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rainha do sul
A Ordem dos Advogados do Brasil (OAB) suspendeu o registro profissional de Poliane França Gomes, apontada pelas investigações como advogada de uma facção criminosa na Bahia e considerada um dos nomes mais perigosos do tráfico no Nordeste. Conhecida como “Rainha do Sul”, ela está presa desde novembro do ano passado, assim como outras 13 pessoas, após uma operação policial.

Foto: Reprodução / CNA OAB
Em nota enviada ao Bahia Notícias, a OAB afirmou que o processo disciplinar tramita em sigilo e não pode comentar sobre o assunto.
Veja nota na íntegra:
A Lei Federal nº 8.906, de 4 de julho de 1994, em seu artigo 72, parágrafo 2º, determina que "O processo disciplinar tramita em sigilo, até o seu término, só tendo acesso às suas informações as partes, seus defensores e a autoridade judiciária competente." Deste modo, o Tribunal de Ética e Disciplina (TED) da OAB-BA está proibido por lei de se manifestar sobre processos disciplinares que porventura estejam tramitando, até o seu trânsito em julgado.
Em janeiro deste ano, a Polícia Civil concluiu o inquérito e solicitou ao Ministério Público da Bahia (MP-BA) que recomendasse a manutenção da prisão da advogada e de todos os detidos na operação. O órgão acatou o pedido e ofereceu denúncia à Justiça.
De acordo com as investigações, Poliane França manteve relacionamento íntimo com o chefe do grupo criminoso, que está preso desde 2013 no Presídio de Segurança Máxima de Serrinha, cidade a cerca de 190 km de Salvador. A Polícia Civil informou que ela era responsável por transmitir ordens estratégicas, reorganizar territórios, articular cobranças e manter a comunicação direta entre internos do presídio e lideranças externas.
Segundo informações apuradas pela TV Bahia, o líder da facção com quem ela tinha envolvimento amoroso é Leandro de Conceição Santos Fonseca, conhecido como “Shantaram”. Durante o cumprimento do mandado de prisão da advogada, policiais apreenderam um colar com as iniciais “RS” cravejadas em diamantes e o apelido “Querido”, atribuído ao chefe da facção Bonde do Maluco, em ouro. Também foi encontrado um colar com a imagem de um leão e a seguinte frase: “muitos nasceram para viver na selva e eu para ser o rei com minha rainha”. Na casa da suspeita, ainda foram localizados R$ 190 mil em espécie e uma máquina de contar dinheiro.
O Ministério Público do Estado da Bahia (MP-BA), por meio do Grupo de Atuação Especial de Combate às Organizações Criminosas (Gaeco), ofereceu denúncia contra uma advogada na última terça-feira (20). A denunciada, conhecida pelo apelido a "Rainha do Sul", é acusada de integrar organização criminosa armada, tráfico de drogas e lavagem de dinheiro e envolvimento com grupos criminosos.
Segundo informações da Gaeco, essa advogada exercia papel central na estrutura do grupo, atuando como o elo de comunicação entre o líder da organização — atualmente custodiado no sistema prisional de Serrinha — e os membros em liberdade.
Imagem da sede do conjunto penal de Serrinha | Foto: Reprodução / SEAP
A investigação aponta ainda que ela utilizava as prerrogativas da profissão para transmitir ordens, ameaças e orientações estratégicas da facção, além de intermediar cobranças e administrar recursos financeiros provenientes do comércio ilícito.
As apurações foram iniciadas pelo Departamento Especializado de Investigação e Repressão ao Narcotráfico (Denarc). O inquérito identificou uma organização estruturada, com divisão de tarefas e hierarquia definida, com atuação contínua no tráfico de entorpecentes e comércio de armas.
Informações do Ministério Público confirmaram a materialidade dos delitos e a existência da organização voltada à obtenção de vantagens patrimoniais. O grupo coordenava as atividades por meio de aplicativos de mensagens, onde controlava o fluxo financeiro e arrecadava valores periódicos entre os membros, sistema conhecido como “caixinha”.
A denúncia detalha ainda que a advogada utilizava pessoas interpostas para a lavagem de capitais. Parte dos recursos ilícitos era convertida em joias de alto valor, que foram apreendidas em posse da denunciada durante as fases da operação.
Curtas do Poder
Pérolas do Dia
João Roma
"É possível. Cabe lembrar que a eleição foi muito antecipada esse ano. O prazo de 4 de abril, no qual nós já manifestamos e anunciamos uma chapa de pré-candidatos, na verdade era um período crucial para a filiação dos partidários. Mas a definição formal, burocrática, se dá no final de julho, quando se encerram as convenções partidárias".
Disse o ex-ministro da Cidadania, João Roma (PL), apontou a possibilidade do pré-candidato ao Governo da Bahia, ACM Neto (União), anunciar apoio e participar de palanque de candidatos que possam derrotar o presidente Luiz Inácio Lula da Silva, da presidência da República.