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real madrid tv
A tensão entre Real Madrid e arbitragem espanhola saiu do campo das declarações públicas e chegou à Comissão Antiviolência da Espanha. Nesta quinta-feira (21), a associação dos árbitros do país informou que apresentou denúncias contra o presidente Florentino Pérez, contra o Real Madrid e contra a Real Madrid TV.
A entidade afirma que a medida faz parte de uma ação institucional em defesa da "dignidade, integridade e proteção dos árbitros espanhóis". O posicionamento ocorre após novas falas do dirigente merengue e a continuidade de conteúdos exibidos pelo canal oficial do clube questionando decisões e atuações da arbitragem.
"Foram apresentadas denúncias contra o Sr. Pérez, contra a Real Madrid TV e contra o Real Madrid CF. A associação considera que as repetidas declarações públicas e a divulgação contínua de conteúdos que desacreditam sistematicamente a arbitragem contribuem para minar o clima de respeito necessário ao esporte e podem fomentar tensão, hostilidade ou violência contra os árbitros", afirmou a entidade.
O novo capítulo da crise foi motivado por declarações recentes de Florentino Pérez sobre o Campeonato Espanhol. Em entrevista coletiva concedida na última semana, o presidente do Real Madrid afirmou que o clube teve títulos "roubados" pela arbitragem e falou em corrupção no futebol espanhol.
"Estou aqui há muitas temporadas e ganhei sete Ligas dos Campeões e sete títulos da La Liga, porque os outros me foram roubados. Há uma corrupção sistêmica há duas décadas", declarou o presidente merengue.
Em entrevista à emissora La Sexta, Florentino também afirmou que o Real Madrid teria perdido entre "16 e 18 pontos" na atual temporada por decisões equivocadas da arbitragem.
Para a associação e para o sindicato dos árbitros espanhóis, as declarações ultrapassam o limite da crítica esportiva. Na semana passada, as entidades já haviam solicitado ao Comitê de Competição da federação espanhola a abertura de processo disciplinar contra Florentino e contra o clube.
"O Sr. Pérez não se limita a apontar erros específicos de arbitragem, mas atribui à Comissão de Arbitragem a prática contínua de corrupção ao longo de duas décadas", destacou a associação em outro trecho do documento.
A Real Madrid TV também está no centro do conflito. O canal oficial do clube costuma exibir vídeos antes de partidas com críticas a árbitros escalados, retrospectos de decisões consideradas prejudiciais ao Real Madrid e estatísticas envolvendo os juízes.
O cenário também é atravessado pelas repercussões do Caso Negreira, investigação sobre pagamentos feitos pelo Barcelona a um ex-dirigente da arbitragem espanhola.
O presidente da La Liga, Javier Tebas opinou sobre o caso envolvendo o Real Madrid TV e o vídeo publicado apontando erros do árbitro Ricardo de Burgos. Na ocasião, o gestor afirmou que o clube deveria ser sancionado pelas publicações contra o juiz.
"Na minha opinião como advogado, o Real Madrid deveria ser sancionado pelos vídeos da Real Madrid Television .", completou.
A entidade espanhola definiu o árbitro para a final da Copa do Rei que seria disputada entre Real Madrid e Barcelona. Após a confirmação do nome de Ricardo de Burgos, o clube Merengue publicou um vídeo apontando porcentagens de aproveitamento dos dois times quando o juiz era responsável pelo confronto e questionava o fato dele nunca ter apitado jogos grandes, como da Champions League.
Até então, o tribunal confirmou que há indícios de que os vídeos podem violar vários artigos da Federação. Ainda durante o evento, o presidente disse que o Tribunal Administrativo Desportivo já está avaliando a situação.
Javier Tebas também abordou temas como a Copa do Mundo de Clubes, e reiterou que "farei de tudo o que for possível para que o próximo não seja realizado".
Curtas do Poder
Pérolas do Dia
João Roma
"A lei não pode ter lado político".
Disse o presidente estadual do PL na Bahia e pré-candidato ao Senado Federal pelo estado, João Roma, utilizou as redes sociais nesta sexta-feira (19) para comentar a operação de busca e apreensão realizada pela Polícia Federal (PF), com autorização do Supremo Tribunal Federal (STF), que teve como um dos alvos o senador Jaques Wagner (PT), líder do governo no Senado.