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racismo na bahia
Dois irmãos foram presos acusados de tortura e injúria racial contra um jovem em Livramento de Nossa Senhora, no Sertão Produtivo, Sudoeste baiano. Os suspeitos foram detidos na tarde desta quarta-feira (22) após a Justiça expedir os mandados de prisão preventiva.
Segundo o Achei Sudoeste, parceiro do Bahia Notícias, as investigações apontam que os suspeitos teriam utilizado um ferro quente para causar lesões nas nádegas de um jovem negro com deficiência auditiva, que trabalhava para os investigados.
Em entrevista ao site, o delegado Antônio Cláudio, que apura o caso, informou que os investigados são irmãos e pertencem a uma família conhecida no município. No relato, o delegado declarou que durante a ação, um dos suspeitos teria imobilizado a vítima enquanto o outro cometia a agressão com o objeto aquecido.
A motivação do crime, segundo a polícia, estaria relacionada a um ato de violência sem justificativa aparente. As prisões foram determinadas no âmbito de inquérito policial que apura os crimes de lesão corporal, tortura, racismo, discriminação por cor ou raça e injúria racial.
Ainda segundo informações, a vítima compareceu à delegacia e foi submetida a exame de corpo de delito, que atestou a gravidade das lesões. O caso segue sob apuração.
O Sindicato dos Policiais Rodoviários Federais no Estado da Bahia (SINPRF-BA) divulgou nota oficial neste domingo (5) a respeito do caso em que um capitão da Polícia Militar acusa uma policial rodoviária federal de injúria racial. O caso ocorreu durante um campeonato esportivo juvenil neste domingo (5) em Feira de Santana e envolveu a policial rodoviária Michele Alencar, de 44 anos, presa na ocasião.
Segundo o Acorda Cidade, parceiro do Bahia Notícias, em nota, o SINPRF-BA afirmou que acompanha o caso desde o início e que segue oferecendo apoio jurídico e institucional à servidora. A entidade destacou que todas as medidas estão sendo tomadas com base nos princípios da presunção de inocência, do devido processo legal e da ampla defesa.
Conforme o sindicato, os elementos já colhidos indicam que a policial “jamais proferiu qualquer palavra ou atitude de cunho racista”. O texto afirma ainda que Michele Alencar e familiares “foram vítimas de agressões físicas e verbais”, fato que teria sido comprovado por exame de corpo de delito e registrado em vídeos.
A nota também chama atenção para que o relato do policial militar seria confirmado por pessoas que, de acordo com o sindicato, participaram das supostas agressões contra a servidora. O SINPRF-BA defende uma apuração “criteriosa, imparcial e isenta” dos fatos.
A entidade criticou ainda a postura do policial militar envolvido no caso, afirmando que sua função seria garantir a segurança e evitar conflitos, mas que houve “excessos e atitudes que contribuíram para o agravamento da situação”.
No final da nota, o sindicato declarou que “repudia toda e qualquer forma de discriminação, mas igualmente rechaça qualquer tentativa de inverter a condição de vítima e antecipar julgamentos sem a devida análise técnica e probatória”, diz o comunicado.
SESI
Em nota, o Sesi se pronunciou sobre o ocorrido e lamentou a situação. Segundo a assessoria do local, o Sesi não era responsável pelo evento que culminou na acusação de injúria racial.
"No último domingo (5), a unidade Sesi Feira de Santana cedeu sua quadra esportiva para a realização de um campeonato estudantil, quando foi registrado um conflito entre dois adultos na arquibancada. Mesmo não sendo responsável pelo evento, o Sesi Bahia lamenta o ocorrido e reafirma seu repúdio à violência em suas mais diversas formas. A entidade reitera seu compromisso com os valores estabelecidos em seu Código de Conduta Ética, que coíbe toda e qualquer prática de desrespeito ao indivíduo", diz a nota. (Atualizado às 12h37)
Curtas do Poder
Pérolas do Dia
Luiz Inácio Lula da Silva
"Eu fiquei triste, porque ele não foi derrotado por incompetência jurídica, porque ele é um dos melhores advogados desse país, ele foi derrotado por uma questão simplesmente política. E o que vai acontecer? Eu vou mandar o Messias outra vez. Por respeito à função presidencial, sou eu que indico".
Disse o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) ao confirmar que vai enviar ao Senado o nome do advogado-geral da União, Jorge Messias, para a vaga do Supremo Tribunal Federal (STF). O AGU teve sua primeira indicação rejeitada no Senado no último dia 29 de abril.