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O Canal Brasil vai exibir, pela primeira vez na TV, o filme "Amor Estranho Amor", na próxima sexta-feira (12), às 00h30. A obra tem cenas em que apresentadora Xuxa encara o papel de uma prostituta que se envolve com um menino de 12 anos.
Lançado em 1982, o filme teve sua reprodução proibida anos depois. Xuxa chegou a ser acusada de pedofilia por conta do trabalho em "Amor Estranho Amor".
Recentemente, em entrevista para o Otalab, do UOL, a apresentadora comentou sobre o filme e incentivou que a pessoas o assistissem para que entendessem que se tratava de uma ficção.
"Aquilo lá é uma ficção, não é a minha biografia. E no mundo que a gente está vivendo, as pessoas querem me atingir falando sobre o filme, e não me atinge, porque aquilo lá é uma ficção. Não gosta de mim, não tem problema. Querem me chamar de garota de programa, querem me chamar de pedófila por um filme que eu fiz quando tinha 18 anos, chamem. Aliás, gostaria que todo mundo visse o filme, é muito bom”, disse Xuxa. As informações são do site da revista Istoé.
Realizado desde 1967, pela primeira vez na história o Montreux Jazz Festival será cancelado. De acordo com informações da Folha de S. Paulo, o evento, que aconteceria em julho deste ano na Suíça, não irá acontecer este ano por causa da pandemia do coronavírus.
Em anúncio foi feito nesta sexta-feira (17), os organizadores do festival informaram que com as recomendações de higiene e isolamento social feitas pelo governo, é impossível considerar a realização de um evento como esse. “A programação planejada para este verão será parcialmente transferida para o festival do próximo ano, que acontecerá entre os dias 2 a 17 de julho”, diz nota.
Com letras que abordam temas como autoconhecimento, amor-próprio, feminismo, ancestralidade e questões sociais, as jovens Niambi Sala e Thandiwe formam o duo nova-iorquino OSHUN. O nome vem da orixá homônina, Oxum em português, e faz referência à deusa yorubá das águas doces. Ou talvez fosse melhor dizer reverência, já que elas até pedem que se escreva o nome todo em letras maiúsculas.
A aproximação com o candomblé, inclusive, é algo que se destaca no trabalho das duas, graças à influência, primeiramente, de seus familiares, conta Niambi em entrevista ao Bahia Notícias.
"Nós descendemos de pessoas com melanina que foram roubadas de suas terras e sistemática e forçadamente excluídas de sua cultura. Mas apesar desses esforços, nossas famílias nos incutiram nossa cultura africana desde o nascimento. Nós somos pessoas africanas na América. Nós somos filhas dos orixás e sempre fomos – só precisávamos nos reconectar com nossos ancestrais para lembrar", ressalta a cantora.
Neste contexto, elas estão animadas com o show em Salvador, no Commons Studio Bar, na noite deste sábado (16). Será a primeira apresentação do duo em solo baiano – a primeira passagem pelo Brasil foi em 2017 com show apenas em São Paulo. Agora, elas integram a programação do projeto Intercenas Musicais (veja aqui), que neste Novembro Negro conta ainda com shows da nigeriana Okwei Odili e da sergipana Héloa, na sexta (15).
Para Thandiwe, a forte presença do candomblé em Salvador é inspiradora, ainda que os registros de intolerância religiosa, especialmente contra as religiões de matriz africana, sejam frequentes.
Somente este ano, de acordo com o Ministério Público do Estado (MP-BA), foram feitas 165 denúncias de racismo na Bahia. Por intolerância religiosa, foram 48 ao longo de 2019. Destas, 43 foram contra religiões de matriz africana. A maioria aconteceu nos próprios locais sagrados, como monumentos e locais de culto de diferentes crenças.
Mesmo assim, Thandiwe ressalta que a cidade "é a imagem mais vívida da resiliência dos nossos ancestrais no mundo". “Nós torcemos para que um dia todas as crianças da África encontrem um lugar onde elas tenham a liberdade de expressar com orgulho as antigas tradições daqueles que vieram antes de nós”, complementa.
Uma das melhores lembranças que a dupla tem do Brasil é justamente a visita que fizeram ao “Vale dos Orixás”, o Santuário Nacional da Umbanda, em São Paulo. Neste retorno ao país, elas também pretendem “sentar aos pés” de líderes e curandeiros da comunidade do Candomblé.
Quanto à música, Thandiwe adianta que o público que garantiu ingresso para as apresentações em Salvador e na capital paulista poderá conhecer algumas novas canções.
A dupla viaja com a turnê de seu primeiro álbum, o “Bittersweet vol.1”. Antes disso, elas lançaram alguns EPs e singles, todos marcados pela mistura de hip hop e soul dentro da estética do afrofuturismo.
“Nossas principais influências são aquelas que abriram os caminhos para vivermos no nosso propósito. Em geral, são nossos parentes e familiares, lideranças políticas como Assata Shakur e Malcom X e, musicalmente, é Fela Kuti, Bob Marley, Missy Elliot, Lauryn Hill, The Soulquarians... A lista segue", cita Thandiwe.
Do Brasil, Niambi conta que algumas de suas artistas favoritas são a cantora Tássia Reis, o cantor Hodari, a banda Tuyo e o produtor Ecologyk. "Nós estamos ansiosas para aprender mais sobre a música brasileira agora que nós estamos aqui", admitiu.
Além de conhecer um pouco da atual cena musical do Brasil, elas também têm acompanhado, mesmo que de longe, a situação social do país. Com um viés político nas próprias canções, Thandiwe compara o presidente brasileiro, Jair Bolsonaro, ao norte-americano, Donald Trump: "Nós temos ouvido muita decepção do povo brasileiro sobre seu presidente. Nos EUA, nós lidamos com as consequências de um presidente sem educação e prejudicial, e pelo que pudemos compreender parece que muitos brasileiros se sentem da mesma forma. Nosso melhor conselho é deixar que esses desafios unam a juventude e as pessoas que não vão desistir da liberdade e igualdade. Essa dificuldade só fará o Brasil mais forte".
Os brasileiros ainda conhecem pouco de OSHUN, já que elas circulam na cena alternativa. Mas sem deméritos. O primeiro e o segundo lote promocionais para o show de Salvador, por exemplo, já esgotaram. Agora, os interessados em ouvir o duo ao vivo terão que pagar R$ 25 no ingresso, que pode ser adquirido pelo portal Sympla (veja aqui). De acordo com a assessoria do projeto, a casa de shows vai vender as entradas restantes por R$ 20 na hora do show.
A única recomendação é feita por Niambi: "venham hidratados, receptivos e prontos para se curar". A dupla sobe no palco a partir das 20h.
A dupla nova-iorquina Oshun vem a Salvador neste sábado (16) para um show no Commons Studio Bar. Será a primeira apresentação das jovens Niambi Sala e Thandiwe, que estão em turnê pelo Brasil, na capital baiana.
A dupla, que mescla o hip hop e o soul, faz referência à deusa yorubá das águas doces no nome. O show promete mostrar como os negros africanos e afro-americanos escravizados nos Estados Unidos também deixaram o candomblé como herança no país.
Além de Oshun, na sexta (15), a boate recebe os shows da sergipana Héloa e da nigeriana Okwei Odili.
A brasileira vai apresentar seu novo álbum, “Opará”. Lançado neste ano, o disco conta com ataques, pandeirões, acordeon, samba duro, afroreggae, afrobeat, ijexá e forró, com inspiração na produção musical afro-indígena e nordestina brasileira em diálogo com a música negra que se faz também em Cabo Verde, Angola, Cuba e Moçambique a partir da diáspora. Já a nigeriana promete um show repleto de referências africanas e jamaicanas.
Esses shows integram a programação do projeto Intercenas Musicais, que busca representar a diversidade da música. Além disso, eles dão força às celebrações do Mês da Consciência Negra em Salvador.
Os ingressos para cada dia já estão à venda, de R$ 10 a R$ 20. A aquisição pode ser feita através do portal Sympla (clique aqui) ou no local.
SERVIÇO
O QUÊ: Intercenas Musicais apresenta:
QUANDO: 15 de novembro, às 20h - Héloa e Okwei Odili | 16 de novembro, às 20h - Oshun
ONDE: Commons Studio Bar –Rua Odilon Santos, 224, Rio Vermelho, Salvador –BA
QUANTO: R$ 10 (lote promocional) / R$ 15 (lista) / R$ 20 no local
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