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recatingamento
A comunidade de Malhada da Areia, no distrito de Pinhões, zona rural de Juazeiro, no Sertão do São Francisco, se tornou um exemplo em preservação ambiental e recuperação da Caatinga. Segundo reportagem do Bahia Rural deste domingo (9), há quatro anos, um projeto pioneiro de recatingamento tem transformado a paisagem local, fortalecendo o compromisso dos moradores com o bioma.
O programa, que é coordenado pela Companhia de Desenvolvimento e Ação Regional (CAR) vinculada ao governo da Bahia, já recebeu investimentos de mais de R$ 1 milhão. A ação beneficia Malhada da Areia e outras quatro comunidades rurais do município, com foco em restaurar áreas degradadas e combater a desertificação.
Diferente do reflorestamento tradicional, o recatingamento aposta na regeneração natural. A ideia é permitir que a Caatinga se recupere sozinha, com o mínimo de intervenção humana. O papel da comunidade é essencial. Para isso, os moradores ajudam no monitoramento, no isolamento das áreas e na criação de planos de manejo sustentável, como a redução do rebanho para evitar a degradação do solo.
Os números comprovariam o sucesso. Em apenas quatro anos, informa a reportagem, a área de 49 hectares apresentou avanços significativos: o número de plantas mais que dobrou, passando de 246 para 585; as espécies vegetais aumentaram de 20 para 35; a taxa de eliminação de carbono chegou a 42 toneladas por hectare ao ano, o que transformou o local em um verdadeiro sumidouro de gases do efeito estufa.
Além disso, a fauna também dá sinais de recuperação. Animais que haviam desaparecido, como o tatu, o caetitu e o peba, voltaram a ser vistos com frequência na região.
Segundo os moradores da localidade, o maior avanço está na mudança de mentalidade. A Caatinga cobre 54% do território baiano e está presente em 225 dos 417 municípios do estado. Embora o progresso em Malhada da Areia seja notável, os especialistas lembram que a recuperação total de uma área pode levar de 15 a 20 anos.
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