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O deputado federal Valmir Assunção (PT) afirmou que a saída do senador Angelo Coronel (PSD) da base do governador Jerônimo Rodrigues (PT) não deve provocar impacto político-eleitoral no grupo governista. A declaração foi dada nesta sexta-feira (13) ao Bahia Notícias ao comentar o cenário político na Bahia e o alinhamento partidário para a eleição deste ano. Assunção participa da saída do bloco afro Olodum, no Circuito Batatinha, no Centro Histórico de Salvador.
“Mas eu não vejo nenhum grande prejuízo político-eleitoral à saída de coronel, porque o PSD continua com o governo Jerônimo e com o presidente Lula. O PSD continua da base. Então não vejo nenhum impacto”, disse Assunção ao BN.
O deputado relembrou que, na última eleição estadual, o grupo liderado por João Leão (PP) deixou a base, mas, ainda assim, o atual grupo político saiu vitorioso. “Ele [Coronel] ir para o apoio a ACM Neto é como se já tivesse ido no passado”, declarou ao sugerir o passado do senador, que começou na política na base do carlismo, que era liderado por ACM, avô do ex-prefeito da capital baiana.
O deputado frisou que o foco do grupo deve ser a entrega de políticas públicas no primeiro semestre. Entre as ações citadas está a entrega de mais de 100 viaturas para a Polícia Civil, como reforço na área de segurança pública.
Valmir Assunção confirmou ainda a presença do presidente Lula em Salvador neste sábado (14) durante o carnaval de Salvador. “É uma demonstração de respeito e de carinho que o presidente Lula tem pelo povo da Bahia. Esteve no encontro sem terra no dia 23 de janeiro, esteve agora nas comemorações dos 46 anos do PT e vai estar no carnaval participando, confraternizando com a população baiana e brasileira aqui em Salvador. Isso para nós é importante”, finalizou.
O governador Jerônimo Rodrigues (PT) preferiu, neste sábado (31), não comentar o anúncio de saída do senador Angelo Coronel do PSD e de apoio ao governo do estado. Jerônimo declarou que vai ouvir o líder do PSD no senado, Otto Alencar, antes de emitir uma opinião.
"Eu estou montando ainda a reforma do governo, conversando com os partidos. Como vão ser as montagens das chapas. Eu vou optar por ouvir do senador Otto Alencar, a manifestação dele, para a gente poder tomar as nossas iniciativas", disse ao jornalista Victor Pinto na tarde deste sábado (31).
O governador também afirmou que não discutiu a situação de Coronel com o filho do senador, o deputado federal Diego Coronel, também do PSD e que pode também deixar a legenda.
Questionado sobre a repercussão de uma possível troca na cabeça de chapa para a eleição deste ano, Jerônimo negou as especulações.
"Isso não interessa à gente. O foco é a consolidação do grupo. Estive ontem com Rui Costa, Jaques Wagner, em Jequié, com o prefeito Zé Cocá, em um ambiente positivo para a continuidade da união do grupo, com minha liderança na construção política e como candidato", declarou.
O deputado federal baiano e líder do PSD na Câmara dos Deputados, Antonio Brito, é visto como candidato natural na sucessão a Arthur Lira (PP). Segundo a Coluna de Guilherme Amado no Metrópoles, parceiro do Bahia Notícias, a aposta é que, ao contrário da eleição deste ano, em que Lira foi praticamente candidato unânime, a próxima eleição será, realmente, disputada, com candidatos de vários partidos, agregando apoio.
Ainda segundo o colunista, integrantes do PSD esperam que haja um enfraquecimento do grupo de Lira nos próximos anos, o que favoreceria Brito. Há dois motivos: o fim do orçamento secreto e as investigações da Polícia Federal (PF) que miram o entorno do presidente da Câmara.
Amado ainda destaca que o PSD é mais próximo do governo Lula do que o PP de Lira, com três ministérios. Além disso, a agremiação tem afinidade com bancadas de esquerda, além de partidos de centro-direita, como PSDB, MDB e Cidadania.
Curtas do Poder
Pérolas do Dia
Ciro Nogueira
"Tentam parar de todas as formas quem lidera as pesquisas de intenção de votos. Isso aconteceu comigo em 2018, faltando 15 dias para a eleição".
Disse o presidente nacional do partido Progressistas e senador piauiense Ciro Nogueira se pronunciou após ser alvo de uma operação da Polícia Federal (PF) que apura suposto envolvimento do parlamentar com o Banco Master, instituição ligada a um esquema de fraudes.