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policia civil do rio de janeiro
A Polícia Civil e o Ministério Público do Rio de Janeiro (MP-RJ) realizam, nesta quarta-feira (15), uma operação para desarticular um esquema de lavagem de dinheiro de facções criminosas do Rio de Janeiro e de São Paulo.
Segundo a Polícia Civil fluminense, o esquema movimentou mais de 100 milhões provenientes da venda de drogas ilícitas pelo Terceiro Comando Puro (TCP), Comando Vermelho (CV) e Primeiro Comando da Capital (PCC), entre 2021 e 2024.
A operação Hawala cumpre mandados de prisão e de busca e apreensão no Rio de Janeiro, São Paulo, Minas Gerais e na cidade de Foz de Iguaçu (PR). O MPRJ denunciou 22 pessoas à Justiça, que, por sua vez, expediu mandados de prisão contra dez delas.
Informações da Agência Brasil apontam que, até o início da manhã, oito pessoas tinham sido presas na operação, de acordo com a Polícia Civil.
A INVESTIGAÇÃO
A investigação começou a partir da descoberta do esquema de lavagem de dinheiro do grupo criminoso que controla a venda de drogas no Complexo de São Carlos, na região central do Rio de Janeiro, afiliado ao TCP.
Com o aprofundamento das investigações, os policiais descobriram que o esquema também era usado para lavar dinheiro de grupos criminosos ligados ao CV e ao PCC.
Empresas de fachada eram usadas em diferentes estados para dar aparência de legalidade ao dinheiro obtido ilegalmente através do tráfico de drogas, receptação qualificada e comércio de produtos falsificados.
De acordo com a denúncia, para inserir os recursos de origem ilícita no mercado financeiro, o esquema usava empresas recém criadas, depósitos fracionados, uso de laranjas, cooptação de contadores, além de outras manobras para ocultar a origem dos valores.
Foram analisadas centenas de transações bancárias e as atividades de diversas empresas ligadas aos denunciados, com movimentações muito acima da capacidade financeira dos investigados e das pessoas jurídicas envolvidas.
CONEXÃO INTERNACIONAL
A Polícia Civil investiga ainda se o esquema de lavagem de dinheiro era usado para financiar organizações internacionais consideradas terroristas. As investigações identificaram uma relação comercial entre um dos investigados e um homem sancionado pelo governo estadunidense por supostamente integrar a estrutura de financiamento da Al-Qaeda.
De acordo com a Polícia Civil, a investigação agora aprofundará a apuração sobre esse suposto vínculo entre o esquema de lavagem de dinheiro de facções criminosas brasileiras e o financiamento do terrorismo internacional.
Neta de Gretchen e mais dois influenciadores são alvo da polícia em operação contra Jogo do Tigrinho
Os influenciadores Bia Miranda, Buarque e Maumau, estão entre os alvos da Operação Desfortuna, deflagrada pela Polícia Civil do Rio de Janeiro em conjunto com a Gabinete de Recuperação de Ativos (GRA) e com o Laboratório de Tecnologia Contra Lavagem de Dinheiro (Lab-LD) da Polícia Civil, que investiga um esquema de promoção ilegal de jogos de azar online.
Maumau foi preso em flagrante nesta quinta-feira (7), na casa onde vive em São Paulo. Com ele, os agentes encontraram uma arma.
De acordo com a Polícia Civil do Rio, os alvos da operação são 15 influenciadores digitais que usam as redes sociais para divulgar o popular "Jogo do Tigrinho" e jogos semelhantes.
Foram analisadas postagens feitas pelos influenciadores com promessas enganosas de lucros fáceis, com o intuito de atrair seguidores para essas plataformas de apostas.
Nas redes sociais, Bia Miranda, que é neta de Gretchen, desabafou sobre a busca realizada em sua casa.
"Maior sacanagem. Os polícias foram lá em casa, procurou, procurou, procurou e não levou porr* nenhuma, porque não achou nada. Bagunçou todo meu quarto, todo meu closet. Acha bonito ainda gravar pegando minhas roupas e atacando no chão, pegar meus cadernos e atacar no chão."
Curtas do Poder
Pérolas do Dia
André Viana
"Quando você tem o monitoramento nos parlatórios, onde não é possível efetuar essa difusão de tratativas, determinações por parte da liderança para o mundo aqui fora, você traz o isolamento para o crime e nos ajuda por demais no enfrentamento à criminalidade".
Disse o delegado-geral da Polícia Civil da Bahia (PC-BA), André Viana ao defender a ampliação do monitoramento nos parlatórios dos presídios de segurança máxima do estado. Em entrevista ao programa Bahia Notícias no Ar, da rádio Antena 1 Salvador, nesta sexta-feira (18), o delegado afirmou que a medida ajudaria a bloquear a comunicação entre detentos e integrantes de organizações criminosas do lado de fora das unidades prisionais.