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Para quem já dava como "martelo batido e ponta virada" a manutenção do comando do PSB da Bahia com a deputada federal Lídice da Mata e garantia de apoio à reeleição de Jerônimo Rodrigues (PT), o cenário ainda pode ser alterado. De acordo com apuração do Bahia Notícias com lideranças partidárias envolvidas no processo, o cenário político em Pernambuco ainda pode interferir em terras baianas.
O imbróglio nasce da indefinição do PT pernambuco, que mantém diálogos com o prefeito de Recife e presidente nacional do PSB, João Campos, ao tempo em que conversa com a governadora Raquel Lyra (PSD), candidata à reeleição. No centro do debate está o senador Humberto Costa (PT), que fala publicamente do apoio à candidatura de João Campos, mas flerta nos bastidores com Raquel Lyra.
O PSB já estava com alvo demarcado na Bahia após a saída do senado Angelo Coronel do PSD, após a negativa do grupo em autorizar que o senador concorresse a reeleição. Em um primeiro momento, o PSB poderia abrir a família Coronel para que o clã permanecesse na base aliada do governador Jerônimo Rodrigues. Entretanto, outro caminho passou a ser desenhado diante desse flerte do PT e do governo federal com a candidatura à reeleição da governador do PSD. Coronel surgiria como liderança para comandar a legenda no estado, caso se confirmem os desencontros na disputa eleitoral em Pernambuco. O senador surgiria como "alternativa" a deputada federal Lídice da Mata, atual presidente.
Em visita recente à capital baiana, durante o evento em comemoração aos 46º aniversário do Partido dos Trabalhadores, João Campos evitou falar abertamente sobre eventuais reações à aproximação do entorno de Luiz Inácio Lula da Silva e Raquel Lyra. Apesar disso, uma "guerra fria" teria sido instaurada, mantendo o assunto em "stand-by". Após o evento, setores diversos cogitaram a migração de Humberto Costa para integrar a chapa de Lyra e tentar renovar o mandato. O movimento não teria agradado Campos.
Em compasso de espera, a oposição na Bahia analisa os cenários possíveis para o partido. Com a incerteza sobre o comando da sigla ainda pairando, o grupo já estuda um plano de alocação de candidatos a deputado federal na legenda, a exemplo de Diego Coronel, filho do senador Angelo Coronel. Além disso, outro nome que também poderia ser incluído seria o do deputado federal Leo Prates, que está de saída do PDT e, por enquanto, tende a migrar o Republicanos.
PARTIDO ARRUMADO
Nos últimos meses, o partido foi reorganizado para disputar o pleito de 2026. Houve a especulação de que o deputado federal Mário Negromonte Jr. poderia ser um dos nomes, mas a filiação não avançou. O partido atualmente possui somente a presidente estadual do PSB, Lídice da Mata, com cadeira na Câmara dos Deputados e almeja a ampliação dela. Na lista proporcional dos socialistas para a Câmara, além de Lídice, devem ser apresentados nomes como Vitor Bonfim (PV), Danilo Henrique Jr. e o ex-comandante do Corpo de Bombeiros, Adson Marquezini. Outro nome discutido seria ainda a da petista Elisângela Araújo.
Já na chapa para concorrer uma cadeira na Assembleia Legislativa da Bahia (AL-BA), a legenda pode confirmar a migração de parte dos egressos do PP. Entre eles, nomes como Niltinho, Antonio Henrique Jr., Eduardo Salles, Hassan Youssef, estão apalavrados para também migrar para o PSB.
A organização das chapas que irão buscar a eleição de vereadores em 2024, inclusive na capital baiana, já começou. Tentando ampliar a bancada em Salvador, o PSB, que é presidido na Bahia pela deputada federal Lídice da Mata, tem encontrado dificuldades, inclusive por conta do partido não integrar uma federação. Atualmente o PSB de Salvador conta apenas com o mandato do vereador Sílvio Humberto.
"Não é o que eu gostaria, é o que é possível, nós temos hoje um vereador. Já tivemos dois, já tivemos três, mas neste momento, sem federação é mais difícil para nós. Estamos com um projeto, um planejamento para tentar eleger três vereadores, mas não é uma tarefa fácil. Mas, se fosse fácil, também não nos interessava, porque nós precisamos de desafios para crescer, então nós temos que montar uma chapa sozinhos, porque não estamos em uma federação", comentou ao Bahia Notícias.
Segundo Lídice, existe a necessidade de definir que os partidos não sejam "antropófagos" dentro do próprio prisma político. "Para os que não estão em uma federação é difícil e é principalmente um momento em que precisamos definir que nós não vamos virar antropófagos, cada um tentando tirar uns dos outros, vamos trazer novas lideranças, que é o que nos interessa, então eu acho que o PSB tem condição de fazer uma bancada", disse.
Curtas do Poder
Pérolas do Dia
Geraldo Alckmin
"Quem defende ditadura não deveria ser candidato".
Disse o vice-presidente Geraldo Alckmin, durante sua despedida do Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços ao indicar ter ficado “honrado” com o convite do presidente Luiz Inácio Lula da Silva para compor novamente a chapa nas eleições de 2026, e também fazer duras críticas ao principal adversário do atual governo, o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ).