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Rui diverge da "unanimidade" por Adolpho Loyola na coordenação da campanha e escancara acirramento no grupo; entenda

Por Mauricio Leiro

 Rui diverge da "unanimidade" por Adolpho Loyola na coordenação da campanha e escancara acirramento no grupo; entenda
Foto: Divulgação

A definição do novo coordenador-geral da campanha à reeleição do governador Jerônimo Rodrigues (PT), o secretário de Relações Institucionais, Adolpho Loyola, não passou despercebida para algumas lideranças políticas do governo. Em reunião do conselho político na última semana, Adolpho foi chancelado para o posto, porém a definição não foi unânime. 

 

De acordo com informações obtidas pelo Bahia Notícias, com integrantes do grupo, presentes e que acompanharam o pós reunião, entre os "votantes", Rui foi o único que não endossou o nome de Adolpho. Apesar de não ter espaço para "contrapor" a decisão pelo nome de Loyola, o ex-ministro fez questão de sinalizar que seu "voto" não seria no "quase" ex-secretário (a exoneração de Loyola ainda não formalizada). O ato desencadeou uma série de suspeitas entre os presentes e para todo o grupo aliado. 

 

De forma até "tímida", Rui indicou que preferia que a coordenação da campanha ficasse a cargo de seu primeiro suplente, o presidente estadual do Avante Ronaldo Carletto, que também estava no encontro. O voto "contrário" criou algumas avaliações internas, das mais variadas. Entre elas, mais um round da disputa entre Rui Costa e o senador Jaques Wagner. 

 

Na avaliação de algumas lideranças, Rui teria, de forma indireta, transferido "a responsabilidade" da organização da campanha de Jerônimo. "Rui agora passa para o grupo de Wagner a responsabilidade. Se der certo, Wagner cresce ainda mais, porém, se tiver algum problema...", apontou um aliado próximo buscado pela reportagem. Do lado do senador Jaques Wagner, apesar de não ter uma resposta direta para o "voto contrário", a promessa é de um eventual segundo governo Jerônimo repaginado. 

 

Em 2022, a chegada de Loyola à equipe de coordenação da campanha de Jerônimo foi considerado um dos marcos do processo eleitoral que alavancou o então candidato nos últimos dois meses que anteceram o pleito. Além dele, nomes como Diogo Medrado e Éden Valadares, então presidente do PT-BA, também foram destacados como corresponsáveis pela ascensão de Jerônimo nas pesquisas.

 

Além disso, os desdobramentos desse cabo de guerra ainda podem repercutir para além do espaço no novo governo, mas sim na sucessão do grupo. Tudo isso passa pelas definições nas eleições municipais de 2028, com foco também na capital baiana, já que até o presidente Luiz Inácio Lula da Silva fez cobranças públicas para que o grupo gerisse o município. Em 2024, o nome de Geraldo Jr. (MDB), atual vice-governador teve a bênção do senador Jaques Wagner, porém sem sucesso eleitoral. O processo desembocaria em 2030, com o nome para manter o grupo na disputa, onde, naturalmente, caso Jerônimo se reeleja, tem em Adolpho Loyola como possível candidato. 

 

Com Loyola devendo ser exonerado da Serin na próxima semana para se dedicar à disputa, a pasta ficará sob comando do ex-secretário e atual chefe de gabinete, Jonival Lucas. Agora, a batuta da campanha está com Loyola.