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Artigos

Bruna Santana
Eleições 2026 e Violência Política de Gênero

Eleições 2026 e Violência Política de Gênero

Este texto nasce de uma inquietação — e também de um dever moral e cívico de falar sobre um tema urgente: a violência política de gênero, antes mesmo do início oficial da campanha eleitoral de 2026.

Multimídia

Duda Sanches critica segurança do estado e dispara sobre violência: "a Bahia já virou o Rio de Janeiro"

Duda Sanches critica segurança do estado e dispara sobre violência: "a Bahia já virou o Rio de Janeiro"
O parlamentar Duda Sanches apontou o desgaste decorrente das duas décadas de administração do Partido dos Trabalhadores (PT) no estado e lamentou a queda nos indicadores de qualidade de vida da população. Em entrevista concedida ao Projeto Prisma, podcast do Bahia Notícias, nesta segunda-feira (18), ele direcionou críticas à gestão do governo estadual nas áreas de segurança pública e saúde.

Entrevistas

Após retorno à AL-BA, Luciano Ribeiro descarta disputa pela reeleição e diz estar focado na campanha de ACM Neto

Após retorno à AL-BA, Luciano Ribeiro descarta disputa pela reeleição e diz estar focado na campanha de ACM Neto
Foto: Divulgação / Agência AL-BA
De volta à Assembleia Legislativa da Bahia (AL-BA) desde janeiro, após assumir a vaga aberta com a morte do deputado Alan Sanches, Luciano Ribeiro (União) concedeu entrevista ao Bahia Notícias na última semana e falou sobre a produtividade do Legislativo para 2026, ano que será marcado pela disputa eleitoral, e o cenário político para a corrida ao governo da Bahia. O deputado também tratou da formação da chapa de oposição e afirmou que, neste momento, descarta disputar a reeleição. Desde o seu retorno, Luciano passou a ocupar a vice-liderança da oposição e a vice-presidência da Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) da Casa.

patrimonio historico

Prefeitura de Salvador envia projeto de restauração do Memorial Mãe Menininha de Gantois ao Iphan
Foto: Divulgação / Terreiro do Gantois

A Prefeitura de Salvador solicitou ao Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan) a realização de uma restauração arquitetônica do Memorial Mãe Menininha de Gantois, localizado no Terreiro do Gantois, em Salvador. O memorial mantém registros, documentos e todo um acervo sobre a trajetória e o legado da ialorixá, que é uma das mais importantes figuras das religiões de matriz africana no Brasil.

 

Conforme o processo ao qual o Bahia Notícias teve acesso, o projeto foi enviado na última segunda-feira (11) e protocolado na terça (12), por meio de um requerimento enviado pela Fundação Mário Leal Ferreira (FMLF), autarquia do Executivo Municipal responsável pela coordenação e elaboração de planos e projetos urbanísticos. Conforme o preenchimento de um formulário, a entidade solicita uma Autorização de Intervenção em Bem Imóvel, processo no qual o órgão de patrimônio concede a liberação para reformas em prédios tombados.

 

O Ilê Iyá Omi Axé Iyamassê, conhecido como Terreiro do Gantois, é um terreiro de candomblé fundado em 1849, no bairro da Federação, em Salvador, por Maria Júlia da Conceição Nazaré, avó de Mãe Menininha do Gantois.

 


Foto: Acervo / Terreiro do Gantois

 

O espaço foi oficialmente tombado pelo Iphan em 2002, como o segundo terreiro de candomblé a ser reconhecido como patrimônio nacional em Salvador. No entanto, antes mesmo da garantia de proteção nacional, o local já era considerado Área de Proteção Cultural e Paisagística desde 1985, mediante legislação municipal, ainda sob a gestão de Mãe Menininha do Gantois.

 

Maria Escolástica da Conceição Nazaré, conhecida como Mãe Menininha do Gantois, foi a líder mais longeva do terreiro. A líder religiosa tornou-se nacionalmente reconhecida pela sua influência cultural, pela luta contra o racismo religioso na Bahia e pela defesa da convivência pacífica entre religiões, especialmente o candomblé e a Igreja Católica. Seu memorial foi fundado em 1992, cerca de seis anos após o seu falecimento.

 

Foto: Acervo / Terreiro do Gantois

 

No local, são expostas mais de 500 peças referentes à história, objetos rituais, e pessoais de Mãe Menininha do Gantois. Conforme a cartilha disponível no site do terreiro, "o acervo do Memorial Mãe Menininha do Gantois é um testemunho da história da tradição nagô na Bahia, e das trajetórias religiosas que se integram às trajetórias sociais e culturais da cidade do São Salvador". As peças incluem mobiliário, indumentária, objetos de uso pessoal, atributos, louças, documentos e fotografias. 

 

SOLICITAÇÃO DE INTERVENÇÃO
No pedido de autorização enviado ao Iphan este mês, a Fundação Mário Leal solicitou a análise e a aprovação do anteprojeto de arquitetura para o Memorial Mãe Menininha do Gantois. O formulário ainda cita a “liberação dos recursos correspondentes ao Plano de Trabalho – Programa PAC/IPHAN”.

 

O Programa de Aceleração do Crescimento (PAC), do Governo Federal, é uma ação coordenada de investimentos que destina recursos a obras ou aquisição de dispositivos para áreas como transporte, saúde e infraestrutura, por meio de entes públicos e privados.

 

Segundo a fundação, a autorização “trata-se da etapa de elaboração de projeto que compreende o Restauro do Memorial para fins de captação de recursos, assim que concluído o projeto”.

 

Com o lançamento do Novo PAC, em 2023, o Iphan realizou a primeira rodada de investimentos por meio do PAC Seleções no mesmo ano, com execução nos dois anos seguintes, entre 2024 e 2025. A segunda rodada segue com edital aberto até o final deste mês.

 

As mudanças destacadas na intervenção são o restauro e a adequação dos espaços para promoção de acessibilidade. A presidente da FMLF afirmou, em ofício enviado ao Iphan, que “o referido anteprojeto contempla as diretrizes arquitetônicas e conceituais para a implantação do memorial, buscando respeitar os valores históricos, culturais e simbólicos do sítio, bem como as especificidades do bem tombado e de seu entorno”.

 

DIAGNÓSTICO
No material anexado ao procedimento, a Fundação apresenta, entre outros itens, uma lista mestra de recursos, um memorial descritivo sobre o memorial e as significâncias atreladas aos seus espaços, às premissas da intervenção e ao anteprojeto da intervenção.

 

O diagnóstico da situação atual do local, detalhado principalmente no documento de diagnóstico de patologias e reforçado no memorial descritivo do anteprojeto, cita que o Memorial Mãe Menininha do Gantois apresenta, de modo geral, um bom estado de conservação. “A edificação apresenta um bom estado, com pequenas lesões, sujidades e patologias relacionadas à pintura”, diz um trecho da nota técnica.

 


Imagem anexada no diagnóstico com relação a situação do piso do Memorial. Fonte: Yoanny Calvo / Fevereiro de 2025

 

Entre os pontos considerados estão alguns danos estruturais, a acessibilidade e a infraestrutura. Destaca-se, no projeto da Fundação, que a acessibilidade seria a questão mais crítica, já que o Memorial não possui condições de acessibilidade plena por falta de rota acessível com piso tátil, acessos feitos exclusivamente por escadas estreitas, entradas curtas e um mobiliário não inclusivo para cadeirantes.

 


Imagem anexada no diagnóstico com relação ao primeiro pavimento do Memorial. Fonte: Yoanny Calvo / Fevereiro de 2025

 

PROPOSTAS DE REFORMA
Considerando estes pontos, a proposta da Fundação Mário Leal Ferreira destacou cinco objetivos para a realização das intervenções, entre eles: preservar a estrutura existente e prever a recuperação estrutural dos elementos com o desgaste natural dos materiais; propiciar condições plenas de acessibilidade ao Memorial, considerando o percurso acessível, sem interferir na funcionalidade e nos fluxos dos rituais; e preservar a simplicidade estética que caracteriza a edificação e seus espaços.

 

O anteprojeto também apresenta os principais eixos e elementos previstos na intervenção proposta para o Memorial Mãe Menininha do Gantois. Os aspectos do projeto podem ser divididos em quatro eixos: garantia da acessibilidade e circulação; requalificação do pavimento térreo; expografia e reserva técnica; intervenção na fachada e, por fim, a recuperação estrutural da infraestrutura. Os documentos apresentados ao Iphan não demonstram, em formato 3D, as mudanças sugeridas, mas o Bahia Notícias detalhou as descrições das mudanças enviadas para a aprovação do Instituto.

 

Na área de acessibilidade, o projeto propõe a instalação de um elevador para atender à norma NBR 9050, garantindo o deslocamento de cadeirantes e pessoas com mobilidade reduzida, além de uma nova escada com maior espaço e integração visual, para uma melhor circulação.

 

Na esfera de requalificação do primeiro pavimento, a proposta da Fundação prevê que o espaço deve ser incorporado ao memorial, com a criação de uma sala de estar/recepção, novos sanitários (incluindo uma unidade PcD) e integração com a zona religiosa do terreiro.

 

O eixo de “expografia e reserva técnica” diz respeito à área de exposição do acervo. Neste caso, o anteprojeto prevê a ampliação da área expositiva, reorganizando o acervo nos setores: "a mulher (Maria Escolástica)", "a sacerdotisa" e "o aposento"; a criação de uma sala audiovisual no segundo pavimento; modernização dos armários e estantes de exposição, além de garantir a climatização natural para fins de preservação do acervo.

 

Para a intervenção na fachada, a FMLF sugere a adaptação a uma estética contemporânea, com elementos de circulação envolvidos por uma chapa metálica que deve reproduzir uma imagem icônica de Mãe Menininha, em uma homenagem simbólica. Já na recuperação estrutural, o anteprojeto prevê a recuperação de elementos de concreto que apresentam fissuras, a realização de novas instalações elétricas e hidrossanitárias, além da criação de um novo vestiário para os membros da casa.

 

PROCESSO NO IPHAN
Após a protocolização do requerimento e anexos por parte da Fundação Mário Leal Ferreira, a Superintendência do Iphan na Bahia formalizou o recebimento dos documentos nesta quinta-feira (14). Em despacho enviado à Coordenação de Apoio Técnico, responsável pela análise do pedido, o coordenador Fellipe Decrescenzo Andrade Amaral constatou o recebimento do requerimento e deu início à tramitação interna da proposta.

 

“Remeto aos cuidados de vossa senhoria o Requerimento, com anexos, encaminhado pela Presidente da Fundação Mário Leal Ferreira, Sra. Tânia Scofield, solicitando análise e manifestação”, diz o despacho.

 

Conforme a análise do anteprojeto e dos documentos enviados pela Prefeitura de Salvador, os agentes técnicos do Iphan devem emitir um parecer sobre o requerimento. Nesta etapa, historiadores, arquitetos e/ou arqueólogos avaliam se a intervenção pode descaracterizar o imóvel ou prejudicar o seu entorno e seus usos.

 

Em caso de avaliação positiva, será emitido um ofício de autorização para a realização da obra. Após a obtenção das demais licenças, como o alvará municipal, e o resultado dos editais para captação de recursos, a obra poderá ser iniciada. Por fim, o Iphan ainda pode solicitar o “Acompanhamento Arqueológico”, procedimento que, apesar de não ser obrigatório, pode ser exigido em casos específicos.

Incêndio atinge igreja histórica na Holanda durante ano-novo
Foto: Reprodução / AFP

Um incêndio de grandes proporções atingiu a Vondelkerk, igreja histórica localizada nas proximidades do Vondelpark, em Amsterdã, na Holanda, nas primeiras horas do ano-novo, nesta quinta-feira (1º).

 

 

Segundo informações da agência Reuters e da emissora local NOS, o fogo começou pouco antes da 1h da madrugada (horário local), o que corresponde às 21h de quarta-feira pelo horário de Brasília.

 

As chamas tiveram início na parte superior do edifício e se espalharam rapidamente, alcançando a torre da igreja, que sofreu um colapso parcial. O incidente causou apreensão entre moradores e turistas que estavam na região.

 

Por conta da queda de destroços em chamas, autoridades locais evacuaram dezenas de residências no entorno como medida de segurança. Até o momento, não há registro de feridos.

 

As causas do incêndio ainda são desconhecidas e seguem sob investigação das autoridades holandesas.

 

IGREJA CENTENÁRIA

Construída em 1872, a Vondelkerk, também conhecida como Igreja do Sagrado Coração de Jesus, é um dos patrimônios históricos de Amsterdã e foi, por décadas, um importante espaço de culto católico na cidade.
 

Salvador possui 101 equipamentos tombados pelo Iphan com primeiros registros em 1938; veja lista
Mosteiro e Igreja da Graça | Foto: Divulgação

A capital baiana não ficaria de fora do elevado número de processo de tombamento através do Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan). Com a Bahia sendo o terceiro estado com maior acervo do país, Salvador é o município onde existem mais tombamentos: 101 ao total. 

 

Com os primeiros registros feitos pelo Iphan em 1938, entre equipamentos e acervos tombados estão o Convento e Igreja de Nossa Senhora da Lapa e o Convento Igreja do Desterro, Igreja Matriz de Monte Serrat, além do Mosteiro e Igreja da Graça. Os registros no livro de tombos do Iphan foram feitos a partir de março daquele ano. 

 

Teatro Castro Alves, tombado em 2003 | Foto: Iphan

 

Os últimos tombamentos em Salvador são datados dos anos 2000, sendo o último em 2008, com o tombamento da cidade, em seu conjunto arquitetônico, urbanístico e paisagístico da Cidade Baixa. De 2002 até 2005 também foram tombados o Terreiro de Candomblé Ilê Axé Oxumaré, o Teatro Castro Alves, o Terreiro Tumba Junsara, além da Igreja de Nossa Senhora da Vitória e do seu acervo móvel e integrado. 

 


Terreiro de Candomblé Ilê Axé Oxumaré | Foto: Divulgação

 

Os números foram compilados pela Fiquem Sabendo, organização sem fins lucrativos especializada em transparência pública. A agência usou como gancho o acidente do dia 5 de fevereiro, quando parte do teto da Igreja de São Francisco de Assis, no Pelourinho, em Salvador, desabou durante horário de visitação.

 

Na capital baiana ainda se destacam o tombamento de quatro Fortes, sendo eles: Forte da Gamboa, Forte de Santa Maria, Forte de Santo Antônio da Barra e o Forte de São Marcelo. 

 

ACIDENTE MARCANTE
A turista Giulia Panchoni Righetto, de 26 anos, faleceu após o colapso estrutural que também deixou outras cinco pessoas feridas. Tombado como patrimônio histórico pelo Iphan, o templo é um dos principais exemplares do barroco brasileiro.

 

Um mês após parte do teto da igreja de São Francisco de Assis desabar, o Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan) contratou uma empresa para execução de serviços emergenciais no templo religioso localizado no Pelourinho, em Salvador, e segue interditado pela Defesa Civil.

 

A lista fornecida pelo Iphan inclui mais de 2,5 mil itens em todo o Brasil, entre imóveis de diferentes tipos — de casarões a igrejas — além de conjuntos arquitetônicos e acervos documentais e artísticos. Entre os 298 registros mais antigos, estão bens tombados ainda em 1938, como a própria Igreja de São Francisco de Assis.

Após novas descobertas prefeitura de Tucano lança campanha de proteção e promete ações para preservação na cidade
Foto: Reprodução / Bahia Notícias

Com mais descoberta em novembro na região do sítio arqueológico de Tucano, definido pelo Iphan no começo do mês, após a repercussão da matéria do Bahia Notícias, a Prefeitura lançou uma campanha de proteção intitulada "Preservar nossa história é proteger quem somos". A iniciativa visa conscientizar a população sobre a importância de preservar as gravuras rupestres recém-descobertas.

 

Além disso, em entrevista ao Bahia Notícias, o autor da descoberta, professor André Carvalho, confirmou o interesse da política local na temática. Ele relatou que entrou em contato com algumas figuras políticas, como o prefeito reeleito Ricardo Filho (MDB), que garantiu maior apoio às pesquisas, junto a um vereador com um projeto municipal.

 

"Um vereador me informou que vai propor a criação da guarda ambiental municipal, direcionada para a preservação do meio ambiente e também para preservar as gravuras rupestres. Já o prefeito [Ricardo Filho] disse, em ligação, que a partir do ano que vem vai garantir apoio para as pesquisas", conta o historiador.

 

Imagens dos registros descobertos e revelados em novembro | Foto: Reprodução / Bahia Notícias / André Carvalho

 

Desde a descoberta das gravuras rupestres, o historiador tem tido um trabalho longo de pesquisa com 4 meses na região e tem revelado cada vez mais sobre a vida pré-histórica no semiárido baiano. Recentemente, o historiador André Carvalho e uma equipe de amigos encontraram novos achados que aprofundam ainda mais nosso conhecimento sobre as antigas civilizações que habitaram a região.

 

Região rochosa das descobertas, registro de André com amigos explorando | Foto: Reprodução / Bahia Notícias / André Carvalho

 

Entre os achados mais recentes, estão novos registros de pinturas e marcações rochosas, sugerindo que as gravuras podem estar associadas a atividades cotidianas e rituais dessas sociedades antigas. "A ampliação dos achados arqueológicos pode reconstruir com mais precisão o modo de vida e as práticas culturais desses povos", destacou Carvalho.

 

Mais descobertas deste mês pelo grupo | Foto: Reprodução / Bahia Notícias

 

A repercussão da matéria anterior publicada pelo Bahia Notícias gerou um movimento significativo em Tucano. Em resposta, a prefeitura lançou a campanha "Preservar nossa história é proteger quem somos". A campanha pretende sensibilizar a população local e os visitantes sobre a importância de preservar o sítio arqueológico recém-descoberto.

 

A campanha reforça mensagens cruciais para a preservação do patrimônio, veja:

 

"Respeitar a história é garantir que ela continue inspirando gerações futuras", afirma o lema da campanha. A iniciativa busca educar a comunidade e promover um senso de responsabilidade coletiva sobre a preservação desse tesouro arqueológico. "Após a matéria, o Secretário de Comunicação entrou em contato comigo. Já lançou nas redes sociais da Prefeitura uma campanha de conscientização", declarou Carvalho. 

Justiça ordena Iphan e Ibram criarem protocolo de ação para combate ao furto de bens culturais brasileiros
Foto: Mateus Pereira / GOVBA

O Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan), o Instituto Brasileiro de Museus (Ibram) e a União terão 180 dias para criar um protocolo de comunicação e atuação junto a instituições públicas e privadas para prevenir e reprimir o furto e o tráfico de bens do patrimônio histórico e cultural brasileiro. Esse foi o prazo estabelecido pela Justiça Federal no Rio de Janeiro em ação movida pelo Ministério Público Federal (MPF)

 

Dentro deste mesmo período, o Iphan, Ibram e a União deverão atualizar as listas de bens culturais desaparecidos e cadastrar essas listas na base de dados da Interpol. 

 

Segundo a decisão judicial, o Ibram deve ainda implementar o inventário nacional dos bens dos museus até o final do primeiro semestre de 2025. As medidas foram determinadas pela Justiça Federal em caráter liminar, durante audiência realizada em 3 de julho, com parte do andamento do processo.

 

A ação do MPF foi ajuizada após investigação que constatou a negligência dos órgãos de fiscalização na prevenção de danos e na condução de políticas públicas de documentação e guarda segura de acervos. Além disso, ficou clara a falta de articulação desses órgãos, em nível nacional e internacional, e de ações para identificar os criminosos e repatriar os bens que são ilicitamente levados para fora do país.

 

De acordo com estimativa elaborada no curso das investigações, pelo menos 2.200 bens já foram subtraídos do território nacional. São bens furtados, roubados, saqueados, revendidos, exportados e até exibidos em museus e galerias estrangeiras, sem qualquer esforço das autoridades brasileiras para recuperá-los.

 

O Iphan, o Ibram e a União devem, também em 180 dias, criar rotinas de atuação coordenada com os órgãos responsáveis pela guarda e preservação de bens culturais, tanto de prevenção quanto de repressão aos ilícitos, com a colaboração dos entes federais de inteligência, investigação e fiscalização, em especial a Polícia Federal.

 

Eles terão que desenvolver, ainda segundo a decisão judicial, mecanismos de comunicação interna entre todos os órgãos da administração pública que têm atribuições legais de proteger o patrimônio cultural, em conjunto com ações integradas ao Sistema Nacional de Cultura (SNC) e à Polícia Federal. O objetivo da medida é garantir a comunicação acerca de bens culturais desaparecidos e tornar as investigações mais céleres e eficientes.

Sesc realiza estudos para dar continuidade a restauração do antigo Palácio do Menor, em Feira de Santana
Foto: Reprodução / Sesc Bahia

O Serviço Social do Comércio (Sesc) está realizando estudos para atualização do projeto e contratação de profissional especializado em restauro para a requalificação do casarão construído pelo coronel João Pedreira de Cerqueira, em Feira de Santana. A informação foi cedida pela diretora regional em exercício da instituição, Juliana Almeida de Freitas, através de ofício enviado ao Bahia Notícias nesta terça-feira (4).  

 

O desdobramento recente representa uma atualização no processo, após 16 anos da cessão do patrimônio pela prefeitura do município à instituição, que se comprometeu com a revitalização do prédio. De acordo com o Sesc, a iniciativa de dar continuidade ao restauro foi tomada após a posse da nova administração regional, em outubro de 2022, e está sendo tocada através de uma parceria com o Instituto do Patrimônio Artístico e Cultural da Bahia (Ipac).

 


Foto: Reprodução / Prefeitura Municipal de Feira de Santana

 

Segundo informou a entidade integrante do Sistema S, que mantém um centro cultural e um restaurante na mesmo terreno do prédio que deverá ser recuperado, o histórico de entraves para a realização da intervenção inclui um processo judicial movido pela organização Palácio de Acolhimento ao Menor de Feira de Santana. 

 

“Durante o curso desse processo, foram tomadas algumas ações administrativas iunto ao Instituto do Patrimônio Artístico Cultural - IPAC, visando a aprovação do projeto de reforma. O projeto foi aprovado com ressalvas para a contratação de mão de obra especializada em restauro”, explicou a diretoria, que também afirmou ter aguardado a decisão da Justiça para intervir na estrutura.

 

O desfecho para a questão, pontuou a instituição, só se deu em um momento em que era impossível tocar obras no local. “O processo foi arquivado no auge da pandemia, período em que não era possível seguir com os atos, processos e autorizações necessárias para dar seguimento a reforma necessária no referido imóvel”, disse o texto.

 

No casarão funcionou, em diferentes momentos, uma fundação de acolhimento a órfãos, o Palácio do Menor; a sede da antiga Santa Casa; e o 1º Batalhão de Polícia Militar da cidade. A edificação do imóvel, entre 1850 e 1858, se deu em função de uma visita que Dom Pedro II fez a Feira de Santana em 1859.

 

Na época da divulgação do projeto inicial - que também incluía o centro cultural e o restaurante -, foi anunciado que o espaço passaria a ser usado para a promoção de atividades culturais, educativas e para a realização de eventos. A fim de conter possíveis desabamentos e proteger a estrutura de intempéries, equipes contratadas pelo Serviço Social do Comércio instalaram escoras e construíram uma cobertura.

 


Projeto inicial do Centro Cultural e Restaurante do Sesc | Foto: Divulgação

 


Consultado pela reportagem, o Ipac indicou através de nota que o bem em questão encontra-se protegido sob processo de tombo e possui "notável mérito arquitetônico, com valor histórico, artístico, cultural e paisagístico". Conforme o instituto, em 2021, a Fecomércio Bahia apresentou um projeto de requalificação do imóvel para a construção do Centro SESC Feira II, que foi aprovado pela Diretoria de Projetos, Obras e Restauro. 

 

Como afirmou o comunicado, compete à autarquia estadual a análise do projeto e orientação técnica para assegurar a integridade da edificação tombada, conforme as normas de proteção e estímulo à preservação do patrimônio cultural. 

Diretor do Ipac explica processo para tombar Palácio Rio Branco; interesse é 'preservar bem'
Foto: Priscila Melo / Bahia Notícias

Funcionário de carreira do Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan), o arquiteto João Carlos de Oliveira é, desde 2014, o diretor do Instituto do Patrimônio Artístico e Cultural da Bahia (Ipac). Especialista em Conservação e Restauração de Monumentos e Conjuntos Históricos pela Universidade Federal da Bahia (UFBA), o gestor cedeu entrevista ao Bahia Notícias e falou sobre temas caros ao debate público acerca do patrimônio do estado.

 

Sempre se referindo a sua atuação no plural e com expressões como "a gente", o arquiteto e servidor federal de carreira procura dar um sentido de compartilhamento da sua gestão à frente do instituto.  

 

Dentre os assuntos debatidos estão a interiorização das ações do órgão estadual - prometido como uma das suas metas quando assumiu a pasta -; as estratégias para driblar os recursos cada ano menores na Lei Orçamentária Anual (LOA) estadual; e a polêmica em torno da destinação do Palácio do Rio Branco, no Centro Histórico de Salvador.

 

Outra polêmica, essa mais recente, é a em que o Ipac esteve imerso nos últimos meses em relação à realização de shows na área externa do Solar do Unhão, que abriga o Museu de Arte Moderna da Bahia (MAM-BA). A situação foi questionada pela opinião pública e pela imprensa - o que gerou o cancelamento de um show do sertanejo Luan Santana, no início deste mês (relembre aqui). Clique aqui e leia a entrevista completa na coluna Cultura.

Prefeitura conclui base de dados sobre imóveis tombados em Salvador
Foto: Divulgação

Foi concluída uma base de dados georreferenciados sobre imóveis tombados em Salvador, que reúne informações da Prefeitura, IPAC e IPHAN. O anúncio foi feito nesta terça-feira (24), pela Fundação Mário Leal Ferreira (FMLF), durante a realização da 3ª Oficina “O Centro Antigo uma Área de Proteção Cultural e Paisagística”. O banco de dados dará suporte à avaliação de projeto de intervenção e a regulamentação da APCP (Área de Proteção Cultural e Paisagística) do Centro Antigo da capital baiana.


Denominada “Patrimônio Histórico”, a plataforma é um dos primeiros resultados da articulação interinstitucional promovida pela FMLF, unindo as esferas municipal, estadual e federal, com o objetivo de construir coletivamente instrumentos que possam subsidiar a reabilitação do Centro Antigo de Salvador. A base de dados é um produto do Salvador Dados, Sistema de Informações Municipal que está sob responsabilidade da FMLF. “Isso representa um grande avanço porque, a partir dessa base única de informações, passamos a ter uma leitura ampla da atuação de todos os entes, nas últimas três décadas, pelo menos”, observa Tânia Scofield, presidente da Fundação Mário Leal Ferreira.

Reaberta após 20 anos, Igreja do Passo ganhará memorial do ‘Pagador de Promessas’
Foto: Mateus Morbeck / Divulgação

Fechada há cerca duas décadas, a igreja do Santíssimo Sacramento da Rua do Passo, cujas escadarias ganharam o mundo através das telas de cinema no clássico “O Pagador de Promessas”, reabrirá as portas na próxima segunda-feira (5), após três anos de reformas. Construído em 1736, tombado como patrimônio histórico desde 1938 e localizado entre o Pelourinho e o Santo Antônio Além do Carmo, em Salvador, o templo foi totalmente restaurado por meio do Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan), com um investimento de R$11,3 milhões do Governo Federal, no âmbito do PAC Cidades Históricas. “Os principais problemas eram relacionados à deterioração dos bens integrados, quadros, imagens, altares, além de problemas estruturais sérios”, revelou o superintendente do Iphan na Bahia, Bruno Tavares. “Ela está localizada próximo à encosta e apresentava uma rachadura que ia de um lado a outro, então nós fizemos um trabalho de consolidação estrutural para evitar que uma parte da igreja ruísse com o passar do tempo”, acrescentou, lembrando que em alguns lugares as fendas chegavam aos dois centímetros de espaçamento e que a equipe precisou fazer uma investigação minuciosa para identificar as causas dos problemas estruturais.


Diante do grau de deterioração, foi preciso começar a trabalhar pelos alicerces do imóvel. “Fizemos uma cortina atirantada, foram colocados 22 tirantes na base da igreja que está voltada para a encosta, e aí fizemos o trabalho de consolidação estrutural do restante, de costura, digamos assim, das alvenarias e das paredes. Mas basicamente foi a restauração completa da igreja”, explicou o superintendente do Iphan. Além da estrutura, que foi a principal preocupação durante a reforma, Bruno Tavares conta que problemas de conservação também foram solucionados, a exemplo da recuperação de toda a parte em madeira, além da pintura, douramento e azulejos. “Imagine você uma igreja que fica 20 anos fechada, o que a gente encontrou lá...”, ponderou o dirigente do Iphan. Não é preciso muita criatividade para prever os estragos ocasionados pelo tempo e a falta de uso, mas Tavares relata alguns deles: cupins, madeira deteriorada, azulejos sofrendo com salinidade e humidade. “A gente costuma dizer o seguinte: o uso está diretamente ligado à conservação do edifício. Porque no dia a dia, se você percebe sujeira, um probleminha de um azulejo faltando, ou algum outro problema, você recupera de imediato. Pelo menos, na medida do possível você faz a conservação”, explica. “Na medida que o monumento fica fechado, pela falta de capacidade de efetuar essa manutenção, o problema só piora. Porque se acumula sujeira, a humidade é um problema também, principalmente para a madeira. Se você tem uma telha não trocada, você pode ter um gotejamento sobre a madeira, que fica suscetível a um ataque de cupim, então é toda uma cadeia de acontecimentos que resulta da falta de uso e do fechamento, que pode levar o monumento à ruina”, avalia Tavares. 

 

 

Veja algumas imagens da igreja antes das obras:

Igreja do Passo - Antes de Restauro


O processo de deterioração da Igreja do Passo começou em 1998.  “Houve o arruinamento de um elemento da capela-mor, que é um coroamento do altar que chamam de baldaquino. Esse elemento em madeira ruiu e provocou um dano considerável ao altar-mor. Foi um incidente que levou ao fechamento definitivo da igreja”, lembra Bruno Tavares. A interdição definitiva aconteceu em 2006, por indicação do Iphan, do Instituto do Patrimônio Artístico e Cultural do Estado da Bahia (Ipac) e da Defesa Civil. “Havia de fato um risco, houve uma série de inspeções que resultaram nessa recomendação de fechamento”, acrescentou. Para reverter tal quadro, cerca de 80 pessoas de diversas áreas integraram uma equipe multidisciplinar, que incluiu profissionais de áreas como construção civil, carpintaria, marcenaria, engenharia, especialistas e consultores em restauro de pinturas, azulejaria, imagens e arte sacra. “O campo do restauro não é apenas a restauração em si, envolve uma série de disciplinas que têm que trabalhar de forma integrada”, contextualiza Tavares. 


O superintendente lembra também que, mesmo interditado, o monumento histórico seguiu na memória de baianos e turistas. “A Igreja do Passo é bem emblemática, apesar do fechamento o uso no entorno continuou ocorrendo. Um exemplo disso era a utilização da escadaria, numa espécie de resistência. Era utilizada para realizar alguns eventos, Gerônimo usava aquele espaço para pequenos shows. Isso que, de certa forma, trazia as pessoas. Então ela foi fechada, mas não foi esquecida. Inclusive porque ela está na memória das pessoas pelo fato de ser conhecida no mundo inteiro como a Igreja do Pagador de Promessas por conta do filme que ganhou a Palma de Ouro no festival de Cannes”, afirma, destacando ainda que a importância de devolver o espaço à sociedade está não só pela possibilidade de dar continuidade aos atos ecumênicos, mas também porque ali funcionará um espaço aberto para a comunidade.

 

Confira imagens da Igreja do Passo após restauração:

Igreja do Passo - Após Restauro


De acordo com Bruno Tavares, existe uma preocupação do Iphan sobre a sustentabilidade dos monumentos restaurados, sobretudo as igrejas, para que eles se mantenham no transcorrer do tempo e não necessitem de novos investimentos para restauração a curto prazo. “A gente tem discutido com a irmandade que é responsável pelo monumento, assim como a arquidiocese também, para trazer diversos usos para a igreja além da realização das missas”, conta o superintendente do Iphan, revelando que após a reabertura oficial o espaço ganhará um memorial do filme “O Pagador de Promessas”, construído pela Fraternidade Samaritana Beneditina, responsável pela igreja. Ele revela ainda que é planejado para o local a implantação de um café colonial com vista para a Baía de Todos-os-Santos e também uma escola de restauro, com o apoio do Iphan e do Ipac.

Conjunto arquitetônico é tombado pelo Ipac em São Francisco do Conde
Tombamento aconteceu nesta quarta | Foto: Divulgação

O conjunto arquitetônico que circula a Praça da Independência e a Casa de Câmara e Cadeia, no município de São Francisco do Conde, situado na Região Metropolitana de Salvador, foi tombado como patrimônio histórico. A notificação de abertura do processo de tombamento, pelo Instituto do Patrimônio Artístico e Cultural da Bahia (IPAC), aconteceu nesta quarta-feira (13), após solicitação do departamento de patrimônio histórico da Secretaria de Cultura da cidade, sob argumentação de que “os equipamentos apresentam importantes itens da arquitetura oficial do período colonial e apresentam características tipológicas do século XVII”. Para o secretário de Cultura do município, Osman Ramos, “além da parceria do Ipac, o tombamento nos traz fortalecimento político e resgata a garantia e a preservação da nossa história com passado glorioso e o presente promissor. Agora vamos caminhar com passos largos para cuidar do nosso patrimônio histórico”.

De forma independente, Circuito Cine Éden movimenta cena cultural de Ipiaú
Foto: Divulgação

Três anos após sua primeira edição, o Circuito Cine Éden volta a movimentar o município de Ipiaú, no sul da Bahia, entre os dias 14 e 17 de junho. O festival acontece justamente no momento em que artistas têm se organizado para reivindicar a revitalização do Cine Teatro Éden, cuja fachada é tombada como Patrimônio Histórico Cultural (clique aqui e saiba mais). “Resolvemos fazer o evento de forma independente, acionando parcerias que ajudaram com serviços e materiais, para que, além do virtual, tivéssemos um espaço presencial para encontro e debate sobre a revitalização do Cine Éden. Não há como realizar nada dentro do cine Éden pois a estrutura está ruim, telhado perto de cair e não há um espaço adequado para realizar todas as ações num só espaço, por isso procuramos espaços que já possuem a estrutura necessária para realizarmos cada uma das ações”, explicou o cineasta ipiauense Edson Bastos, idealizador do Circuito e representante do movimento “Por Um Novo Cine Éden”. 


Sensível às reivindicações, o governo municipal de Ipiaú já manifestou interesse em colaborar com a requalificação do espaço, tendo se reunido, em abril, com a classe artística (clique aqui e saiba mais). “A prefeitura está interessada em revitalizar. Acabou de abrir um edital do Fundo Setorial do Audiovisual em que ela entra com o terreno e a desoneração dos impostos, o governo estadual investe R$ 2 milhões e o governo federal investe até R$ 8 milhões para o governo estadual revitalizar três cinemas de cidade do interior com mais de 20 mil habitantes”, contou Edson Bastos, revelando que os representantes do movimento já buscam negociar com Rui Costa para a concretização do projeto. “Agora estamos tentando conversar com o governador, mas ainda não conseguimos marcar reunião com ele”, afirmou.

 


Evento terá participação do ex-ministro da Cultura Juca Ferreira | Foto: Luiz Fernando Teixeira / Bahia Notícias

 

Circuito Cine Éden
Com programação gratuita distribuída em diversas partes da cidade, o evento terá uma mostra com exibição de 14 de filmes, além de atividades como bate-papos, oficinas, show musical e lançamento de livro. Um dos destaques do evento é a mesa de debate “Cultura como Direito Humano - Por Um Novo Cine Éden”, que acontece no dia 16 de junho, às 14h, no Campus XXI da Universidade do Estado da Bahia, com a presença de Juca Ferreira (Ex-ministro da Cultura), Daniel Puig (Pró-reitor da UFSB) e Denise Teixeira (Arquiteta, filha de Euclides Neto). No mesmo dia, às 19h, a Câmara de Vereadores de Ipiaú receberá o lançamento do livro “Portas do Éden: a poética de José Américo Castro e o Imaginário Coletivo de Ipiaú”, organizado por Paulo Magalhães e escrito pelo jornalista, escritor e poeta José Américo Castro (clique aqui e confira a programação completa).

Prédio da Antiga Faculdade de Medicina da Bahia é tombado como Patrimônio Cultural
Foto: Divulgação
O Ministério da Cultura homologou o tombamento do prédio da Antiga Faculdade de Medicina da Bahia, situada no Pelourinho, em Salvador. A decisão foi publicada no Diário Oficial da União nesta quinta-feira (24). A faculdade, criada por D. João VI, em 1808, é a mais antiga instituição de ensino superior no Brasil e o prédio hoje abriga o Memorial de Medicina, com um vasto acervo, entre documentos, teses doutorais e livros históricos.
Pelourinho é tema de exposição no Museu Tempostal
Cenário de cartão-postal da Bahia, o Pelourinho será tema de exposição no Museu Tempostal. “Pelourinho – Um cartão-postal da Bahia” é composta por 150 imagens de postai e fotografias, além de vídeos de um dos pontos mais conhecidos do estado. Todas as imagens apresentam as mudanças sofridas por este patrimônio histórico ao longo do tempo. A mostra está aberta ao público até o dia 29 de julho, de terça a sexta, entre 12h e 18h, e nos fins de semana e feriados, das 12h às 17h.
 
A exposição retrata a história do Pelourinho desde o século XIX aos dias atuais, com destaque para o século XX, período em que ocorreram as maiores mudanças. Os visitantes poderão conferir imagens do Terreiro de Jesus em 1808, do bonde que cruzava o Centro Histórico em 1930 e da Ladeira do Pelourinho na década de 60.  Os interessados podem ainda assistir aos filmes Pelourinho, de Vítor Diniz, e Comunidade do Maciel, de Tuna Espinheira. As exibições acontecerão nos finais de semana, com exceção da primeira sessão, que será realizada no dia 30 de maio, às 14h, e devem ser agendadas previamente pelo telefone (71) 3117-6383.  
 
Serviço
O QUÊ: Exposição “Pelourinho – Um cartão-postal da Bahia”
ONDE: Museu Tempostal - Rua Gregório de Matos, 33, Pelourinho
QUANDO: Abertura dia 31 de maio, às 17h. Visitação: terça a sexta, 12h às 18h. Sábados, domingos e feriados, 12h às 17h. Até o dia 29 de julho
QUANTO: Gratuito

Curtas do Poder

Ilustração de uma cobra verde vestindo um elegante terno azul, gravata escura e língua para fora
O bicho tá solto na política baiana. E tem até tigre pronto pra virar papagaio. Por via das dúvidas, Cunha vestiu logo suas asas. Mas quem tá de ovo virado é o Potro. Ainda mais depois que tentaram passar por cima do rebento do Cavalo. Enquanto isso, tem gente apelando pros santos pra ver se as coisas na campanha vão pra frente. Saiba mais!

Pérolas do Dia

Luiz Inácio Lula da Silva

Luiz Inácio Lula da Silva
Foto: CanalGovBr

"Eu fiquei triste, porque ele não foi derrotado por incompetência jurídica, porque ele é um dos melhores advogados desse país, ele foi derrotado por uma questão simplesmente política. E o que vai acontecer? Eu vou mandar o Messias outra vez. Por respeito à função presidencial, sou eu que indico".

 

Disse o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) ao confirmar que vai enviar ao Senado o nome do advogado-geral da União, Jorge Messias, para a vaga do Supremo Tribunal Federal (STF).  O AGU teve sua primeira indicação rejeitada no Senado no último dia 29 de abril.

Podcast

Deputado Robinson Almeida é o entrevistado do Projeto Prisma desta semana

Deputado Robinson Almeida é o entrevistado do Projeto Prisma desta semana
Foto: Projeto Prisma
O deputado estadual Robinson Almeida (PT) é o entrevistado do Projeto Prisma desta segunda-feira (25). O podcast é transmitido ao vivo a partir das 16h no YouTube do Bahia Notícias.

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