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quarto mandato
O governo vem anunciando medidas para tentar reverter o quadro de desaprovação em alta do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, mas, até aqui, os números não cedem e não demonstram sinal de virada. Essa análise foi feita pela pesquisa Meio/Ideia, ao apresentar os números sobre a avaliação a respeito do governo Lula.
O levantamento revelou um aumento na desaprovação do presidente Lula da última pesquisa, em abril, para esse mais recente de maio, quando a avaliação negativa subiu de 51% para 53%. Já a aprovação ao trabalho do presidente caiu de 45% para 44%.
Confira abaixo a avaliação do terceiro mandato do líder petista:
Ótimo - 11%
Bom - 20,5%
Regular - 21%
Ruim - 14%
Péssimo - 32,3%
Não sabe - 1,2%
A região onde Lula recebeu o maior percentual de menções “ótimo” foi no Nordeste, com 18,3%. Já a menção “péssimo” teve seu pior índice na região Centro-Oeste, com 43,3%.
Em outro recorte da pesquisa, o Meio/Ideia perguntou aos seus entrevistados se o presidente Lula merecia um novo mandato. Um total de 52% disseram que Lula não merece conquistar o seu quarto mandato, enquanto 44% afirmaram que sim.
A região Nordeste foi a única em que mais pessoas disseram que Lula merece um novo mandato, com 57,8% marcando essa opção. A região que mais rejeitou um novo mandato do líder petista foi a Centro-Oeste, com 65,8% rejeitando o quarto mandato de Lula.
O levantamento Meio/ideia entrevistou 1.500 pessoas entre os dias 1º e 5 de maio. O nível de confiança é de 95% e o protocolo no TSE é BR-05356/2026.
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) anunciou que disputará as eleições presidenciais brasileiras em 2026 durante encontro oficial com o presidente indonésio Prabowo Subianto.
Na madrugada desta quinta-feira (23), os dois líderes assinaram diversos memorandos e acordos de cooperação em Jacarta, capital da Indonésia, abrangendo setores como agricultura, energia, comércio, educação, defesa, ciência e tecnologia.
Os documentos firmados entre Brasil e Indonésia buscam intensificar as relações bilaterais entre os países, que juntos representam um mercado de quase 500 milhões de habitantes. A aproximação ocorre em um contexto de busca por maior autonomia comercial e fortalecimento do multilateralismo.
Durante o encontro, os presidentes discutiram temas como a situação em Gaza, reforma do Conselho de Segurança da ONU e o papel do Brics. Ambos manifestaram posições alinhadas sobre questões internacionais, incluindo os conflitos no Oriente Médio e na Ucrânia.
O intercâmbio comercial entre Brasil e Indonésia apresentou crescimento expressivo nas últimas duas décadas. Os valores saltaram de US$ 2 bilhões para US$ 6,5 bilhões nesse período. A Indonésia ocupou a quinta posição entre os principais destinos das exportações do agronegócio brasileiro em 2024.
"É quase inexplicável, para as nossas sociedades, como é que dois países importantes no mundo, como Indonésia e Brasil, com quase 500 milhões de habitantes, só tenham um comércio de US$ 6 bilhões. É pouco", afirmou Lula durante o encontro.
O presidente brasileiro também destacou: "Por isso, vamos fazer um esforço muito grande para trabalhar muito para que Indonésia e Brasil se transformem em dois parceiros fundamentais na geografia econômica do mundo", acrescentando que os dois países são "nações determinadas a assumir o lugar que nos corresponde em uma ordem em profunda transformação".
O presidente Prabowo indicou que existe potencial para que o comércio bilateral alcance US$ 20 bilhões nos próximos anos. Como parte dos esforços para fortalecer os laços entre as nações, o presidente indonésio anunciou a inclusão do português entre as línguas prioritárias do sistema educacional de seu país.
Em seu discurso, Lula defendeu que Brasil e Indonésia possam utilizar suas próprias moedas nas transações comerciais bilaterais. "Indonésia e Brasil não querem uma segunda Guerra Fria. Nós queremos comércio livre. E, mais ainda: tanto a Indonésia quanto o Brasil têm interesse em discutir a possibilidade de comercialização entre nós dois ser com as nossas moedas", declarou.
Sobre a governança global, o presidente brasileiro defendeu uma reforma integral do Conselho de Segurança da ONU para resolver a "falta de representatividade e presente paralisia" da entidade, e ressaltou a "importância crescente do Brics como plataforma de defesa dos interesses de desenvolvimento do Sul Global".
Em relação à situação no Oriente Médio, Lula declarou: "Nossos governos estão unidos contra o genocídio em Gaza e continuarão a defender a solução de dois Estados como único caminho possível para a paz no Oriente Médio". Prabowo concordou, mencionando que os dois países têm "comportamentos semelhantes em assuntos como os dos conflitos na Palestina e na Ucrânia".
Na área de cooperação para o desenvolvimento, Lula mencionou: "Além disso, sabemos que não há desenvolvimento sustentável sem superar a fome e a pobreza. A Aliança Global contra a Fome e a Pobreza, lançada durante a presidência brasileira do G20, contou desde o início com o apoio da Indonésia".
Ao confirmar sua candidatura para as eleições de 2026, Lula afirmou: "Vou disputar um quarto mandato no Brasil. Digo isso porque ainda vamos nos encontrar muitas vezes. Esse meu mandato só termina em 2026, no final do ano. Mas eu estou preparado para disputar outras eleições e tentar fazer com que a relação entre Indonésia e Brasil seja por demais valorosa".
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Luiz Inácio Lula da Silva
"Eu fiquei triste, porque ele não foi derrotado por incompetência jurídica, porque ele é um dos melhores advogados desse país, ele foi derrotado por uma questão simplesmente política. E o que vai acontecer? Eu vou mandar o Messias outra vez. Por respeito à função presidencial, sou eu que indico".
Disse o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) ao confirmar que vai enviar ao Senado o nome do advogado-geral da União, Jorge Messias, para a vaga do Supremo Tribunal Federal (STF). O AGU teve sua primeira indicação rejeitada no Senado no último dia 29 de abril.