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pontuacao do tenis
Novak Djokovic voltou a defender mudanças no formato tradicional do tênis. Em fala que repercutiu nas redes sociais, o sérvio sugeriu uma alteração no sistema de pontuação da modalidade, com sets mais curtos e partidas pensadas para durar, no máximo, cerca de duas horas.
A proposta do ex-número 1 do mundo mexeria em uma das estruturas mais tradicionais do esporte. Em vez de sets disputados até seis games, Djokovic defendeu partidas com sets até quatro games. O sérvio também citou a possibilidade de acabar com a vantagem após o 40-40, usando o chamado “no-ad”, em que o game é decidido no ponto seguinte.
"A gente deveria mudar o formato da pontuação. Não jogar até seis games no set. Jogar até quatro, possivelmente sem vantagem. Manter melhor de cinco sets e deixar as partidas dentro de uma janela de duas horas. É melhor para todo mundo", afirmou Djokovic.
A ideia não significaria necessariamente o fim dos jogos em melhor de cinco sets, formato tradicional dos torneios de Grand Slam no masculino. A principal mudança estaria no tamanho de cada parcial, o que reduziria a duração média das partidas e tornaria o calendário mais previsível para atletas, torcedores, organizadores e transmissões de TV.
O modelo citado por Djokovic já foi testado em competições específicas do circuito. O Next Gen ATP Finals, torneio voltado a jovens jogadores, utiliza sets curtos até quatro games, tie-break em 3 a 3 e sistema sem vantagem. A competição costuma servir como laboratório para mudanças de regra e experiências de formato dentro do tênis profissional.
A discussão sobre a duração das partidas não é nova. Nos últimos anos, o circuito passou a conviver com duelos cada vez mais longos em Grand Slams, atrasos de programação e jogos encerrados de madrugada. Para parte dos dirigentes e atletas, partidas mais curtas poderiam ajudar o tênis a competir melhor por audiência em um cenário esportivo cada vez mais voltado para produtos de duração mais controlada.
Djokovic já havia se mostrado favorável a debates sobre mudanças no esporte em outras ocasiões. O sérvio costuma defender que o tênis preserve a tradição, mas também encontre formas de atrair novos públicos e melhorar a experiência de quem acompanha os torneios.
A proposta, no entanto, tende a dividir opiniões. Setores mais tradicionais do tênis defendem que o formato atual é parte central da identidade da modalidade, especialmente nos Grand Slams. Para esses críticos, partidas longas ajudam a valorizar resistência física, capacidade mental e viradas históricas.
Por outro lado, defensores de mudanças argumentam que o tênis precisa lidar com desafios de agenda, desgaste dos atletas e imprevisibilidade para transmissões. Com sets mais curtos, haveria menos risco de partidas ultrapassarem quatro ou cinco horas, algo comum em confrontos equilibrados no formato atual.
A fala de Djokovic ganha peso justamente por vir de um dos maiores nomes da história do esporte. Dono de 24 títulos de Grand Slam, o sérvio construiu parte de sua carreira em batalhas longas e duelos de enorme exigência física. Ainda assim, aos 39 anos, ele passa a defender um formato que poderia reduzir o desgaste e tornar o produto mais acessível ao público.
Não há, neste momento, qualquer indicação de mudança imediata nos principais torneios. Alterações estruturais no sistema de pontuação dependeriam de discussões entre ATP, WTA, ITF e os organizadores dos Grand Slams.
Curtas do Poder
Pérolas do Dia
André Viana
"Quando você tem o monitoramento nos parlatórios, onde não é possível efetuar essa difusão de tratativas, determinações por parte da liderança para o mundo aqui fora, você traz o isolamento para o crime e nos ajuda por demais no enfrentamento à criminalidade".
Disse o delegado-geral da Polícia Civil da Bahia (PC-BA), André Viana ao defender a ampliação do monitoramento nos parlatórios dos presídios de segurança máxima do estado. Em entrevista ao programa Bahia Notícias no Ar, da rádio Antena 1 Salvador, nesta sexta-feira (18), o delegado afirmou que a medida ajudaria a bloquear a comunicação entre detentos e integrantes de organizações criminosas do lado de fora das unidades prisionais.