento também previa acompanhamento e fiscalização pela Sudesb.
O termo estabelecia ainda que os recursos deveriam ser movimentados em conta bancária específica e utilizados exclusivamente para a execução do objeto da parceria.
Um projeto de lei apresentado na Assembleia Legislativa da Bahia (AL-BA) propõe estabelecer regras para a contratação de artistas e grupos artísticos com recursos públicos no estado. A proposta é de autoria do deputado estadual Luciano Ribeiro (União Brasil) e abrange tanto o governo estadual quanto as prefeituras baianas.
O texto mantém a possibilidade de contratação por inexigibilidade de licitação, mecanismo utilizado quando há inviabilidade de competição, mas determina que o poder público apresente justificativas demonstrando que o valor do cachê é compatível com os preços praticados no mercado.
Além disso, a proposta prevê a divulgação detalhada dos custos envolvidos nas apresentações, incluindo transporte, hospedagem, produção, logística e demais despesas relacionadas aos eventos financiados com dinheiro público.
O projeto também estabelece que as regras valerão para recursos estaduais e municipais de qualquer origem, como receitas próprias, transferências constitucionais e legais, emendas parlamentares, fundos públicos e verbas repassadas por outros entes da Federação incorporadas ao orçamento do órgão contratante.
Na justificativa, o autor afirma que a intenção é evitar que contratos semelhantes sejam submetidos a critérios diferentes apenas por causa da classificação contábil da verba utilizada. Segundo o texto, todos os recursos públicos devem seguir os princípios constitucionais da moralidade, publicidade, eficiência, economicidade e responsabilidade fiscal.
A proposta ainda será analisada pelas comissões temáticas da ALBA antes de seguir para votação em plenário.
O ex-prefeito e candidato a prefeitura de Mirangaba, Adilson Almeida do Nascimento (Avante), foi multado em R$ 20 mil pelo Tribunal de Contas dos Municípios da Bahia (TCM-BA). A decisão, tomada nesta terça-feira (10), se deu após a constatação de irregularidades na prestação de contas dos recursos repassados pela prefeitura.
As irregularidades foram encontradas nas contas relacionadas ao repasse de recursos públicos para o Centro Comunitário Social Alto Paraíso (CECOSAP).
Segundo relatória do processo foram identificados diversos problemas nas contas, como a ausência de comprovação de despesas que somam mais de R$ 1,7 milhão. Bem como, outras irregularidades relacionadas a destinação dos recursos públicos. O ex-prefeito e agora candidato, Adilson Nascimento foi multado em R$ 20 mil.
A relatora destacou a falta de clareza sobre o destino dos valores repassados ao CECOSAP com uma a ausência de cláusulas importantes no termo de parceria.
Além disso, o processo apontou a falta de especificações sobre as fontes dos recursos e seus objetivos.
Diante das irregularidades encontradas, o TCM-BA julgou as contas irregulares e determinou o ressarcimento dos valores aos cofres públicos, de forma solidária, por parte dos gestores envolvidos.
Curtas do Poder
Pérolas do Dia
Ricardo Alban
"A entrada de importações de até 50 dólares sem tributação é o mesmo que financiar a indústria de países como a China, principal exportador de produtos de baixo valor para o Brasil, especialmente no setor têxtil. O prejuízo é direto a quem fabrica e comercializa em território brasileiro".
Disse o presidente da Confederação Nacional da Indústria (CNI), Ricardo Alban ao comentar a aprovação da medida provisória 1357/2026, que revogou a chamada “taxa das blusinhas”. Segundo Alban, a medida representa um retrocesso econômico, cria uma condição de desigualdade para o setor produtivo brasileiro e pode colocar em risco mais de 100 mil empregos.