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polilaminina
O médico ortopedista Djalma Amorim Jr refletiu, nesta quarta-feira (25), sobre a necessidade de intervenção e apoio a pacientes que passarem a utilizar a polilaminina no Brasil. A proteína encontrada naturalmente no corpo, voltou a ser pauta no país após trazer de volta movimentos sutis a pacientes acometidos com com lesão medular.
Os estudos são conduzidos pela cientista Tatiana Lobo Coelho de Sampaio, responsável pelo desenvolvimento inicial da tecnologia. Em entrevista ao programa Bahia Notícias no Ar, da rádio Antena 1 Salvador, ele relembrou dos atendimentos efetuados no Hospital Geral do Estado (HGE), para pacientes que sofrem algum tipo de acidente.
“A gente observa muitos acidentes de motos, ferimentos com arma de fogo e arma branca e pessoas que vêm do interior. Cada vez que se sobe mais em árvore, mais os galhos ficam finos. Nós temos no país, um desenvolvimento social não tão bom. A gente vê no HGE, um número grande de acidentes”, afirmou aos apresentadores Maurício Leiro e Rebeca Menezes.
O membro da Sociedade Brasileira de Regeneração Tecidual (SBRET), apontou que a rede de proteção realiza um trabalho diferenciado, mas ainda enfrenta limitações. Ele indicou a necessidade de descentralizar os serviços de reabilitação na Bahia.
“Posso dizer que o HGE é um hospital sensacional. Uma pena que algumas pessoas da sociedade baiana não reconheçam isso. São serviços referenciados no mundo. São médicos que operam nos melhores hospitais privados da Bahia. Sabemos que temos uma rede que faz um trabalho diferente de reabilitação, mas ainda não consegue contemplar uma quantidade excessiva. Não atendemos só pessoas de Salvador que tem um acidente, mas também de outras cidades da Bahia. O governo precisa melhorar muito nisso, descentralizando esses serviços de reabilitação”, explicou.
O médico do Serviço de Trauma Raqui-medular do HGE indicou que a rede de proteção realiza um trabalho diferenciado, mas ainda enfrenta limitações. Ele comentou ainda da necessidade de ampliação da reabilitação com avanço da polilaminina no Brasil
“Não temos um serviço de reabilitação completo para todos os municípios, mas observamos que com o avanço dessa medicação, os estados do Brasil precisarão ter uma atenção melhor neste sentido de enxergar que estará próximo a gente, a essa medicação, que estará do nosso lado”, contou.
Para o especialista, será preciso também, além do uso da polilaminina, uma ampliação dos serviços de reabilitação.
“As pessoas que fizerem uso desse produto [polilaminina] vão cobrar de seus estados o serviço de reabilitação. Precisamos antecipar, através de uma análise crítica, o que será preciso oferecer ao município, à população e aos eleitorados. O que será necessário nesses cinco anos de construção de serviço de reabilitação que possibilitem a melhora, nesses pacientes com lesão medular completa, submetidos a polilaminina, para que eles ganhem não só a medicação, mas também o movimento”, completou.
A sensação do Brasil no momento, a cientista Tatiana Lobo Coelho de Sampaio, pode ser homenageada com o título de Cidadã Baiana na Assembleia Legislativa da Bahia (AL-BA). A proposição, de autoria do deputado estadual Hilton Coelho (Psol), foi protocolada nesta segunda-feira (23) e destaca os estudos sobre a polilaminina, medicamento que vem alcançando resultados expressivos no tratamento da tetraplegia.
Tatiana, professora de histologia da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), está à frente do grupo de pesquisadores que investiga os potenciais efeitos positivos da aplicação da polilaminina na recuperação de movimentos após lesões completas na medula. A descoberta é fruto de quase 30 anos de pesquisa e tem sido tratada como uma das maiores promessas da ciência no retorno dos movimentos corporais.
“O trabalho desta mulher, mãe de três filhos e cientista que resiste às políticas de precarização da universidade, precisa ser exaltado e fortalecido. Trata-se de um marco importante para a saúde, especialmente para pessoas com lesão medular aguda e crônica. Diante de tão importante contribuição para a ciência brasileira e a esperança renovada para milhares de pessoas acometidas com lesões na medula, tanto no Brasil como na Bahia, nada mais justo que o reconhecimento público ao conceder o Título de Cidadã Baiana”, escreveu Hilton na proposta.
A polilaminina é uma substância desenvolvida a partir da proteína natural laminina, abundante na placenta, e vem sendo estudada como alternativa para auxiliar na recuperação de lesões na medula espinhal. Apesar da repercussão recente, ela ainda está em fase de pesquisa clínica e não é um medicamento aprovado para venda.
A discussão ganhou força após a pesquisadora Tatiana Sampaio, responsável pelo desenvolvimento inicial da tecnologia, afirmar que o pedido de patente feito em 2007 teria perdido validade internacional por falta de pagamento de taxas no exterior, em um período de restrição orçamentária.
Segundo a pesquisadora, a patente só foi concedida em 2025, 18 anos depois do pedido. Ainda assim, ela deve expirar em 2027, 20 anos após o pedido, o que deixaria pouco tempo de vigência no Brasil e nenhuma proteção fora do país.
A presidente da Assembleia Legislativa da Bahia (AL-BA), Ivana Bastos (PSD), parabenizou a pesquisadora Tatiana Coelho de Sampaio pelo desenvolvimento da Polilaminina, medicamento brasileiro experimental que já possibilitou a seis pacientes tetraplégicos a retomada de movimentos. A congratulação foi realizada por meio de moção protocolada nesta quinta-feira (19), a qual foi direcionada também a toda a equipe científica responsável pela pesquisa.
“Esta singela iniciativa parlamentar tem por objetivo reconhecer e enaltecer a relevante contribuição científica da Dra. Tatiana Coelho de Sampaio, bióloga, pesquisadora e professora da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), e a equipe científica que atua ao seu lado, pelo desenvolvimento da Polilaminina, inovação brasileira de grande relevância na área da medicina regenerativa”, escreveu a deputada.
A presidente da AL-BA ressaltou Tatiana como uma referência internacional na Medicina Regenerativa. Além disso, ela destacou a atuação da Polilaminina como um medicamento com “possibilidade concreta” de regeneração de movimentos em pacientes tetraplégicos.
“A Dra. Tatiana Coelho de Sampaio é referência nacional e internacional na área de biologia celular e biologia da matriz extracelular, liderando pesquisas de alto impacto científico no Instituto de Ciências Biomédicas da UFRJ. A Polilaminina atua como um verdadeiro ‘andaime molecular’, capaz de orientar o crescimento, a migração e a reconexão de neurônios, recriando condições semelhantes às observadas durante o desenvolvimento embrionário do sistema nervoso, período em que a capacidade regenerativa é naturalmente mais elevada”, disse.
“Estudos experimentais e pré-clínicos demonstraram resultados promissores, especialmente no contexto de lesões da medula espinhal, apontando para a possibilidade concreta de recuperação funcional, devolvendo esperança, dignidade e qualidade de vida a milhares de pessoas que convivem com sequelas neurológicas graves. Trata-se de uma descoberta com potencial transformador, capaz de impactar profundamente a prática médica e o futuro dos tratamentos neurológicos”, completou.
Ivana relembrou que a Bahia possui participação nos avanços da Polilaminina, com o estado recebendo a primeira aplicação do medicamento em janeiro deste ano. Segundo a presidente da AL-BA, ainda há a previsão de uma nova testagem do remédio em território baiano.
“Ressalte-se que a Bahia já integra, de forma concreta, esse avanço histórico, tendo sido realizada a primeira aplicação da Polilaminina em nosso estado na data de 13 de janeiro de 2026, fato que posiciona o território baiano como protagonista regional na etapa inicial de aplicação clínica dessa inovação científica. Há, ainda, nova aplicação prevista, reforçando a continuidade dos estudos”, contou Ivana.
A Bahia realizou nesta terça-feira (13) a primeira aplicação da polilaminina em um paciente baiano com lesão medular. O procedimento foi realizado à meia-noite, em Salvador, e foi considerado bem-sucedido pela equipe médica responsável.
O paciente é um médico baiano que sofreu um grave acidente no dia 11 de dezembro, no município de Simões Filho, enquanto se deslocava para cumprir um plantão na capital. Ele passou por uma cirurgia após ser diagnosticado com traumatismo na coluna vertebral e lesão medular na região T3–T4, condição que provocou a perda dos movimentos do peito para baixo.
De acordo com a família, diante da gravidade do quadro e da ausência de terapias regenerativas consolidadas para esse tipo de lesão, foi ingressada uma ação judicial que garantiu o fornecimento do medicamento experimental pelo laboratório Cristália.
A aplicação da polilaminina foi realizada pelos médicos Bruno Côrtes e Arthur Forte, integrantes da equipe de pesquisadores da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), responsável pelo desenvolvimento do estudo no Brasil.
A aplicação realizada na Bahia acontece poucos dias após o Ministério da Saúde e a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) anunciarem oficialmente o início do estudo clínico de fase 1 da polilaminina para o tratamento do Trauma Raquimedular Agudo (TRM).
Os estudos com a polilaminina são desenvolvidos por pesquisadores da UFRJ, sob a coordenação da professora Tatiana Sampaio, em parceria com o laboratório Cristália. O projeto recebeu investimentos do Ministério da Saúde desde a fase inicial, antes da autorização para testes em humanos.
Com a liberação da Anvisa, o estudo clínico de fase 1 será realizado inicialmente com cinco pacientes voluntários, com idades entre 18 e 72 anos, portadores de lesões agudas completas da medula espinhal torácica, entre as vértebras T2 e T10, submetidos a cirurgia em até 72 horas após a lesão. Os centros onde os estudos serão realizados ainda serão definidos.
Segundo a Anvisa, a pesquisa teve tramitação prioritária por se tratar de um projeto 100% nacional, de alto interesse público, com potencial para fortalecer a ciência, a indústria farmacêutica brasileira e a soberania científica do país.
O QUE É A POLILAMININA
A polilaminina é uma proteína naturalmente presente em diversos organismos, inclusive nos seres humanos, e está associada a processos de regeneração celular. Nesta fase inicial, o objetivo do estudo é avaliar a segurança do uso da substância, identificar possíveis riscos e estabelecer bases científicas para as próximas etapas do desenvolvimento clínico.
Curtas do Poder
Pérolas do Dia
Claudio Castro
"Operação higienizou mais de 115 vagabundos".
Disse o governador do Rio de Janeiro, Cláudio Castro (PL), ao definir a megaoperação realizada nos complexos da Penha e do Alemão em 2025. A declaração foi feita nesta segunda-feira (2), durante cerimônia do programa Segurança Presente, em meio a um discurso de balanço de gestão na área de segurança pública.