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Artigos

Nilson Araújo
O novo perfil do corretor de imóveis e os caminhos para um mercado cada vez mais profissional
Foto: Divulgação

O novo perfil do corretor de imóveis e os caminhos para um mercado cada vez mais profissional

Em agosto, quando celebramos o Dia Nacional do Corretor de Imóveis (dia 27), é importante olhar para além da data comemorativa e refletir sobre as transformações que vêm moldando a profissão e o próprio mercado imobiliário. O corretor de hoje já não é apenas o profissional responsável por aproximar comprador e vendedor. Ele precisa estar preparado para interpretar dados, compreender tendências, utilizar novas tecnologias, produzir conteúdo, construir relacionamentos e, sobretudo, oferecer uma experiência cada vez mais qualificada ao cliente.

Multimídia

Angelo Coronel rejeita ideia de Senado como “puxadinho” do Planalto e diz que não será “chapa-branca” de presidentes

Angelo Coronel rejeita ideia de Senado como “puxadinho” do Planalto e diz que não será “chapa-branca” de presidentes
Durante entrevista ao podcast Projeto Prisma, do projeto Vota BN, nesta segunda-feira (24), o senador Angelo Coronel (Republicanos) afirmou que o Senado Federal não pode atuar como um "puxadinho" do Poder Executivo e declarou que não pretende exercer um mandato "chapa-branca" para o governo de plantão.

Entrevistas

Entrevista Exclusiva: Ministra Rachel Barros detalha ações do MIR para a população negra

Entrevista Exclusiva: Ministra Rachel Barros detalha ações do MIR para a população negra
Nesta segunda-feira (10), a ministra da Igualdade Racial, Rachel Barros, esteve em Salvador para participar do Colóquio Internacional Cultura, Relações Exteriores, Desenvolvimento e Reparação. O evento, que acontece nas cidades de Salvador e Cachoeira, integra as celebrações pelos 25 anos de fundação do FENEBA e desdobra as discussões iniciadas no 9º Congresso Panafricano, sediado em Lomé, no Togo.

patrimonio historico

Projeto de roda-gigante no Comércio adormece após trava do Iphan e impede novo equipamento de turismo; relembre
Foto: Divulgação

Anunciada pela Prefeitura de Salvador como uma atração capaz de remodelar a paisagem turística da Cidade Baixa, o projeto da roda-gigante no bairro do Comércio permanece suspenso. Com o projeto "travado" desde o ínício de 2023, a gestão do prefeito da capital Bruno Reis (União) chegou a reclamar da condução do projeto por parte do Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan)

 

Para o gestor da capital baiana, "a prefeitura está cansada - esse é o termo, cansada - de sozinha investir. Já investimentos ali mais de R$ 800 milhões praticamente sozinha em diversos equipamentos que nós criamos, recuperamos e que estão em recuperação. E quando acha pessoas que querem investir têm as dificuldades impostas pelo Iphan".

 

A estrutura, que prometia proporcionar vistas panorâmicas da Baía de Todos-os-Santos e da Cidade Alta, esbarrou em diretrizes de "proteção e preservação histórica".  Com inspiração em atrações globais como a London Eye e a Rio Star, o equipamento previa cerca de 84 metros de altura. Projetado para ser instalado no trecho da orla do Comércio — próximo ao Polo de Economia Criativa e ao Hub de Tecnologia —, o empreendimento com investimento privado visava impulsionar o turismo local e dinamizar a economia da região do porto. 

 

O principal obstáculo para a concretização da atração foi a negativa técnica do Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan).  A área escolhida para a instalação integra o polígono de proteção do centro histórico e da orla marítima da Baía de Todos-os-Santos. O órgão avaliou que a altura massiva da estrutura causaria um impacto visual irreversível, interferindo na visibilidade de monumentos tombados e na escala arquitetônica tradicional da Cidade Baixa.  

 

Segundo informações divulgadas na época, a análise técnica concluiu que a intervenção "descaracterizaria a relação histórica da encosta com o mar, diretriz fundamental para a concessão de licenças em zonas de entorno do patrimônio nacional." O indeferimento gerou constantes manifestações da gestão municipal, que chegou a recorrer das decisões e criticar a rigidez dos critérios adotados pelo instituto.

 

Apesar de tentativas de readequação da proposta pela iniciativa privada e pelos órgãos municipais, o veto mantido pelo Iphan travou o avanço do licenciamento. Sem a autorização do órgão federal de proteção ao patrimônio, a roda-gigante juntou-se a outras propostas de grande porte na capital baiana que precisaram ser paralisadas ou arquivadas por incompatibilidade com as normas de preservação do conjunto urbano. 

 

Apesar de não ficar permanente na capital, o equipamento virou marca do Festival Virada Salvador para os presentes na Arena O Canto da Cidade, na orla da Boca do Rio. Nos últimos anos, a expectativa foi atender 2.500 pessoas por dia no horário de funcionamento da atração.

 

AQUÁRIO DA CAPITAL 
Outro projeto "travado" pelo órgão foi o 'Aquário Salvador'. O prefeito informou que a prefeitura realizou uma reunião para tratar do assunto na semana passada e sinalizou que uma área da orla de Pituaçu será viabilizada para a construção do equipamento. A ideia é que a iniciativa privada atue para a construção e operação do aquário. Segundo o prefeito da capital, em 2023, a gestão tentou viabilizar a chegada do equipamento. 

 

"Estamos viabilizando uma área lá da região da orla de Pituaçu onde estamos requalificando aquele espaço e a ideia é que nessa área a gente possa desenvolver alguma parceria estratégica para que o privado possa construir, equipar e operar, um importante equipamento para ajudar também na economia da nossa cidade, agora a área já está praticamente viabilizada e vamos anunciar nos próximos dias qual a forma para desenvolvimento dessa estratégia", disse.

MPF entra com ação para evitar desabamento de igreja no Pelourinho
Foto: Reprodução / Turismo em Salvador

O Ministério Público Federal ajuizou uma ação civil pública (ACP) na última sexta-feira (14) para tentar salvar a Igreja de São Miguel, no Pelourinho, em Salvador. A  ação faz parte da campanha em alusão ao  Dia Nacional do Patrimônio Histórico e Cultural, celebrado em 17 de agosto, que promove diversas iniciativas ao redor do país. 

 

A igreja, tombada pelo Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan) em 1938, apresenta sinais graves de  deterioração. De acordo com o MPF já há desabamento parcial do telhado sobre a capela-mor, madeiras apodrecidas, infestação de cupins, infiltrações, instalações elétricas precárias, e buracos na cobertura.
  

O MPF pediu à Justiça decisão urgente contra a Ordem Terceira Secular de São Francisco (proprietária do bem), e também contra o Iphan, a União, o estado da Bahia e o município de Salvador. A ação pede ainda que o município isole a área de risco, em até 15 dias, e que sejam iniciadas as obras emergenciais, em até 30 dias.  

  

A proprietária do imóvel alega não ter recursos para as intervenções, mas o MPF sustenta que o tombamento impõe deveres de conservação e que o poder público tem responsabilidade solidária para evitar a perda do bem, que integra o Centro Histórico de Salvador, Patrimônio Mundial da Unesco.
 

“Trata-se, portanto, de um bem de relevância histórica nacional que necessita de imediatas medidas de conservação e restauro, sob pena de perda irreparável para a memória e identidade cultural brasileira”, alerta a procuradora da República Vanessa Previtera. 


Atualmente, em Salvador, a Defesa Civil de Salvador (Codesal) identifica cerca de 393 casarões em situação de risco. Nesse cenário, o MPF cobra medidas de prevenção e restauração em diversos prédios antigos da cidade.


A diversidade da atuação do MPF na defesa do patrimônio também alcança territórios e manifestações culturais de diferentes comunidades da Bahia, desse modo, as frentes da atuação do MPF na proteção do patrimônio vão da preservação de pinturas rupestres e igrejas centenárias à proteção de centros históricos e dos espaços e tradições de comunidades.

 

Por meio de investigações, recomendações, acordos e ações judiciais, o Ministério Público Federal busca prevenir danos, cobrar responsabilidades e garantir que bens culturais materiais e imateriais possam ser preservados para as próximas gerações.

      

Ilhéus realiza requalificação de praças e áreas públicas nos bairros e zona rural
Foto: Reprodução / Prefeitura de Ilhéus

A Prefeitura de Ilhéus vem executando um projeto de requalificação de praças e espaços públicos em diferentes bairros do município. Segundo a administração municipal, sob a gestão do prefeito Valderico Junior (União , as intervenções têm como objetivo recuperar áreas degradadas, pouco utilizadas ou com problemas de segurança, adaptando-as para o uso da população.

 

As melhorias englobam a renovação da iluminação pública, acessibilidade e instalação de áreas para caminhadas, encontros e atividades ao ar livre voltadas para crianças, idosos e famílias. A expectativa da gestão é que o aumento da frequência de moradores nestes locais beneficie também os comerciantes, trabalhadores e prestadores de serviço do entorno.

 

Além do impacto direto na rotina dos bairros, as reformas visam reforçar o potencial turístico da cidade, conhecida por suas praias e patrimônio histórico. Na Praça Lomanto Junior, a intervenção concentrou-se na valorização da vista panorâmica do município, oferecendo estrutura adequada para convivência e visitação.

 

Além da Praça Lomanto Junior, a Prefeitura já concluiu obras nos seguintes locais:

  • Praça Misael Tavares (bairro Cidade Nova)
  • Praça Cairu
  • Praça da Mangueira (bairro Nelson Costa)
  • Praça Dilson Guimarães de Oliveira (bairro Savoia)
  • Praça do Parque Infantil
  • Praça João do Norte (povoado de Santo Antônio)

 

As ações fazem parte da estratégia de desenvolvimento e planejamento urbano do município, com foco em integrar os espaços de convivência à rotina da população e tornar as áreas públicas mais acessíveis e atrativas.

Iphan aciona Prefeitura de Lençóis após denúncia de erosão em ponte histórica
Foto: Registro de denúncia / Acervo pessoal

O Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan) enviou um ofício à Prefeitura de Lençóis, município turístico na região da Chapada Diamantina, após a formalização de uma denúncia de erosão na ponte de pedra sobre o Rio Lençóis. A estrutura faz parte do conjunto tombado do município.

 

O ofício, assinado pelo superintendente do Iphan na Bahia, Hermano Guanais e Queiroz, foi encaminhado para o gabinete da prefeita Vanessa Senna na última sexta-feira (31) e detalha as informações referentes à denúncia, encaminhada ao Iphan por um morador.

 

O cidadão lençoense, que se identificou como Evilásio Santos, encaminhou a denúncia no dia 16 de julho. Na documentação enviada, ele anexou imagens da ponte que liga o centro de Lençóis à entrada do município, dividido pelo Rio Lençóis. “Em anexo seguem algumas fotos do estado da base de um dos pilares da ponte centenária sobre o Rio Lençóis; ponte esta que é a única ligação entre as duas partes da cidade”, escreveu.

 


Foto: Registro de denúncia / Acervo pessoal

 

Segundo a testemunha, “ao longo do tempo, as enchentes do rio acontecem frequentemente” e, por isso, “a preocupação é esse desgaste aumentar, o problema crescer e ficar mais difícil de solucionar”.

 


Foto: Registro de denúncia / Acervo pessoal

 

Nas fotos enviadas ao Iphan, Evilásio mostra que a base da ponte já foi parcialmente desgastada pela água. As pedras de sustentação parecem estar mais “finas” e “curtas” do que o comprimento dos alicerces, assim como algumas apresentam rachaduras.

 


Foto: Registro de denúncia / Acervo pessoal

 

Ainda na denúncia, o morador explica que está “alertando os órgãos competentes para a execução de análise técnica o mais breve possível”.

 

A região central do município de Lençóis é um dos dez conjuntos arquitetônicos e paisagísticos tombados pelo Iphan na Bahia. O local abrange 570 imóveis em uma área histórica preservada após o apogeu da mineração de diamantes no século XIX. O tombamento da região ocorreu em dezembro de 1973, sob o registro de tombamento nº 847-T-1971.

 

A denúncia foi analisada pela chefe da Divisão Técnica do Iphan, Larissa Souza, no dia 27 de julho. A responsável enviou um despacho ao gabinete da Superintendência solicitando que o órgão pedisse à Prefeitura de Lençóis “informações se há algum laudo atualizado de estabilidade estrutural da ponte”.

 

“Recomenda-se, ainda, a indicação para que a gestão municipal, caso não disponha desses levantamentos, viabilize a elaboração de uma avaliação pericial por profissional habilitado com ART, submetendo a respectiva proposta de intervenção à análise e anuência prévia desta Autarquia”, completa o relatório técnico.

 

Já no ofício da última sexta-feira, a Superintendência encaminhou as fotos da denúncia à gestão do município e destacou que, diante da erosão, “caso seja necessária a realização de intervenções na referida estrutura, solicita-se que a respectiva proposta seja previamente submetida à análise e à anuência do Iphan”.

 

“Esta Autarquia Federal coloca-se à disposição para prestar os esclarecimentos e as orientações que se fizerem necessários, reiterando seu compromisso com a cooperação institucional e com a atuação conjunta em prol da preservação e salvaguarda do patrimônio cultural brasileiro, em especial do conjunto tombado de Lençóis”, completa o ofício.

Iphan encontra danos estruturais durante vistoria na Igreja de São Bento e solicita manifestação de diocese em Salvador 
Foto: Divulgação

O Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan) encontrou falhas estruturais e de conservação na Igreja e Mosteiro de São Bento, no Centro Histórico de Salvador. Os danos foram encontrados em um processo administrativo de fiscalização, por meio vistoria técnica na edificação, que está interditada pela Defesa Civil de Salvador desde 2025, e é tombada desde 1938.

 

A fiscalização do órgão, que é responsável pela gestão de preservação e divulgação de patrimônios nacionais, ocorreu em junho deste ano e, segundo relatório oficial obtido pelo Bahia Notícias, encontrou “danos ao patrimônio, em razão da ausência de intervenções de manutenção e restauração do imóvel”, que é parte do patrimônio histórico de arquitetura barroca na capital baiana. 

 

No relatório, assinado pela servidora técnica Monalisa Macedo e protocolado no dia 07 de julho, o Iphan destaca que “a maior parte dos danos constatados derivam do precário estado de conservação do sistema de cobertura, que favorece a infiltração em diversos pontos da Igreja e do Mosteiro e provocando a deterioração das estruturas”. 

 

A interdição do espaço foi confirmada pela Codesal em fevereiro de 2025. Mais de um ano depois, a análise do Iphan identificou danos em ao menos três aspectos no prédio: infiltrações e oxidação nas estruturas, ação de cupins e fissuras. O material protocolado conta com imagens do cenário encontrado. 

 


Foto: Reprodução / Relatório do Iphan

 

“Dentre os principais danos, registra-se trechos com desprendimento de concreto expondo a armadura e favorecendo o processo de oxidação do aço na nave da Igreja, infiltrações em diversos pontos da Igreja e do Mosteiro, resultando em deterioração de forros e assoalhos de madeira, bem como deterioração de estruturas em concreto armado”, diz o trecho do relatório do Instituto do Patrimônio. 

 


Foto: Reprodução / Relatório do Iphan

 

A servidora relatou ainda que “praticamente em todos os pontos acessados foi possível verificar deficiência no sistema de telhamento, com a presença de telhas danificadas e deslocadas, além do acúmulo de limo e outras sujidades”. 

 


Foto: Reprodução / Relatório do Iphan

 

No entendimento do Iphan, o cenário encontrado na Igreja, que é mantida pela Ordem de São Bento na Bahia, fere diretamente o artigo 17 da Lei do Tombamento (Decreto-Lei nº 25/1937), que organiza a proteção do patrimônio histórico e artístico nacional. 

 

O texto aponta que “as coisas tombadas não poderão, em caso nenhum ser destruídas, demolidas ou mutiladas, nem, sem prévia autorização especial do Serviço do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional, ser reparadas, pintadas ou restauradas, sob pena de multa de cinquenta por cento do dano causado”. 

 

Em resposta aos problemas encontrados na Igreja e Mosteiro, o superintendente do Iphan na Bahia, Hermano Guanais Queiroz enviou um ofício, datado do dia 10 de julho, para a manifestação da Ordem beneditina em Salvador acerca das irregularidades encontradas. 

 

A entidade foi intimada a se manifestar sobre o processo administrativo em até 15 dias a partir do recebimento do ofício. “Destaca-se que o não atendimento à presente Notificação, dentro do prazo acima estipulado, poderá ensejar a continuidade dos atos regulares desta Superintendência, relativos à fiscalização do patrimônio tombado”, afirma. 

 

Ainda no dia 10 de julho, o Arquiabade do Mosteiro de São Bento, Joaquim Augusto, conhecido como Dom Emanuel d’Able do Amaral, reconheceu o recebimento do ofício. O andamento do processo agora depende da resposta da Ordem frente aos apontamentos do Iphan. 

 

IGREJA DE SÃO BENTO 
O primeiro prédio do Mosteiro começou a ser construído a partir de 1582 e as edificações, ainda incompletas, começaram a ser habitadas pelos monges em 1584. O edifício atual foi construído entre os séculos XVII e XX, e seu altar-mor é de 1871. Estudos brasileiros como o de Handel Cecílio (2014), apontam que o espaço foi o primeiro Mosteiro Beneditino nas Américas e fora da Europa.

 


Igreja de São Bento, localizado no Largo de São Bento, em um cartão postal do século XX e de 1870, respectivamente. Fotos: Acervo digital do Iphan.

 

Com mais de 400 anos de história, o prédio foi reconhecido como patrimônio histórico e cultural do Brasil em 1938, há 88 anos. Além do valor arquitetônico, o Mosteiro ainda abriga uma das mais completas bibliotecas históricas com registros raros, datados entre 1500 e 1503.  

 

A Biblioteca do Mosteiro de São Bento da Bahia foi fundada em 1582, reúne um acervo bibliográfico considerável, acumulado e conservado ao longo de mais de quatro séculos com obras como são manuscritos, iluminuras, livros, documentos históricos, cartas, testamentos, mapas, desenhos e plantas de arquitetura, partituras musicais. 

Prefeitura de Salvador envia projeto de restauração do Memorial Mãe Menininha de Gantois ao Iphan
Foto: Divulgação / Terreiro do Gantois

A Prefeitura de Salvador solicitou ao Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan) a realização de uma restauração arquitetônica do Memorial Mãe Menininha de Gantois, localizado no Terreiro do Gantois, em Salvador. O memorial mantém registros, documentos e todo um acervo sobre a trajetória e o legado da ialorixá, que é uma das mais importantes figuras das religiões de matriz africana no Brasil.

 

Conforme o processo ao qual o Bahia Notícias teve acesso, o projeto foi enviado na última segunda-feira (11) e protocolado na terça (12), por meio de um requerimento enviado pela Fundação Mário Leal Ferreira (FMLF), autarquia do Executivo Municipal responsável pela coordenação e elaboração de planos e projetos urbanísticos. Conforme o preenchimento de um formulário, a entidade solicita uma Autorização de Intervenção em Bem Imóvel, processo no qual o órgão de patrimônio concede a liberação para reformas em prédios tombados.

 

O Ilê Iyá Omi Axé Iyamassê, conhecido como Terreiro do Gantois, é um terreiro de candomblé fundado em 1849, no bairro da Federação, em Salvador, por Maria Júlia da Conceição Nazaré, avó de Mãe Menininha do Gantois.

 


Foto: Acervo / Terreiro do Gantois

 

O espaço foi oficialmente tombado pelo Iphan em 2002, como o segundo terreiro de candomblé a ser reconhecido como patrimônio nacional em Salvador. No entanto, antes mesmo da garantia de proteção nacional, o local já era considerado Área de Proteção Cultural e Paisagística desde 1985, mediante legislação municipal, ainda sob a gestão de Mãe Menininha do Gantois.

 

Maria Escolástica da Conceição Nazaré, conhecida como Mãe Menininha do Gantois, foi a líder mais longeva do terreiro. A líder religiosa tornou-se nacionalmente reconhecida pela sua influência cultural, pela luta contra o racismo religioso na Bahia e pela defesa da convivência pacífica entre religiões, especialmente o candomblé e a Igreja Católica. Seu memorial foi fundado em 1992, cerca de seis anos após o seu falecimento.

 

Foto: Acervo / Terreiro do Gantois

 

No local, são expostas mais de 500 peças referentes à história, objetos rituais, e pessoais de Mãe Menininha do Gantois. Conforme a cartilha disponível no site do terreiro, "o acervo do Memorial Mãe Menininha do Gantois é um testemunho da história da tradição nagô na Bahia, e das trajetórias religiosas que se integram às trajetórias sociais e culturais da cidade do São Salvador". As peças incluem mobiliário, indumentária, objetos de uso pessoal, atributos, louças, documentos e fotografias. 

 

SOLICITAÇÃO DE INTERVENÇÃO
No pedido de autorização enviado ao Iphan este mês, a Fundação Mário Leal solicitou a análise e a aprovação do anteprojeto de arquitetura para o Memorial Mãe Menininha do Gantois. O formulário ainda cita a “liberação dos recursos correspondentes ao Plano de Trabalho – Programa PAC/IPHAN”.

 

O Programa de Aceleração do Crescimento (PAC), do Governo Federal, é uma ação coordenada de investimentos que destina recursos a obras ou aquisição de dispositivos para áreas como transporte, saúde e infraestrutura, por meio de entes públicos e privados.

 

Segundo a fundação, a autorização “trata-se da etapa de elaboração de projeto que compreende o Restauro do Memorial para fins de captação de recursos, assim que concluído o projeto”.

 

Com o lançamento do Novo PAC, em 2023, o Iphan realizou a primeira rodada de investimentos por meio do PAC Seleções no mesmo ano, com execução nos dois anos seguintes, entre 2024 e 2025. A segunda rodada segue com edital aberto até o final deste mês.

 

As mudanças destacadas na intervenção são o restauro e a adequação dos espaços para promoção de acessibilidade. A presidente da FMLF afirmou, em ofício enviado ao Iphan, que “o referido anteprojeto contempla as diretrizes arquitetônicas e conceituais para a implantação do memorial, buscando respeitar os valores históricos, culturais e simbólicos do sítio, bem como as especificidades do bem tombado e de seu entorno”.

 

DIAGNÓSTICO
No material anexado ao procedimento, a Fundação apresenta, entre outros itens, uma lista mestra de recursos, um memorial descritivo sobre o memorial e as significâncias atreladas aos seus espaços, às premissas da intervenção e ao anteprojeto da intervenção.

 

O diagnóstico da situação atual do local, detalhado principalmente no documento de diagnóstico de patologias e reforçado no memorial descritivo do anteprojeto, cita que o Memorial Mãe Menininha do Gantois apresenta, de modo geral, um bom estado de conservação. “A edificação apresenta um bom estado, com pequenas lesões, sujidades e patologias relacionadas à pintura”, diz um trecho da nota técnica.

 


Imagem anexada no diagnóstico com relação a situação do piso do Memorial. Fonte: Yoanny Calvo / Fevereiro de 2025

 

Entre os pontos considerados estão alguns danos estruturais, a acessibilidade e a infraestrutura. Destaca-se, no projeto da Fundação, que a acessibilidade seria a questão mais crítica, já que o Memorial não possui condições de acessibilidade plena por falta de rota acessível com piso tátil, acessos feitos exclusivamente por escadas estreitas, entradas curtas e um mobiliário não inclusivo para cadeirantes.

 


Imagem anexada no diagnóstico com relação ao primeiro pavimento do Memorial. Fonte: Yoanny Calvo / Fevereiro de 2025

 

PROPOSTAS DE REFORMA
Considerando estes pontos, a proposta da Fundação Mário Leal Ferreira destacou cinco objetivos para a realização das intervenções, entre eles: preservar a estrutura existente e prever a recuperação estrutural dos elementos com o desgaste natural dos materiais; propiciar condições plenas de acessibilidade ao Memorial, considerando o percurso acessível, sem interferir na funcionalidade e nos fluxos dos rituais; e preservar a simplicidade estética que caracteriza a edificação e seus espaços.

 

O anteprojeto também apresenta os principais eixos e elementos previstos na intervenção proposta para o Memorial Mãe Menininha do Gantois. Os aspectos do projeto podem ser divididos em quatro eixos: garantia da acessibilidade e circulação; requalificação do pavimento térreo; expografia e reserva técnica; intervenção na fachada e, por fim, a recuperação estrutural da infraestrutura. Os documentos apresentados ao Iphan não demonstram, em formato 3D, as mudanças sugeridas, mas o Bahia Notícias detalhou as descrições das mudanças enviadas para a aprovação do Instituto.

 

Na área de acessibilidade, o projeto propõe a instalação de um elevador para atender à norma NBR 9050, garantindo o deslocamento de cadeirantes e pessoas com mobilidade reduzida, além de uma nova escada com maior espaço e integração visual, para uma melhor circulação.

 

Na esfera de requalificação do primeiro pavimento, a proposta da Fundação prevê que o espaço deve ser incorporado ao memorial, com a criação de uma sala de estar/recepção, novos sanitários (incluindo uma unidade PcD) e integração com a zona religiosa do terreiro.

 

O eixo de “expografia e reserva técnica” diz respeito à área de exposição do acervo. Neste caso, o anteprojeto prevê a ampliação da área expositiva, reorganizando o acervo nos setores: "a mulher (Maria Escolástica)", "a sacerdotisa" e "o aposento"; a criação de uma sala audiovisual no segundo pavimento; modernização dos armários e estantes de exposição, além de garantir a climatização natural para fins de preservação do acervo.

 

Para a intervenção na fachada, a FMLF sugere a adaptação a uma estética contemporânea, com elementos de circulação envolvidos por uma chapa metálica que deve reproduzir uma imagem icônica de Mãe Menininha, em uma homenagem simbólica. Já na recuperação estrutural, o anteprojeto prevê a recuperação de elementos de concreto que apresentam fissuras, a realização de novas instalações elétricas e hidrossanitárias, além da criação de um novo vestiário para os membros da casa.

 

PROCESSO NO IPHAN
Após a protocolização do requerimento e anexos por parte da Fundação Mário Leal Ferreira, a Superintendência do Iphan na Bahia formalizou o recebimento dos documentos nesta quinta-feira (14). Em despacho enviado à Coordenação de Apoio Técnico, responsável pela análise do pedido, o coordenador Fellipe Decrescenzo Andrade Amaral constatou o recebimento do requerimento e deu início à tramitação interna da proposta.

 

“Remeto aos cuidados de vossa senhoria o Requerimento, com anexos, encaminhado pela Presidente da Fundação Mário Leal Ferreira, Sra. Tânia Scofield, solicitando análise e manifestação”, diz o despacho.

 

Conforme a análise do anteprojeto e dos documentos enviados pela Prefeitura de Salvador, os agentes técnicos do Iphan devem emitir um parecer sobre o requerimento. Nesta etapa, historiadores, arquitetos e/ou arqueólogos avaliam se a intervenção pode descaracterizar o imóvel ou prejudicar o seu entorno e seus usos.

 

Em caso de avaliação positiva, será emitido um ofício de autorização para a realização da obra. Após a obtenção das demais licenças, como o alvará municipal, e o resultado dos editais para captação de recursos, a obra poderá ser iniciada. Por fim, o Iphan ainda pode solicitar o “Acompanhamento Arqueológico”, procedimento que, apesar de não ser obrigatório, pode ser exigido em casos específicos.

Incêndio atinge igreja histórica na Holanda durante ano-novo
Foto: Reprodução / AFP

Um incêndio de grandes proporções atingiu a Vondelkerk, igreja histórica localizada nas proximidades do Vondelpark, em Amsterdã, na Holanda, nas primeiras horas do ano-novo, nesta quinta-feira (1º).

 

 

Segundo informações da agência Reuters e da emissora local NOS, o fogo começou pouco antes da 1h da madrugada (horário local), o que corresponde às 21h de quarta-feira pelo horário de Brasília.

 

As chamas tiveram início na parte superior do edifício e se espalharam rapidamente, alcançando a torre da igreja, que sofreu um colapso parcial. O incidente causou apreensão entre moradores e turistas que estavam na região.

 

Por conta da queda de destroços em chamas, autoridades locais evacuaram dezenas de residências no entorno como medida de segurança. Até o momento, não há registro de feridos.

 

As causas do incêndio ainda são desconhecidas e seguem sob investigação das autoridades holandesas.

 

IGREJA CENTENÁRIA

Construída em 1872, a Vondelkerk, também conhecida como Igreja do Sagrado Coração de Jesus, é um dos patrimônios históricos de Amsterdã e foi, por décadas, um importante espaço de culto católico na cidade.
 

Salvador possui 101 equipamentos tombados pelo Iphan com primeiros registros em 1938; veja lista
Mosteiro e Igreja da Graça | Foto: Divulgação

A capital baiana não ficaria de fora do elevado número de processo de tombamento através do Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan). Com a Bahia sendo o terceiro estado com maior acervo do país, Salvador é o município onde existem mais tombamentos: 101 ao total. 

 

Com os primeiros registros feitos pelo Iphan em 1938, entre equipamentos e acervos tombados estão o Convento e Igreja de Nossa Senhora da Lapa e o Convento Igreja do Desterro, Igreja Matriz de Monte Serrat, além do Mosteiro e Igreja da Graça. Os registros no livro de tombos do Iphan foram feitos a partir de março daquele ano. 

 

Teatro Castro Alves, tombado em 2003 | Foto: Iphan

 

Os últimos tombamentos em Salvador são datados dos anos 2000, sendo o último em 2008, com o tombamento da cidade, em seu conjunto arquitetônico, urbanístico e paisagístico da Cidade Baixa. De 2002 até 2005 também foram tombados o Terreiro de Candomblé Ilê Axé Oxumaré, o Teatro Castro Alves, o Terreiro Tumba Junsara, além da Igreja de Nossa Senhora da Vitória e do seu acervo móvel e integrado. 

 


Terreiro de Candomblé Ilê Axé Oxumaré | Foto: Divulgação

 

Os números foram compilados pela Fiquem Sabendo, organização sem fins lucrativos especializada em transparência pública. A agência usou como gancho o acidente do dia 5 de fevereiro, quando parte do teto da Igreja de São Francisco de Assis, no Pelourinho, em Salvador, desabou durante horário de visitação.

 

Na capital baiana ainda se destacam o tombamento de quatro Fortes, sendo eles: Forte da Gamboa, Forte de Santa Maria, Forte de Santo Antônio da Barra e o Forte de São Marcelo. 

 

ACIDENTE MARCANTE
A turista Giulia Panchoni Righetto, de 26 anos, faleceu após o colapso estrutural que também deixou outras cinco pessoas feridas. Tombado como patrimônio histórico pelo Iphan, o templo é um dos principais exemplares do barroco brasileiro.

 

Um mês após parte do teto da igreja de São Francisco de Assis desabar, o Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan) contratou uma empresa para execução de serviços emergenciais no templo religioso localizado no Pelourinho, em Salvador, e segue interditado pela Defesa Civil.

 

A lista fornecida pelo Iphan inclui mais de 2,5 mil itens em todo o Brasil, entre imóveis de diferentes tipos — de casarões a igrejas — além de conjuntos arquitetônicos e acervos documentais e artísticos. Entre os 298 registros mais antigos, estão bens tombados ainda em 1938, como a própria Igreja de São Francisco de Assis.

Após novas descobertas prefeitura de Tucano lança campanha de proteção e promete ações para preservação na cidade
Foto: Reprodução / Bahia Notícias

Com mais descoberta em novembro na região do sítio arqueológico de Tucano, definido pelo Iphan no começo do mês, após a repercussão da matéria do Bahia Notícias, a Prefeitura lançou uma campanha de proteção intitulada "Preservar nossa história é proteger quem somos". A iniciativa visa conscientizar a população sobre a importância de preservar as gravuras rupestres recém-descobertas.

 

Além disso, em entrevista ao Bahia Notícias, o autor da descoberta, professor André Carvalho, confirmou o interesse da política local na temática. Ele relatou que entrou em contato com algumas figuras políticas, como o prefeito reeleito Ricardo Filho (MDB), que garantiu maior apoio às pesquisas, junto a um vereador com um projeto municipal.

 

"Um vereador me informou que vai propor a criação da guarda ambiental municipal, direcionada para a preservação do meio ambiente e também para preservar as gravuras rupestres. Já o prefeito [Ricardo Filho] disse, em ligação, que a partir do ano que vem vai garantir apoio para as pesquisas", conta o historiador.

 

Imagens dos registros descobertos e revelados em novembro | Foto: Reprodução / Bahia Notícias / André Carvalho

 

Desde a descoberta das gravuras rupestres, o historiador tem tido um trabalho longo de pesquisa com 4 meses na região e tem revelado cada vez mais sobre a vida pré-histórica no semiárido baiano. Recentemente, o historiador André Carvalho e uma equipe de amigos encontraram novos achados que aprofundam ainda mais nosso conhecimento sobre as antigas civilizações que habitaram a região.

 

Região rochosa das descobertas, registro de André com amigos explorando | Foto: Reprodução / Bahia Notícias / André Carvalho

 

Entre os achados mais recentes, estão novos registros de pinturas e marcações rochosas, sugerindo que as gravuras podem estar associadas a atividades cotidianas e rituais dessas sociedades antigas. "A ampliação dos achados arqueológicos pode reconstruir com mais precisão o modo de vida e as práticas culturais desses povos", destacou Carvalho.

 

Mais descobertas deste mês pelo grupo | Foto: Reprodução / Bahia Notícias

 

A repercussão da matéria anterior publicada pelo Bahia Notícias gerou um movimento significativo em Tucano. Em resposta, a prefeitura lançou a campanha "Preservar nossa história é proteger quem somos". A campanha pretende sensibilizar a população local e os visitantes sobre a importância de preservar o sítio arqueológico recém-descoberto.

 

A campanha reforça mensagens cruciais para a preservação do patrimônio, veja:

 

"Respeitar a história é garantir que ela continue inspirando gerações futuras", afirma o lema da campanha. A iniciativa busca educar a comunidade e promover um senso de responsabilidade coletiva sobre a preservação desse tesouro arqueológico. "Após a matéria, o Secretário de Comunicação entrou em contato comigo. Já lançou nas redes sociais da Prefeitura uma campanha de conscientização", declarou Carvalho. 

Justiça ordena Iphan e Ibram criarem protocolo de ação para combate ao furto de bens culturais brasileiros
Foto: Mateus Pereira / GOVBA

O Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan), o Instituto Brasileiro de Museus (Ibram) e a União terão 180 dias para criar um protocolo de comunicação e atuação junto a instituições públicas e privadas para prevenir e reprimir o furto e o tráfico de bens do patrimônio histórico e cultural brasileiro. Esse foi o prazo estabelecido pela Justiça Federal no Rio de Janeiro em ação movida pelo Ministério Público Federal (MPF)

 

Dentro deste mesmo período, o Iphan, Ibram e a União deverão atualizar as listas de bens culturais desaparecidos e cadastrar essas listas na base de dados da Interpol. 

 

Segundo a decisão judicial, o Ibram deve ainda implementar o inventário nacional dos bens dos museus até o final do primeiro semestre de 2025. As medidas foram determinadas pela Justiça Federal em caráter liminar, durante audiência realizada em 3 de julho, com parte do andamento do processo.

 

A ação do MPF foi ajuizada após investigação que constatou a negligência dos órgãos de fiscalização na prevenção de danos e na condução de políticas públicas de documentação e guarda segura de acervos. Além disso, ficou clara a falta de articulação desses órgãos, em nível nacional e internacional, e de ações para identificar os criminosos e repatriar os bens que são ilicitamente levados para fora do país.

 

De acordo com estimativa elaborada no curso das investigações, pelo menos 2.200 bens já foram subtraídos do território nacional. São bens furtados, roubados, saqueados, revendidos, exportados e até exibidos em museus e galerias estrangeiras, sem qualquer esforço das autoridades brasileiras para recuperá-los.

 

O Iphan, o Ibram e a União devem, também em 180 dias, criar rotinas de atuação coordenada com os órgãos responsáveis pela guarda e preservação de bens culturais, tanto de prevenção quanto de repressão aos ilícitos, com a colaboração dos entes federais de inteligência, investigação e fiscalização, em especial a Polícia Federal.

 

Eles terão que desenvolver, ainda segundo a decisão judicial, mecanismos de comunicação interna entre todos os órgãos da administração pública que têm atribuições legais de proteger o patrimônio cultural, em conjunto com ações integradas ao Sistema Nacional de Cultura (SNC) e à Polícia Federal. O objetivo da medida é garantir a comunicação acerca de bens culturais desaparecidos e tornar as investigações mais céleres e eficientes.

Sesc realiza estudos para dar continuidade a restauração do antigo Palácio do Menor, em Feira de Santana
Foto: Reprodução / Sesc Bahia

O Serviço Social do Comércio (Sesc) está realizando estudos para atualização do projeto e contratação de profissional especializado em restauro para a requalificação do casarão construído pelo coronel João Pedreira de Cerqueira, em Feira de Santana. A informação foi cedida pela diretora regional em exercício da instituição, Juliana Almeida de Freitas, através de ofício enviado ao Bahia Notícias nesta terça-feira (4).  

 

O desdobramento recente representa uma atualização no processo, após 16 anos da cessão do patrimônio pela prefeitura do município à instituição, que se comprometeu com a revitalização do prédio. De acordo com o Sesc, a iniciativa de dar continuidade ao restauro foi tomada após a posse da nova administração regional, em outubro de 2022, e está sendo tocada através de uma parceria com o Instituto do Patrimônio Artístico e Cultural da Bahia (Ipac).

 


Foto: Reprodução / Prefeitura Municipal de Feira de Santana

 

Segundo informou a entidade integrante do Sistema S, que mantém um centro cultural e um restaurante na mesmo terreno do prédio que deverá ser recuperado, o histórico de entraves para a realização da intervenção inclui um processo judicial movido pela organização Palácio de Acolhimento ao Menor de Feira de Santana. 

 

“Durante o curso desse processo, foram tomadas algumas ações administrativas iunto ao Instituto do Patrimônio Artístico Cultural - IPAC, visando a aprovação do projeto de reforma. O projeto foi aprovado com ressalvas para a contratação de mão de obra especializada em restauro”, explicou a diretoria, que também afirmou ter aguardado a decisão da Justiça para intervir na estrutura.

 

O desfecho para a questão, pontuou a instituição, só se deu em um momento em que era impossível tocar obras no local. “O processo foi arquivado no auge da pandemia, período em que não era possível seguir com os atos, processos e autorizações necessárias para dar seguimento a reforma necessária no referido imóvel”, disse o texto.

 

No casarão funcionou, em diferentes momentos, uma fundação de acolhimento a órfãos, o Palácio do Menor; a sede da antiga Santa Casa; e o 1º Batalhão de Polícia Militar da cidade. A edificação do imóvel, entre 1850 e 1858, se deu em função de uma visita que Dom Pedro II fez a Feira de Santana em 1859.

 

Na época da divulgação do projeto inicial - que também incluía o centro cultural e o restaurante -, foi anunciado que o espaço passaria a ser usado para a promoção de atividades culturais, educativas e para a realização de eventos. A fim de conter possíveis desabamentos e proteger a estrutura de intempéries, equipes contratadas pelo Serviço Social do Comércio instalaram escoras e construíram uma cobertura.

 


Projeto inicial do Centro Cultural e Restaurante do Sesc | Foto: Divulgação

 


Consultado pela reportagem, o Ipac indicou através de nota que o bem em questão encontra-se protegido sob processo de tombo e possui "notável mérito arquitetônico, com valor histórico, artístico, cultural e paisagístico". Conforme o instituto, em 2021, a Fecomércio Bahia apresentou um projeto de requalificação do imóvel para a construção do Centro SESC Feira II, que foi aprovado pela Diretoria de Projetos, Obras e Restauro. 

 

Como afirmou o comunicado, compete à autarquia estadual a análise do projeto e orientação técnica para assegurar a integridade da edificação tombada, conforme as normas de proteção e estímulo à preservação do patrimônio cultural. 

Diretor do Ipac explica processo para tombar Palácio Rio Branco; interesse é 'preservar bem'
Foto: Priscila Melo / Bahia Notícias

Funcionário de carreira do Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan), o arquiteto João Carlos de Oliveira é, desde 2014, o diretor do Instituto do Patrimônio Artístico e Cultural da Bahia (Ipac). Especialista em Conservação e Restauração de Monumentos e Conjuntos Históricos pela Universidade Federal da Bahia (UFBA), o gestor cedeu entrevista ao Bahia Notícias e falou sobre temas caros ao debate público acerca do patrimônio do estado.

 

Sempre se referindo a sua atuação no plural e com expressões como "a gente", o arquiteto e servidor federal de carreira procura dar um sentido de compartilhamento da sua gestão à frente do instituto.  

 

Dentre os assuntos debatidos estão a interiorização das ações do órgão estadual - prometido como uma das suas metas quando assumiu a pasta -; as estratégias para driblar os recursos cada ano menores na Lei Orçamentária Anual (LOA) estadual; e a polêmica em torno da destinação do Palácio do Rio Branco, no Centro Histórico de Salvador.

 

Outra polêmica, essa mais recente, é a em que o Ipac esteve imerso nos últimos meses em relação à realização de shows na área externa do Solar do Unhão, que abriga o Museu de Arte Moderna da Bahia (MAM-BA). A situação foi questionada pela opinião pública e pela imprensa - o que gerou o cancelamento de um show do sertanejo Luan Santana, no início deste mês (relembre aqui). Clique aqui e leia a entrevista completa na coluna Cultura.

Prefeitura conclui base de dados sobre imóveis tombados em Salvador
Foto: Divulgação

Foi concluída uma base de dados georreferenciados sobre imóveis tombados em Salvador, que reúne informações da Prefeitura, IPAC e IPHAN. O anúncio foi feito nesta terça-feira (24), pela Fundação Mário Leal Ferreira (FMLF), durante a realização da 3ª Oficina “O Centro Antigo uma Área de Proteção Cultural e Paisagística”. O banco de dados dará suporte à avaliação de projeto de intervenção e a regulamentação da APCP (Área de Proteção Cultural e Paisagística) do Centro Antigo da capital baiana.


Denominada “Patrimônio Histórico”, a plataforma é um dos primeiros resultados da articulação interinstitucional promovida pela FMLF, unindo as esferas municipal, estadual e federal, com o objetivo de construir coletivamente instrumentos que possam subsidiar a reabilitação do Centro Antigo de Salvador. A base de dados é um produto do Salvador Dados, Sistema de Informações Municipal que está sob responsabilidade da FMLF. “Isso representa um grande avanço porque, a partir dessa base única de informações, passamos a ter uma leitura ampla da atuação de todos os entes, nas últimas três décadas, pelo menos”, observa Tânia Scofield, presidente da Fundação Mário Leal Ferreira.

Reaberta após 20 anos, Igreja do Passo ganhará memorial do ‘Pagador de Promessas’
Foto: Mateus Morbeck / Divulgação

Fechada há cerca duas décadas, a igreja do Santíssimo Sacramento da Rua do Passo, cujas escadarias ganharam o mundo através das telas de cinema no clássico “O Pagador de Promessas”, reabrirá as portas na próxima segunda-feira (5), após três anos de reformas. Construído em 1736, tombado como patrimônio histórico desde 1938 e localizado entre o Pelourinho e o Santo Antônio Além do Carmo, em Salvador, o templo foi totalmente restaurado por meio do Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan), com um investimento de R$11,3 milhões do Governo Federal, no âmbito do PAC Cidades Históricas. “Os principais problemas eram relacionados à deterioração dos bens integrados, quadros, imagens, altares, além de problemas estruturais sérios”, revelou o superintendente do Iphan na Bahia, Bruno Tavares. “Ela está localizada próximo à encosta e apresentava uma rachadura que ia de um lado a outro, então nós fizemos um trabalho de consolidação estrutural para evitar que uma parte da igreja ruísse com o passar do tempo”, acrescentou, lembrando que em alguns lugares as fendas chegavam aos dois centímetros de espaçamento e que a equipe precisou fazer uma investigação minuciosa para identificar as causas dos problemas estruturais.


Diante do grau de deterioração, foi preciso começar a trabalhar pelos alicerces do imóvel. “Fizemos uma cortina atirantada, foram colocados 22 tirantes na base da igreja que está voltada para a encosta, e aí fizemos o trabalho de consolidação estrutural do restante, de costura, digamos assim, das alvenarias e das paredes. Mas basicamente foi a restauração completa da igreja”, explicou o superintendente do Iphan. Além da estrutura, que foi a principal preocupação durante a reforma, Bruno Tavares conta que problemas de conservação também foram solucionados, a exemplo da recuperação de toda a parte em madeira, além da pintura, douramento e azulejos. “Imagine você uma igreja que fica 20 anos fechada, o que a gente encontrou lá...”, ponderou o dirigente do Iphan. Não é preciso muita criatividade para prever os estragos ocasionados pelo tempo e a falta de uso, mas Tavares relata alguns deles: cupins, madeira deteriorada, azulejos sofrendo com salinidade e humidade. “A gente costuma dizer o seguinte: o uso está diretamente ligado à conservação do edifício. Porque no dia a dia, se você percebe sujeira, um probleminha de um azulejo faltando, ou algum outro problema, você recupera de imediato. Pelo menos, na medida do possível você faz a conservação”, explica. “Na medida que o monumento fica fechado, pela falta de capacidade de efetuar essa manutenção, o problema só piora. Porque se acumula sujeira, a humidade é um problema também, principalmente para a madeira. Se você tem uma telha não trocada, você pode ter um gotejamento sobre a madeira, que fica suscetível a um ataque de cupim, então é toda uma cadeia de acontecimentos que resulta da falta de uso e do fechamento, que pode levar o monumento à ruina”, avalia Tavares. 

 

 

Veja algumas imagens da igreja antes das obras:

Igreja do Passo - Antes de Restauro


O processo de deterioração da Igreja do Passo começou em 1998.  “Houve o arruinamento de um elemento da capela-mor, que é um coroamento do altar que chamam de baldaquino. Esse elemento em madeira ruiu e provocou um dano considerável ao altar-mor. Foi um incidente que levou ao fechamento definitivo da igreja”, lembra Bruno Tavares. A interdição definitiva aconteceu em 2006, por indicação do Iphan, do Instituto do Patrimônio Artístico e Cultural do Estado da Bahia (Ipac) e da Defesa Civil. “Havia de fato um risco, houve uma série de inspeções que resultaram nessa recomendação de fechamento”, acrescentou. Para reverter tal quadro, cerca de 80 pessoas de diversas áreas integraram uma equipe multidisciplinar, que incluiu profissionais de áreas como construção civil, carpintaria, marcenaria, engenharia, especialistas e consultores em restauro de pinturas, azulejaria, imagens e arte sacra. “O campo do restauro não é apenas a restauração em si, envolve uma série de disciplinas que têm que trabalhar de forma integrada”, contextualiza Tavares. 


O superintendente lembra também que, mesmo interditado, o monumento histórico seguiu na memória de baianos e turistas. “A Igreja do Passo é bem emblemática, apesar do fechamento o uso no entorno continuou ocorrendo. Um exemplo disso era a utilização da escadaria, numa espécie de resistência. Era utilizada para realizar alguns eventos, Gerônimo usava aquele espaço para pequenos shows. Isso que, de certa forma, trazia as pessoas. Então ela foi fechada, mas não foi esquecida. Inclusive porque ela está na memória das pessoas pelo fato de ser conhecida no mundo inteiro como a Igreja do Pagador de Promessas por conta do filme que ganhou a Palma de Ouro no festival de Cannes”, afirma, destacando ainda que a importância de devolver o espaço à sociedade está não só pela possibilidade de dar continuidade aos atos ecumênicos, mas também porque ali funcionará um espaço aberto para a comunidade.

 

Confira imagens da Igreja do Passo após restauração:

Igreja do Passo - Após Restauro


De acordo com Bruno Tavares, existe uma preocupação do Iphan sobre a sustentabilidade dos monumentos restaurados, sobretudo as igrejas, para que eles se mantenham no transcorrer do tempo e não necessitem de novos investimentos para restauração a curto prazo. “A gente tem discutido com a irmandade que é responsável pelo monumento, assim como a arquidiocese também, para trazer diversos usos para a igreja além da realização das missas”, conta o superintendente do Iphan, revelando que após a reabertura oficial o espaço ganhará um memorial do filme “O Pagador de Promessas”, construído pela Fraternidade Samaritana Beneditina, responsável pela igreja. Ele revela ainda que é planejado para o local a implantação de um café colonial com vista para a Baía de Todos-os-Santos e também uma escola de restauro, com o apoio do Iphan e do Ipac.

Conjunto arquitetônico é tombado pelo Ipac em São Francisco do Conde
Tombamento aconteceu nesta quarta | Foto: Divulgação

O conjunto arquitetônico que circula a Praça da Independência e a Casa de Câmara e Cadeia, no município de São Francisco do Conde, situado na Região Metropolitana de Salvador, foi tombado como patrimônio histórico. A notificação de abertura do processo de tombamento, pelo Instituto do Patrimônio Artístico e Cultural da Bahia (IPAC), aconteceu nesta quarta-feira (13), após solicitação do departamento de patrimônio histórico da Secretaria de Cultura da cidade, sob argumentação de que “os equipamentos apresentam importantes itens da arquitetura oficial do período colonial e apresentam características tipológicas do século XVII”. Para o secretário de Cultura do município, Osman Ramos, “além da parceria do Ipac, o tombamento nos traz fortalecimento político e resgata a garantia e a preservação da nossa história com passado glorioso e o presente promissor. Agora vamos caminhar com passos largos para cuidar do nosso patrimônio histórico”.

De forma independente, Circuito Cine Éden movimenta cena cultural de Ipiaú
Foto: Divulgação

Três anos após sua primeira edição, o Circuito Cine Éden volta a movimentar o município de Ipiaú, no sul da Bahia, entre os dias 14 e 17 de junho. O festival acontece justamente no momento em que artistas têm se organizado para reivindicar a revitalização do Cine Teatro Éden, cuja fachada é tombada como Patrimônio Histórico Cultural (clique aqui e saiba mais). “Resolvemos fazer o evento de forma independente, acionando parcerias que ajudaram com serviços e materiais, para que, além do virtual, tivéssemos um espaço presencial para encontro e debate sobre a revitalização do Cine Éden. Não há como realizar nada dentro do cine Éden pois a estrutura está ruim, telhado perto de cair e não há um espaço adequado para realizar todas as ações num só espaço, por isso procuramos espaços que já possuem a estrutura necessária para realizarmos cada uma das ações”, explicou o cineasta ipiauense Edson Bastos, idealizador do Circuito e representante do movimento “Por Um Novo Cine Éden”. 


Sensível às reivindicações, o governo municipal de Ipiaú já manifestou interesse em colaborar com a requalificação do espaço, tendo se reunido, em abril, com a classe artística (clique aqui e saiba mais). “A prefeitura está interessada em revitalizar. Acabou de abrir um edital do Fundo Setorial do Audiovisual em que ela entra com o terreno e a desoneração dos impostos, o governo estadual investe R$ 2 milhões e o governo federal investe até R$ 8 milhões para o governo estadual revitalizar três cinemas de cidade do interior com mais de 20 mil habitantes”, contou Edson Bastos, revelando que os representantes do movimento já buscam negociar com Rui Costa para a concretização do projeto. “Agora estamos tentando conversar com o governador, mas ainda não conseguimos marcar reunião com ele”, afirmou.

 


Evento terá participação do ex-ministro da Cultura Juca Ferreira | Foto: Luiz Fernando Teixeira / Bahia Notícias

 

Circuito Cine Éden
Com programação gratuita distribuída em diversas partes da cidade, o evento terá uma mostra com exibição de 14 de filmes, além de atividades como bate-papos, oficinas, show musical e lançamento de livro. Um dos destaques do evento é a mesa de debate “Cultura como Direito Humano - Por Um Novo Cine Éden”, que acontece no dia 16 de junho, às 14h, no Campus XXI da Universidade do Estado da Bahia, com a presença de Juca Ferreira (Ex-ministro da Cultura), Daniel Puig (Pró-reitor da UFSB) e Denise Teixeira (Arquiteta, filha de Euclides Neto). No mesmo dia, às 19h, a Câmara de Vereadores de Ipiaú receberá o lançamento do livro “Portas do Éden: a poética de José Américo Castro e o Imaginário Coletivo de Ipiaú”, organizado por Paulo Magalhães e escrito pelo jornalista, escritor e poeta José Américo Castro (clique aqui e confira a programação completa).

Prédio da Antiga Faculdade de Medicina da Bahia é tombado como Patrimônio Cultural
Foto: Divulgação
O Ministério da Cultura homologou o tombamento do prédio da Antiga Faculdade de Medicina da Bahia, situada no Pelourinho, em Salvador. A decisão foi publicada no Diário Oficial da União nesta quinta-feira (24). A faculdade, criada por D. João VI, em 1808, é a mais antiga instituição de ensino superior no Brasil e o prédio hoje abriga o Memorial de Medicina, com um vasto acervo, entre documentos, teses doutorais e livros históricos.
Pelourinho é tema de exposição no Museu Tempostal
Cenário de cartão-postal da Bahia, o Pelourinho será tema de exposição no Museu Tempostal. “Pelourinho – Um cartão-postal da Bahia” é composta por 150 imagens de postai e fotografias, além de vídeos de um dos pontos mais conhecidos do estado. Todas as imagens apresentam as mudanças sofridas por este patrimônio histórico ao longo do tempo. A mostra está aberta ao público até o dia 29 de julho, de terça a sexta, entre 12h e 18h, e nos fins de semana e feriados, das 12h às 17h.
 
A exposição retrata a história do Pelourinho desde o século XIX aos dias atuais, com destaque para o século XX, período em que ocorreram as maiores mudanças. Os visitantes poderão conferir imagens do Terreiro de Jesus em 1808, do bonde que cruzava o Centro Histórico em 1930 e da Ladeira do Pelourinho na década de 60.  Os interessados podem ainda assistir aos filmes Pelourinho, de Vítor Diniz, e Comunidade do Maciel, de Tuna Espinheira. As exibições acontecerão nos finais de semana, com exceção da primeira sessão, que será realizada no dia 30 de maio, às 14h, e devem ser agendadas previamente pelo telefone (71) 3117-6383.  
 
Serviço
O QUÊ: Exposição “Pelourinho – Um cartão-postal da Bahia”
ONDE: Museu Tempostal - Rua Gregório de Matos, 33, Pelourinho
QUANDO: Abertura dia 31 de maio, às 17h. Visitação: terça a sexta, 12h às 18h. Sábados, domingos e feriados, 12h às 17h. Até o dia 29 de julho
QUANTO: Gratuito

Curtas do Poder

Ilustração de uma cobra verde vestindo um elegante terno azul, gravata escura e língua para fora
Tenho pra mim que os propagandistas estão tontos com as "mudernidades". É tanto celular gravando o tempo inteiro, IA, implante capilar e trend, que tá faltando proposta e política. O problema é que mesmo quem faz política tá enfrentando outro bicho: o ciúme. Mas tem amizades que se provam com o tempo. O Galego que o diga... Saiba mais!

Pérolas do Dia

Camilla Batista

Camilla Batista
Foto: Daniel Araújo / Antena 1 Salvador

"Falta vontade política". 


Disse a secretária Estadual de Políticas para as Mulheres, Camilla Batista ao comentar a destinação de recursos para a prevenção e o combate à violência contra a mulher esbarra, muitas vezes, na ausência de prioridade dos gestores municipais. Em entrevista ao programa Bahia Notícias no Ar, da rádio Antena 1 Salvador, a secretária foi categórica ao apontar a "falta de vontade política" e usou a capital baiana como exemplo de lacuna na rede de proteção.
 

Podcast

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A sabatina faz parte da série especial "Vota BN", dedicada a entrevistar os principais candidatos ao Senado e ao Governo do Estado.

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