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paralisacao de professores
Os professores da rede municipal de Feira de Santana iniciaram na manhã desta terça-feira (28) uma paralisação de 48 horas aprovada em assembleia realizada na semana passada pela APLB Sindicato. A mobilização foi marcada por um protesto nas áreas externa e interna do Centro de Atendimento ao Feirense (Ceaf).
Segundo o Acorda Cidade, parceiro do Bahia Notícias, o movimento tem como objetivo cobrar da prefeitura feirense o cumprimento de um acordo judicial firmado com os professores, além da revisão da tabela salarial e da reformulação do plano de carreira.
Ao site, a professora Jussara Pinho afirmou que a categoria busca abrir um canal de diálogo com a administração municipal para discutir a valorização dos profissionais da educação. De acordo com a docente, a defasagem na tabela salarial chega a 90%, o que, segundo ela, compromete a valorização dos professores e a qualidade do ensino.
Jussara Pinho também criticou a postura da gestão municipal e disse que a categoria continuará mobilizada em defesa dos direitos dos profissionais e dos estudantes.
"Nós vamos continuar resistindo e lutando pela garantia de direitos tanto dos professores como dos estudantes. Os estudantes também estão sem cuidadores, as famílias neuroatípicas estão sofrendo, assim como os professores. Não temos hora para terminar. O tempo será determinado pelo diálogo com a gestão municipal. O prefeito precisa responder à população de Feira", declarou.
Segundo a representante da categoria, uma nova assembleia será realizada nesta quarta-feira (29) para definir os próximos passos do movimento. Até o momento, a prefeitura de Feira de Santana não havia se manifestado sobre as reivindicações apresentadas pelos docentes.
Docentes da rede municipal de Feira de Santana decidiram em assembleia realizada na quinta-feira (16) paralisar as atividades no próximo dia 23 de abril. A mobilização foi aprovada após a categoria apontar falta de respostas da prefeitura às demandas, sobretudo quanto ao cumprimento da tabela salarial e de acordos firmados.
Segundo o Acorda Cidade, parceiro do Bahia Notícias, um dos pontos discutidos foi o pagamento dos precatórios do Fundef. O debate ganhou força após a publicação de um projeto de lei que prevê o repasse apenas do valor principal, sem a inclusão de juros.
Conforme a presidente da APLB local, Marlede Oliveira, a medida pode reduzir os valores a serem recebidos pelos professores e excluir parte dos beneficiários. A dirigente afirmou que, caso o projeto seja aprovado sem os juros, a entidade poderá recorrer à Justiça, a exemplo do que ocorreu em relação à rede estadual.
Outro ponto abordado foi o reajuste salarial de 5,4%, aprovado no último dia 9, com efeito retroativo a janeiro. De acordo com a categoria, a proposta inicial não contempla os professores aposentados. A APLB defende a aplicação do mesmo índice para ativos e inativos, com base no princípio da paridade salarial.
A paralisação foi definida após o término do prazo estipulado para que a prefeitura apresentasse respostas sobre a tabela salarial, o que, segundo a entidade, não ocorreu até a última quarta-feira (15). A categoria afirma que há um acordo judicial homologado desde agosto do ano passado que ainda não foi cumprido.
No dia da paralisação, haverá um ato denominado “café com educação”, previsto para as 7h30, em frente à prefeitura. Já pela tarde, às 16h, está agendada uma reunião com a secretária da Administração para tratar das reivindicações, com foco na tabela salarial e na homologação do acordo judicial.
Curtas do Poder
Pérolas do Dia
Tânia Scofield
"Na verdade, o que a gente encontra hoje na rua de Salvador é uma faixa de veículo assim, bem acima do necessário. Esse acima do necessário permite inclusive que um carro ultrapasse, porque às vezes tem 3 metros e meio, 3 metros, às vezes 4 metros".
Disse a presidente da Fundação Mário Leal Ferreira (FMLF), Tânia Scofield, durante entrevista nesta terça-feira (8) ao programa Bahia Notícias no Ar, ao comentar a preocupação de parte dos motoristas com a redução do espaço para os carros nas obras de requalificação da Avenida Lafayette Coutinho, popularmente como Avenida Contorno é uma "percepção um pouco equivocada".