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Em entrevista concedida à imprensa nesta sexta-feira (3) no bairro da Calçada, em Salvador, Jaques Wagner (PT) minimizou os episódios de hostilidades e manifestações políticas ocorridos durante as comemorações do 2 de Julho e classificou as manifestações como "guerra de torcidas" típica de anos eleitorais.
Para o pré-candidato e nome ligado ao caso Master por meio do banqueiro Augusto Lima, a data festiva é maior do que as disputas partidárias, destacando a recente sanção presidencial que tornou Salvador a capital simbólica do país durante a efeméride.
"Uma vaia daqui, um aplauso dali, eu acho que é normal. O 2 de julho pra mim é maior do que isso tudo, ainda mais esse ano que ele virou uma referência nacional com a sanção pelo presidente Lula da transferência da capital do Brasil para Salvador no 2 de julho. Agora a guerra política é guerra política. Pra mim, é o normal do que acontece todo ano eleitoral", alega o senador.
Ao ser questionado sobre o vídeo publicado pelo ex-ministro João Roma (PL), no qual este acusa o ex-governador Rui Costa de xenofobia por questionar sua identidade baiana, Wagner adotou um tom moderado. O senador, que é natural do Rio de Janeiro, minimizou a polêmica, atribuindo as falas ao "calor da disputa eleitoral".
Reveja o vídeo:
??João Roma acusou Rui Costa de xenofobia por falar que ele não é daqui.
— Bahia Notícias (@BahiaNoticias) July 3, 2026
Confira ?? pic.twitter.com/EURzkj2Apw
"É o calor, até para o que eu diga, é o calor do 2 de julho, todo mundo com a cabeça quente. Eu vivo aqui há 52 anos, não sei quanto tempo Roma está aqui. Mas, na medida em que o cara está legalizado, eleitoralmente ele pode ser candidato. Eu acho que não é por aí, é o calor da disputa eleitoral", responde Wagner.
O senador também rebateu com firmeza as críticas da oposição, ligada à prefeitura de Salvador, sobre o cronograma de construção da ponte Salvador-Itaparica. Para Wagner, as queixas refletem o descontentamento dos adversários com a viabilização do projeto.
"Eu acho que eles estão nervosos de ver que a ponte virou uma realidade, como o metrô virou uma realidade, o VLT virou uma realidade. Por que eles estão nervosos que o pilar está sendo construído, colocado? Por mais dois, três meses, você vai ver a ponte avançando e aí vai calar a boca de quem não acreditou na realidade importante que vai ser a ponte Salvador-Itaparica. É, para mim, desespero", conclui o senador.
O parlamentar, antiga liderança do governo no Senado Federal, prevê que o avanço dos pilares da ponte de Salvador a Itaparica vai "calar a boca de quem duvidou" nos próximos meses, o que, segundo ele, encerrará as contestações técnicas e políticas sobre a viabilidade da obra.
Curtas do Poder
Pérolas do Dia
Carlos Viana
"Agora, imagina se fosse alguém da direita. Uma cantora fazendo lá o 22 no palco. Seriam pelo menos 24 horas para se explicar, depois multa, prisão, condenação e Deus sabe o que mais de perseguição".
Disse o senador e candidato à reeleição por Minas Gerais, Carlos Viana (PSD) ao afirmar que vai denunciar a cantora baiana Ivete Sangalo por suposta promoção de “showmício” ao declarar apoio ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), por meio de um gesto com as mãos. O parlamentar confirmou a denúncia em vídeo publicado nas redes sociais nesta terça-feira (29).