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prestianni
O atacante Gianluca Prestianni, do Benfica, falou publicamente pela primeira vez sobre o caso de acusação de racismo envolvendo Vinicius Junior, no confronto contra o Real Madrid, válido pelas oitavsas de final da Liga dos Campeões.
Em entrevista concedida à TV argentina Telefe, o jogador negou qualquer ofensa e afirmou que a situação teve forte impacto pessoal.
"Isso me doeu muito. Por algo que eu não disse, fui punido sem provas. Mas isso já passou. Sou muito grato à comissão técnica do Benfica, que esperou por mim até o último minuto para que eu pudesse jogar", declarou. "Nunca fiz isso", completou.
O argentino voltou a reforçar que não cometeu o ato denunciado e disse estar tranquilo quanto à própria conduta, apesar da repercussão.
"O que mais me doeu foi me acusarem de algo que eu nunca fiz. Isso foi o que mais me abalou. Mas, felizmente, estou muito tranquilo porque todas as pessoas que me conhecem sabem quem eu sou", afirmou.
Prestianni também valorizou o apoio recebido internamente no clube português. O presidente Rui Costa, em entrevista após o jogo, saiu em defesa do argentino, alegando que "ele é tudo, menos racista".
A denúncia ocorreu após um gol de Vinicius Jr., no Estádio da Luz. Durante a comemoração, o brasileiro relatou ter sido alvo de ofensa racista — o que levou o árbitro a acionar o protocolo antirracismo e interromper a partida por cerca de dez minutos.
A situação gerou confusão em campo e deslocou o foco do jogo, com clima de tensão entre jogadores e comissões técnicas até o apito final.
Após o confronto, a Uefa abriu processo disciplinar para apurar o caso. O Comitê de Ética e Disciplina ouviu os envolvidos e testemunhas. Entre os relatos, o atacante Kylian Mbappé afirmou ter escutado a ofensa direcionada ao brasileiro.
Enquanto a investigação segue em andamento, Prestianni foi suspenso preventivamente e não participou do jogo de volta, no Santiago Bernabéu.
O Benfica negou nesta quinta-feira (26) que o atacante Gianluca Prestianni tenha admitido a prática de racismo contra Vinícius Júnior durante o jogo de ida da Champions League, realizado na semana passada. A manifestação do clube contraria informação publicada pelo jornal português Correio da Manhã.
Em comunicado oficial, o clube afirmou que desmente “de forma categórica que o jogador tenha comunicado ao elenco ou à diretoria do clube ter proferido algum insulto racista” contra o atleta do Real Madrid.
Segundo a reportagem do Correio da Manhã, Prestianni teria dito a companheiros de equipe que utilizou a palavra “macaco”, alegando desconhecer o caráter racista do termo. Ainda de acordo com o jornal, o jogador teria apresentado vídeos para sustentar o argumento de que essa não seria uma ofensa racial.
Na mesma nota, o Benfica informou que o atleta “pediu desculpa aos colegas pelo incidente ocorrido durante a partida com o Real Madrid, lamentando a dimensão e as consequências do mesmo e garantindo a todos, tal como o fez desde a primeira hora, que não é racista.”
A Uefa havia aplicado uma suspensão provisória ao jogador após a denúncia de Vinícius Júnior, que relatou ter sido alvo do insulto “macaco” durante a partida. O clube português recorreu da decisão, mas o pedido foi negado, mantendo a punição.
Mesmo suspenso, Prestianni chegou a viajar com a delegação do Benfica para a Espanha, na expectativa de ser liberado para atuar. Após a confirmação da sanção, o jogador criticou a decisão da Uefa e insinuou favorecimento ao Real Madrid.
O ex-goleiro paraguaio José Luis Chilavert utilizou uma entrevista à Rádio Rivadavia para confrontar o goleiro Thibaut Courtois, do Real Madrid. O posicionamento surgiu após o belga classificar como "lamentável" o incidente envolvendo Vinícius Júnior e o argentino Gianluca Prestianni, do Benfica, em partida da Champions League.
Chilavert, que mantém a defesa de Prestianni contra as acusações de racismo, utilizou episódios da vida pessoal do goleiro europeu para rebater suas declarações sobre ética no esporte. "Lamentável é ele [Courtois] ter roubado a namorada do seu companheiro, o Kevin De Bruyne. Ele fala dos valores atuais e diz que essas coisas não deveriam acontecer, mas o Vinícius disse ao garoto, ao Prestianni, 'cagão de merd*'. E o Kylian Mbappé disse ‘cabrón racista’. Eles podem te insultar e dizer tudo, e você não pode dizer nada?", disparou o paraguaio.
O ex-jogador paraguaio estendeu seus ataques ao contexto social da Bélgica e à qualidade técnica do arqueiro do Real Madrid.
"É preciso dizer ao Courtois que a Bélgica está dominada por muçulmanos, que roubam e matam mulheres. Os valores da América do Sul são pró-família e precisam ser preservados. E dizer ainda ao Courtois que aprenda a jogar com os pés, que se aventure a sair da área e a bater faltas ou pênaltis. É um goleiro comum", concluiu Chilavert.
A manifestação ocorre em um momento de divergência sobre o que foi dito no gramado do Estádio da Luz. Enquanto Courtois e o Real Madrid condenam o racismo e a homofobia, Prestianni sustenta que houve um erro de interpretação por parte do brasileiro. O volante Aurélien Tchouameni relatou que o argentino admitiu o uso de um insulto homofóbico, mas negou a ofensa racial.
No campo jurídico, o Comitê de Controle, Ética e Disciplina da Uefa confirmou a suspensão provisória de Gianluca Prestianni por uma partida. A decisão impede a participação do meia argentino no duelo de volta contra o Real Madrid, nesta quarta-feira, 25 de fevereiro, no Estádio Santiago Bernabéu.
O time espanhol entra em campo com a vantagem de ter vencido o primeiro confronto por 1 a 0. O vencedor do duelo garante sequência nos playoffs da competição europeia, enquanto a Uefa prossegue com a investigação para determinar a extensão definitiva da punição ao atleta do Benfica.
A UEFA anunciou, nesta segunda-feira (23), a suspensão preventiva do atacante Gianluca Prestianni, do Benfica. A medida afasta o jogador argentino por uma partida das competições europeias enquanto a investigação sobre a denúncia de racismo feita por Vinicius Junior, do Real Madrid, continua em curso. O clube português confirmou que apresentará recurso contra a decisão.
A determinação da entidade ocorre após o relatório de um Inspetor de Ética e Disciplina, que apontou indícios de violação ao Artigo 14.º do Regulamento Disciplinar, referente a comportamentos discriminatórios.
Em nota oficial, a UEFA esclareceu que a suspensão de um jogo tem caráter imediato e provisório, não interferindo no veredito final que os órgãos disciplinares tomarão ao fim do processo.
O Benfica, por sua vez, manifestou-se por meio de comunicado oficial. O clube citou o histórico institucional e a figura de Eusébio para reafirmar a oposição ao racismo, mas contestou a ausência do atleta no momento atual da disputa.
"O Clube lamenta ficar privado do jogador enquanto o processo está ainda em investigação e irá apelar desta decisão da UEFA, mesmo se dificilmente os prazos em causa terão qualquer efeito prático para o jogo da segunda mão do play-off da Liga dos Campeões", informou o clube de Lisboa. Leia abaixo na íntegra:
O caso teve início no dia 17 de fevereiro, durante a vitória do Real Madrid por 1 a 0 sobre o Benfica. Após marcar o gol, Vinicius Junior comemorou próximo à torcida local e recebeu cartão amarelo. Na sequência, o brasileiro relatou ao árbitro François Letexier que Prestianni utilizou o termo "mono" (macaco, em espanhol) para ofendê-lo, ocultando a boca com a camisa.
O relato resultou na ativação do protocolo antirracismo, paralisando o confronto por dez minutos. O episódio gerou discussões entre as comissões técnicas e hostilidades nas arquibancadas até o término da partida.
O Comitê de Ética e Disciplina da UEFA analisa agora o conjunto de provas. Além das imagens de vídeo, os inspetores devem ouvir os depoimentos dos envolvidos. Entre as testemunhas em potencial está o atacante Kylian Mbappé, que declarou ter ouvido os insultos de Prestianni direcionados ao companheiro de equipe em cinco ocasiões diferentes.
A investigação segue sem um prazo definido para a conclusão, mas a suspensão atual já retira Prestianni do jogo de volta, que definirá quem avança para as oitavas de final da Champions League.
A polêmica no Estádio da Luz ganhou um novo capítulo nesta sexta-feira (20). O Benfica confirmou que está investigando dois torcedores que foram flagrados em vídeo imitando macacos em direção ao atacante Vinícius Júnior, do Real Madrid. As imagens, que viralizaram nas redes sociais, mostram a dupla com camisas do clube português fazendo gestos racistas durante o confronto da última terça-feira pela Champions League.
A punição para os envolvidos pode ser severa caso o vínculo com o clube seja comprovado. Em declaração à agência de notícias AFP, um representante do time de Lisboa foi direto sobre as consequências.
"Se forem sócios do clube, o procedimento pode levar à sua expulsão", indicou o porta-voz do Benfica.
As provas contra os torcedores ganharam força após o ex-jogador da seleção inglesa, Rio Ferdinand, compartilhar o vídeo em sua conta na rede social X (antigo Twitter). Na gravação, é possível ver claramente os dois homens gesticulando de forma preconceituosa enquanto o brasileiro estava em campo.
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— Rio Ferdinand (@rioferdy5) February 18, 2026
O episódio aumentou a pressão sobre o Benfica, que até então focava sua defesa apenas no gramado, onde outra acusação de racismo já havia interrompido a partida.
VINI JR X PRESTIANNI
A partida, que terminou com vitória espanhola por 1 a 0, já estava sob os holofotes devido a uma confusão entre Vinícius Júnior e o jovem argentino Gianluca Prestianni, de 20 anos.
Vini marcou e comemorou com sua tradicional dança diante da torcida rival. Após uma discussão generalizada, o brasileiro relatou ao árbitro que foi chamado de "macaco" por Prestianni. O jogador argentino não foi punido na hora porque tapou a boca com a camisa enquanto falava, impedindo a leitura labial.
Enquanto o Real Madrid informou ter entregue à UEFA "todas as provas disponíveis" sobre o caso, o Benfica saiu em defesa de seu atleta. Em nota, o clube português afirmou que Prestianni é "vítima" de uma "campanha de difamação". O jogador também usou o Instagram para negar qualquer insulto racial.
Agora, a UEFA conduz uma investigação oficial por "comportamento discriminatório".
O técnico do Bayern de Munique, Vincent Kompany, trouxe um tom firme ao debate sobre o racismo no futebol europeu. Em coletiva realizada nesta sexta-feira (20), o treinador belga comentou os incidentes do jogo entre Benfica e Real Madrid, defendendo a veracidade da denúncia de Vinicius Jr. e criticando duramente a reação de José Mourinho, comandante da equipe portuguesa.
Kompany, que é um dos raros treinadores negros no topo do futebol mundial, usou sua experiência para validar o sentimento do atacante brasileiro, que acusou o argentino Prestianni de injúria racial durante o duelo da Champions League.
"Reação que não pode ser fingida", disse.
Para Kompany, a forma como Vini Jr. se comportou no Estádio da Luz é a maior prova de que algo grave aconteceu. Ele refutou a ideia de que o brasileiro estaria tentando levar vantagem em uma confusão de jogo.
"Quando você analisa a jogada e como o Vini reagiu, essa reação não pode ser fingida. Dá para ver que foi uma reação emocional. Não vejo nenhum benefício para ele em ir até o árbitro e assumir toda a culpa. Naquele momento, ele achou que era a coisa certa a fazer", analisou o técnico do Bayern.
O ponto mais agudo da fala de Kompany foi direcionado a José Mourinho. Após a partida, o técnico do Benfica minimizou o caso ao criticar a comemoração de Vini Jr. e usar a figura de Eusébio, maior ídolo negro do clube português, como uma espécie de "escudo" contra acusações de racismo.
Kompany classificou a atitude como uma falha de liderança e questionou o uso histórico do ídolo do passado para silenciar uma vítima do presente:
"Para mim, o que aconteceu depois é ainda pior. José Mourinho basicamente atacou o caráter de Vini ao mencionar o tipo de comemoração dele para desmerecer o que ele estava fazendo naquele momento. Foi um erro enorme em termos de liderança. Ele disse que o Benfica não pode ser racista porque o seu maior jogador de todos os tempos foi Eusébio. Ele sabe o que os jogadores negros tiveram que passar na década de 1960? Ele estava lá viajando com Eusébio para todos os jogos fora de casa para ver o que ele sofreu? Usar o nome dele hoje para discutir com o Vini", disparou o belga.
Em 2021, Kompany viveu o problema na pele. Ele foi alvo de racismo quando treinava o Anderlecht. Sua presença como técnico do Bayern é uma exceção: um levantamento recente apontou que apenas quatro dos 96 clubes das principais ligas da Europa têm treinadores negros.
ENTENDA O EPISÓDIO EM LISBOA
A polêmica começou logo após Vini Jr. marcar o gol da vitória do Real Madrid (1 a 0). O brasileiro comemorou próximo a uma torcida organizada do Benfica, o que gerou revolta dos jogadores locais e um cartão amarelo para o atacante.
No entanto, o clima piorou quando o jogo estava parado para o recomeço. Vini Jr. denunciou ter sido chamado de "macaco" pelo jogador Prestianni. O árbitro François Letexier acionou o protocolo da UEFA, paralisando o confronto por 10 minutos sob forte tensão e objetos arremessados no gramado.
Após a derrota do Flamengo para o Lanús pela Recopa Sul-Americana, na última quinta-feira (19), o técnico Filipe Luís viu o foco da entrevista coletiva se deslocar momentaneamente do gramado argentino para a Europa. O treinador foi questionado sobre o recente caso de acusação de racismo envolvendo o atacante brasileiro Vinícius Júnior e o meia argentino Gianluca Prestianni, ocorrido durante o duelo entre Benfica e Real Madrid pela Liga dos Campeões.
Filipe adotou um tom equilibrado, separando conduta individual, mas ao mesmo tempo cobrando punições caso o crime seja comprovado.
Mesmo diante da rivalidade histórica entre brasileiros e argentinos, e logo após um jogo tenso em Lanús, o técnico rubro-negro fez questão de elogiar o país vizinho. Para ele, o episódio ocorrido em Lisboa não deve ser usado para rotular o povo argentino.
"Sempre fui muito bem tratado aqui. Adoro a Argentina, sou muito feliz aqui, muito bem recebido. Só tenho boas palavras para falar da Argentina. Um caso isolado destes não influencia nada do que penso deste país, que é tão lindo", afirmou o comandante flamenguista.
Sobre o incidente específico no Estádio da Luz, Filipe Luís comentou a dificuldade de julgamento quando não há provas audiovisuais claras, mas ressaltou que esconder a fala pode ser um indício negativo. O treinador defendeu que, se o insulto racial de fato aconteceu, o responsável deve sofrer as consequências.
"Prestianni tapou a boca, não o deveria ter feito e isso gera todo este alvoroço. Agora é a palavra de um contra o outro. É muito delicado. Se o disse, tem de pagar, mas, repito, é a palavra de um contra outro e não sou eu que posso julgar", ponderou o técnico.
Atualmente, a UEFA analisa o relatório da arbitragem e as provas enviadas pelo Real Madrid, enquanto Prestianni nega e Benfica negam a acusação.
Por enquanto, o técnico do Flamengo volta suas atenções para o Rio de Janeiro, onde precisará reverter o placar contra o Lanús na próxima semana para garantir o título da Recopa.
O argentino Gianluca Prestianni usou as redes sociais para negar qualquer atitude racista contra Vinícius Júnior durante a vitória do Real Madrid sobre o Benfica, na última terça-feira (17), em Lisboa, no Estádio da Luz, pela partida de ida dos playoffs da Liga dos Campeões. Em publicação, o jogador afirmou que houve um mal-entendido em campo e rejeitou a acusação feita pelo brasileiro.
“Quero esclarecer que em nenhum momento dirigi insultos racistas contra o jogador Vinicius Junior, que, infelizmente, interpretou mal o que pensou ter ouvido. Nunca fui racista com ninguém e lamento as ameaças que recebi de jogadores do Real Madrid”, escreveu o atleta do clube português.
A declaração veio após Vini Jr. denunciar ao árbitro francês François Letexier que teria sido chamado de “macaco” após o brasileiro marcar um golaço para abrir o placar para o Real Madrid diante do Benfica.
O árbitro interrompeu o confronto e acionou o protocolo antirracismo da Uefa, cruzando os braços em “X” e conversando com os jogadores envolvidos. Após alguns minutos de paralisação, o jogo foi retomado e terminou com triunfo merengue por 1 a 0.
Vinícius também se manifestou nas redes sociais, afirmou que episódios como esse não são novidade em sua trajetória e criticou a condução do protocolo em campo. O caso deverá ser analisado pelas autoridades da Uefa.
Curtas do Poder
Pérolas do Dia
Geraldo Alckmin
"Quem defende ditadura não deveria ser candidato".
Disse o vice-presidente Geraldo Alckmin, durante sua despedida do Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços ao indicar ter ficado “honrado” com o convite do presidente Luiz Inácio Lula da Silva para compor novamente a chapa nas eleições de 2026, e também fazer duras críticas ao principal adversário do atual governo, o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ).

