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produto interno bruto
Com um quarto trimestre de desaceleração, registrando aumento de apenas 0,1% em relação ao período anterior, o Produto Interno Bruto brasileiro teve um resultado de 2,3% ao final de 2025. Em valores correntes, o PIB brasileiro de 2025 alcançou R$ 12,7 trilhões.
O resultado do Produto Interno Bruto do ano passado foi divulgado nesta terça-feira (3) pelo IBGE. O índice observado ficou abaixo do que foi verificado em 2024, quando o PIB fechou em 3,4%, a maior taxa desde 2021.
De acordo com o IBGE, três atividades econômicas foram as principais responsáveis pelo resultado final de 2025: Agropecuária (11,7%), Serviços (1,8%) e Indústria (1,4%). Em relação ao PIB per capita, o mesmo chegou a R$ 59.687,49, com um crescimento real de 1,9% frente a 2024.
O Boletim Focus, que condensa as perspectivas e estimativas de mais de uma centena de instituições financeiras do país, fechou o ano de 2025 prevendo um PIB de 2,26%. No começo de 2025, o mesmo Boletim previa um PIB de 2,02%, esse cenário teve que ser corrigido durante o decorrer do ano passado. O resultado final do ano, portanto, ficou um pouco acima do que previa o mercado.
A pesquisa do Sistema de Contas Nacionais, divulgada hoje pelo IBGE, revela que o crescimento de 11,7% na Agropecuária em 2025 decorreu, principalmente, de aumentos na produção e ganhos na produtividade de várias culturas. Os destaques foram o milho (23,6%) e a soja (14,6%), que alcançaram recordes em 2025.
Em relação ao setor industrial, o destaque positivo, segundo o IBGE, foi a extração de petróleo e gás. Outra contribuição positiva veio da Construção, que variou 0,5% no ano. Por outro lado, a Eletricidade e gás, água, esgoto, atividades de gestão de resíduos (-0,4%) e as Indústrias de Transformação (-0,2%) fecharam o ano com variações negativas.
Já o setor de Serviços seguiu aquecido em 2025, com crescimento em todas as suas atividades: Informação e comunicação (6,5%), Atividades financeiras, de seguros e serviços relacionados (2,9%), Transporte, armazenagem e correio (2,1%).
Também houve crescimento em outras atividades de serviços como Atividades imobiliárias (2,0%), Comércio (1,1%) e Administração, defesa, saúde e educação públicas e seguridade social (0,5%).
Em relação ao Consumo das Famílias, houve crescimento de 1,3% em relação a 2024, com a melhora no mercado de trabalho, o aumento do crédito e os programas governamentais de transferência de renda. Entretanto, esta taxa representa uma desaceleração em relação ao crescimento de 2024 (5,1%) devido, principalmente, aos efeitos adversos das altas taxas de juros, mantidas há alguns meses pelo Banco Central no patamar de 15% ao ano.
O volume de investimentos no país, sinalizados pela Formação Bruta de Capital Fixo, cresceu 2,9% em 2025, puxado pelo aumento da importação de bens de capital e pelo desenvolvimento de software, além da alta na indústria da Construção. Essas contribuições positivas compensaram a queda na produção interna de bens de capital.
Por fim, o IBGE constatou que a taxa de investimento em 2025 foi de 16,8% do PIB, contra 16,9% em 2024. A taxa de poupança, por sua vez, foi de 14,4% em 2025, ante 14,1% em 2024.
O PIB [Produto Interno Bruto] da Bahia registrou alta de 2,2% no terceiro trimestre deste ano em comparação ao mesmo período de 2024. O dado foi divulgado nesta quinta-feira (11) pela Superintendência de Estudos Econômicos e Sociais da Bahia (SEI) e representa um avanço de 0,4% na comparação com o segundo trimestre.
De janeiro a setembro, o estado acumula alta de 2,7%, impulsionada principalmente pelos setores de agropecuária, indústria e serviços.
PIB BAIANO EM TRIMESTRE
No terceiro trimestre, o PIB corrente da Bahia alcançou R$ 130,76 bilhões, sendo R$ 116,5 bilhões referentes ao Valor Adicionado e R$ 14,2 bilhões oriundos de impostos.
Entre os setores econômicos, Agropecuária gerou R$ 13,1 bilhões, Indústria R$ 28,2 bilhões e Serviços R$ 75,17 bilhões. No acumulado até setembro passado, o PIB chega a R$ 407 bilhões, com forte contribuição do setor de serviços.
AGROPECUÁRIA PUXA ALTA
Conforme a pasta, o setor agropecuário foi o destaque do trimestre, com expansão de 12,4%, resultado do desempenho das lavouras de cereais, algodão, culturas permanentes e pecuária.
INDÚSTRIA
A indústria avançou 0,9%, com destaque para setor extrativa: +21,3% (petróleo, gás e minerais). Outros ramos tiveram crescimentos menores, caso da Indústria de transformação +1,6% (alimentos, celulose, minerais não metálicos e refino); e Construção civil +0,2%. Já o segmento de eletricidade, gás e água registrou queda de 3,6% devido à redução na geração de energia e na distribuição de gás.
SERVIÇOS
O setor de serviços cresceu 0,9%, sustentado por Comércio +2,2%; Atividades imobiliárias +2,4%; e Outros serviços +1,1%. Entretanto, houve retração em administração pública (-0,7%) e transportes (-0,4%).
ACUMULADO NO ANO
Entre janeiro e setembro de 2025, o Valor Adicionado aumentou 2,8%, enquanto os impostos avançaram 2,3%. Os setores em destaque foram Agropecuária +10,0%; Indústria +3,0%; Serviços +1,2%.
O desempenho industrial foi impulsionado pelas áreas de transformação (+3,3%), construção civil (+2,6%) e indústria extrativa (+7,3%). Com resultados consistentes no terceiro trimestre, a economia baiana mantém ritmo positivo e fortalece as projeções de crescimento para o fechamento de 2025.
Curtas do Poder
Pérolas do Dia
João Roma
"A lei não pode ter lado político".
Disse o presidente estadual do PL na Bahia e pré-candidato ao Senado Federal pelo estado, João Roma, utilizou as redes sociais nesta sexta-feira (19) para comentar a operação de busca e apreensão realizada pela Polícia Federal (PF), com autorização do Supremo Tribunal Federal (STF), que teve como um dos alvos o senador Jaques Wagner (PT), líder do governo no Senado.