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O deputado federal Mário Negromonte Júnior (PSB) disse que o convite para a deputada Lídice da Mata (PSB) ficar na condição de primeira suplência do senador Jaques Wagner (PT) ainda não foi definida pelo partido. Caso, a proposta avance, ele declarou que vai apoiar.
No final do mês passado, o Bahia Notícias contou que aliados do senador já apontavam que a deputada teria sido procurada e correspondido ao convite.
"A gente não ampliou isso dentro do partido, mas se foi feito o convite e ela aceitou. Ela é um grande nome. Foi senadora, prefeita, primeira prefeita da capital e é uma pessoa que a gente tem um carinho muito grande. A gente chegou a conversar sobre isso e eu disse a ela, 'olha, a decisão que você tomar, eu estarei do seu lado, Lídice', disse Negromonte Júnior ao Bahia Notícias.
O deputado participa nesta terça-feira (16) da sabatina de Camila Vasquez, companheira dele, para uma vaga no Tribunal de Contas dos Municípios (TCM), que ocorre na Assembleia Legislativa da Bahia (AL-BA).
Ainda na conversa com o BN, o deputado se mostrou confiante no crescimento do PSB nas eleições deste ano, conseguindo chegar a 30 deputados federais eleitos, sendo três deles na Bahia, e passando da cláusula de barreira, que trata do desempenho dos partidos e garante direito ao fundo partidário e ao tempo de rádio e TV, por exemplo.
"Eu acredito que o PSB vai atingir a cláusula de barreira, passando de 20 para 30, esse é um número que deixa numa zona de conforto", disse ao BN. O deputado citou alguns nomes que podem obter sucesso no pleito deste ano. "O partido tem bons candidatos. Tem a deputada Elisângela, que também veio ao partido. Tem Vitor Bonfim, a própria Lídice, além da minha candidatura. Para estadual tem o vereador Silvio Humberto e o Professor Marinho", elencou.
Para quem já dava como "martelo batido e ponta virada" a manutenção do comando do PSB da Bahia com a deputada federal Lídice da Mata e garantia de apoio à reeleição de Jerônimo Rodrigues (PT), o cenário ainda pode ser alterado. De acordo com apuração do Bahia Notícias com lideranças partidárias envolvidas no processo, o cenário político em Pernambuco ainda pode interferir em terras baianas.
O imbróglio nasce da indefinição do PT pernambuco, que mantém diálogos com o prefeito de Recife e presidente nacional do PSB, João Campos, ao tempo em que conversa com a governadora Raquel Lyra (PSD), candidata à reeleição. No centro do debate está o senador Humberto Costa (PT), que fala publicamente do apoio à candidatura de João Campos, mas flerta nos bastidores com Raquel Lyra.
O PSB já estava com alvo demarcado na Bahia após a saída do senado Angelo Coronel do PSD, após a negativa do grupo em autorizar que o senador concorresse a reeleição. Em um primeiro momento, o PSB poderia abrir a família Coronel para que o clã permanecesse na base aliada do governador Jerônimo Rodrigues. Entretanto, outro caminho passou a ser desenhado diante desse flerte do PT e do governo federal com a candidatura à reeleição da governador do PSD. Coronel surgiria como liderança para comandar a legenda no estado, caso se confirmem os desencontros na disputa eleitoral em Pernambuco. O senador surgiria como "alternativa" a deputada federal Lídice da Mata, atual presidente.
Em visita recente à capital baiana, durante o evento em comemoração aos 46º aniversário do Partido dos Trabalhadores, João Campos evitou falar abertamente sobre eventuais reações à aproximação do entorno de Luiz Inácio Lula da Silva e Raquel Lyra. Apesar disso, uma "guerra fria" teria sido instaurada, mantendo o assunto em "stand-by". Após o evento, setores diversos cogitaram a migração de Humberto Costa para integrar a chapa de Lyra e tentar renovar o mandato. O movimento não teria agradado Campos.
Em compasso de espera, a oposição na Bahia analisa os cenários possíveis para o partido. Com a incerteza sobre o comando da sigla ainda pairando, o grupo já estuda um plano de alocação de candidatos a deputado federal na legenda, a exemplo de Diego Coronel, filho do senador Angelo Coronel. Além disso, outro nome que também poderia ser incluído seria o do deputado federal Leo Prates, que está de saída do PDT e, por enquanto, tende a migrar o Republicanos.
PARTIDO ARRUMADO
Nos últimos meses, o partido foi reorganizado para disputar o pleito de 2026. Houve a especulação de que o deputado federal Mário Negromonte Jr. poderia ser um dos nomes, mas a filiação não avançou. O partido atualmente possui somente a presidente estadual do PSB, Lídice da Mata, com cadeira na Câmara dos Deputados e almeja a ampliação dela. Na lista proporcional dos socialistas para a Câmara, além de Lídice, devem ser apresentados nomes como Vitor Bonfim (PV), Danilo Henrique Jr. e o ex-comandante do Corpo de Bombeiros, Adson Marquezini. Outro nome discutido seria ainda a da petista Elisângela Araújo.
Já na chapa para concorrer uma cadeira na Assembleia Legislativa da Bahia (AL-BA), a legenda pode confirmar a migração de parte dos egressos do PP. Entre eles, nomes como Niltinho, Antonio Henrique Jr., Eduardo Salles, Hassan Youssef, estão apalavrados para também migrar para o PSB.
A organização das chapas que irão buscar a eleição de vereadores em 2024, inclusive na capital baiana, já começou. Tentando ampliar a bancada em Salvador, o PSB, que é presidido na Bahia pela deputada federal Lídice da Mata, tem encontrado dificuldades, inclusive por conta do partido não integrar uma federação. Atualmente o PSB de Salvador conta apenas com o mandato do vereador Sílvio Humberto.
"Não é o que eu gostaria, é o que é possível, nós temos hoje um vereador. Já tivemos dois, já tivemos três, mas neste momento, sem federação é mais difícil para nós. Estamos com um projeto, um planejamento para tentar eleger três vereadores, mas não é uma tarefa fácil. Mas, se fosse fácil, também não nos interessava, porque nós precisamos de desafios para crescer, então nós temos que montar uma chapa sozinhos, porque não estamos em uma federação", comentou ao Bahia Notícias.
Segundo Lídice, existe a necessidade de definir que os partidos não sejam "antropófagos" dentro do próprio prisma político. "Para os que não estão em uma federação é difícil e é principalmente um momento em que precisamos definir que nós não vamos virar antropófagos, cada um tentando tirar uns dos outros, vamos trazer novas lideranças, que é o que nos interessa, então eu acho que o PSB tem condição de fazer uma bancada", disse.
Curtas do Poder
Pérolas do Dia
Manno Góes
"A festa baiana enfrenta hoje a forte concorrência de capitais como São Paulo. Consequentemente, os turistas de fora deixaram de vir com a mesma frequência, e o público atual tem sido sustentado pelo turismo interno, com moradores do interior da Bahia se deslocando para a capital".
Disse o músico e compositor Manno Góes analisou o atual cenário cultural da Bahia e fez reflexões sobre os desafios e a estagnação do Carnaval de Salvador, durante entrevista concedida ao programa Bahia Notícias no Ar, da rádio Antena 1 Salvador.