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Antes de confirmar a saída do PSD, o senador Angelo Coronel divulgou um vídeo nas redes sociais em que aparece em tom sereno, mencionando que estaria diante de um “novo desafio”. A gravação, que antecedeu o anúncio formal, mostra o parlamentar no mar, usando óculos escuros, demonstrando tranquilidade.
Coronel divulga vídeo "vendendo" tranquilidade após confirmar saída do PSD pic.twitter.com/XO8CMqpMvG
— BN Municípios (@BNMunicipios) January 31, 2026
No vídeo, Coronel afirma buscar força e discernimento para o novo momento político. “Oi, gente. Nada como vir aqui tomar um banho de mar, pedir a proteção das águas, que me dê força, discernimento, coragem para encarar esse novo desafio. Graças a Deus, eu sou muito contrito com Deus e nada como amanhecer, clamando a Ele, que é o nosso Guia, o nosso Pai Celestial. Valeu, vem com a gente”, declarou.
A saída do senador do PSD foi confirmada neste sábado (31), em entrevista concedida ao programa Frequência News, da rádio Boa FM 96,1.
Até então, Angelo Coronel havia afirmado publicamente que só deixaria a legenda em caso de expulsão, conforme declarou nesta sexta-feira (30) ao Bahia Notícias.
Conforme o senador, a decisão de deixar o partido ocorreu após ele afirmar ter sido “limado” da chapa governista. Além de Coronel, outros nomes ligados ao grupo político dele também estariam deixando o PSD, entre eles os filhos Diego Coronel e Angelo Coronel Filho, além de João de Furão, Thiago Gileno e Luizinho Sobral.
Até a noite da sexta, a saída de Angelo Coronel do PSD era considerada improvável nos bastidores da política baiana.
O governador Jerônimo Rodrigues (PT) disse que vai esperar uma posição do PSD para se manifestar sobre a saída da base do governo do deputado estadual Cafu Barreto (PSD).
Como previsto pelo Bahia Notícias na última sexta-feira (14), Barreto oficializou nesta segunda-feira (17) o ingresso na oposição e apareceu em uma foto ao lado do ex-prefeito de Salvador ACM Neto, além do também novo oposicionista deputado estadual Nelson Leal (PP) e do ex-prefeito de Xique-Xique, no Centro Norte, Reinaldo Braga Filho (União).
Em uma entrevista para uma emissora de rádio nesta segunda, o governador declarou que não recebeu nenhum comunicado do deputado sobre o rompimento político. Jerônimo disse ainda que tratará do caso com o líder do PSD na Bahia e aliado, o senador Otto Alencar.
“Vou acreditar ou quando o deputado dialogar comigo ou quando o presidente do partido, Otto Alencar, anunciar alguma coisa ou quando eu ver alguma coisa concreta. Tenho muito apreço pelo deputado Cafu. Ele me acompanhou nas eleições. Eu até agora não tive nenhum pronunciamento oficial. Então, eu prefiro acreditar que seja especulação, mas estou disposto a ouvir o partido para saber o que está acontecendo”, disse na entrevista.
Com 47 anos, Cafu Barreto é empresário e está no PSD desde o primeiro mandato como prefeito de Ibititá, na região de Irecê, Centro Norte baiano, quando foi eleito em 2012. Ele se reelegeu em 2016, governado a cidade até 2020. Em 2022, foi eleito pela primeira vez como deputado estadual.
O ex-prefeito de Ilhéus, no Sul, Mário Alexandre [o Marão], anunciou oficialmente no último sábado (2) a pré-candidatura a deputado estadual nas eleições de 2026. O anúncio confirma o retorno de Marão ao cenário político baiano e marca uma nova fase dentro do grupo político que comanda o município há quase uma década.
Segundo o Políticos do Sul da Bahia, parceiro do Bahia Notícias, a companheira do ex-gestor, Soane Galvão, não deve disputar a reeleição para apoiar o projeto político do marido.
Em declaração pública, Soane afirmou que a escolha do nome de Mário Alexandre foi uma decisão coletiva do grupo político, visando fortalecer a representação de Ilhéus e do Sul da Bahia na Assembleia Legislativa (AL-BA).
Durante o encontro, realizado na casa dele, Marão usava uma camisa laranja, cor do Avante, partido cotado para ser a nova morada do ex-gestor, que está ainda no PSD, legenda com o maior número de prefeituras na Bahia e liderado pelo senador Otto Alencar. (Atualizado às 12h28)
Após algumas tentativas frustradas de federação e a confirmação recente da ruptura com o Cidadania, o PSDB tem outras parcerias partidárias no horizonte. Em conversas com lideranças partidárias, o Bahia Notícias apurou que tem se afunilando uma incorporação do Podemos, além de um debate futuro para a realização de uma federação com o Republicanos.
O “movimento duplo” significaria um “fôlego” para o partido, que na Bahia é presidido pelo deputado estadual Tiago Correia, tendo o deputado federal da legenda, Adolfo Viana, como o responsável pela atual federação com o Cidadania. Nacionalmente o Podemos fica sob a batuta da deputada federal Renata Abreu, tendo Heber Santana retornado ao comando na Bahia.
Alguns planos para uma nova federação têm sido traçados. Inclusive foi debatida também a federação após a incorporação com o Solidariedade, agregando mais cinco deputados federais. Apesar disso, o BN apurou que movimento de federação pode ocorrer com outro partido, o Republicanos. A manobra tem sido uma articulação atribuída ao presidente da Câmara dos Deputados Hugo Mota (Republicanos-PB).
Em recente postagem, o colunista de “O Globo”, Lauro Jardim, indicou que, definiu-se que os partidos seriam rebatizados de PSDB-Podemos até a eleição de 2026. Mas um novo nome deve surgir mais adiante, com sugestões como: Moderados ou Independentes.
Na Bahia, o novo partido teria uma bancada de quatro deputados estaduais: Laerte do Vando (Podemos), Tiago Correia (PSDB), Paulo Câmara (PSDB) e Jordávio Ramos (PSDB). Em Brasília, a bancada seria formada por dois parlamentares: Adolfo Viana (PSDB) e Raimundo Costa (Podemos). Em caso de uma federação mais ampla, com os Republicanos, a bancada na AL-BA subiria para sete nomes, com a chegada de José de Arimateia, Samuel Jr. e Juraílton Santos. Em Brasília, seriam cinco deputados federais, já que o Republicanos ainda agregaria com Márcio Marinho, Rogéria Santos e Alex Santana.
SERIA O PSD?
Um dos assuntos que movimentou Brasília foi a perspectiva de uma fusão ser concretizada entre PSDB e PSD. Com as conversas ainda enfrentando resistência, o presidente do PSD, Gilberto Kassab, já indicou existir uma trava para a gestação da ideia e apontou que o caminho a ser seguido pelos tucanos é o da incorporação partidária. Uma das figuras ativas nas articulações é o baiano Adolfo Viana, deputado federal que, além de ser presidente da federação PSDB/Cidadania na Bahia, é líder da bancada na Câmara.
Ao Bahia Notícias, o parlamentar indicou que seu partido não tem limitado conversas sobre uma possível fusão somente com o PSD. De acordo com Viana, o diálogo tem se afunilado com legendas como o MDB, Republicanos e o Podemos, em consonância com o discurso adotado desde a virada do ano pelo presidente nacional da sigla, Marconi Perillo. O movimento naufragou.
O presidente da Câmara de Vereadores de Euclides da Cunha, no Nordeste baiano, conseguiu uma liminar que o mantém pela terceira vez seguida no comando da Casa. A medida beneficia José Batista Pires Reis, o Tita da Água (PDT).
Nesta terça-feira (20), o Tribunal de Justiça da Bahia (TJ-BA), através do presidente Nilson Castelo Branco, atendeu o recurso do legislador e derrubou a suspensão do pleito que elegeu Tita da Água, ocorrido no dia 23 de maio passado. Na ocasião, o edil recebeu 7 votos a favor, houve 2 abstenções e 6 ausências [três justificadas].
A eleição para a mesa-diretora 2023-2024 em Euclides da Cunha teve sucessivas tentativas frustradas, com o chamamento para o pleito em seis dias, sendo que em cindo foram em dias consecutivos: 25, 26, 27, 28 e 29 de abril.
A recondução de Tita da Água para o terceiro mandado também estremeceu a base do prefeito Luciano Pinheiro (PDT). O próprio gestor não teria aprovado um novo mandado do correligionário e gostaria que houvesse um rodízio na presidência da Casa.
Curtas do Poder
Pérolas do Dia
Jaques Wagner
"Difícil".
Disse o senador Jaques Wagner (PT), um dos nomes que deve integrar a chapa majoritária ao avaliar o cenário atual em que existe a possibilidade do grupo ligado ao governo Jerônimo Rodrigues (PT) aceitar uma candidatura independente de um partido aliado à gestão estadual, no caso do senador Angelo Coronel (PSD).