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professores de feira de santana
A Câmara Municipal de Feira de Santana aprovou nesta quinta-feira (23) o projeto relacionado ao pagamento dos precatórios [dívida de ente público autorizada pela Justiça]do Fundo de Manutenção e Desenvolvimento do Ensino Fundamental (Fundef) sem a inclusão de juros. A medida deve ser judicializada pela APLB sindicato, que diverge do não pagamento de juros.
Ao Acorda Cidade, parceiro do Bahia Notícias, o líder do governo na Casa, vereador José Carneiro Rocha (União), disse que a decisão segue o entendimento de outras cidades brasileiras, onde os precatórios têm sido pagos sem acréscimo de juros. Ele também afirmou que, em casos semelhantes, o Judiciário tem se posicionado favoravelmente às administrações municipais.
O vereador afirmou ainda que, com exceção de Recife e do estado do Ceará, a maioria dos pagamentos de precatórios no país ocorreu sem juros. Segundo ele, quando houve questionamentos judiciais, as decisões foram favoráveis às prefeituras. O valor estimado dos juros é de quase R$ 50 milhões. Segundo o vereador, esse montante ficará reservado em conta, aguardando definição judicial para destinação.
Apesar da aprovação do projeto, houve divergência entre vereadores. Ivamberg Lima (PT) e Silvio Dias (PT) se posicionaram contrários à medida, defendendo que o pagamento integral, incluindo juros, representa uma questão de direito e justiça.
Em contraponto à avaliação do líder do governo, a presidente da APLB em Feira de Santana, Marlede Oliveira, afirmou que a entidade pretende judicializar o caso para garantir o pagamento integral dos valores, incluindo os juros.
Durante mobilização realizada nesta quinta, denominada “Café da Educação”, a representante sindical declarou que a medida visa assegurar o cumprimento da legislação vigente. Segundo ela, a categoria tem direito ao recebimento dos valores, com base na legislação federal.
Docentes da rede municipal de Feira de Santana fizeram um protesto na manhã desta segunda-feira (31). O grupo tinha anunciado a paralisação em assembleia da APLB, realizada no dia 25 de março.
Conforme o sindicato, a prefeitura de Feira de Santana não respondeu a uma série de reivindicações, como o cumprimento do piso salarial, reserva de carga horária para os professores da Educação de Jovens e Adultos (EJA) e alteração de carga horária.
Segundo o Acorda Cidade, parceiro do Bahia Notícias, nesta segunda, os docentes iniciaram a mobilização com um café da manhã na sede da APLB. Em seguida, fizeram uma caminhada até a prefeitura e encerraram o ato na Secretaria de Educação (Seduc), onde os docentes reafirmaram a necessidade de diálogo e exigiram respostas concretas.
Ao site, a diretora da APLB de Feira de Santana, Marlede Oliveira, disse que já ocorreram cinco reuniões com o secretário de Educação, Pablo Roberto, mas até o momento não há respostas satisfatórias. Na próxima quinta-feira (2), os professores voltaram à sede da Seduc para cobrar respostas.
Ainda segundo o site, o secretário de Educação, Pablo Roberto, disse a paralisação é inadequada e que a prefeitura já atendeu algumas das reivindicações da categoria e se esforça para cumprir o que “está ao alcance”.
Curtas do Poder
Pérolas do Dia
João Roma
"É possível. Cabe lembrar que a eleição foi muito antecipada esse ano. O prazo de 4 de abril, no qual nós já manifestamos e anunciamos uma chapa de pré-candidatos, na verdade era um período crucial para a filiação dos partidários. Mas a definição formal, burocrática, se dá no final de julho, quando se encerram as convenções partidárias".
Disse o ex-ministro da Cidadania, João Roma (PL), apontou a possibilidade do pré-candidato ao Governo da Bahia, ACM Neto (União), anunciar apoio e participar de palanque de candidatos que possam derrotar o presidente Luiz Inácio Lula da Silva, da presidência da República.