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pagode explicito
Em clima de Carnaval, a cantora de pagode A Dama, lançou, no último domingo (18), a sua aposta para o verão 2026: “Malvado Favorito”. Resgatando o “Uni Duni Tê”, a artista explicou ao Bahia Notícias que se inspirou em “mexer um pouco com a criança que existe dentro da gente”.
“Essa coisa do ‘Uni Duni Tê’, a gente consegue fazer com que caia na boca dos idosos, na boca das crianças, na boca dos adolescentes”, explicou a artista. A Dama considera ainda que a nova canção é “uma música limpa, uma música leve”.
A letra da música, A Dama explica, remete a um momento de traição e superação. “Um momento que fala: ‘fui enganada, mas superei’, tipo assim, uma mulher que foi traída, que superou a traição e porque hoje ela tem o direito de escolher o homem que ela quer estar do lado”, contou.
Para a artista, um dos principais nomes femininos do pagodão, todos os homens são o “malvado favorito” e “a mulher tem esse direito de escolher a pessoa que ela quer estar do lado”.
Nesse clima que mistura o lúdico com a brincadeira, a cantora explica que seu pagode atual se distanciou do pagode explícito que fazia no início da carreira e assumiu se constranger quando ouve as antigas canções.
“Eu não sei de onde tiram essa ideia de que meu pagode é explícito”, admitiu. “As pessoas têm realmente uma imagem distorcida sobre o meu trabalho e que eu acho que precisam escutar mais para poder entender que eu não faço parte literalmente desse pagode explícito”, acrescentou.
Ao BN, A Dama explicou ainda que valoriza as pessoas que fazem esse tipo de pagode e que considera ser “a forma que eles tem de chegar onde estão, de conseguir fazer um som, de tirar o som da favela” e que entende que “as pessoas não querem ouvir o pagode literalmente limpo”.
No entanto, não é mais algo que deseja fazer. “Eu não consumo esse tipo de música, eu não escuto. Eu não escuto. Quando eu escuto uma parada, não é o que eu quero escutar hoje”, confessou.
“Hoje eu acho que eu criei uma maturidade e eu penso também. Eu penso: ‘eu vou postar isso aqui na rede social, o que que as crianças vão dizer?’ Eu penso nisso”, adicionou.
A artista confessou ainda que quando as pessoas colocam para tocar suas músicas antigas, como “Fod* com Raiva”, pede para desligar. “São coisas que eu hoje não quero ouvir. São coisas que hoje eu não quero cantar”, admitiu.
Curtas do Poder
Pérolas do Dia
Jerônimo Rodrigues
"Os extremos não servem para nós. Nem uma polícia que não dê conta do seu papel, nem uma polícia que possa entrar no exagero e fazer ações fora do conceito de um servidor público. A polícia tem que garantir a segurança das pessoas e não ameaçá-las".
Disse o governador Jerônimo Rodrigues ao ser sabatinado na TV Aratu, nesta terça-feira (4) e abordou um dos temas mais sensíveis de sua gestão: a segurança pública e a atuação da Polícia Militar. Respondendo a questionamentos do jornalista Maurício Leiro, editor de política do Bahia Notícias, sobre a implementação das câmeras corporais nos fardamentos e suspeitas de excessos policiais, Jerônimo afirmou que "não passa a mão na cabeça" de quem atua fora dos padrões.