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A derrota da República Democrática do Congo para a Inglaterra, na fase 16 avos de final da Copa do Mundo de 2026 expôs, além da eliminação no Mundial, a confirmação de uma tragédia pessoal vivida pelo técnico Sébastien Desabre. O treinador francês perdeu o pai no mesmo dia da partida disputada nesta quarta-feira (1°), mas permaneceu à frente da equipe durante o confronto.
A informação veio à tona após a entrevista coletiva pós-jogo. No encerramento da conversa com a imprensa, o assessor da seleção congolesa, Jerry Kalemo, interrompeu a coletiva para prestar condolências públicas ao treinador. As imagens rapidamente repercutiram nas redes sociais e levaram muitos torcedores e veículos de comunicação a interpretarem que Desabre teria recebido a notícia naquele exato momento. Assista ao momento, traduzido pela CazéTV:
????????MEU DEUS | Técnico do RD Congo, Sébastien Desabre, foi informado ao vivo durante entrevista coletiva após a partida contra a Inglaterra que seu pai havia acabado de falecer.
— Politiquei Br (@Politiquei_Br) July 2, 2026
A notícia foi dada pelo Jerry Kalemo enquanto câmeras do mundo todo filmavam o treinador. pic.twitter.com/wtouo3DOns
No entanto, a versão foi posteriormente desmentida pelo próprio Kalemo. De acordo com as informações do jornal O Globo, que entrou em contato com o assessor, foi confirmado que o comandante da RD Congo já tinha conhecimento da morte do pai antes de comparecer à sala de entrevistas.
"Não, foi bem antes", respondeu Kalemo ao ser questionado se Desabre havia descoberto o falecimento durante a coletiva.
A reação do treinador no vídeo, marcada por aparente surpresa e abatimento, contribuiu para a disseminação da interpretação equivocada. Segundo o assessor, porém, o francês já havia sido informado anteriormente, embora não tenha detalhado exatamente quando isso ocorreu.
Informações divulgadas pela imprensa congolesa nesta quinta-feira (2) apontam que Desabre recebeu a notícia poucas horas antes do duelo contra a Inglaterra. Ainda assim, optou por permanecer no comando da equipe e liderar os Leopardos em uma das partidas mais importantes da história recente do futebol do país.
Dentro de campo, a RD Congo esteve próxima de uma classificação histórica. A seleção africana abriu o placar diante dos ingleses, mas sofreu a virada na reta final e acabou derrotada por 2 a 1.
Apesar da eliminação, a campanha foi considerada marcante. Em sua primeira participação em uma Copa do Mundo desde 1974, a equipe avançou ao mata-mata após superar o Uzbequistão, empatar com Portugal e perder por apenas um gol de diferença para Colômbia e Inglaterra.
No encerramento da primeira rodada da Copa do Mundo, a Colômbia venceu o Uzbequistão por 3 a 1 no Estádio Azteca, no México, e assumiu a liderança do Grupo K. Daniel Muñoz abriu o placar para os colombianos, Fayzullayev empatou para os estreantes, mas Luis Díaz e Campaz garantiram o triunfo sul-americano.
De volta à Copa do Mundo após ficar fora da edição de 2022, a Colômbia estreou com vitória e assumiu a liderança do Grupo K, que mais cedo registrou o empate por 1 a 1 entre Portugal e RD Congo. Já o Uzbequistão, estreante em Mundiais, entrou para a história ao marcar seu primeiro gol na competição."
Entre os jogadores que atuam no futebol brasileiro, Jhon Arias, do Palmeiras, começou a partida como titular. Andrés Gómez, do Vasco, entrou no segundo tempo, enquanto Carrascal, do Flamengo, e Portilla, do Athletico-PR, permaneceram no banco de reservas.
Com a vitória, os colombianos terminaram a rodada na primeira colocação da chave, com três pontos. Portugal e RD Congo aparecem logo atrás, ambos com um ponto após o empate por 1 a 1. O Uzbequistão fecha o grupo sem pontuar.
Na próxima terça-feira (23), o Uzbequistão enfrenta Portugal, às 14h, no NRG Stadium, em Houston. Mais tarde, às 23h, a Colômbia encara a RD Congo no Estádio AKRON, em Guadalajara.
A África chegará à Copa do Mundo de 2026 com um marco histórico. Pela primeira vez, o continente terá dez seleções classificadas, número recorde impulsionado pela ampliação do torneio para 48 equipes. Senegal, Marrocos, Egito, Gana, Argélia, Tunísia, África do Sul, Costa do Marfim, Cabo Verde e República Democrática do Congo representarão a Confederação Africana de Futebol (CAF) no Mundial que será disputado nos Estados Unidos, Canadá e México.
Durante décadas, o continente contou com apenas cinco vagas, o que limitava a presença africana na competição. A nova configuração não apenas dobrou o número de participantes, como também abriu espaço para seleções emergentes, alterando o perfil competitivo africano no cenário global.
Apesar de tradicionalmente sub-representada em número de vagas, a África construiu uma trajetória de crescimento constante nas Copas do Mundo. Desde a primeira participação, com o Egito em 1934, o continente acumulou campanhas progressivamente mais relevantes.
O maior feito histórico veio com o Marrocos, que, na Copa de 2022, se tornou a primeira seleção africana a alcançar uma semifinal de Mundial, terminando na quarta colocação. Antes disso, outras equipes haviam chegado às quartas de final, como Camarões em 1990, Senegal em 2002 e Gana em 2010 — esta última eliminada nas penalidades após empate com o Uruguai, em um dos jogos mais marcantes da história recente do torneio.
Foto: Seleção Marroquina / Redes Sociais.
OS CLASSIFICADOS
Entre os classificados para 2026, há uma combinação de seleções consolidadas e outras que representam ascensão recente.
O Senegal, atual campeão africano, chega como uma das principais forças do continente. A equipe já alcançou as quartas de final em 2002 e mantém um elenco competitivo no cenário internacional.
O Marrocos carrega o peso da melhor campanha africana em Copas e se consolida como projeto esportivo estruturado, com forte investimento em scouting global e integração de atletas formados na Europa.
Egito, Argélia e Tunísia representam a tradição do norte africano, com participações frequentes em Mundiais, embora ainda busquem campanhas mais profundas em fases eliminatórias.
Gana, por sua vez, retorna com histórico relevante, especialmente pela campanha de 2010, quando esteve a um pênalti de se tornar a primeira seleção africana semifinalista.
A Costa do Marfim, bicampeã da Copa Africana de Nações, também volta ao cenário mundial, reforçando a presença de seleções com histórico recente competitivo.
Entre os destaques menos tradicionais, Cabo Verde e República Democrática do Congo surgem como surpresas, refletindo a ampliação das vagas e o crescimento de seleções fora do eixo tradicional.
A África do Sul completa a lista e retorna a uma Copa após três edições ausente. A última participação havia sido em 2010, quando sediou o torneio.
Samuel Eto'o comemora gol contra o Brasil na Copa das Confederações de 2003. | Foto: Reprodução / FIFA.
AUSÊNCIAS RELEVANTES
Mesmo com o aumento de vagas, a lista de classificados não inclui algumas das seleções mais tradicionais do continente.
Camarões, por exemplo, maior participante africano em Copas do Mundo, com oito aparições, ficou fora do torneio. A equipe foi responsável por um dos maiores feitos do continente ao chegar às quartas de final em 1990.
A Nigéria, outra potência africana, também não se classificou. Presente em seis Copas e conhecida por campanhas consistentes na fase de grupos, a seleção ficou ausente mesmo com a ampliação do número de vagas.
Brahim Díaz, que hoje defende Marrocos, já atuou pelas equipes de base da Espanha. Foto: Redes sociais / Brahim.
NOVA FORMA DE MONTAR SELEÇÕES?
A diversidade do futebol africano se reflete não apenas em campo, mas também na formação de seus elencos. Muitas seleções contam com jogadores nascidos ou formados fora do continente, especialmente na Europa.
O Marrocos se tornou um dos principais exemplos desse movimento. A federação marroquina intensificou, nos últimos anos, um processo estruturado de recrutamento de atletas com dupla nacionalidade, buscando talentos em ligas europeias. Casos como o de Brahim Díaz, que optou por defender o país africano ao invés da Espanha, ilustram essa estratégia.
Apesar da evolução, nenhuma seleção africana conquistou a Copa do Mundo até hoje. O melhor desempenho segue sendo o quarto lugar do Marrocos em 2022.

Foto: Reprodução / Federação Senegalesa de Futebol.
Outras campanhas de destaque incluem:
- Camarões (quartas de final, 1990)
- Senegal (quartas de final, 2002)
- Gana (quartas de final, 2010)
No cenário continental, diversas seleções classificadas possuem títulos relevantes da Copa Africana de Nações, como:
- Egito (maior campeão, com 7 títulos)
- Camarões (5 títulos)
- Gana (4 títulos)
- Nigéria (3 títulos)
- Costa do Marfim (3 títulos)
- Argélia (2 títulos)
- Marrocos (1 título recente)
Entre os classificados para 2026, Egito, Gana, Argélia, Tunísia, Marrocos e Costa do Marfim carregam tradição em títulos continentais.
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