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Respiremos fundo

Por Áureo Augusto

Respiremos fundo
Foto: Divulgação

É dezembro, quando o verão toma conta do mundo, embora ainda não tenha começado de fato, pois nesses tempos de alterações climáticas, estamos tendo momentos muito frios, diria eu, juninos.

 

Mas é verão e, consequentemente, nos aproximamos mais da natureza, praia, rios, caminhadas em trilhas, momentos preciosos com os quais nos regalamos, nos presenteamos. É um momento em que devemos internalizar que não somos à parte da natureza; e sim que somos parte da natureza. Mas do que admirar-se da beleza, ou da vontade de estar fisicamente mais forte e preparado, que nós consigamos perceber a sutil comunicação que há entre nós e o nosso entorno, o ambiente.

 

Alguns cientistas têm considerado que a quantidade enorme de problemas psicológicos, como depressão e ansiedade, tão frequentes em nossa cultura dependem em grande medida do fato de que nos afastamos de nossa vida natural; este é um momento propício para que comecemos o nosso retorno.

 

Vamos à praia, respiremos fundo aquele ar que nos enriquece, por exemplo, de iodo – o mero ar da praia já nos traz iodo ao organismo complementando aquilo que recebemos pela alimentação - mas também nos enchemos de calma. O Sol sobre a pele aumenta a quantidade de vitamina D e libera endorfinas que nos trazem prazer.

 

Não nos esqueçamos de beber mais água para que a atividade física, o calor e o Sol não nos tragam prejuízos à saúde. Que a nossa alimentação seja mais rica em frutas e legumes, para absorvermos uma grande quantidade de antioxidantes que podem contribuir para reduzir a agressão à pele dos raios ultravioletas do Sol. Numa trilha na floresta também respire mais fundo, pois já se sabe que o ar da floresta é rico em substâncias que inaladas reduzem o cortisol, hormônio ligado ao estresse.

 

Lembremos que, se adotamos hábitos de vida que vão contra a natureza, infelizmente teremos uma resposta natural de redução da nossa saúde.

 

Olhemos o mundo e as demais pessoas com mais solidariedade, onde não há maior nem menor, onde se reconhece que todos dão a sua contribuição para que as coisas aconteçam como devem acontecer; na natureza a capivara tem o seu papel, a ema também, assim como as formigas, do mesmo jeito que o tamanduá, da mesma maneira que a onça... Quando alguém falta, o todo se ressente.

 

Estabeleçamos neste verão uma relação bonita, sem dominação, com o nosso corpo, assim como com demais seres os quais contribuem para a nossa vida.

 

*Áureo Augusto é médico e naturopata

 

*Os artigos reproduzidos neste espaço não representam, necessariamente, a opinião do Bahia Notícias