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Em entrevista exclusiva concedida à CNN Brasil neste sábado (17), a empresária e lobista Roberta Luchsinger afirmou que ministros do governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) a procuravam pedindo auxílio para conseguir audiências com o chefe do Executivo ou para priorizar projetos e que o filho do presidente tinha acesso por "inúmeras vezes" aos ministros.
Ao ser questionada sobre quem a procurava, Roberta listou os seguintes nomes e cargos do governo federal:
- Leonardo Barchini: ministro da Educação;
- Frederico de Siqueira Filho: ministro das Comunicações;
- Swedenberger Barbosa (Berger): ex-secretário-executivo do Ministério da Saúde;
- Marco Aurélio Santana Ribeiro (Marcola): ex-chefe de gabinete da Presidência da República;
- Camilo Santana: ex-ministro da Educação (citado pela entrevistada como próximo a Fábio Luís Lula da Silva, embora sem relação direta com ela).
De acordo com Roberta, a busca por sua intermediação e a de Fábio Luís Lula da Silva (Lulinha) ocorriam por conta da "amizade e intimidade" e pelas alegadas dificuldades de acesso direto ao gabinete presidencial na época. Segundo a empresária, as solicitações variavam desde apoio para conversas e projetos sobre o uso de canabidiol até pedidos formais de agenda.
Fotos: Reprodução / CNN Brasil
Procurado pela CNN Brasil, o Ministério da Educação declarou em nota que "nunca houve qualquer discussão ou tratativa envolvendo o Ministério da Educação (MEC) com Roberta Luchsinger ou Fábio Luís Lula da Silva". O Ministério das Comunicações também se manifestou informando que "nunca houve nenhuma tratativa com Roberta ou Fábio para acesso à agenda da Presidência da República" e ressaltou que os compromissos do órgão seguem vias institucionais.
Na entrevista, Roberta declarou que o presidente Lula tinha conhecimento de sua presença nos bastidores e criticou declarações em que o chefe do Executivo afirmou não conhecê-la. Lula, em entrevistas anteriores, havia declarado que nunca esteve próximo da empresária e a classificou como "pilantra", ao passo que a assessoria da campanha petista pontuou que fotos públicas ao lado do presidente não comprovam vínculo pessoal.
A empresária e Lulinha permanecem sob investigação em inquérito que apura relações comerciais e suspeitas de tráfico de influência.
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) tem intensificado articulações com lideranças do Centrão em busca de apoios individuais para o segundo turno da eleição presidencial, diante da adesão de partidos desse espectro político à candidatura do senador Flávio Bolsonaro (PL). Nesta quinta-feira (8), Lula recebeu o presidente da Câmara dos Deputados, Hugo Motta (Republicanos-PB), no Palácio da Alvorada.
Segundo os bastidores do portal Metrópoles, a reunião ocorreu no dia seguinte ao anúncio de apoio do Republicanos à candidatura do adversário bolsonarista na segunda etapa da disputa ao Planalto. O encontro durou cerca de 45 minutos e contou com a presença do deputado federal Aguinaldo Ribeiro (PP-PB), que já se encontrava no local e permaneceu no Alvorada por cerca de 2 horas.
Ao comentar o encontro com jornalistas, Lula classificou a conversa como positiva: "Ele [Hugo Motta] vai me ajudar a ganhar as eleições", declarou o presidente. A aproximação ocorre no momento em que Lula reúne aliados para reorganizar a estratégia da campanha no segundo turno, após finalizar a primeira etapa do pleito atrás de Flávio Bolsonaro na corrida presidencial. A agenda do candidato à reeleição inclui ainda a retomada de atos políticos no Distrito Federal e no Rio Grande do Norte.
A campanha do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) à reeleição está organizando uma força-tarefa digital para reformular a atuação do candidato nas redes sociais durante o segundo turno das Eleições 2026. A medida ocorre após o petista encerrar o primeiro turno atrás do senador Flávio Bolsonaro (PL), com uma diferença de 1,87 ponto percentual.
Como parte da nova abordagem, Lula agendou para esta quarta-feira (7) uma reunião em Brasília com deputadas federais eleitas de expressivo apelo digital, como Ana Elisa (PT-MG), Erika Hilton (PSOL-SP) e Sâmia Bomfim (PSOL-SP). Em vídeo, o atual presidente convoca os estudantes:
A estudante de Direito Ana Elisa, de 21 anos, tornou-se a deputada federal mais jovem da história do país e a mulher mais votada de Minas Gerais para a Câmara dos Deputados, com 524.216 votos. Ao desembarcar na capital federal na terça-feira (6), ela se reuniu com o vice-presidente Geraldo Alckmin (PSB), que a presenteou com um par de meias estam padas com figuras de uma lula e um chuchu.
Alckmin elogiou a articulação da parlamentar e afirmou que sua presença trará diferencial à campanha nacional. Por sua vez, Erika Hilton alcançou mais de 1,5 milhão de votos em São Paulo, atingindo a marca de mulher mais votada da história para a Câmara dos Deputados.
A equipe de campanha também avalia fechar parcerias com influenciadores de esquerda. Entre os nomes previstos está o do historiador Jones Manoel (PSOL-PE), segundo deputado federal mais votado em Pernambuco e com expressiva presença nas redes, que deve ir a Brasília nesta semana para discutir a linha política e a produção conjunta de conteúdos.
Apesar das recomendações da equipe para que adote um estilo mais informal nas plataformas, Lula tem demonstrado preferência pelo modelo tradicional de campanha, priorizando comícios e entrevistas em emissoras de rádio. Em pronunciamento a aliados, o presidente declarou que faria fotos informais apenas durante momentos de descanso.
Em mensagem de áudio enviada a militantes pelo WhatsApp, Lula afirmou estar pronto para retomar os compromissos de agenda. Paralelamente, o presidente do PT e coordenador da campanha, Edinho Silva, defende uma mudança de rumo focada no reforço do legado das gestões petistas.
Além das ações digitais, a campanha concentra esforços no Nordeste, região avaliada como estratégica para a ampliação do eleitorado e busca pela virada. Lula reuniu-se na terça-feira (6) com governadores reeleitos no primeiro turno — Jerônimo Rodrigues (PT-BA), Elmano de Freitas (PT-CE) e Rafael Fonteles (PT-PI). Além dos senadores Camilo Santana (PT-CE) e o baiano Jaques Wagner (PT).
Esses aliados atuarão como coordenadores regionais para intensificar a mobilização nos estados nordestinos. As informações foram confirmadas pelo portal G1.
O presidente Lula sancionou nesta quarta-feira (23) a Lei, que cria a Política Nacional de Enfrentamento da Infecção por Papilomavírus Humano (HPV). A proposta determina um conjunto de medidas de saúde pública direcionadas à prevenção, detecção e tratamento do HPV.
A doença afeta a pele e as mucosas, tendo mais de 200 tipos. Segundo a Agência Brasil,a nova legislação estabelece a realização de campanhas de informação, ampliação do acesso ao cuidado e fortalecimento da notificação e da pesquisa científica.
No entanto, Lula vetou o trecho que previa o exame sorológico para diagnosticar o HPV. O governo alegou que o teste não é indicado para essa finalidade e, que, “não faz parte do protocolo de diagnóstico para o HPV".
De acordo com a reportagem, a gestão federal argumentou que o Sistema Único de Saúde (SUS) já oferece outras modalidades de exames diagnósticos do vírus, como a biópsia, testes citológicos e testes moleculares, também previstos no projeto que deu origem à nova legislação.
A norma entra em vigor, a partir do mês de outubro, depois de 90 dias da publicação.
Curtas do Poder
Pérolas do Dia
Geraldo Alckmin
"Nós temos que fazer a economia crescer, o PIB crescer, o emprego crescer, e segurar a despesa. Aí você melhora a relação dívida/PIB".
Disse o vice-presidente da República, Geraldo Alckmin (PSB) ao defender a realização de um ajuste fiscal, porém com foco em cortes de privilégios e "super salários", criticando a possibilidade de penalizar aposentados e a classe média.