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policial penal
O Ministério Público de Sergipe abriu investigação para apurar possíveis irregularidades na custódia do policial penal Tiago Sóstenes, acusado de matar a namorada em um hotel de Aracaju. Segundo o site PA4, parceiro do Bahia Notícias, há indícios de que o custodiado tenha recebido visitas sem autorização judicial e circulado livremente pelo Hospital de Urgência de Sergipe durante o período de internação.
Ele também não estaria algemado e não teria contado com escolta adequada, além da suspeita de acesso a aparelho celular. Diante das denúncias, o MPSE questionou a falta de comunicação ao Judiciário sobre a transferência do preso para a unidade de saúde. O órgão requisitou informações detalhadas ao hospital, incluindo imagens de câmeras de segurança, e cobrou esclarecimentos da unidade prisional responsável pela custódia.
Tiago Sóstenes é apontado como principal suspeito do assassinato da empresária Flávia Barros dos Santos, ocorrido em março. De acordo com as investigações, ele teria efetuado disparos contra a vítima e, em seguida, atentado contra a própria vida.
Após o crime, o policial penal foi socorrido e levado ao hospital. Depois, foi transferido para um presídio militar e retornou ao Huse no dia 9 de abril, permanecendo internado até receber alta nesta sexta-feira (17).
As promotoras Luciana Duarte e Cláudia Daniela Franco informaram que não irão se manifestar até a conclusão das diligências solicitadas.
Em nota, a Secretaria de Estado da Saúde de Sergipe afirmou que ainda não recebeu solicitação formal do MPSE e destacou que a responsabilidade do hospital se limita ao atendimento assistencial, cabendo a custódia aos órgãos competentes. A Polícia Militar de Sergipe não comentou o caso até a última atualização, e a defesa do policial não foi localizada.
O policial penal Tiago Sóstenes Miranda de Matos, de 37 anos, recebeu alta do Hospital de Urgências de Sergipe (Huse) nesta quarta-feira (25). Ele é o principal suspeito do feminicídio da namorada, a empresária Flávia Barros, ocorrido no último domingo (22) em um hotel na capital sergipana.
Tiago estava internado desde o dia do crime com um ferimento por arma de fogo, após uma suposta tentativa de suicídio logo após a morte da vítima. O mesmo comandava um presidio em Paulo Afonso, agora exonerado.
Segundo informações apuradas pelo Pa4, parceiro do Bahia Notícias, o suspeito passou por um procedimento cirúrgico e permaneceu sob custódia hospitalar nos últimos dias. Até o momento, a Secretaria da Segurança Pública de Sergipe (SSP-SE) não informou se o investigado será encaminhado a uma unidade prisional ou se responderá ao processo em liberdade.
Sede do Conjunto Penal de Paulo Afonso | Foto: Reprodução / Google Maps
A Secretaria de Administração Penitenciária e Ressocialização da Bahia (Seap-BA) reafirmou a confirmação a exoneração de Tiago do cargo de diretor do Conjunto Penal de Paulo Afonso. Em nota, a pasta informou que o servidor possuía histórico funcional regular e não respondia a processos administrativos disciplinares até o episódio em Aracaju.
RELEMBRE O CASO
Flávia Barros, de 38 anos, era empresária em Paulo Afonso, no norte da Bahia. Segundo as investigações da Polícia Civil de Sergipe, ela foi morta com a arma funcional do policial penal dentro de um quarto de hotel no bairro Coroa do Meio. O casal havia viajado para a cidade no sábado (21) para acompanhar um evento musical.
O corpo da empresária foi sepultado na última segunda-feira (23), em Canindé de São Francisco (SE), sob forte comoção. A arma utilizada no crime foi apreendida e passa por perícia. O inquérito policial segue em andamento para esclarecer a dinâmica dos fatos e formalizar a responsabilização criminal do suspeito.
O policial penal que atirou em um motoboy foi preso temporariamente pela Justiça do Rio neste domingo (31), em Jacarepaguá. Ele é acusado de disparar contra o pé de um entregador de aplicativo. O crime ocorreu na última sexta-feira (29), durante a entrega de um pedido de comida. O momento foi gravado pela vítima. O policial foi afastado por 90 dias pela Secretaria de Administração Penitenciária (Seap), enquanto o entregador precisou de atendimento médico, mas está estável.
O agente foi identificado como José Ferrarini. Segundo as investigações, ele exigiu que a entrega fosse feita diretamente na porta de seu apartamento. O entregador, Valério Júnior, se recusou a subir, como determina a política do aplicativo. Irritado, Ferrarini desceu até a portaria e, após discutir com o trabalhador, disparou contra o pé direito da vítima, no momento em que ela começou a gravar a confusão. Relembre em vídeo:
Motoboy é baleado por cliente após se recusar a subir em apartamento pic.twitter.com/h2AW7ldxZf
— Bahia Notícias (@BahiaNoticias) August 30, 2025
No vídeo, também é possível ouvir o entregador afirmar que morava nas proximidades. Logo após o disparo, o policial diz que iria socorrê-lo. Mesmo ferido, a vítima grita por ajuda a vizinhos. Após a divulgação das imagens nas redes sociais, entregadores de aplicativo organizaram uma manifestação pedindo justiça. Veja em vídeo:
??VÍDEO: Motoboys protestam após entregador ser baleado por policial penal na Taquara
— Bahia Notícias (@BahiaNoticias) August 31, 2025
????Saiba mais:https://t.co/wFgio2ISkD
CONFIRA????????? pic.twitter.com/pZmd5sFqj1
Depois do crime, Ferrarini deixou de comparecer ao plantão na unidade onde trabalhava, vinculada à Secretaria de Administração Penitenciária (Seap). Com a abertura do inquérito, a Justiça expediu mandado de prisão temporária, cumprido neste domingo.
Em nota, a Seap informou que o servidor foi afastado de suas funções por 90 dias e que um processo administrativo disciplinar foi instaurado. A secretária Maria Rosa Nebel classificou a conduta do policial como “abominante” e afirmou que o episódio não representa a corporação: “A Polícia Penal não compactua, em hipótese alguma, com atitudes como essa. É um comportamento repugnante que não condiz com a postura da grande maioria dos policiais penais do Rio de Janeiro.”
O policial penal Jorge Magno Alves Pinto foi nomeado diretor do presídio do município de Eunápolis, no extremo-sul do estado, após publicação no Diário Oficial do Estado da Bahia desta quarta-feira (22). Ele estava atuando como interventor da unidade prisional há 40 dias.
Jorge Magno assumiu o cargo interinamente em dezembro depois da fuga de 16 detentos, e substitui Joneuma Neres, que foi exonerada no início do mês, devido a uma intervenção administrativa da Secretaria de Estado de Administração Penintenciária (Seap), segundo informações do site Radar News, parceiro do Bahia Notícias.
Anailton Souza Santos, conhecido como "Nino", que escapou do presídio, morreu em uma operação da Polícia Civil no bairro Alecrim I, pouco mais de um mês após a fuga.
No mesmo bairro, a polícia localizou um acampamento usado pelos fugitivos. No local, foram encontrados itens como barraca, colchonetes e cobertores.
A presidente do Superior Tribunal de Justiça (STJ), ministra Maria Thereza de Assis Moura, decidiu manter a prisão preventiva do policial penal Marcelo de Lima, acusado de ferir e matar dois torcedores do Fluminense na saída do Marcacanã após um Fla-Flu realizado em abril de 2023.
De acordo com a denúncia do Ministério Público do Rio de Janeiro, as vítimas estavam em um bar e Marcelo teria dito, no meio de outros torcedores, que "todo petista é igual flamenguista, tudo burro e ladrão”, provocando a revolta das vítimas. Thiago Leonel Fernandes morreu no local e, em razão dos disparos, Bruno Tonini Moura perdeu um rim, o baço, parte do fígado e do intestino.
Ainda em abril de 2023, o policial penal foi preso preventivamente e aguarda o julgamento pelo tribunal do júri. Marcelo foi denunciado por homicídio e tentativa de homicícdio triplamente qualificados.
Ao STJ, a defesa do acusado alegou que o crime ocorreu após uma discussão, o que caracterizaria a legítima defesa. Argumentou ainda que os requisitos legais da prisão preventiva não estariam presentes e que o policial é réu primário e possui residência fixa.
"À vista desses elementos, a apreciação deve ficar reservada para o momento do julgamento definitivo, com exame mais aprofundado da matéria", afirmou a ministra.
Curtas do Poder
Pérolas do Dia
Papa Leão XIV
“A Santa Sé já conversou com os bispos alemães. A Santa Sé deixou claro que não concordamos com a bênção formalizada de casais — neste caso, casais homossexuais — ou de casais em situações irregulares, além do que foi especificamente permitido pelo Papa Francisco, ao dizer que todas as pessoas recebam a bênção”.
Disse o Papa Leão ao manter o posicionamento da Igreja Católica contra a formalização de bênção a casais homoafetivos, nesta quinta-feira (23). O momento ocorreu durante entrevista à imprensa em um voo de retorno ao Vaticano, após viagem do religioso à Guiné Equatorial, na África.